Cronologia da evolução humana

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Esta cronologia da evolução mostra os maiores eventos no desenvolvimento da nossa espécie e a evolução dos nossos ancestrais, não se explicando sobre a evolução que originou leões, dinossauros ou aves. Ela contém uma ampla explicação sobre os animais, espécies ou gêneros, que possivelmente são ancestrais do Homo sapiens. Em seu início está a origem da vida e apresenta uma possível linha de descendentes que vai direto aos humanos. Essa cronologia é baseada em estudos de paleontologia, ontogenia, morfologia, informações anatômicas e genéticas.

MdA = Milhões de Anos Atrás
MAA = Mil Anos Atrás
Data Evento
4000 MdA As formas de vida mais antigas aparecem, possivelmente derivadas de moléculas de RNA reprodutoras. A cópia/reprodução/réplica dessas moléculas requerem recursos com energia, espaço e blocos menores para esta construção, os quais logo se tornam limitados, resultando em competição. A seleção natural favorece aquelas moléculas que são mais eficientes em sua reprodução. Moléculas de DNA então tomam o lugar de principais replicadores. Eles então desenvolvem por dentro uma membrana confinada que fornece um ambiente físico e químico estável que causa suas reproduções - o nascimento das protocélulas, e dos sistemas "bióticos" mais conhecidos como progenotas.
3900 MdA Células similares a procariotos aparecem. Estes primeiros organismos usam o dióxido de carbono como recurso e oxidam materiais inorgânicos para extrair energia. Depois os procariotos desenvolvem a glicólise, um grupo de reações químicas que libera a energia das moléculas orgânicas como a glicose. A glicólise gera moléculas ATP como uma fonte de energia para períodos curtos de tempo, e a ATP continua a ser usada em quase todos os organismos que não sofreram mutação até hoje.
2500 MdA Primeiros organismos a utilizar oxigênio. A 2400 Mda, no que é chamado de Grande Evento de Oxigenação, as formas de vida anaeróbicas pré-oxigênio são exterminadas pelas cianobactérias fotossintetizantes produtoras de oxigênio. Mas estas cianobactérias não são antepassadas da linhagem humana, e sim organismos procariontes não-fotossintetizantes.
2100 MdA Células mais complexas aparecem: os Eucariontes, contendo várias organelas. Os eucariontes parecem ter evoluído de comunidades simbióticas de procariontes: provavelmente a união simbiótica de uma arquea que passou a abrigar bactérias capazes de utilizar o oxigênio. Estas bactérias dariam origem as mitocôndrias. A origem da célula eucariótica é um marco na evolução da vida: seus altos níveis de complexidade de organização iriam permitir posteriormente o desenvolvimento de verdadeiros organismos multicelulares.
1.500 MdA É neste momento que ocorre a separação da linhagem dos antepassados dos vegetais e algas unicelulares da linhagem dos antepassados dos protozoários, fungos e animais. Além das bactérias, os antepassados dos vegetais passaram a abrigar cianobactérias em seu interior, estas dariam origem aos cloroplastos presente nas células vegetais.

A linhagem dos fungos e animais também se separa nesta época. Uma característica que coloca os fungos em um reino diferente dos animais é a quitina em suas paredes celulares. Semelhante aos animais, os fungos são heterotróficos; eles adquirem seus alimentos absorvendo moléculas dissolvidas, normalmente secretando enzimas digestivas em seu ambiente. Diferente dos vegetais os fungos não fotossintetizam.

1.200 MdA A reprodução sexual evolui e resulta numa explosão na taxa de evolução.
900 MdA

Há quem diga que os protozoários coanoflagelados são considerados ancestrais de todo o reino animal, e em particular podem ser os ancestrais diretos das esponjas.

Os coanócitos (células colar) das esponjas têm a mesma estrutura básica em relação aos coanoflagelados. Células colar são ocasionalmente achadas em alguns outros grupos animais, como as platelmintos.

Os coanoflagelados expressam algumas das proteínas relacionadas com adesão celular em animais como caderinas e tirosinas cinases, e tais proteínas afetam sua proliferação celular.

Entretanto, comparações de seqüencias de DNA não sustentam a idéia de uma afiliação próxima entre coanoflagelados e animais.

Estudos comparativos de RNA ribossomal contradizem muitas das afirmações tradicionais sobre a filogenia das esponjas e sua relação com os coanoflagelados viventes (que, ao contrário do que se afirma, parece ser um grupo monofilético derivado).

A única similaridade palpável de coanoflagelados e coanócitos de esponjas é puramente morfológica, pois que há um flagelo rodeado por um colar feito de tentáculos de pseudópodos.

Aparentemente, nos dois casos, o colar e o flagelo formam um sistema eficiente na filtragem de alimentos e suas semelhanças podem se dever a isso, muito mais do que a ancestralidade, ainda carente de evidências sólidas. Há também quem diga que os coanoflagelados é que são derivados de esponjas.

Não há também nenhuma evidência de que havia coanoflagelados a 900 MdA. Sua colocação neste ponto é puramente especulativa, baseada na hipótese de que sejam ancestrais dos primeiros animais.

850 MdA Proterospongia é o melhor exemplo de como o ancestral de todos os animais dever ter-se parecido.

Estes protozoários vivem em colônias e mostram um nivel primitivo de especialização das células para diferentes tarefas. As similaridades entre Proterospongia e esponjas são evidências fortes de relação próxima entre coanoflagelados e animais.

A proterospongia não é o ancestral direto das esponjas, mas deve ser bem semelhante ao ancestral delas e de todos os animais multicelulares.

700 MdA Acredita-se que os animais multicelulares mais primitivos que apareceram na Terra foram criaturas parecidas com esponjas. Elas são os animais mais simples que conhecemos, com tecidos parcialmente diferentes, com pouca diferenciação celular, e não têm músculos, nervos e nem órgãos internos.

Pela evolução genética, as esponjas são os animais mais velhos que existem hoje.

De certo modo, estão mais próximos de serem colônias de células do que de organismos multicelulares.

660 MdA O movimento de todos os animais deve ter começado com os cnidários. Quase todos possuem nervos e músculos e, por serem os animais mais simples a possuí-los, seus ancestrais diretos eram muito similares aos primeiros animais a usarem nervos e músculos juntamente. Cnidários são também os primeiros animais com uma forma definitiva de corpo, apresentando simetria radial.
550 MdA

Os platelmintos ou vermes achatados são os animais mais antigos a terem um cérebro, e os animais vivos mais simples a terem uma simetria bilateral. Eles são também os animais mais simples constituídos de três camadas germinativas.

541 MdA Os filos animais mais conhecidos aparecem no registro fóssil como espécies marinhas durante a explosão cambriana. Atualmente, as hipóteses filogenéticas propostas organizam os animais em quatro grande grupos. Um grupo basal incluindo os Poríferos e Cnidários, e três grupos de Bilateria: Deuterostômios, Lofotrocozoários e Ecdysozoários,[1] além de grupos com a posição ainda incerta na árvore dos Metazoa. Deuterostômios: descendentes do último ancestral em comum da linhagem cordada [humana], equinoderma (estrela do mar, ouriços do mar, pepinos do mar etc.) e hemicordada (Enteropneusta e graptólitos).

Vermes hemicordados como o Enteropneusta são considerados mais próximos da linhagem que deu origem aos cordados e equinodermos do que outros tipos de vermes. Por exemplo: vermes do filo Nemertea e Annelida seriam mais próximos dos moluscoss (Lophotrochozoa), enquanto os filos Nematoda e Onychophora seriam mais próximo dos artropodes (Ecdysozoa)

Os Enteropneustas possuem um sistema circulatório com coração que também funciona como um rim. Os vermes Acorn possuem brânquias para respirar, cuja estrutura é similar a dos peixes primitivos. Os Acorn também são citados como sendo uma ligação entre os os vertebrados e os invertebrados.

530 MdA

O mais antigo ancestral dos cordados é a Pikaia. Baseando-se nos conhecimentos atuais, foi o primeiro animal com notocorda. É possível que seja a ancestral comum de todos os cordados e vertebrados.

Outro fóssil conhecido semelhante a cordados é de um conodonte, um animal em forma de enguia de 4 a 20 centímetros de comprimento, com um par de olhos enormes na extremidade da cabeça e uma complexa coroa de dentes.

Os cefalocordados, animais que ainda vivem nos dias de hoje, têm muitas das características dos cordados primitivos. São bastante parecidos com o Pikaia.

505 MdA

Os Agnatha foram os primeiros vertebrados e precursores dos peixes.

Até recentemente, a mais antiga evidência de vertebrados consistia de fósseis de Ostracodermes, animais cobertos por armaduras ósseas que se assemelham a peixes modernos, porém sem mandíbulas e nadadeiras funcionais. Datam de cerca de 480 MdA.

Achados mais recentes do cambriano inferior da China estendem o registro fóssil para cerca de 530 MdA e apresentam vertebrados pequenos (cerca de 3 cm) semelhantes a peixes, sem qualquer evidência de ossificação ou armaduras mineralizadas. Haikouichthys e Myllokunmingia são exemplos desses peixes sem mandíbulas, ou Agnatha. Seus esqueletos internos eram cartilaginosos. Eles não tinham as barbatanas emparelhadas (peitorais e pélvicas) dos peixes mais avançados.

480 MdA

Os Placodermi eram peixes pré-históricos cobertos por pesadas armaduras ósseas que se articulavam entre a cabeça e o tórax. Estão entre os primeiros peixes a ter mandíbulas evoluídas dos primeiros pares de arcos branquiais. Também possuíam nadadeiras que auxiliavam na locomoção.[2]

Recentes descobertas fósseis no noroeste da Austrália, revelaram estruturas relacionadas com a fecundação interna (clásperes), que tinham por função introduzir os espermatozóides nas fêmeas. Essas evidências remontam a origem da cópula, que antes se pensava ter surgido nos Chondrichthyes (tubarão, arraia) há 350 milhões de anos, para 375 milhões de anos.[3] Essa e outras descobertas[4] sugerem que os placodermos poderiam ser ancestrais dos condrictes e também dos acantódios. Estes últimos podem ter sido ancestrais da linhagem dos Osteichthyes (cavalo-marinho, robalo, enguia, atum, marlim, pirarucu, celacanto, etc).

410 MdA

Os osteícties se dividem nesta época em duas linhagens: os Sarcopterygii e os Actinopterygii. Os Sarcopterygii são peixes ósseos com nadadeiras pares ósseas e carnudas. São distinguidos do seu grupo-irmão Actinopterygii por suas nadadeiras musculares com ossos articulados. Suas nadadeiras pares e pélvicas possuem articulações semelhantes aos membros de tetrápodas, sendo evidencias de que essas nadadeiras poderiam possíbilitar a vida na terra nos anfíbios.

390 MdA

Alguns peixes com nadadeiras lobuladas (Sarcopterygii) desenvolvem pernas e dão origem aos tetrápodas. Esses peixes usavam suas nadadeiras como remos em águas rasas.

Panderichthys, um peixe pré-histórico, apresenta características de transição entre peixe de nadadeiras lobadas e os primitivos tetrápodos.

390 MdA

Tiktaalik é um gênero de peixes sarcopterygianos (barbatanas de lóbulos) com muitas características semelhantes aos tetrápodes. Ele mostra uma ligação clara entre Panderichthys e Acanthostega.

315 MdA

Acanthostega é um anfíbio extinto e está entre os primeiros animais a desenvolver membros. É candidato a ser o primeiro vertebrado a ter a capacidade de sair da água e se locomover em terra, com muita dificuldade.

Possuía pulmões e brânquias, indicando que também foi um elo de ligação entre peixes de nadadeiras lobadas e vertebrados terrestres.

Ichthyostega é um tetrápode recente. Sendo um dos primeiros animais com pernas, braços, e dedos ósseos, é tido como um híbrido entre um peixe e um anfíbio. Entretanto, suas pernas provavelmente não eram usadas para andar; eram capazes de passar períodos muito breves de tempo fora d'água e podem ter utilizado suas pernas para deslocar-se em seu caminho através da lama.

Os anfíbios foram os primeiros animais tetrápodes a desenvolver pulmões.

300 MdA

Dos anfíbios, evoluíram os primeiros répteis. Hylonomus é o réptil mais antigo conhecido. Ele tinha 20 cm, incluindo a cauda, e provavelmente teria se parecido especialmente com largartos modernos. Possuía pequenos dentes afiados e provavelmente comia miriápodes e insetos. É um precursor dos mais recentes amniotas e répteis que deram origem aos mamíferos.

A evolução do ovo amniótico resulta no Amniota, répteis que podem se reproduzir em terra e levar os ovos para uma área seca, não necessitando retornar para a água para reprodução. Esta adaptação conferiu-lhes a capacidade de colonizar planaltos pela primeira vez.

Os répteis já possuem um avançado sistema nervoso quando comparados com os anfíbios. Possuem doze pares de nervos cranianos.

256 MdA

Pouco depois de terem aparecido os primeiros répteis, dois ramos se separaram. Um é o Synapsida, que apresentava um par de buracos em seus crânios atrás dos olhos, os quais eram usados para aumentar o espaço para os músculos do maxilar. O outro ramo é o Diapsida. Dos Diapsidas vieram os antepassados dos crocodilos, cobras, lagartos modernos, tuataras, tartarugas e dos dinossauros (incluindo as aves).

Já dos Synapsidas vieram os Therapsidas, que são ancestrais diretos dos mamíferos.

Os Therapsidas mais antigos são os pelicossauros. Foram os primeiros animais a terem a abertura temporal no crânio. Pelicossauros não são Therapsidas, mas logo deram origem a eles. Os Therapsidas têm a abertura temporal do crânio maior e mais parecida com a dos mamíferos do que com a dos pelicossauros, seus dentes mostram mais divisão em série; e depois desenvolveram um segundo palato. Um segundo palato habilita o animal a comer e respirar ao mesmo tempo e é um sinal de uma maneira de vida mais ativa e talvez sangue quente.

220 MdA Um sub grupo de terapsídeos, os cinodontes teria evoluido mais características similares aos mamíferos.

As mandíbulas dos cinodontes assemelham-se mais aproximadamente às mandíbulas dos modernos mamíferos e seus dentes são multicúspides e diferenciados. A mandíbula de cinodontes mais derivados já é formada de um só osso, o dentário, que se articula com o osso esquamosal, como nos mamíferos. Cinodontes são os ancestrais diretos de todos os modernos mamíferos.

220 MdA

Os eucynodontes (cinodontes) vieram a ser os primeiros mamíferos.

Os mais primitivos mamíferos eram pequenos e parecidos com musaranhos que alimentavam-se de insetos. Temperatura corporal constante. Todos os mamíferos tem glândulas mamárias para suas crias.

Neocórtex evoluiu nos mamíferos. Esta região cerebral é típica destes animais. Monotremados são um grupo de mamíferos que põe ovos, hoje representados entre os animais modernos pelo ornitorrinco e equidna.

125 MdA

Ocorre a separação das linhagens dos marsupiais e placentários. Os marsupiais (canguru, coala, diabo-da-tasmânia, etc) não são antepassados dos placentários. Ambos os grupos surgiram no Cretáceo na mesma época e desde então competem pelos mesmos nichos ecológicos.

Juramaia, um mamífero eutheria, inicia a formação dos modernos mamíferos placentários. Ele tinha a aparência dos modernos arganazes, escalando pequenos arbustos em Liaoning, China. Todos os mamiferos placentários, como morcegos, elefantes, cavalos, bois, peixes-boi, ratos, tigres, tatus, bichos-preguiça, baleias e os humanos descendem desse animal.

100 MdA Ancestral genético comum de ratos e humanos.
65 MdA

Um grupo de pequenos, noturnos e arborícolas, mamíferos insetívoros chamados Euarchonta inicia especiação que irá resultar nas ordens primatas, tupaias e lêmures voadores. Os Primatomorpha é uma subdivisão dos Euarchonta que inclui os primatas e os protoprimatas Plesiadapiformes. Um dos mais antigos protoprimatas é o Plesiadapis. Plesiadapis irá ter garras e os olhos localizados em cada lado da cabeça, porque eles serão mais rápidos no chão que no topo das árvores, mas eles começarão a passar mais tempo em partes baixas das árvores, alimentando-se de frutas and folhas.

Um dos últimos Plesiadapiformes foi o Carpolestes simpsoni. Ele tinha tinha dedos preênseis mas não olhos direcionados para a frente.

40 MdA Os primatas divergiram nas subordens Strepsirrhini (primatas de "focinho úmido") e Haplorrhini (primatas de "foninho seco"). Os Strepsirrhini contém muitos dos prosímios; exemplos modernos incluem os lêmures e os lorises. Os prosímios tarsius, junto com os macacos e grandes macacos hominídeoss são os haplorrhines. Um dos mais antigos entre os haplorrhines é o Teilhardina asiatica, do tamanho de um rato, criatura diurna com pequenos olhos.
30 MdA

Haplorrhini dividem-se nas infraordens Platyrrhini e Catarrhini. Os Platyrrhini são os Macacos do Novo Mundo, ou seja aqueles que habitam a América (sagui, bugio, macaco-aranha), já os Catarrhines (babuínos, langures, etc) são mais localizados na África e Ásia do que noutros continentes. Um ancestral dos catarrhines provavelmente é Aegyptopithecus. Outros antigos catarrhines incluem Bugtipithecus inexpectans, Phileosimias kamali e Phileosimias brahuiorum, os quais são todos similares aos atuais lêmures. Logo os machos catarrhine ganharam visão colorida mas perderam a sensibilidade aos feromônios.

25 MdA

Catarrhini dividiu-se em duas superfamílias, "macacos do Velho Mundo" (Cercopithecoidea) e "grandes macacos" (Hominoidea).

Proconsul foi o mais antigo gênero dos primatas catarrhine. Eles têm um misto de características de "macaco do Velho Mundo" e "grande macaco". Características dos Proconsul como as dos macacos incluem esmalte dos dentes fino, uma compleição leve com um tórax estreito e membros anteriores curtos, e um estilo de vida arborícola quadrúpede. Suas características de "grande macaco" são a ausência de cauda, cotovelos como dos "grandes macacos" (orangotangos, gorilas, chimpanzés e humanos) e um levemente maior cérebro relativamente ao tamanho do corpo.

Proconsul africanus é um possível ancestral, tanto de grandes e pequenos macacos, e dos humanos.

15 MdA Ancestrais do humanos especiam-se dos ancestrais dos gibões.
13 MdA Ancestrais dos humanos especiam-se dos ancestrais dos grandes macacos.

Acredita-se que Pierolapithecus catalaunicus seja um ancestral comum dos humanos e dos "grandes macacos" ou ao menos uma espécie que nos leve mais perto de um ancestral comum do que qualquer descobertas fóssil anterior.

Pierolapithecus tem adaptações especiais para o escalar de árvores, só como humanos e outros grandes macacos fazem: um largo e plano conjunto de costelas, uma forte e mais baixa coluna, pulsos flexíveis, e omoplatas que situavam-se ao longo de suas costas.

10 MdA Ancestrais humanos sofrem especiação dos ancestrais dos gorilas.
5 MdA

Ancestrais humanos sofrem especiação dos ancestrais dos chimpanzés. O último ancestral em comum é Sahelanthropus tchadensis. O mais antigo no ramo humano é o Orrorin tugenensis (Millennium Man, Quênia). Tanto chimpanzés e humanos tem laringe que reposiciona-se durante os dois primeiros anos de vida para uma localização entre a faringe e os pulmões, indicando que os ancestrais em comum tinham esta característica, uma precursora da fala.

4,4 MdA Um esqueleto de Ardipithecus ramidus completo é descrito em 11 artigos - encarte especial - na revista Science¹. Ardipithecus era arbóreo, significando que vivia amplamente na floresta, onde competia com outros animais da floresta por comida, sem dúvida incluindo entre estes os antepassados dos chimpanzés. O Ardipithecus provavelmente era bípede, como evidenciado pela pelve em forma de tigela, pelo ângulo do forame magno e pelos ossos mais finos do pulso, embora seus pés ainda estivessem adaptados para agarrar em vez de caminhar por longas distâncias. A espécie era um bípede facultativo: bípede ao se mover no chão, mas quadrúpede quando se movia em galhos de árvores.
3,7 MdA Alguns Australopithecus afarensis deixam pegadas em cinzas vulcânicas em Laetoli, Quênia (norte da Tanzania). Australopithecus viviam em ambientes de savana; eles provavelmente desenvolveram sua dieta para incluir carne extraída.
3,5 MdA Kenyanthropus platyops, um possível ancestral do Homo, emerge do gênero Australopithecus.
3 MdA

Os bípedes australopithecinos (antigo homininos) evoluiram nas savanas da Africa sendo caçado pelo Dinofelis. Perda de cabelo corporal toma lugar no período de 3-2 MdA, em paralelo com o desenvolvimento do bipedalismo pleno.

2 MdA

Pensa-se que o Homo habilis é o ancestral do mais esguio e sofisticado Homo ergaster, o qual por sua vez deu origem a espécies com aparência mais humana, Homo erectus. O Homo habilis aparenta ser o primeiro ou um dos primeiros homininos a dominar a tecnologia de ferramentas de pedra. Há um debate se seria H. habilis um ancestral humano direto e se muitos fósseis conhecidos são adequadamente atribuídos às espécies.

Veja: Homo rudolfensis

1,8 MdA
Uma reconstituição de Homo erectus.

Homo erectus evoluiu na Africa .

O Homo erectus carregaria semelhança aos seres humanos modernos, mas tinha um cérebro com aproximadamente 74 % do do homem moderno. Sua testa é menos inclinada e os dentes são menores.

Acredita-se ser o ancestral dos modernos humanos (como Homo heidelbergensis, usualmente tratado como um passo intermediário).

1,75 MdA Dmanisi man / Homo georgicus (Georgia), com minúsculo cérebro e oriundo da África, com características de Homo erectus e Homo habilis.
700 MAA
Uma reconstituição de Homo heidelbergensis.

Homo heidelbergensis provavelmente é o antepassado direto do Homo neanderthalensis na Europa, além de apresentar bastante semelhança com os Homo sapiens arcaicos encontrados na África: Homo rhodesiensis e Homo sapiens idaltu. Hoje não se sabe se o H. heidelbergensis foi antepassado direto do homem moderno; encontra-se entre o Homo antecessor, espécie pouco conhecida e baseada em fósseis achados nas colinas de Atapuerca (Espanha), e os H. neanderthalensis, na escala evolutiva. Apresenta caracteres gerais intermediários entre H. erectus/H. ergaster e o H. sapiens. Talvez seja o ancestral genético comum de humanos,neandertais e denisovanos.

300 MAA Fósseis atribuídos a Homo sapiens, juntamente com ferramentas de pedra, datados de aproximadamente 300.000 anos atrás, encontrados em Jebel Irhoud, Marrocos.[5]
300-200 MAA Nascimento do "Adão Y-cromossomial" na África (provavelmente na Etiópia ou Sudão). Pensa-se que ele é o mais recente ancestral comum dos quais todos os cromossomos Y dos machos humanos descendem. O Adão Y-cromossomial não é o mesmo indivíduo em todos os pontos na história humana. O mais recente ancestral paterno comum dos humanos hoje vivos é diferente dos humanos que viverão daqui a mil anos no futuro: como as linhagens masculinas desaparecem, um indivíduo mais recente, o Y-mrca de uma sub-árvore de Adão-Y virá a ser o novo Adão-Y.
160 MAA Homo sapiens (Homo sapiens idaltu) na Etiópia, Rio Awash, Vila Herto, praticavam rituais mortuários e matavam hipopótamos.
230-100 MAA Nascimento da "Eva mitocondrial" na África. Ela é a fêmea ancestral de todas as linhagens mitocondriais dos humanos hoje vivos.
130 MAA FOXP2 (gene associado com o desenvolvimento da fala) surge.
100 MAA

Os primeiros humanos anatomicamente modenos (Homo sapiens) haviam surgido na Africa. Pensa-se que já algum tempo antes disto, eles teriam evoluído do Homo heidelbergensis.

Em atual estimativa, humanos tem aproximadamente 20 000–25 000 genes e dividem 98,5 % de seu DNA com seus parentes evolutivos mais próximos, os bonobos.[6]

A pele do Homo sapiens é relativamente menos peluda que a outros primatas. A cor da pele de humanos contemporâneos pode variar de marrom muito escuro a rosa muito pálido. É geograficamente estratificada e em geral relaciona-se com o nível ambiental de raios UV. A pele humana e a cor do cabelo é controlada em parte pelo gene MC1R. Por exemplo, o cabelo ruivo e a pele pálida de alguns europeus é o resultado de mutações no MC1R. A pele humana tem a capacidade de escurecer (bronzeamento) em respostas à exposição a UV. Variação na habilidade ao bronzeamento solar é também controlada em parte por MC1R.

90 MAA Humanos modernos chegam à Ásia via duas rotas: uma pelo norte, através do Oriente Médio, e outra rota mais ao sul, pela Etiópia, via Mar Vermelho e sul da Arábia. Mutações causam mudanças de cor na pele permitindo a melhor absorção de luz UV para diferentes latitudes. As modernas "raças" (etnias) iniciam sua formação. Populações africanas mantém mais diversidade em seus genótipos que todos os outros humanos, que são conseqüentemente apenas um subconjunto de diversidade que deixou a África.

Veja : Hipótese da origem única

74 MAA Erupção de um supervulcão em Toba, Sumatra, Indonésia e seis anos de invernos nucleares causam um decréscimo da população de Homo sapiens a prováveis dois mil indivíduos apenas.
50 MAA Modernos humanos expandem-se para a Austrália (e viriam a ser os atuais aborígenes), Europa e as estepes da Ásia. Expansão ao longo da costa ajuda a mais rápida expansão para o interior dos continentes. Ao se expandirem por estes continentes a espécie humana entra em contato com outras espécies de hominídeos como os Neandertais e Denisovanos.
31 MAA Humanos modernos entram na América do Norte da Sibéria em numerosas ondas migratórias, algumas através da ponte de terra de Bering, mas ondas anteriores provavelmente por saltos de ilha em ilha através das Ilhas Aleutas. Nas últimas duas das primeiras ondas deixaram poucos ou nenhum descendentes genéticos entre os Americanos ao tempo em que Europeus atravessaram o Oceano Atlântico no século XV. Humanos chegam às Ilhas Salomão. Humanos movem-se no Japão.

Estima-se que o marcador genético M343 se tenha originado em um indivíduo masculino na África, 30 mil ou mais anos atrás, e tenha se propagado desde então. Este marcador genético é portado pela maioria dos Europeus Ocidentais. Ele é portado por 70 % da população inteira da Inglaterra, cerca de 90 % de algumas partes da Espanha e Irlanda, e é também herança dos Cro-Magnon.

27 MAA Os Neanderthal se extinguem, deixando os Homo sapiens e Homo floresiensis como as únicas espécies vivas do gênero Homo.
12 MAA O Homo floresiensis vasta ou inteiramente se extingue aproximadamente nesta época devido a uma erupção vulcânica.
10 MAA Humanos alcançam a Terra do Fogo na ponta da América do Sul, a última região continental então inabitada por humanos (excluindo a Antárctica).

Referências

  1. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome :0
  2. Figura da evolução da mandíbula dos vertebrados (em inglês).
  3. LONG, J.A. Ato Ancestral. Scientific American Brasil. Nº 105, p. 29-33, 2011.
  4. BRAZEAU, M. D. The braincase and jaws of a Devonian 'acanthodian' and modern gnathostome origins. Nature. Nº 457, p. 305-308, 2009
  5. Callaway, Ewan (7 June 2017). «Oldest Homo sapiens fossil claim rewrites our species' history». Nature. doi:10.1038/nature.2017.22114. Consultado em 11 June 2017  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  6. [1]

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

HUNTLEY, JW; XIAO S-H; KOWALEWSKI, M. 1.3 Billion years of acritarch history: An empirical morphospace approach. Precambrian Res. vol. 144, págs. 52–68, 2006.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

¹ *(em inglês) Science - Special Issue