Aquário Vasco da Gama

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Aquário Vasco da Gama
Tipo Público
Inauguração 1898
[http://aquariovgama.marinha.pt Website oficial]
Geografia
Coordenadas 38° 41' 57.01" N 9° 14' 17.99" O
Cidade Oeiras, Lisboa
País  Portugal

O Aquário Vasco da Gama é um dos mais antigos do mundo.[1] Localiza-se no Dafundo, freguesia de Cruz Quebrada - Dafundo, município de Oeiras, distrito de Lisboa, em Portugal. Trata-se de um aquário público.

História[editar | editar código-fonte]

O projeto do Aquário Vasco da Gama foi concebido no contexto das comemorações do "IV centenário da partida de Vasco da Gama, para a descoberta do Caminho Marítimo para a Índia", com o apoio de Carlos I de Portugal, pioneiro da Oceanografia no país.[1]

O terreno no qual foi construído foi cedido pelo Ministério das Obras Públicas e os trabalhos. Ficou sob a responsabilidade da Comissão Executiva do Quarto Centenário do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia e tiveram a orientação do cientista Albert Girard.[1]

Foi inaugurado a 20 de Maio de 1898, na presença do soberano. Estavam expostas, além das espécies que passaria a exibir normalmente, as coleções zoológicas reunidas durante as campanhas oceanográficas que o monarca empreendera a bordo do iate real "D. Amélia".

Inicialmente contava apenas com um piso, sendo-lhe acrescentado um segundo por volta de 1916, quando se beneficiou de grandes remodelações.

Com o término das comemorações, o Aquário passou às mãos do Estado português, que entregou a administração e a exploração à Sociedade Portuguesa de Geografia. Por falta de recursos, até 1901, o Aquário esteve praticamente sem orientação técnica, degradando-se.[1] A partir dessa data, o Governo entregou-o ao Ministério da Marinha, nomeando como diretor um conceituado jornalista, Armando Silva, que alimentava profundo interesse pelas Ciências Naturais.

Apesar do esforço empreendido para a recuperação do Aquário, o relacionamento de Armando Silva com o Governo foi desgastado, trazendo outro jornalista, Francisco Machado Vieira, ao cargo antes ocupado por ele. Em 1908, a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais instalou-se no Aquário, com a direção do professor Almeida Lima.

O objetivo central do Aquário é mostrar a grande coleção oceanográfica de grande valor histórico colhida pelo D. Carlos I durante 12 anos, com início em 01 de setembro de 1896..[1] No ano de 1917, se construiu um andar, que ficou conhecido como Salão Nobre, que é o espaço onde se guarda a coleção do rei até os dias atuais.[1]

O espaço do museu[editar | editar código-fonte]

Ao adentrar o museu, os visitantes se deparam com a recepção e a loja, área destina a fornecer informações e vender ingressos e produtos. Essa área de entrada possui 9 metros de comprimento e 5,60 metros de largura.[1]

A primeira sala é onde se encontram os invertebrados marinhos, que fica logo após a entrada do prédio. Nessa sala é possível observar algumas espécies vivas e documentos e aparelhos usados pelo Rei durante as suas pesquisas.[1]

No piso superior, é possível encontrar mais quatro salas. A primeira é o Salão Nobre, que contém parte da coleção adquirida por rei D. Carlos I. O teto, pintado com motivos marinhos é uma exposição à parte. O local possui 13 metros de comprimento e 7 de largura[1]

A segunda sala é a Sala dos Tubarões, que como o próprio nome diz, contém diversas espécies de tubarões, incluindo algumas espécies raras. É a primeira sala que não contém iluminação natural. É iluminada apenas pela luz que vem das vitrines. A sala é pequena, com 5 metros de comprimento e 7 de largura[1]

A terceira sala é a Sala de Malacologia que abriga mais de seiscentas espécies malacológicas provenientes da Costa Portuguesa. É a menor sala do museu com 6 metros de comprimento e 4,50 metros de largura. [1]

A última sala a ser visitada é a Sala de Mamíferos Marinhos e Aves. É a maior sala (14 metros de comprimento e 11 de largura). Além das espécies, os visitantes ainda podem observar uma coleção de conchas exóticas.[1]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Com cinco salas, cerca de 90 aquários e tanques, um vasto espólio oceanográfico do rei, mais de 300 espécies marinhas vivas e outros milhares em museu, o aquário regista uma média de 70 mil visitantes por ano, número que contrasta com o que era registado em 1992 (218 mil visitantes).

Desde 1901 o aquário pertence à Marinha Portuguesa, que disponibiliza uma verba do orçamento para a manutenção do equipamento, sendo a restante despesa de funcionamento coberta pelas receitas próprias que advêm da bilheteira.

O Aquário Vasco da Gama é constituído por duas partes. Uma delas é a coleção oceanográfica do rei D.Carlos. A outra é o aquário em si, com animais provenientes da costa portuguesa, além de tartarugas e aves aquáticas.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m Veiga, Vanessa Ferreira da (2013). «Aquário Vasco da Gama - A prestação do design para a identidade e usabilidade do museu». Consultado em 22 de setembro de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]