Viseu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde maio de 2015).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Viseu
Brasão de Viseu Bandeira de Viseu
Brasão Bandeira
Localização de Viseu
Gentílico Viseense
Área 507,10 km2
População 99 274 hab. (2011)
Densidade populacional 195,77 hab./km2
N.º de freguesias 25
Presidente da
Câmara Municipal
Almeida Henriques (PSD)
Fundação do município
(ou foral)
1123 (foral)
Região (NUTS II) Centro
Sub-região (NUTS III) Dão-Lafões
Distrito Viseu
Antiga província Beira Alta
Orago orago maior:
N. Sra. da Assunção
orago menor:
São Teotónio
Feriado municipal 21 de Setembro (São Mateus)
Código postal 3510 - Viseu
Sítio oficial www.cm-viseu.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Viseu é uma cidade portuguesa pertencente à região Centro com cerca de 50 000 habitantes,[1] sendo uma das maiores cidades do centro de Portugal, a seguir a Coimbra e Aveiro. É também Capital de Distrito com o mesmo nome.

É sede de um município com 507,10 km² de área[2] e 99 274 habitantes (2011),[3] [4] subdividido em 25 freguesias.[5] O município é limitado a norte pelo município de Castro Daire, a nordeste por Vila Nova de Paiva, a leste por Sátão e Penalva do Castelo, a sueste por Mangualde e Nelas, a sul por Carregal do Sal, a sudoeste por Tondela, a oeste por Vouzela e a noroeste por São Pedro do Sul. Para além de sede de distrito e de concelho, Viseu é igualmente sede de Diocese e de Comarca.

Segundo um estudo da DECO de 2007 sobre qualidade de vida, Viseu é a 17.ª melhor cidade europeia com maior qualidade de vida entre as 76 do estudo, sendo ainda a primeira das 18 cidades capitais de distrito portuguesas com melhor qualidade de vida,[6] . Em 2012 foi considerada, mais uma vez, a cidade portuguesa com melhor qualidade de vida[7] .

Índice

Símbolos e etimologia[editar | editar código-fonte]

Segundo a lenda da cidade, em pleno processo de Reconquista, um membro de um grupo de guerreiros chegado à cidade pelo lado oriental, onde se intersectam os rios Pavia e Dão, perguntou: «Que viso (vejo) eu?». Desta pergunta, nasceria o nome da cidade.

No entanto, entre os anos 712 e 1057, intervalo da ocupação moura, Viseu era conhecida por Castro VesenseVesi significada "visigodo".

Outra lenda, mais verossímil e referida no brasão da cidade, sugere que teria vivido na região um rei de nome D. Ramiro II (provavelmente Ramiro II de Leão) que, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, por quem se apaixonou. Tal foi a paixão que se apoderou do rei, que este raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria às mãos dos soldados do rei Ramiro.

História[editar | editar código-fonte]

As origens da cidade de Viseu remontam à época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao entroncamento de estradas romanas de cuja prova restam apenas os miliários (passíveis de validação pelas inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira de Frades), outros dois em Benfeitas (Oliveira de Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um em São Martinho (Orgens), um na cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache (Mangualde) e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara, outros dois pólos bastante influentes. Talvez por esse motivo se possa justificar a edificação da estrutura defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro — a Cava de Viriato.[8]

Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana na península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no século VI. No século VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria das povoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos. Foi repovoada por Hermenegildo Guterres, conde de Coimbra, no ano de 868, tendo pertencido a este condado até à última década do século X, aquando da ofensiva de Almançor. De destacar a morte de D. Afonso V rei de Leão e Galiza no cerco a Viseu em 1027 morto por uma flecha oriunda da muralha árabe (cujos vestígios seguem a R. João Mendes, Largo de Santa Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista definitiva caberia a Fernando Magno rei de Leão, depois de assassinar em 1037 o legítimo rei Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos), no ano de 1058.

Mesmo antes da formação do Condado Portucalense, Viseu foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique que, em 1123 lhe concedem um foral. Seu filho D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu a 5 de Agosto de 1109, segundo tese do historiador Almeida Fernandes. O segundo foral foi-lhe concedido pelo filho dos condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por D. Afonso II, em 1217.

Viseu foi constituído senhorio pela primeira vez a 7 de Julho de 1340, data em que D. Afonso IV o doou a sua nora D. Constança, quando do seu casamento com seu filho sucessor, o futuro D. Pedro I. Por morte desta rainha, seu marido doou o senhorio, a 9 de Junho de 1357, a sua própria mãe, a rainha Beatriz de Castela, viúva de D. Afonso IV. Quando D. Beatriz morreu, em 1359, o senhorio de Viseu voltou à coroa, até que a 2 de Outubro de 1377 o rei D. Fernando I, filho da antedita rainha D. Constança, o doou a sua filha natural a condessa D. Isabel, que foi senhora de Viseu até 1383 e aí mandou construir uma torre, onde ficava quando estava na cidade. Com a crise dinástica, o senhorio voltou à coroa, até à criação do ducado de Viseu em 1415.

Já no século XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de Castela e D. João I mandou erigir um cerco muralhado defensivo[9] — do qual resta pouco mais que a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos troços de muralha — que seriam concluído apenas no reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a cidade a crescer para além do perímetro da estrutura defensiva.

No século XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja estátua, construída em 1960, se encontra na rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome. Seu irmão D. Duarte, (rei) nasceu em Viseu, 31 de Outubro de 1391.

No século XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, se tornaria o ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira referência data de 1534. É neste século que vive Vasco Fernandes, um importante pintor português cuja obra se encontra espalhada por várias igrejas da região e no Museu Grão Vasco, perto da .

No século XIX é construído o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume da colina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte de comércio e construções medievais.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Viseu tem uma posição central em relação ao Distrito e ao Município, localizando-se no designado "Planalto de Viseu".

É envolvida por um sistema montanhoso, constituído a norte pelas Serras de Leomil, Montemuro e Lapa, a noroeste a Serra do Arado, a sul e sudoeste as Serras da Estrela e Lousã, e a oeste a Serra que mais directamente influencia esta área, a do Caramulo. O município caracteriza-se por uma superfície irregular com altitudes compreendidas entre os 400 e os 700 m.

Vista aérea de Viseu.

Situado numa zona de transição, o concelho apresenta um conjunto de microclimas. A Serra do Caramulo, localizada a oeste do Concelho, assume um papel de relevo em termos climáticos, ao atenuar as influências das massas de ar de oeste (embora o vale do Mondego[10] facilite a sua penetração). Assim, o clima de Viseu caracteriza-se pela existência de elevadas amplitudes térmicas, com Invernos rigorosos e húmidos e verões quentes e secos.

A maior extensão do município é composta por granitos, sendo esta rocha a principal responsável na formação dos solos existentes. Em menor percentagem ocorrem formações quartezitas e gneisses do pré-câmbrico e arcaico.

Rios[editar | editar código-fonte]

O município de Viseu é banhado por três rios:[11]

Clima[editar | editar código-fonte]

Viseu, como cidade localizada no encaixe entre o Norte e o Centro de Portugal, e "enclausurada" pelas Serras do Caramulo, Buçaco, Estrela, Leomil e Montemuro, tem um clima mediterrânico com influência continental e marítima. O seu clima é caracterizado por invernos frescos a frios, com temperaturas médias mensais entre os 6°C e os 9 a 10°C, húmidos, com uma precipitação total de cerca de 499,4 mm, e relativamente ventosos, em especial no mês de Janeiro. A primavera é amena, com alguma precipitação, concentrada nos primeiro dois meses, máxima que podem tocar os 28 a 30°C e mínima que vão desde os 3 a 5°C até os 15°C, em dias de muito calor diurno. O verão é quente e seco, com máximas entre os 22 a 25°C e os 30 a 33°C, mínima entre os 12 e os 25°C. O Outono é húmido e fresco, com bastante precipitação e concentrada nos últimos dois meses da estação. As temperatura vão desde a mínima na ordem dos 4 a 15°C, ou mais nos dias de Setembro e máxima que podem ir aos 30°C em Setembro e os 15°C no fim de Novembro.

Mais detalhadamente, Janeiro é caracterizado por semanas chuvosas e relativamente frias, podendo ocorrer um nevão ou outro, por vezes até relativamente fortes, intercaladas com alguns dias de céu limpo, algum vento, por vezes forte com rajadas e mínima fria, que pode ser negativa: a temperatura média não oficial é de 6,2°C e a precipitação média não oficial é de 193,1 mm.

Fevereiro é o mês típico dos aguaceiros como reza o ditado popular, é caracterizado por noites frescas e dias chuvosos com regime de aguaceiros, marcadamente forte quando da proximidade de uma depressão cavada, ventos moderados a fortes e dias amenos: a temperatura média não oficial é de 7,2°C e a precipitação média não oficial é de 123,4 mm. Março é um mês caracterizado por noites frias, tardes já mais quentes e algum vento, como reza o ditado "Em Março ainda a velha queima o carro e o carril", a precipitação é abundante mas menos presente que nos anteriores meses: a Temperatura média não oficial é de 9.8°C e a precipitação média não oficial é de 182,3 mm. Abril é um mês novamente chuvoso, pouco ventoso e ameno, com probabilidade de algumas tardes serem já de Verão: a temperatura média não oficial é de 11,9°C e a precipitação média não oficial é de 104,5 mm. Maio é o mês das trovoadas e da convecção, a presença da humidade e a subida das temperaturas dá uma mistura explosiva para a formação de fortes tempestades pela tarde, com tardes algo ventosas e manhãs amenas, com tardes quentes e nubladas por vezes: Temperatura média não oficial é de 14,3°C e a precipitação média não oficial é de 93,6 mm.

Junho é um mês calmo, com pouca precipitação, temperaturas algo elevadas e pouca humidade no ar, as tardes são quentes e as manhãs amenas a tropicais(temperatura mínima maior que 20°C): Temperatura média não oficial é de 18,1°C e a precipitação média não oficial é de 39,6 mm. Julho é um mês quente, o mais quente do ano, com dias bem calorosos, temperatura acima dos 28°C, podendo as mínimas serem maiores que 21°C (tropicais): Temperatura média não oficial é de 20,2°C e a precipitação média não oficial é de 14,9 mm. Agosto é uma mês menos quentes que Julho ainda assim bem caloroso, mas é o mais seco do ano: Temperatura média não oficial é de 20,0°C e a precipitação média não oficial é de 22,9 mm. Setembro é um mês ainda bastante quente, mas onde a precipitação faz o seu regresso e começa cada vez mais a marcar os dias: Temperatura média não oficial é de 17,8°C e a precipitação média não oficial é de 24,8 mm.

Outubro é um mês ameno, noites amenas e dias amenos, com fracas amplitudes térmicas e bastante precipitação: Temperatura média não oficial é de 13,7°C e a precipitação média não oficial é de 108,0 mm. Novembro é uma mês chuvoso e fresco, com noites frescotas e dias amenos, precipitação é abundante e duradoura: Temperatura média não oficial é de 9,6°C e a precipitação média não oficial é de 163,8 mm. Dezembro é um mês frio, caracterizado por semanas chuvosas em que o sol pode nem sequer aparecer no céu, graças à forte capa nebulosa, é caracterizado por noites frias e tardes frescas, podendo ocorrer um nevão ou outro, não muito forte: Temperatura média não oficial é de 6,8°C e a precipitação média não oficial é de 193,2 mm.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Viseu (1981-2010) Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 20,0 22,6 27,6 30,3 33,0 39,0 40,5 40,4 39,6 31,2 27,3 22,5 40,5
Temperatura máxima média (°C) 11,9 13,8 16,9 17,6 20,6 26,2 29,6 29,6 26,1 20,1 15,1 12,7 20,0
Temperatura média (°C) 7,1 8,6 11,0 11,9 14,7 19,0 21,7 21,6 19,0 14,7 10,6 8,5 14,0
Temperatura mínima média (°C) 2,2 3,3 5,2 6,2 8,8 11,7 13,8 13,5 11,9 9,1 6,0 4,2 8,0
Temperatura mínima absoluta (°C) -6,6 -7,3 -5,4 -3,8 -0,5 2,0 0,6 6,0 2,0 -2,8 -3,6 -5,0 -6,6
Precipitação (mm) 153,2 105,6 79,0 113,6 103,0 35,2 19,2 17,8 66,0 147,0 155,5 203,4 1 198,5
Dias com neve 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera(1981–2010)[12] (Records: 1971-2010) 26 de Fevreiro de 2013
Fonte #2: Climate Zone (Dias de neve) [13] 26 de Fevreiro de 2013

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Viseu tem sido apropriadamente chamada Cidade do Verde Pinho, pois está rodeada de imensos pinheirais.[14] Hoje em dia espécies invasoras exóticas, como os eucaliptos e as mimosas, são mais abundantes. Subsistem, no entanto, extensas manchas de vegetação autóctone, especialmente soutos de castanheiros e carvalhos-negral. Em núcleos restritos, como a Mata do Fontelo, o Parque Aquilino Ribeiro ou a Quinta da Cruz, existem espécies exóticas e endémicas, conferindo à cidade um manto vegetal luxuriante.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Viseu e população em Portugal[15]
Pop 1991 Pop 2001 Var 1991/2001 Densidade Hab/km²
Viseu 83 601 93 501 11,8 186,5
Portugal 9 867 147 10 356 117 5,0 112,2
População do concelho de Viseu (1801 – 2015)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2011 2012 2013 2014 2015
33 699 36 049 54 047 61 140 79 890 83 261 83 601 93 501 99 274 - - - -
Taxas de Natalidade e Mortalidade em Viseu e em Portugal[16]
Natalidade em 2013 ‰ Tx. Mortalidade em 2013 ‰
Viseu 7,2 5,7
Portugal 7,9 10,2

Município e organização administrativa[editar | editar código-fonte]

Freguesias[editar | editar código-fonte]

Freguesias do concelho de Viseu.

O concelho de Viseu está dividido em 25 freguesias:

Viseu está geminada com as seguintes cidades:

Cidades geminadas Data
Itália Arezzo 22/01/2005
França Marly-le-Roi 08/09/1996
Polónia Lublin 24/11/1998
Brasil Anápolis 08/07/2010
Brasil Rio de Janeiro 10/12/2010
Bulgária Khaskovo 07/08/2008
São Tomé e Príncipe Cantagalo 17/11/2008
Cabo Verde São Filipe 02/05/1994
Moçambique Matola 14/03/2011
Costa do Marfim Abijão 18/09/2011
Cidades amigas Data
Espanha Ciudad Rodrigo
Espanha Oviedo 10/10/2007
Portugal Santa Maria da Feira
Portugal Aveiro

Património[editar | editar código-fonte]

Igreja da Misericórdia de Viseu
Se Viseu Interior

No Largo da Sé está localizada a Igreja da Misericórdia, que datada do século XVII e a também vestígios da antiga muralha.[17]

Arqueologia[editar | editar código-fonte]

Arquitectura militar[editar | editar código-fonte]

Arquitectura religiosa[editar | editar código-fonte]

Arquitectura civil[editar | editar código-fonte]

Igrejas[editar | editar código-fonte]

Monumentos[editar | editar código-fonte]

Vista para a Sé e Misericórdia de Viseu.
Estátua do El-Rei D. Duarte, Viseu.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Desde o século XVIII, Viseu passou a dispor de duas feiras: a de todas as primeiras terças-feiras de cada mês, que actualmente se realiza às terças-feiras, todas as semanas; e a Feira Franca, anual, cuja referência se tem durante um inquérito realizado para o Dicionário Geográfico de Luís Cardoso, em 1758, em que um cura da cidade afirma que as produções agrícolas da cidade «não só fazem a terra abundante mas sustentam por mais de doze dias, quatro ou cinco mil pessoas que efectivamente habitam nesta cidade pelo tempo da Feira Franca».

Alguns autores atribuem a criação da feira a D. Sancho I (1188) e a sua legalização por D. João I, mas foi D. Duarte que a transferiu para a Ribeira, mais tarde denominado Campo de Viriato, e para o dia 21 de Setembro, dia de São Mateus. A feira seria suspendida até ao restabelecimento por D. Afonso V, agora de duração de 15 dias, e com início a 20 de Outubro, a decorrer novamente dentro da Cava. Já no reinado de D. Manuel I, a feira é deslocada para o Rossio de Santo António, actual Praça da República e, mais tarde, retransladada para o Campo de Viriato, desta vez a decorrer entre 5 de Outubro e 8 de Setembro. Nos dias de hoje, a Feira Franca também é conhecida por Feira de São Mateus.

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu Grão Vasco[editar | editar código-fonte]

As pinturas de Vasco Fernandes e de outros artistas da escola de Viseu, são apreciadas pelo seu naturalismo e pelas paisagens de fundo. O tratamento da luz revela uma influência flamenga. No terceiro piso do museu são exibidas as obras-primas que outrora adornavam um retábulo da catedral.

Casa Museu Almeida Moreira[editar | editar código-fonte]

O museu está instalado na casa que foi residência do capitão Francisco António de Almeida Moreira, a qual, com o recheio constituído por biblioteca e peças várias, pinturas, mobiliário, porcelanas e escultura, doou para museu-biblioteca patente ao público.

Outros museus[editar | editar código-fonte]

Salas de espetáculo[editar | editar código-fonte]

Galerias de arte[editar | editar código-fonte]

Viseu tem três galerias de arte contemporânea e três espaços de exposição de arte contemporânea:

  • Galerias:
    • António Henriques
    • 4 Montras
    • Mitóarte - escola e galeria de arte

Eventos culturais[editar | editar código-fonte]

Jardins Efémeros[editar | editar código-fonte]

Viseu tem vindo a assistir a uma forte renovação da sua oferta cultural. O melhor exemplo é o Festival Jardins Efémeros[18] , evento único em Portugal, que promove o encontro entre o público e novas formas expressão artística. Durante este festival, levado a cabo anualmente, em finais de julho, todo o Centro Histórico de Viseu é transformado num jardim acolhendo o talento de diversos criadores portugueses e internacionais. A utilização de espaços icónicos como a Sé de Viseu, Misericórdia, museus, capelas, jardins, logradouros, praças, o edificado do centro histórico (casas, lojas e edifícios industriais), reforça o carácter urbano do festival, valorizando o património da cidade de Viseu.

Em cada edição, o Festival Jardins Efémeros, apresenta uma oferta variada ao nível das artes plásticas e visuais, literatura, mercados, oficinas, música, som, teatro, dança, arquitectura, cinema, conferências e debates. Entre outros, já passaram por este evento nomes como: Nils Frahm; Robert Henke; Francisco Lopéz; Puce Mary; Holly Herndon; Anita Ackermann; Pedro Rebelo; Paus; Dead Combo; Lubomyr Melnyk; Robin The Fog; Sensible Soccers; Hands on Sound; Mikhail Karikis; The Legendary Tigerman. O Festival Jardins Efémeros é já considerado a mais completa realização multidisciplinar de arte contemporânea da região centro e interior de Portugal[19] .

Outros eventos[editar | editar código-fonte]

  • Viseu A..: Com espetáculos diversos, focados na atividade teatral, sendo promovido Pelo Teatro Viriato em colaboração com a Câmara Municipal de Viseu, assim como muitas instituições artísticas e de várias outras índoles em todo o conselho de Viseu, e nos conselhos limitrofes.
  • Festival de Jazz de Viseu: Concertos de Jazz[20]
  • Shortcutz Xpress Viseu: Projecto internacional de curtas metragens [21]
  • 48 ShotMedia: Curtas metragens. [22]
  • Festival de Música da Primavera: Resulta da parceria entre a Câmara Municipal de Viseu e o Conservatório de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, este evento conta com uma programação diversificada, com concertos, masterclasses, concursos e outros momentos de elevada qualidade musical.
  • CNC - Cinema na Cidade: Projeção de cinema na Praça D. Duarte [23]
  • Vista Curta: Festival de curtas metragens amadoras
  • Festival de Teatro: promovido pelo Teatro Viriato, em articulação com a Câmara Municipal de Viseu em associação com dezenas de companhias artísticas viseenses, e de todo o país. Decorre durante cerca de um mês, entre maio de junho, e consiste na realização de dezenas de peças teatrais no próprio teatro Viriato e ao largo de toda a cidade de Viseu. Esta iniciativa cultural vai já na sua 16° edição.
  • Festival Internacional de Piano de Viseu: teve a sua primeira edição em 2015, incluído na programação do Festival de Música da Primaver
  • Festival de Street Art: incluído na programação do Festival Tons da Primavera de 2015. Consistiu na atuação de artistas de arte urbana em fachadas de edifícios um pouco por toda a cidade, sob a temática "Vinho e primavera". Na primeira edição os artistas convidados foram Aka Corleone, Fidel Évora, Draw, Marco Mendes, Mariana a miserável, Martinho Costa e Mesk.
  • Viseu e Vinho Dão Festa: são festivais culturais variados, incluíndo desde. música, arte, gastronomia, prova de vinhos e muito mais, várias vezes ao ano, sempre direcionada para a promoção de Viseu como cidade vinhateira e do vinho do Dão. O Mercado 2 de maio é um dos principais palcos deste complexo cultural, assim como a Rua Formosa, transformada numa adega a céu aberto durante o " Entre Aduelas". Este festival decorre na primavera sob a nomenclatura de "Tons da Primavera", no inverno como " Vinhos de Inverno" e no outono como "Festa das Vindimas".
  • Festa do 2 de maio: celebração da chegada das tropas liberais a Viseu após a Vitória na única guerra civil da História de Portugal. O ponto alto das festas é a recriação histórica, que termina no Mercado 2 de maio, na baixa da cidade.
  • Meia Maratona do Dão, Corrida da Emoção

Economia[editar | editar código-fonte]

Centro comercial Forum Viseu

Viseu caracteriza-se como um centro administrativo, de comércio e de serviços. O sector agrícola ocupa apenas 2% da população activa, em especial na produção hortícola, fruta, designadamente maçã e viticultura, especialmente os vinhos maduros DOC Dão e os verdes de Lafões. Até à década de 1980, houve a extração de minério de tungsténio e quartzo na exploração mineira do Monte de Santa Luzia, para alimentação da ENU - Empresa Nacional de Urânio e dos Fornos Eléctricos de Canas de Senhorim, entretanto desactivada.

O sector secundário, com uma actividade centrada em empresas de média dimensão, ocupa 16% da população. A indústria viseense produz, essencialmente, têxteis e têxteis-lar, mobiliário, metalurgia, máquinas e equipamentos industriais, agroquímicos e componentes automóveis. Importante, igualmente, a indústria da construção civil. O sector de serviços ocupa 83% da população.

Pontos comerciais[editar | editar código-fonte]

A cidade de Viseu possui diversas áreas comerciais, entre as quais:[24]

  • Palácio do Gelo Shopping: Inaugurado oficialmente a 15 de Abril de 1998, este é o maior centro comercial de Portugal em área comercial (175 000 m²) e o segundo maior da Península Ibérica[25] . Possui 164 lojas. Conta como lojas âncoras o Hipermercado Jumbo, Fnac (2.ª maior do país), Rádio Popular (a maior do país), Izi, C&A, H&M, Sport Zone, T&R, Natura, Polar e Brincar e ForLife, e Desigual. Das seis salas de cinema Zon Lusomundo, uma delas tem equipamento 3D. As principais atracções são o Bar de Gelo (único em Portugal), a Pista de Gelo e ainda os Terraços Panorâmicos com vista para as Serras da Estrela e Caramulo. Catarina Furtado é a 'imagem' do centro comercial.:[26]
  • Fórum Viseu: Aberto desde o feriado municipal de 2005, esta área comercial junta 82 superfícies comerciais, com a beleza do centro da cidade e também do Rio Pavia.
  • Viseu Retail Park: Conta com quinze lojas. Situado na freguesia de Fragosela, foi aberto em Maio de 2007.

Turismo, festas e efemérides[editar | editar código-fonte]

Feira de S. Mateus[editar | editar código-fonte]

A Feira Franca foi criada por D. Sancho I em 1188 (não tendo esse nome inicialmente).[27] havendo documentação a partir de 1392, passando mais tarde no século XVI a chamar-se Feira de S.Mateus. A história diz que a Feira Franca foi uma prenda de D. João I de Portugal, Mestre de Avis, por Viseu ter sido a única cidade portuguesa a estar a seu lado na crise de 1383-1385. A sua ligação a Viseu não acaba aqui, tendo o seu filho D. Duarte nascido aqui e os seus filhos D. Henrique e D. Fernando sido os primeiros duques de Viseu.

Numa área de 18 000 m² estão presentes centenas de expositores e feirantes representando todos os sectores de actividade.

Encontro de Renault Renault 4L S. Mateus[editar | editar código-fonte]

Encontro inserido no programa exterior da Feira de S. Mateus, realiza-se anualmente, desde 2002 no primeiro Domingo de Setembro, na Avenida Europa, frente ao Tribunal. Em 2012 conta com a sua X edição. Destina-se a todos aqueles que possuam um veículo Renault, modelo 3, 4L, 4F ou 4V, com produção entre 1961 e 1993, de modo a promover o convívio, troca de impressões e passeios entre os seus possuidores, na região Dão-Lafões.

4L na Sé de Viseu no encontro de Renault Renault 4L S. Mateus

Semana Académica[editar | editar código-fonte]

A Semana Académica de Viseu, ocorrendo normalmente na segunda quinzena de Maio, arrasta até à cidade milhares de pessoas para participarem nas diversas actividades, quer sejam familiares dos estudantes das diversas instituições de ensino superior, quer meros turistas curiosos. Não tendo uma tradição tão antiga como as suas congéneres de Coimbra, Lisboa, Porto ou Évora, a Academia de Viseu, já com cerca de 11 000 alunos, promove eventos como a Serenata Monumental, o Cortejo Académico, o Encontro de Tunas ou a Bênção das Pastas que se constituíram momentos importantes do calendário cultural da cidade.

Cavalhadas de Vildemoinhos[editar | editar código-fonte]

Todos os anos, na manhã de 24 de Junho, dia de São João, a cidade assiste a um cortejo com dezenas de carros alegóricos, cavaleiros, bandas musicais, majoretes e ranchos folclóricos, atraindo sempre mais de 50 000 visitantes. A festividade remonta a 1652, surgindo como um agradecimento dos moleiros de Vildemoinhos, aldeia então a cerca de 5 km da urbe, hoje bairro citadino, por lhes ter sido reconhecida a razão em tribunal numa querela relativa à utilização das águas do rio Pavia. Os moleiros, em trajes festivos, montavam os seus cavalos e seguiam em romagem até à capela de São João da Carreira, a montante no curso do rio.

Termas de Alcafache Spa Termal[editar | editar código-fonte]

As Termas de Alcafache Spa Termal são um dos principais centros de atracção turística do Conselho de Viseu, recebendo anualmente milhares de visitantes oriundos de todos os cantos do País que aqui vêm com o objectivo de realizar curas termais e programas de bem-estar. As propriedades da água sulfurosa de Alcafache que brota a mais de 50º são já uma referência no sector termal e que em muito contribuíram para que Viseu tenha sido considerada uma das cidades com maior qualidade de vida na Europa.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Viseu é conhecida como a "Cidade das Rotundas" e é considerada uma referência europeia no que ao planeamento urbano e construção de infraestruturas diz respeito[28] .

A capital portuguesa está localizada a 292 km, enquanto que a cidade de Porto está localizada a 133 km de Viseu.[29]

Vias de comunicação[editar | editar código-fonte]

Mapa de Viseu e cerca de freguesias

A requalificar

  • 1ª Circular Sul, ligação Ramalhosa-Rio de Loba à EN 16.
  • 1ª Circular Norte, ligação EN 229 - ligação Ramalhosa.
  • Duplicação da EN 229 desde a 1ªCircular Norte à rotunda do Sátão . (em requalificação)
  • Requalificação da EN 229 entre a Rotunda do Sátão e o cruzamento para o Parque Industrial de Mundão.
  • Duplicação da EN 2 desde o Lidl - Repeses até ao Bairro de Sta. Eulália.(1ªa fase finalizada)
  • Duplicação da EN 16 desde o IP5 - Pascoal até à Avenida da Europa - Abraveses. (em requalificação)
  • Duplicação da EN 231 desde a rotunda de Teivas - S. João de Lourosa até ao Palácio do Gelo - Ranhados.

Ligações à cidade[editar | editar código-fonte]

A cidade é servida por uma complexa e completa rede viária, fazendo a ligação a todos os concelhos do distrito, bem como aos portos próximos, às fronteiras espanholas em Vila Verde da Raia e Vilar Formoso e às principais cidades portuguesas.

  • A25 - (Aveiro até Vilar Formoso) Concluída em 2006, e sendo uma das mais importantes auto-estradas portuguesas, a A25 tem quatro saídas disponíveis para a entrada na cidade: Viseu Norte (IP5), Viseu (A24), Viseu / Nelas (EN231), Viseu Este (IP5).
  • A24 - (Viseu até Chaves) Tal como a A25, tem quatro saídas disponíveis para a cidade: Moselos (EN 16), Viseu Norte (IP5), Viseu (A25), Fail (EN 2). Quando estiver pronto o último troço desta auto-estrada que ligará Viseu a Coimbra, reduzirá a distância entre estas duas cidades para 70 km. O traçado deste último troço da A24 passará a oeste do actual IP3, passando por Vale de Besteiros, Mortágua e Souselas, utilizando apenas alguns trechos do actual IP3.
  • IP3 - (Coimbra até Viseu) Com início num dos nós da A1, o IP3 percorre os distritos de Coimbra e Viseu. Esta estrada será totalmente substituída, aquando da conclusão da A24.
  • IP5 - Aquando da inauguração da A25, foi desqualificado da rede nacional de estradas. Usado ainda para ligação a alguns pontos da cidade. Apelidada anteriormente de Estrada da Morte, servirá da circular à cidade na concessão futura
  • EN 229 - Ligação de Viseu ao Sátão, sendo uma das entradas da cidade com mais tráfego, encontra-se a sofrer uma requalificação até ao Parque Industrial de Mundão (construção de 7 rotundas pela EP: PEM, Mundão, Catavejo, IP5, Travassós de Cima, 1ª Circular, Gumirães). Já possui duas vias desde a 1ª Circular até à Estrada de Circunvalação.
  • IC37 - Ligação de Viseu a Seia, substituindo a EN 231 que faz o mesmo percurso, sendo esta construída em perfil de via rápida, com três vias - perfil 1X1 com via de lentos em subida - (ligando o nó da A25 em Viseu ao nó do IC6 / IC7 em Seia).
  • EN337 - Ligação de Viseu a Vouzela e a Carregal do Sal.
  • EN323 - Ligação de Viseu a Vila Nova de Paiva.

Funicular de Viseu[editar | editar código-fonte]

O funicular de Viseu instalado na Calçada de Viriato, liga a zona alta junto ao Adro da Sé ao Campo de Viriato (campo da Feira de S. Mateus).

Aeroporto Regional de Viseu[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Gonçalves Lobato é uma estrutura que tem de momento uma pista asfaltada de 1200 m de comprimento com trinta metros de largura.[30]

Autocarros[editar | editar código-fonte]

Viseu tem 24 linhas de autocarros urbanos.[31]

Tem mais duas linhas de mini autocarros eléctricos que não têm paragens pré definidas(linhas azuis):

1ª Circula pelo centro passando pelos mais importantes pontos comercias e históricos.

2ª Liga a Central de Camionagem ao Hospital de São Teotónio

Comboios[editar | editar código-fonte]

Atualmente, Viseu, conjuntamente com Bragança, é uma das duas únicas capitais de distrito dos países da antiga União Europeia dos quinze, que não tem uma serventia ferroviária. Contudo, a cidade já foi servida diretamente por 2 ferrovias de via estreita, que estão atualmente encerradas: a Linha do Dão, entre Santa Comba Dão e Viseu, que fechou em 1988, e a Linha do Vouga, entre Espinho e Viseu, na qual o troço Sernada do Vouga - Viseu encerrou em 1990. O edifício principal da estação de Viseu, terminal destas 2 linhas ferroviárias, foi demolido em 1994. Em 2015, o Governo confirmou uma linha ferroviária que passaria por o Porto de Aveiro, Viseu e Vila Franca das Naves, onde encaixará na Linha da Beira Alta, seguindo depois para Espanha. A decisão está tomada e se a solução encontrada ficar abaixo dos 1,4 mil milhões de euros será uma realidade.[32]

Educação[editar | editar código-fonte]

As Escolas Básicas ofertam o ensino básico - 1.º ciclo de Viseu, sendo frequentadas por 4527 alunos..[33] Possui também oferta de Educação Pré-Escolar pública em estabelecimentos de educação e ensino (Jardins-de-infância e Escolas Básicas).

Ao nível do ensino secundário, existem três escolas: Alves Martins, Viriato e a Escola Secundária Emídio Navarro. Ao nível do 2º e 3º ciclo existem oito escolas públicas:

  • EB23 Azeredo Perdigão, EB23 Grão Vasco, EB23 do Viso, EB23 Infante D.Henrique, EB23 de Silgueiros, EB12 João de Barros, EB23 de Mundão e EB 2,3 de D. Duarte, Vil de Soito. Para além destas, funcionam três colégios privados: Colégio da Via Sacra, Colégio da Imaculada Conceição e EBIS Jean Piaget.

Agrupamentos de Escola em Viseu[editar | editar código-fonte]

  • Agrupamento de Escolas do Viso - Página
  • Agrupamento de Escolas de Grão Vasco
  • Agrupamento de Escolas de Marzovelos
  • Agrupamento de Escolas de Silgueiros
  • Agrupamento de Escolas de Vil de Soito
  • Agrupamento de Escolas do Infante D. Henrique
  • Agrupamento de Escolas do Mundão
  • Agrupamento de Escolas Dr. Azeredo Perdigão

Viseu dispõe igualmente de ensino profissional na Escola Profissional Mariana Seixas, na Escola Profissional de Torredeita e na Profitecla.

Instituições de ensino superior[editar | editar código-fonte]

Públicas[editar | editar código-fonte]

Privadas[editar | editar código-fonte]

  • Escola Superior de Educação Jean Piaget
  • Escola Superior de Saúde Jean Piaget
  • Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares de Viseu
  • Universidade Católica Portuguesa

Biblioteca Municipal[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva fica situada na Rua Aquilino Ribeiro. Foi inaugurada no dia 31 de Maio de 2002.[34]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • Salas de estudo
  • Arquivo Municipal e Distrital
  • Funicular
  • Nova Feira Semanal

Espaços industriais[editar | editar código-fonte]

  • Parque Empresarial de Lordosa
  • Parque Empresarial de Mundão
  • Parque Industrial de Coimbrões

Parques e jardins[editar | editar código-fonte]

Espaço Internet de Viseu

Fontes[editar | editar código-fonte]

Espaço Internet[editar | editar código-fonte]

A cidade de Viseu tem um Espaço Internet situado no Solar dos Condes de Prime.[35] qualidade de vida

Segurança[editar | editar código-fonte]

Desporto[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

As equipas de futebol de Viseu são o Académico Viseu Futebol Club, Lusitano Futebol Clube de Vildemoinhos [36] , o Sport Viseu e Benfica,[37] ,Viseu 2001, Clube Futebol Os Repesenses, Futebol Clube de Ranhados, Grupo Desportivo de Abraveses e Dínamo da Estação (camadas jovens).

Os estádios de Viseu são o Estádio do Fontelo, localizado no parque Florestal do Fontelo e o Estádio dos Trambelos em Vildemoinhos.

Voleibol[editar | editar código-fonte]

Viseu, para além das equipas de voleibol associadas ao Desporto Escolar, conta com o CARDES - equipa federada que integra campeonatos nacionais, cujos treinos e jogos se realizam no Pavilhão do Fontelo.

Equipamentos municipais[editar | editar código-fonte]

  • Ecopista de Viseu
  • Estádio do Fontelo
  • Estádio dos Trambelos
  • Campo Alves Madeira
  • Campo 1º de Maio
  • Campo da Quinta da Cruz
  • Campo de Futebol de Sete do Fontelo
  • Pavilhão Polidesportivo do Fontelo
  • Complexo Municipal de Piscinas do Fontelo
  • Campo de Ténis do Fontelo
  • Polidesportivo do Fontelo
  • Campo de Futebol de Cinco do Fontelo
  • Pavilhão de Judo do Fontelo
  • Circuito de Manutenção do Fontelo
  • Pista de Corta-Mato
  • Campo/Zona de lançamentos
  • Cerca de 90 polidesportivos espalhados pelo concelho
  • Pavilhão Desportivo Via Sacra
  • Pavilhão Desportivo / Piscina - Vilabeira - Repeses
  • Pavilhão Desportivo INATEL
  • Pavilhão Desportivo Folgosa - Lordosa
  • Pavilhão Desportivo do RI 14

o

Full-Contact[editar | editar código-fonte]

Modalidade desportiva promovida pela Associação Full-Contact de Viseu com sede na Quinta da Carreira, Freguesia de São José em Viseu, no âmbito da sua longa e relevante actividade que, rapidamente se expandiu para além do distrito, dinamizando a pratica do Full-contact e mobilizando milhares de atletas de todos os distritos do país, originou assim, a fundação, também em Viseu, da Federação Portuguesa de Full-Contact.

Dos eventos realizados pela Associação Full-Contact de Viseu, destaca-se pela sua dimensão e representatividade internacional o Troféu Feira de São Mateus Ultimate Full-Contact realizado anualmente no Campo de Viriato inserido no programa da Feira de São Mateus.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Como toda a cozinha portuguesa, a gastronomia de Viseu é muita rica,é variada e baseia-se numa tradição que se mantém viva.[38] [39]

Vinhos[editar | editar código-fonte]

Carne[editar | editar código-fonte]

  • Vitela assada com arroz de forno
  • Cabrito assado
  • Rojões com morcela e bauus cozidas
  • Rancho à moda de Viseu
  • Entrecosto com grelos e chouriço caseiro
  • Arroz de feijão
  • Arroz de carqueja

Peixe[editar | editar código-fonte]

  • Bacalhau à lagareiro
  • Trutas de escabeche
  • Bacalhau assado na brasa

Doces[editar | editar código-fonte]

  • Castanhas de ovos de Viseu
  • Doces de ovos de Viseu
  • Lampreia de ovos
  • Pão-de-ló
  • Leite creme
  • Arroz-doce
  • Pastéis de feijão
  • Pastéis de Vouzela
  • Viriato.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

A cidade de Viseu tinha uma televisão regional, a Viseu TV, a funcionar na internet desde 2006 até acabar com as suas emissões em 2011. O site apresentava informações da região, mas dava igualmente atenção às actividades de índole sócio-cultural, económica e desportiva da região de Viseu.

Rádio[editar | editar código-fonte]

O concelho possui diversas emissoras de rádio de âmbito local e regional entre elas:[40]

  • Estação Diária - 96.8
  • Rádio Sim Viseu - 103.6/106.4
  • RCI (Rádio Clube do Interior) - 105.5
  • RFM - 91.7/ 104.6
  • M80 Penalva do Castelo - 95.6

Jornais[editar | editar código-fonte]

Viseu possui diversos jornais impressos diários, semanais ou bi-semanais:[40] [41]

  • Diário de Viseu
  • Noticias da Região
  • Voz das Beiras
  • Notícias de Viseu
  • Jornal Via Rápida
  • Jornal do Centro
  • Tribuna de Lafões
  • Gazeta da Beira
  • Jornal da Beira

Blogs[editar | editar código-fonte]

Viseu possui diversos Blogs entre eles:

  • Viseu Senhora da Beira
  • Viseu, Fotos do AJ
  • Olho de Gato
  • Estrada de Prata
  • A Tribuna de Viseu
  • O Viseu
  • Indo Eu, Indo Eu...
  • tempo de vésperas
  • Forma Farmacêutica Oral
  • A Magia do Futebol
  • VISEU, terra de Viriato

Administração local[editar | editar código-fonte]

Cargo Nome Partido
Presidente da Câmara Municipal Almeida Henriques PSD
Vice-Presidente da Câmara Municipal Joaquim Seixas PSD
Vereadores
Nome Cargo Partido
Odete Paiva Turismo, Cultura PSD
João Paulo Gouveia Agricultura PSD
Guilherme Almeida Juventude, Desporto PSD
José Junqueiro Sem Pelouro PS
João Paulo Rebelo Sem Pelouro PS
Rosa Monteiro Sem Pelouro PS
Hélder Amaral Sem Pelouro CDS-PP

Política[editar | editar código-fonte]

Resultados das eleições autárquicas[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal[editar | editar código-fonte]

Partidos % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013
CDS-PP 35,7 4 37,5 4 30,7 3 38,0 4 34,1 3 10,2 1 8,2 6,2 4,5 5,2 9,6 1
PPD/PSD 30,0 3 32,6 3 35,8 4 35,9 4 38,4 4 49,0 5 54,7 6 62,1 7 56,9 6 62,1 7 46,4 5
PS 24,5 2 20,8 2 21,3 2 14,9 1 21,9 2 34,3 3 32,2 3 24,4 2 30,6 3 26,3 2 26,8 3

Assembleia Municipal[editar | editar código-fonte]

Partidos % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013
CDS-PP 35,8 13 35,8 17 29,6 14 28,1 10 11,3 4 8,5 3 7,1 2 5,4 2 6,9 2 9,5 3
PPD/PSD 30,3 11 33,9 16 36,5 17 39,3 15 46,8 18 51,6 20 57,8 23 53,1 20 55,1 21 44,4 14
PS 24,2 9 20,4 10 22,4 11 24,6 9 34,3 13 33,4 12 26,5 10 31,4 12 28,7 11 27,0 8
FEPU/APU/CDU 4,2 1 5,1 2 4,1 2 2,0 2,1 1,7 1,9 2,2 2,0 4,5 1
PPM 2,1 1 0,6
BE 2,3 3,6 1 4,2 1 4,6 1

Serviços[editar | editar código-fonte]

Equipamentos de saúde[editar | editar código-fonte]

Viseu é uma cidade que conta com um hospital central, com uma clínica privada e três centros de saúde (desdobrados agora em cinco USF).

Nome Localização Capacidade
Hospital de São Teotónio
Clínica Privada
USF: Grão Vasco, Viriato e USCSP Dom Duarte CS3 em Jugueiros 15 000
USF: Infante Dom Henrique, Viseu Cidade, Lusitana e UCSP Coração de Viseu Sta. Maria no edifício da segurança social 20 000
Em Construção[editar | editar código-fonte]
Nome Localização Capacidade
Hospital CUF Viseu[42] Junto ao Palácio do Gelo
USF: Centro Histórico de Viseu[43] Casa das Bocas, no Centro Histórico de Viseu 2 000
Edifício da Segurança Social.

A taxa média de mortalidade infantil é mais baixa no concelho de Viseu, é de 3,7‰, do que na região de Dão-Lafões, é de 4,8‰, o mesmo se registando para o indicador número de médicos por 1000 habitantes com o valor de 3,8‰ no concelho e de 1,7‰ na região.[44]

Estações de correios[editar | editar código-fonte]

Viseu é servida por oito estações de correios, estando uma situada no centro, outra na vila de Torredeita e as outras 6 em grandes zonas habitacionais (Abraveses, Ranhados, São José, Coração de Jesus, Jugueiros, Viriato), faltando apenas uma na freguesia de Rio de Loba que é a segunda maior do concelho.

Outros[editar | editar código-fonte]

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. INE. Anuário Estatístico da Região Centro 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2013. p. 32. ISBN 978-989-25-0217-5 ISSN 0872-5055 Página visitada em 05/05/2014.
  2. Instituto Geográfico Português (2013). Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013 (XLS-ZIP) Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 Direção-Geral do Território. Visitado em 28/11/2013.
  3. INE. Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística, 2012. p. 106. ISBN 978-989-25-0184-0 ISSN 0872-6493 Página visitada em 27/07/2013.
  4. INE (2012). Quadros de apuramento por freguesia (XLSX-ZIP) Censos 2011 (resultados definitivos) Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 27/07/2013. "Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO""
  5. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  6. DECO: Qualidade de vida - inquérito em 76 cidades
  7. Deco elege Viseu pela segunda vez como a melhor cidade para se viver Público (27-06-2012).
  8. António João, Apontamentos para a História de Viseu
  9. A Construção da Muralha
  10. Rio Mondego perto de Viseu
  11. Geografia e Rios
  12. Normais Climatológicas - 1981-2010 (provisórias) - Viseu. Visitado em 26 de Fevereiro de 2013.
  13. Viseu weather history (em inglesa) Climate Zone. Visitado em 26 February 2013.
  14. Viseu é a Cidade do Verde Pinho
  15. Portugal e Viseu
  16. Natalidade e Mortalidade em Viseu
  17. Viseu monumental
  18. Jardins Efémeros.
  19. [1].
  20. Página Facebook oficial.
  21. Página Facebook oficial.
  22. Página Facebook oficial de 48 ShortMedia.
  23. Página Oficial CNC.
  24. Pontos Comerciais
  25. Viseu recebe segundo maior centro comercial da Península Diário de Notícias (20-09-2006).
  26. [2]
  27. Feira Franca
  28. "Shorts story" de um homem em Viseu DN Portugal (09-08-2013).
  29. Porto, Lisboa de Viseu
  30. Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato
  31. Linhas autocarros de Viseu (Urbanos)
  32. Viseu vai ter comboio. Falta decidir a linha. Visitado em 2015-07-05.
  33. Escolas e alunos
  34. Biblioteca de Viseu
  35. Espaço Internet de Viseu
  36. Site do Lusitano Futebol Clube
  37. Site do Sport Viseu e Benfica
  38. Pratos típicos de Viseu
  39. Gastronomia de Viseu
  40. a b Radio em Viseu
  41. Jornais e radios
  42. - José de Mello Saúde www.josedemellosaude.pt. Visitado em 2015-07-05.
  43. , Isabel. Uma Unidade de Saúde Familiar vai nascer na Casa das Bocas, no Centro Histórico de Viseu cm-viseu.pt. Visitado em 2015-07-05.
  44. Mortalidade infantil

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Viseu


Viseu Cultura, Património Religioso, Desporto, e Outros Brasão de Viseu
Património Sé de Viseu | Muralhas de Viseu | Paço da Torre | Igreja da Misericórdia de Viseu | Igreja de São José | Igreja do Carmo | Igreja dos Terceiros
Cultura Museu Grão Vasco | Casa Museu Almeida Moreira | Museu de Arte Sacra | Casa da Ribeira | Eco Museu Torredeita | Museu Etnográfico de Silgueiros | Museu Etnográfico de Vila Chã de Sá | Solar do Vinho do Dão | Museu do Quartzo | Museu Municipal | Museu Etnográfico da Cava de Viriato | Teatro Viriato | Pavilhão Multiusos de Viseu | Auditório Mirita Casimiro
Desporto Sport Viseu e Benfica | Académico Viseu Futebol Club | Estádio do Fontelo | Estádio dos Trambelos
Pontos Comerciais Palácio do Gelo | Fórum Viseu | Viseu Retail Park | Soima Multiusos | Viseu Shopping
Outros Parque Urbano da Aguieira | Parque Linear do Pavia | Parque do Fontelo | Parque da Cidade | Parque Florestal do Fontelo | Hospital de São Teotónio | Aeroporto Regional | Funicular