Homem de Java

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Os restos do homem de Java.

Homem de Java é o nome dado aos fósseis descobertos em 1891, nos bancos do rio Solo, próximo a Trinil, em Java, Indonésia e foi considerado um dos primeiros espécimes do Homo erectus. Seu descobridor, Eugène Dubois, deu a ele o nome científico de Pithecanthropus erectus, um nome de origem grega e latina, significando "homem-macaco ereto". Durante 35 anos esses fósseis foram considerados o elo perdido entre macacos e homens.

História[editar | editar código-fonte]

O achado de Dubois não era um espécime completo, mas sim possuindo apenas o topo de um crânio com características símias, um fêmur e alguns dentes. Alguns cientistas afirmam que o fêmur, que havia sido encontrado doze metros distante dos outros ossos, são de um homem moderno.[1] Um segundo espécime mais completo foi descoberto mais tarde na vila de Sangiran, a 18 km de Solo. Esta segunda descoberta foi feita pelo paleontologista berlinês von Koenigswald em 1936. Outras descobertas foram feitas mais tarde no sítio em Sangiran,[2] apesar de serem oficialmente consideradas pobres e não significativas.[3] Esses fósseis foram expostos no Museu de História Natural de Nova York. Porém, em 1984, foram retirados da exposição, por terem sido reconhecidos como fraudulentos.

Até as descobertas de restos humanos no Vale Great Rift, no Quênia, as descobertas de Dubois e Koenigswald eram consideradas os restos mais antigos de hominídeos encontrados, com idade estimada em 700.000 anos. O consenso atual dos antropólogos a quem é o ancestral direto dos humanos modernos indica as populações africanas de Homo erectus (possivelmente Homo ergaster), em vez das populações asiáticas exemplificadas pelo Homem de Java e Homem de Pequim.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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