Amadora

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Amadora
Município de Portugal
Amadora Painel.jpg
Casa Roque Gameiro - Amadora - Portugal (319588651).jpg Igreja Matriz da Amadora - Portugal (74452961).jpg Amadora - Portugal (100144890) (cropped).jpg
Parque Central da Amadora - Portugal (5301681698).jpg Agência Portuguesa do Ambiente.jpg
Alfragide norte, outubro 2017 (cropped).jpg
Brasão de Amadora Bandeira de Amadora

Localização de Amadora
Mapa de Amadora
Gentílico Amadorense
Área 23,79 km²
População 171 719 hab. (2021)
Densidade populacional 7 218,1  hab./km²
N.º de freguesias 6
Presidente da
câmara municipal
Carla Tavares (PS)
Mandato 2021-2025
Fundação do município
(ou foral)
1979
Região (NUTS II) Área Metropolitana de Lisboa
Sub-região (NUTS III) Área Metropolitana de Lisboa
Distrito Lisboa
Província Estremadura
Orago Nossa Senhora da Conceição
Feriado municipal 11 de setembro (Criação do município)
Código postal 2700, 2720, 2610 e 2650 Amadora
Sítio oficial www.cm-amadora.pt

A Amadora é uma cidade portuguesa pertencente ao distrito e área metropolitana de Lisboa.

É sede do município da Amadora,[1] um dos mais pequenos municípios de Portugal com apenas 23,79 km², mas 171 719 habitantes (2021), sendo o mais densamente povoado do país[2] e dividindo-se em seis freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Odivelas, a sueste por Lisboa, a sul e oeste por Oeiras e a oeste e norte por Sintra.

Centro da Cidade da Amadora

O território municipal é habitado desde tempos remotos, com diversos vestígios da ocupação pré-histórica da área.[3][4] A cidade da Amadora constituiu-se em torno do lugar da Porcalhota, servida pela Capela de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, sede de irmandade própria que dispunha de avultados bens. Pertenceu, entre os séculos XIX e XX, ao concelho de Oeiras, tendo em 1936 sido desmembrada de Carnaxide passando a constituir freguesia autónoma, sendo a povoação sua sede elevada à categoria de vila no ano seguinte.[3] Em 1979, a vila da Amadora é elevada a cidade tendo sido constituído o município da Amadora pelo seu desenvolvimento demográfico.

Inicialmente de cariz rural e pontilhado de aldeias e pequenos casais[4], o município foi-se desenvolvendo em virtude da melhoria das acessibilidades, especialmente após a construção da Linha de Sintra.[3] Entre as décadas de 1950 e 1970, sofreu uma explosão demográfica em virtude da sua posição dentro da primeira coroa envolvente à capital do país.[5]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo e hidrografia do município.

O município da Amadora situa-se no norte da Área Metropolitana de Lisboa, sendo um dos municípios de primeira coroa da capital, com a qual limita a oeste (freguesias de Benfica e, em menor parte, Carnide). O município de Oeiras (Carnaxide e Queijas, a sul e Barcarena, a sudoeste) situa-se a sul, enquanto que toda a faixa oeste e parte do norte do município são limitados por Sintra (Queluz e Belas e Casal de Cambra, respetivamente). Por fim, o município de Odivelas (Pontinha e Famões) restringe a vertente norte-ocidental da Amadora.

O seu relevo, de altitudes moderadas, desenvolve-se maioritariamente entre os 50 e 200 metros de altitude, com um nível de rugosidade entre os 30 e 60%.[6] É possível identificar, em traços gerais, três áreas morfológicas distintas no município, duas delas correspondentes às áreas mais elevadas (a norte e sul) e a terceira, uma depressão que ocupa a zona central e é confinada por estas áreas. Uma classificação mais detalhada permite a divisão em cinco unidades morfológicas. A primeira corresponde à Serra da Mira, de forma elíptica, localizada no extremo norte do município (Mina de Água) e confinada pelo rio da Costa e pela ribeira de Carenque. Desenvolve-se de nordeste para sudoeste, num total de 4 km de comprimento por 2 km de largura, e é atravessada por falhas que apresentam esta mesma direção e também nor-noroeste–su-sudeste. Geologicamente, compõe-se de formações carbonatadas e detríticas do Cretácico Inferior. É aqui que se encontra o ponto de maior altitude do município, de 273 metros.[7]

Segue-se o Planalto da Mina de Água, imediatamente a sul. Apresenta uma altitude de 170 metros, estando inclinado para sul e sudeste. É constituído por formações cretácicas sedimentares e vulcânicas.[7]

A Depressão Central ocupa o espaço entre o Planalto da Mina de Água e a Serra de Carnaxide. É um vale aberto, que se assume como um prolongamento do vale de Benfica, desenvolvido entre os 50 a 160 metros, de leste para oeste. O seu setor ocidental é mais elevado e é drenado para oeste pelos afluentes da ribeira de Carenque e para leste pelos afluentes da ribeira de Alcântara. Tem a sua origem no Complexo Vulcânico do Cretácico Superior e nas formações sedimentares terciárias sobre as quais assentam em discordância as formações sedimentares quaternárias. O seu ponto de menor altitude, que é também o do município, situa-se no fundo do vale do rio da Costa (41 m).[7]

Remata este conjunto a Serra de Carnaxide, de 211 metros de altitude máxima no sul da Venteira. Também de forma elíptica, prolonga-se de este para oeste, entrando depois em Oeiras. Circunscrita pelo rio Jamor e pela ribeira de Algés, possui 3 km de comprimento por 2 km de largura.[7]

Por toda a área concelhia predominam os declives fracos a moderados, e cerca de metade do município (53%) apresenta inclinações inferiores a 10%. As áreas de maior declive correspondem também às áreas de maior altitude (nos flancos da Serra da Mira e Planalto da Mina de Água). Os declives de menor expressão localizam-se no planalto e entre o sopé deste e a base do flanco norte da Serra de Carnaxide. A Amadora é um município com boa exposição solar, já que as vertentes soalheiras representam 41% da área total. As vertentes não possuem uma exposição dominante, se bem que o conjunto dos octantes S, SE, E e NE ocupa a maior parte da área do município (58%). Isto deve-se à inclinação do Planalto da Mina de Água e do fundo do vale da ribeira de Alcântara (sudeste), aos flancos sul e leste do planalto e à vertente sul da Serra da Mina. As umbrias ocupam 34% e as exposições intermédias os restantes 25%.[7]

Divisão administrativa - Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias da Amadora a partir de 2013.

O município da Amadora está dividido, na sequência da reorganização administrativa de 2013, nas seguintes seis freguesias:[1]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A Amadora é considerada um município de montante, visto que o seu território abrange os troços iniciais das quatro bacias hidrográficas que o drenam. A rede de drenagem concelhia é de pequena dimensão e reduzidos afluentes (baixa densidade), com um padrão tipicamente dendrítico e ângulos de confluência agudos. Todas as bacias que atravessam o município pertencem à Região Hidrográfica do Tejo, sendo os cursos de água tributários desse rio e desaguando no seu estuário após atravessar solos geralmente pouco permeáveis. Os cursos de água apresentam vários sentidos de escoamento, sendo que na metade ocidental e sul-oriental o sentido dominante é norte–sul e nas restantes áreas é noroeste–sudeste.[7]

A bacia que drena a maior parte do município é a da ribeira de Alcântara (ou da Falagueira), com uma área de 8,6 km². A sua bacia abrange o setor central e oriental do município, originando-se no Planalto da Mina de Água (Moinhos da Funcheira) e atravessando depois a Depressão Central da Amadora em direção a Benfica. Segue-se a bacia do rio Jamor, representada pela ribeira de Carenque, que drena todo o terço ocidental do município (8 km²) e marca a fronteira em grande parte do seu percurso entre este município e Sintra. Após nascer na zona de Casal de Cambra, separa os dois municípios até chegar a Carenque, localidade que atravessa para depois se juntar ao curso de água principal do Jamor em Queluz.[7]

O rio da Costa, cuja bacia ocupa 4,7 km², nasce igualmente em Casal de Cambra e possui algumas nascentes no Planalto da Mina de Água. Dirige-se para o município de Odivelas, onde se junta à ribeira da Póvoa e continua em direção à Várzea de Loures. Por fim, a bacia da ribeira de Algés, de apenas 2,5 km², ocupa o setor sul-oriental do município. Nascendo na Depressão Central da Amadora, dirige-se do Zambujal para a Portela de Carnaxide, acabando por desaguar em Pedrouços.[7]

Muitos troços destes cursos de água encontram-se alterados pela ação humana, tendo sido artificializados e encanados. Tal é especialmente notório no caso das ribeiras de Alcântara, de Algés e do rio da Costa, cujas bacias apresentam um grau de urbanização superior a 50%.[7]

Clima[editar | editar código-fonte]

À escala da Peninsula Ibérica, e segundo a classificação climática de Köppen, o município da Amadora enquadra-se nos climas temperados de tipo mediterrâneo, encontrando-se numa área de transição entre dois subtipos climáticos mediterrâneos (Csa e Csb) com um pequeno ascendente de influências marítimas. A temperatura média anual situa-se nos 16.ºC e a precipitação média anual é de cerca de 740 mm. Deste modo, integra a Região Pluviométrica do Sul.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

A área que hoje integra o município da Amadora foi ocupada continuamente desde o Paleolítico[8], dada a diversidade dos recursos cinegéticos, da fertilidade dos seus solos e da abundância de água. Um dos expoentes máximos desta ocupação remonta ao Calcolítico, com a Necrópole de Carenque. Estas grutas artificiais representam um novo tipo de sepulcro destinado à inumação coletiva abertos em rocha calcária branda, tendo paralelismos com as Grutas da Quinta do Anjo, de Alapraia e de São Pedro do Estoril.[8] Entre os materiais encontrados no local encontram-se diversos objetos de cerâmica (como taças, copos canelados e taças campaniformes), artefactos elaborados em osso (agulhas e botões) e objetos líticos (lisos e decorados e elaborados em calcário[3], como enxós, cinchos; bem como placas de xisto e lúnulas) e metálicos (pontas de seta, lâminas e punhais).[8] Estes objetos acompanhavam os mortos, ao lado de quem eram colocavadas armas e utensílios da usados durante a vida, recipientes com alimentos e objetos de adorno e simbolismo religioso. Atualmente, as suas réplicas integram a Mala Didáctica Municipal, destinada às escolas primárias do município.[3] Alguns destes materiais permitem aferir que esta ocupação se tenha dado entre os IV e III milénios a. C.. [8]

Idade Antiga[editar | editar código-fonte]

A zona foi habitada continuamente e, pelos séculos II e III, os romanos já haviam deixado vestígios no município. O mais destacável é o Aqueduto Romano de Amadora, com origem na Barragem Romana de Belas. Também foram feitos outros achados, como a Vila Romana da Quinta da Bolacha, a Necrópole de Moinho do Castelinho e objetos de cerâmica (como púcaras).[3]

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Após o domínio árabe, durante a Idade Média, a região da Amadora ter-se-à mantido como um território de cariz rural, produzindo alimentos que abasteciam a cidade de Lisboa. Foi também explorado pelos seus recursos geológicos.[3]

Idade Contemporânea[editar | editar código-fonte]

A região da Amadora serviu durante vários séculos de estância de veraneio para famílias abastadas de Lisboa. A salubridade do sítio, a proximidade da capital, as facilidades de comunicações e vasta área disponível para urbanização estão na base de um potencial desenvolvimento de construções e reabilitação da cidade que, em determinadas zonas, ainda tem habitações clandestinas.


O actual território da Amadora nasceu da divisão da antiga freguesia de Benfica, cortada pela Estrada da Circunvalação aquando da redefinição dos limites de Lisboa, em 1885-1886. A freguesia extramuros, chamada Benfica (Extramuros), ficou a pertencer ao concelho de Oeiras. O principal núcleo da freguesia era lugar da Porcalhota, então situado ao longo de um dos mais antigos e importantes eixos viários da região, a Estrada Real que ligava a capital a Sintra[9], e provido mais tarde de uma estação ferroviária. No entanto, o município possuía vários casais, entre eles os da Amadora, Venteira e Falagueira, próximos da Porcalhota. Em 1907, a população local pediu ao rei D. Carlos que permitisse a mudança de nome, situação a que o Ministério do Reino deu despacho, ordenando que todos estes núcleos urbanos tivessem a designação de Amadora em 28 de outubro de 1907.

Foi elevada a freguesia dentro do município de Oeiras em 17 de abril de 1916, e foi elevada a vila em 24 de junho de 1937. Em 1962, quando se comemoraram os 25 de vila, era considerada a localidade mais populosa da linha de Sintra, devido às migrações rurais, ao desenvolvimento industrial e à proximidade de Lisboa[10].

Aqueduto das Águas Livres, Amadora, Damaia

O município da Amadora viria a ser criado em 11 de setembro de 1979, por secessão da freguesia da Amadora, no nordeste do município de Oeiras. Dias depois, a 17 de setembro de 1979, a vila da Amadora é elevada a cidade, e a freguesia homónima é dividida em oito freguesias: Alfragide, Brandoa, Buraca, Damaia, Falagueira-Venda Nova, Mina, Reboleira e Venteira. Na ocasião agregou a si partes das freguesias de Queluz e de Belas, pertencentes ao município de Sintra, e tendo cedido a localidade de Presa que passou a fazer parte da freguesia de Odivelas, atual município de Odivelas.

Em 1997, foram criadas as freguesias de Alfornelos (parte da freguesia de Brandoa), Falagueira, Venda Nova (divisão da freguesia de Falagueira-Venda Nova) e São Brás (parte da freguesia de Mina), sendo esta a divisão municipal até 2013, ano em que estas freguesias foram extintas (as alterações podem ser consultadas nos respectivos verbetes).

Entre os seus símbolos contam-se o Aqueduto das Águas Livres, bem como os campos de aviação que tiveram tanta importância na emergência da aviação em Portugal, sendo que ainda hoje o Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa se situa no município, na freguesia de Alfragide. Ambos figuram nas armas da cidade.

À semelhança dos restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa, a Amadora possuía muitos bairros de lata, habitados maioritariamente por população imigrante de Cabo Verde. Graças ao Programa Especial de Realojamento, até 2007 foram extintos no município da Amadora 15 bairros deste tipo, entre os quais os bairros da Ribeira da Falagueira, da Azinhaga dos Besouros e das Fontainhas. Os moradores foram realojados em quatro grandes bairros de habitação social: Bairro do Zambujal, Casal da Boba, Casal da Mira e Casal do Silva. Atualmente ainda persistem bairros de construção informal, como a Cova da Moura[11].

Demografia[editar | editar código-fonte]

Número de habitantes[12]
1981 1991 2001 2011 2021
163 878 181 774 175 872 175 136 171 179

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário[13]
1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 42 840 35 018 26 230 25 903
15-24 Anos 23 542 29 376 25 191 19 476
25-64 Anos 87 549 101 539 99 840 97 015
= ou > 65 Anos 9 947 15 841 24 611 32 742

Património[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

O município da Amadora é administrado por uma câmara municipal (o órgão executivo do município) composta por um presidente e 10 vereadores, e por uma assembleia municipal (o órgão deliberativo do município), constituída por 39 deputados municipais (dos quais 33 eleitos diretamente).

O cargo de presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Carla Tavares, reeleita nas eleições autárquicas de 2021 pelo PS, tendo maioria absoluta de vereadores na câmara (7). Existem ainda três vereadores eleitos pela coligação Dar Voz à Amadora (PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PDR) e um pela CDU (PCP-PEV). Na Assembleia Municipal, o partido mais representado é novamente o PS, com 15 deputados eleitos e 6 presidentes de Juntas de Freguesia (maioria absoluta), seguindo-se a coligação Dar Voz à Amadora (9 - 7 do PSD e 2 do CDS), a CDU (4; 0), o BE (2; 0), o CH (2; 0) e o PAN (1; 0). O Presidente da Assembleia Municipal é António Ramos Preto, do PS.

Eleições de 2021
Órgão PS Dar Voz à Amadora (PPD/PSD.CDS-PP.A.MPT.PDR) PCP-PEV BE CH PAN
Câmara Municipal 7 3 1 0 0 0
Assembleia Municipal 21 9 4 2 2 1
dos quais: eleitos diretamente 15 9 4 2 2 1

Eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Data % V % V % V % V % V % V % V
APU/CDU AD PS CDS-PP PPD/PSD PSD-CDS
PSD-CDS-PPM
PSD-CDS-A-MPT-PDR
BE
1979 37,61 4 32,50 4 25,01 3 AD AD
1982 41,04 5 26,93 3 27,89 3
1985 47,65 6 37,15 4 10,62 1
1989 38,53 5 27,12 3 3,49 - 25,92 3
1993 36,96 4 31,01 4 4,25 - 22,44 3
1997 28,82 4 33,79 4 3,24 - 26,74 3
2001 21,33 2 45,51 6 PSD-CDS PSD-CDS 24,67 3 1,88 -
2005 19,16 2 42,72 6 PSD-CDS-PPM PSD-CDS-PPM 22,54 3 6,91 -
2009 16,05 2 46,51 6 22,87 3 5,91 -
2013 19,15 2 45,45 7 PSD-CDS PSD-CDS 18,04 2 5,40 -
2017 12,22 1 47,97 7 18,09 2 6,94 1
2021 9,93 1 43,88 7 PSD-CDS-A-MPT-PDR PSD-CDS-A-MPT-PDR 24,55 3 5,33 -

Eleições legislativas[editar | editar código-fonte]

Data %
APU/CDU AD PS UDP PSD CDS FRS PRD PSN B.E. PAN PàF L CH IL
1979 33,25 31,77 26,36 3,56 AD AD
1980 30,04 33,21 FRS 2,14 29,87
1983 32,39 37,06 1,54 17,72 7,76
1985 25,38 19,50 1,83 20,87 5,67 23,51
1987 21,12 21,80 1,73 40,69 2,49 8,05
1991 15,95 31,58 40,40 2,92 0,64 2,76
1995 15,50 46,38 0,69 24,85 8,00 0,14
1999 15,78 44,11 23,90 7,03 0,14 4,80
2002 11,43 41,10 30,76 7,90 4,77
2005 12,09 46,76 20,45 5,87 9,37
2009 11,74 38,93 20,89 10,25 11,43
2011 11,20 31,59 29,72 12,18 5,95 1,38
2015 11,23 37,49 PàF PàF 11,54 1,97 28,41 0,96
2019 8,93 41,76 18,03 2,93 10,61 4,53 1,72 2,20 1,39

Transportes e mobilidade[editar | editar código-fonte]

O município encontra-se inserido na rede de transportes de Lisboa, Transporte em Lisboa.

No transporte rodoviário, a Amadora é servida por três operadores, Vimeca/Lisboa Transportes, Carris e a Rodoviária de Lisboa, que asseguram as ligações dentro do município e aos municípios vizinhos de Lisboa, Odivelas, Oeiras e Sintra. Em termos de infraestruturas, as principais artérias rodoviárias consistem na A9, A16, A36 e A37.

As infraestruturas ferroviárias que atravessam o município consistem na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa e na Linha de Sintra, da rede de comboios urbanos de Lisboa da CP. Existem três estações de metro: Estação Reboleira, Estação Amadora Este e Estação Alfornelos. Existem três estações de comboio: Estação Ferroviária de Santa Cruz-Damaia, Estação Ferroviária da Reboleira e Estação Ferroviária de Amadora.

Em 2011, dos 101 254 habitantes que realizam deslocações pendulares, a maioria das deslocações intraconcelhias (41,8%) servem-se do automóvel, seguindo-se as deslocações a pé (36,9%) e de autocarro (15,2%). Nas deslocações interconcelhias, volta a ganhar protagonismo o automóvel (44,1%), seguido do autocarro (25,9%) e comboio (25,1%). A taxa de motorização na Amadora situa-se nos 498 veículos por habitante, e a maioria das deslocações pendulares demora até 15 minutos (36,8%).[14]

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

Em 2020 a Amadora ocupava a 9ª posição como concelho com mais incidência de crimes na Área Metropolitana de Lisboa. O Índice Criminal por 1000 habitantes passou de 41,3 crimes em 2013 para 27,2 crimes em 2020. [15]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Como grande hospital público, a Amadora partilha com Sintra o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, também conhecido como Amadora-Sintra. Tem também no seu território três hospitais privados: o da Luz, o da Trofa e a Clínica Stº António (Lusíadas Saúde).

Economia[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser uma cidade essencialmente residencial, a Amadora apresenta parques comerciais, indústrias e sedes de empresas relevantes e importantes a nível nacional. Como parques comerciais, tem o IKEA, Decathlon, Continente e o UBBO (um dos maiores centros comerciais de Portugal). A Amadora tem também as sedes de algumas empresas internacionais a operarem em Portugal como a Siemens e a Roche. Tem também as fábricas dos rebuçados Dr. Bayard, na freguesia da Venteira, e a fábrica de vidro da BA Glass, na freguesia da Falagueira-Venda Nova.

Fábrica da BA Glass, Falagueira-Venda Nova


Em termos habitacionais, o INE informou que no segundo trimestre de 2021, a Amadora era o quarto município mais caro para arrendar casa em Portugal: 8,76 €/m2. Apenas ultrapassado por Lisboa (11,12 €/m2), Cascais (10,56 €/m2) e Oeiras (9,86 €/m2),. [16]

Desporto[editar | editar código-fonte]

A Amadora tem várias forças desportivas de âmbito local, regional e até nacional. Entre as mais importantes contam-se o Estrela da Amadora, a Associação Académica da Amadora e o Clube Natação da Amadora.

Emblemas dos Clubes da Amadora

Educação[editar | editar código-fonte]

Na Amadora encontra-se a Escola Superior de Teatro e Cinema com várias Licenciaturas, Mestrados, Pós-Graduações e possibilidade de Doutoramentos. Possui ainda um dos campi da Academia Militar, onde se situa parte significativa do corpo de alunos, nomeadamente os alunos internos, os serviços académicos, e parte proporcional dos serviços de apoio e administração.

A Amadora tem as seguintes escolas do ensino básico e secundário:

  • Escola EB 1 Artur Bual
  • Escola Secundária da Amadora
  • Escola Secundária Mães d'Água
  • Escola EB 2/3 José Cardoso Pires
  • Escola Secundária Seomara da Costa Primo
  • Escola D. Francisco Manuel de Melo
  • Escola EB 1/JI da Venteira
  • Escola Secundária D. João V
  • Escola Secundária Dr. Azevedo Neves
  • Escola Secundária Fernando Namora
  • Escola EB 2/3 Roque Gameiro
  • Escola EB 2/3 de Alfornelos
  • Escola EB 2/3 Miguel Torga
  • Escola EB 2/3 Sophia de Mello Breyner
  • Escola EB 2/3 Professor Pedro d'Orey da Cunha

Cidades geminadas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  2. «INE Censos 2021». Consultado em 5 de setembro de 2021 
  3. a b c d e f g «Amadora Também Tem História». Os Horizontes da Memória. Temporada IX. Episódio 23. RTP2 
  4. a b «Da Pré-História à Idade Média». www.cm-amadora.pt. Consultado em 12 de novembro de 2018 
  5. Relatório do Plano Director Municipal (PDF). Amadora: Câmara Municipal da Amadora. 1994 
  6. a b Ramos Pereira, Ana (2003). «1. O relevo da Área Metropolitana de Lisboa e área submersa adjacente». Atlas da Área Metropolitana de Lisboa (PDF). III. Geografia Física e Ambiente. Lisboa: Área Metropolitana de Lisboa 
  7. a b c d e f g h i Lopes Crucho, Emanuel Augusto (2013). Caracterização física do município da Amadora e susceptibilidade às inundações (PDF). [S.l.]: Instituto de Geografia e Ordenamento do Território. Universidade de Lisboa 
  8. a b c d «Grutas artificiais do Tojal de Vila Chã ou Carenque». www.patrimoniocultural.gov.pt. Direção Geral do Património Cultural. Consultado em 12 de novembro de 2018 
  9. «Fachada da Casa do Infantado/Palácio da Porcalhota». www.patrimoniocultural.gov.pt. Direção Geral do Património Cultural. Consultado em 12 de novembro de 2018 
  10. MIRANDA, Maria Madalena Túbal - Diário de turma [Em linha]. Lisboa: ISCTE, 2009. Tese de mestrado. [Consult. Dia Mês Ano] Disponível em www:<http://hdl.handle.net/10071/1690>.
  11. Sampaio, Catarina (2014). Habitar o 6 de Maio : as casas, os homens, o bairro, Tese de Mestrado em Antropologia Social e Cultural, apresentada à Universidade de Lisboa, através do Instituto de Ciências Sociais.
  12. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  13. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  14. Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável da Área Metropolitana de Lisboa (PDF). Volume I - Relatório. Lisboa: Área Metropolitana de Lisboa. 2016. pp. 35–36 
  15. «Relatório Anual de Segurança Interna 2020». Consultado em 5 de Setembro de 2021 
  16. «Rendas das casas em Portugal com "aumento exponencial que não corresponde à realidade dos salários». Consultado em 29 de Setembro de 2021 
  17. http://www.anmp.pt/anmp/pro/mun1/gem101l0.php?cod_ent=M2700

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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