Idade do Cobre

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Idade do Cobre, ou Calcolítico (do grego Χαλκός, transl. khalkos), "cobre" + λίθος, transl. líthos, "pedra") é um dos períodos da proto-história, situado cronologicamente entre o Neolítico e a Idade do Bronze (aproximadamente 2500 a 1800 a.C.). O termo também pode ser utilizado para denominar algumas sociedades que apresentaram manifestações culturais diferenciadas durante este período.

O bronze é uma liga metálica que compreende o cobre e o estanho, antes de se usar o bronze, usou-se o cobre, a esta época de utilização do cobre, chamou-se calcolítico, não obstante este facto, há quem não aceite[quem?]esta designação caracterizadora, pois argumenta que a fundição de cobre não é mais do que o bronze natural; mesmo assim, a mesma utiliza-se, pois diferencia os períodos nos quais o bronze era forjado naturalmente da era em que o bronze começou a ser forjado artificialmente e com recurso a estanho. O cobre foi o primeiro metal que o ser humano utilizou e fê-lo há aproximadamente 5000 anos, ou seja, no final do Neolítico.

Factores históricos e sociais que deram origem à Idade do Cobre[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da economia durante o Neolítico conduziu ao desigual desenvolvimento das capacidades de produção e acentuou os regionalismos e a variabilidade dos grupos humanos, este facto ao transformar o mundo em mosaico de diferentes tradições, acrescenta-lhe o engenho dos homens que estão abertos a novas mudanças ou são quem as insere.

Quando os animais começam a ser utilizados para tracção e transporte e não apenas para serem abatidos para alimento, desencadeia-se a chamada "Revolução dos Produtos Secundários", de que o leite e a são exemplos, ficando então aberto o caminho para um conjunto de inovações tecnológicas ausentes do Neolítico Antigo, tais como o arado, a roda, o carro de bois, o uso do cavalo para montar e, por último, a metalurgia, estas, reflectem-se de modo fundamental sobre o desenvolvimento agrícola, o comércio à distância e o contacto entre os diversos povos e as suas culturas.

Os excedentes alimentares obtidos permitem o aparecimento de artífices especializados e possibilitam a diversidade dos ofícios que se vão progressivamente afastando do trabalho rural, forma-se numa teia social cada vez mais complexa uma nova hierarquia de direitos sobre a propriedade e estratifica-se os estatutos políticos e religiosos.

Desse modo e por causa do novo paradigma económico o controlo dos territórios e das jazidas de minério, bem como dos segredos ligados à produção dos objectos metálicos condicionam decididamente as relações entre os grupos e dos homens entre si, assistindo-se ao aumento da rivalidade entre os grupos, rivalidade essa que está na origem de um comportamento guerreiro que assegura a ordem das coisas, os estatutos adquiridos e a primazia do grupo em relação ao individuo.

Na península Ibérica[editar | editar código-fonte]

A navegação marítima, que provém do leste do mar Mediterrâneo e das ilhas do Egeu, possibilita a regularidade dos contactos entre o Oriente e o extremo Ocidente da Europa e desta finisterra (fim da terra) a que hoje chamamos península Ibérica.

Esta está finalmente aberta à via dos contactos económicos e culturais que contribuem para a definição da Idade do Cobre ou Calcolítico, sendo que na mesma o uso do cobre generaliza-se há cerca de 4000 anos, época que coincidiu com o declinio das construções megalíticas e do inicio da Cultura do Vaso Campaniforme, o qual é o símbolo por excelência destas culturas calcolíticas Ibéricas e se caracteriza por uma decoração por áreas do mesmo.

No sudoeste ibérico afloram os chapéus-de-ferro, ricos em cobre, ouro e prata, facilmente exploráveis por uma tecnologia metalúrgica primitiva.

Privilegiam-se os rios como vias de comunicação e há um largo recurso à irrigação artificial, introduzida com a metalurgia que permite aumentar a produtividade de territórios restritos com solos pobres, isso tem como consequência, que as comunidades se restrinjam a um espaço, aumentando assim a identidade de cada grupo, bem como a sua a sua rivalidade e, com ela, a necessidade de defesa.

Deste modo usa-se largamente o arco e a flecha e constroem-se muralhas com torres e bastiões redondos, reflexo de uma arquitectura de combate então em voga, por todo o mundo mediterrânico.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Dentre exemplos típicos desta Idade do Cobre espalhados por inúmeras povoações por todo o sudoeste ibérico, na Área Metropolitana de Lisboa destacam-se, entre outros:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]