Paranthropus

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaParanthropus
Ocorrência: 2.7–1.2 Ma
Paranthropus boisei.JPG
Estado de conservação
Pré-histórica
Classificação científica
Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Sub-reino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Mammalia
Subclasse: Theria
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Euarchontoglires
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Catarrhini
Superfamília: Hominoidea
Família: Hominidae
Subfamília: Homininae
Género: Paranthropus
Espécies
Paranthropus aethiopicus
Paranthropus boisei
Paranthropus robustus
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Paranthropus

O Paranthropus ("Paralelo ao Homem") é um gênero extinto de hominídeos. O gênero Paranthropus existia em três espécies: Paranthropus aethiopicus, Paranthropus boisei e Paranthropus robustus.

Essas espécies são muito antigas, o Paranthropus aethiopicus é um dos Hominídeos mais velhos já encontrados, o Paranthropus boisei foi o primeiro a chegar na costa leste da África e o primeiro hominídeo a viver dentre as pastagens secas da África, que se a semelhava a o que é hoje uma savana africana.[1]

E o Paranthropus boisei que é mais um primitivo do Homo sapiens (homem moderno). Ele tinha uma qualidade e defeito, sua mandíbula era muito forte e seus dentes eram mais fortes ainda, para mastigar as folhas secas da savana, mas como o seu cérebro não era igual a sua mandíbula, forte, então era uma presa fácil para outros animais.

Os machos adultos eram maiores em média do que as fêmeas (dimorfismo sexual), como era o caso em praticamente todas as espécies de seus antepassados Australopithecus. Em uma espécie do gênero, Paranthopus boisei, o machos pesavam cerca de 49 kg e atingiam cerca de 1,37 m e altura, enquanto as fêmeas pesavam cerca de 34 kg e tinham 1,24 m de altura.[2] Isso pode refletir poligamia - construção de harém, como se vê nos gorilas de hoje.

Um estudo de 2011 que utilizou razões de isótopos de estrôncio em dentes fossilizados também sugeriu que cerca de 2 milhões de anos atrás, entre os grupos de Australopithecus e de Paranthropus do sul da África, as fêmeas tendiam a se estabelecer mais longe da sua região de nascimento do que os machos, ou seja a espécie tinha um sistema patrifocal.[3][4] Em um sistema patrifocal, fêmeas que estão no grupo não são aparentadas, ao passo que os machos são, já que eles permanecem no bando em que nasceram, e esta associação entre os machos é bastante influente em seu comportamento. Geralmente, grupos assim são pequenos

Não são considerados antepassados da espécie humana mas sim uma espécie de hominídeo bípede com um ancestral em comum com o Homo habilis (ancestral da espécie humana).

O comportamento do Paranthropus era bem diferente da do gênero Homo, na medida em que não era tão adaptável ao seu meio ambiente ou tão engenhoso. A evidência disso existe sob a forma de sua fisiologia que foi especificamente adaptada a uma dieta de larvas e plantas. Isso teria tornado mais dependente de condições ambientais favoráveis ​​do que os membros do gênero Homo, como o Homo habilis, que comeria uma variedade muito maior de alimentos. Portanto, porque era uma espécie especializada, tinha mais dificuldade em se adaptar a um clima em mudança, levando à sua extinção.

Eles estão associados a ferramentas ósseas e contestadamente a evidência mais antiga de uso de fogo. Habitavam tipicamente florestas e coexistiam com algumas espécies humanas primitivas, como Australopithecus africanus, Homo habilis e Homo erectus. Eles eram predados pelos grandes carnívoros da época, especificamente crocodilos, leopardos, felino com dentes de sabre como o Dinofelis e Megantereon e hienas.

Referências

  1. Dawkins, Richard (2004). The Ancestor's Tale: A Pilgrimage To the Dawn of Life. Londres: Weidenfeld & Nicolson. p. 77. ISBN 0-297-82503-8 
  2. «Paranthropus boisei Topics». Smithsonian National Museum of Natural History. Consultado em 11 de julho de 2012 
  3. Bowdler, Neil (2 de Junho de 2011). «Ancient cave women 'left childhood homes'» 
  4. Copeland SR, et al. (2011). «Strontium isotope evidence for landscape use by early hominins». Nature. 474: 76–78. PMID 21637256. doi:10.1038/nature10149 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martin, Fernando Diéz, Breve Historia del Homo Sapiens (título original), nowtilus saber (editora original), 2008, ISBN 978-84-9763-774-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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