Dimorfismo sexual

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A diferença entre um faisão fêmea (menor, à esquerda) e macho (à direita).

Em biologia, o dimorfismo sexual é considerado quando há ocorrência de indivíduos do sexo masculino e feminino de uma espécie com características físicas não sexuais marcadamente diferentes. Pode ocorrer em qualquer grupo de seres vivos, protistas, plantas, ou animais, que apresentem espécies com indivíduos unissexuais. A função destas diferenças, em muitos casos, está relacionada à luta dos indivíduos pelo direito de se reproduzir, usando tais caracteres para lutar por um(a) parceiro(a), ou impressioná-lo(a) com os seus dotes. Em algumas plantas, especificamente, as diferenças são puramente funcionais, e não competitivas.

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Um tipo comum de dimorfismo é ornamentação. Um componente freqüente de tal ornamentação dimórfico é dicromatismo sexual, o que significa que os sexos de uma mesma espécie diferem na coloração, como é o caso em muitas espécies de aves e répteis.[1][2]

Características dimórficas exageradas são utilizados predominantemente na competição entre companheiros.[3] A ornamentação podem ser caras para se produzir ou manter, o que tem implicações evolutivas complexas[4] mas os custos e implicações variam, dependendo da natureza da ornamentação (tal como o mecanismo de cor envolvido).

Plantas[editar | editar código-fonte]

A maioria das plantas são hermafroditas, mas cerca de 6% têm machos e fêmeas separados (dioicia).[5] Machos e fêmeas em espécies dependentes da polinização de insetos geralmente são semelhantes porque as plantas fornecem recompensas (por exemplo, néctar) que incentivam os polinizadores a visitarem outra flor semelhante, completando a polinização. As orquídeas Catasetum são uma exceção a esta regra, a Catasetum macho se anexa pólens às abelhas então evitam que outras flores masculinas, mas podem visitar uma flor fêmea, que tem a aparência diferente das flores macho.[6]


Humanos[editar | editar código-fonte]

Cariótipo típico de um homem com 22 pares de cromossomo autossômicos e um cromossomo X e um Y.

Os seres humanos exibem dimorfismo sexual em muitas características, muitas não apresentam nenhuma ligação direta com a habilidade reprodutiva, porém a maioria destas característica têm um papel na atração sexual. O dimorfismo sexual em seres humanos se observa sobretudo por cinco fatores ao nascer: a presença ou ausência do cromossomo Y, o tipo de gônadas, hormônios sexuais, anatomia reprodutiva interna (como o útero na fêmeas) e a genitália externa. [7]

O cérebro dos seres humanos não apresenta diferenças significativas de acordo com o sexo,[8] sendo o cérebro moldado de acordo com as experiências prévias do indivíduo, processo também conhecido como Neuroplasticidade.

Alguns estudos mostram que os primeiros hominidae eram muito dimórficos e que esta tendência se reduziu ao longo da evolução humana, sugerindo que os humanos se tornaram mais monógamos. Ao contrário por exemplo dos gorilas, que vivem em haréns com um único macho e várias fêmeas e que demostram um dimorfismo sexual muito maior (ver: homininae).[9]

Referências

  1. A. Johnsen, K. Delhey, S. Andersson & B. Kempenaers (2003). «Plumage colour in nestling blue tits: sexual dichromatism, condition dependence and genetic effects» (PDF). Proceedings of the Royal Society B. 270 (1521): 1263–1270. JSTOR 3558810. PMC 1691364Acessível livremente. PMID 12816639. doi:10.1098/rspb.2003.2375 
  2. Bill Branch (1988). Bill Branch's Field Guide to the Snakes and Other Reptiles of Southern Africa. Cape Town: Struik. ISBN 978-0-86977-639-1 
  3. Andersson 1994
  4. Amotz Zahavi (1975). «Mate selection – a selection for a handicap» (PDF). Journal of Theoretical Biology. 53 (1): 205–214. PMID 1195756. doi:10.1016/0022-5193(75)90111-3 
  5. Renner, Susanne; Ricklefs, Robert E (1995). «Dioecy and its correlates in the flowering plants». Americal Journal of Botany. 82 (5): 596–606 
  6. Romero, Gustavo; Nelson, Craig E. (1986). «Sexual Dimorphism in Catasetum Orchids: Forcible Pollen Emplacement and Male Flower Competition». Science. 232 (4757): 1538–1540. Bibcode:1986Sci...232.1538R. doi:10.1126/science.232.4757.1538 
  7. Knox, David; Schacht, Caroline. Choices in Relationships: An Introduction to Marriage and the Family. 11 ed. Cengage Learning; 2011-10-10 [cited 17 June 2013]. ISBN 9781111833220. p. 64–66.
  8. http://www.telegraph.co.uk/news/science/science-news/10684179/Men-and-women-do-not-have-different-brains-claims-neuroscientist.html
  9. Principles of Human Evolution, by Roger Lewin, Robert Foley.