Federação Francesa de Futebol

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Federação Francesa de Futebol
Fédération Française de Football (em francês)

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Logo da FFF


Seleção Masculina principal
Treinador França Didier Deschamps
Seleção Feminina principal
Treinador França Philippe Bergeroo
Seleção Seleção Olímpica
Treinador França W. Sagnol

A Federação Francesa de Futebol (em francês: Fédération Française de Football, FFF) representa a França nas competições de futebol da UEFA e FIFA.

História[editar | editar código-fonte]

Tornando-se potência no futebol[editar | editar código-fonte]

Michel Platini foi um dos maiores jogadores da história e o principal jogador francês durante os anos 80 Foi presidente da UEFA de 2007 a 2015, tendo sido suspenso e demitido nu == Uniformes ==

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

* 1º - Camisa azul, calção branco e meias vermelhas; * 2º - Camisa branca, calção azul e meias brancas.
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Primeiro Uniforme
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Segundo Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

* Camisa amarela, calção e meias amarelas; * Camisa vermelha, calção e meias vermelhas; * Camisa preta, calção e meias pretas.
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

* Camisa branca, calção azul e meias brancas. * Camisa vermelha, calção e meias azuis.
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Jogadores
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Comissão

Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

* 2014'
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Primeiro
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Segundo
* 2013
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Primeiro
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Segundo
* 2012
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* 2011
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Segundo
* 2010
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Primeiro
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* 2009
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Primeiro
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Segundo
* 2008
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Segundo
* 2006
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Segundo
* 1998
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Primeiro
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Segundo

Outros uniformes[editar | editar código-fonte]

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1910
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(Euro 84)
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(Euro 92)
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(Euro 2000)
m processo de corrupção.

A seleção francesa se tornou uma potência no futebol mundial a partir da década de 80, quando era comandada por Michel Platini, um dos melhores jogadores do mundo à época. Destacaram-se pelo vistoso futebol apresentado no título da Eurocopa de 1984, pelo 3° lugar na Copa do Mundo de 1986, além de um 4° lugar em 1982. Na década de 80, os franceses foram campeões também nos Jogos Olímpicos de 1984, vencendo o Brasil na grande final por 2x0.

Zidane durante a Final da Copa do Mundo FIFA de 2006, onde os franceses foram derrotados pela Itália.

França e Argentina são as únicas duas seleções do mundo a conquistar a quádruple corona, vencedora da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos, da Copa das Confederações, e da Eurocopa ou Copa América.

Mas os melhores anos dos Bleus viriam na década seguinte, em 90, histórica geração de Zinédine Zidane, Thierry Henry e outros. Essa seleção jogou as semifinais do Euro 1996, e 2 anos depois conquistaram a Copa do Mundo de 1998, realizada em território francês. Em 2000, venceram ainda a Eurocopa.

Nos Jogos da Francofonia, conquistou a medalha de ouro em 1994[1] e obteve a medalha de prata em 2001.[2]

Apontada como favorita para no Mundial seguinte, realizado na Coreia e no Japão, a performance do time na Copa do Mundo de 2002 foi decepcionante, não ganhando um único jogo, nem marcando um gol sequer. Apesar disso ainda chegaram ao Eurocopa 2004 como favoritos, mas foram batidos nas quartas-de-final para Grécia que se tornaria a campeã e dois anos depois foi segunda colocada na Copa do Mundo de 2006 perdendo nos pênaltis para a Itália. Também venceu o Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 em 2001.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, após ter ficado no 2° lugar de seu grupo, perdendo a vaga direta para a Sérvia, a França apenas conseguiu o seu lugar na repescagem, diante da Irlanda, com um gol polêmico, em que o atacante Thierry Henry conduziu a bola com a mão antes de fazer o passe para o seu companheiro de equipe, Gallas, que completou a jogada marcando o gol da classificação.

Na Copa do Mundo, porém, marcou apenas um ponto nos três jogos que disputou e foi eliminada na fase de grupos. Durante o fracasso na Copa, muitos problemas internos chegaram ao conhecimento público, como as brigas entre o atacante Nicolas Anelka (que viria a ser cortado ainda na disputa do certame) e o treinador Raymond Domenech,[3] e entre os meias Gourcuff e Matuidi,[4] fatos que, provavelmente, afetaram o desempenho do time em campo.

Após a má campanha da seleção nacional na África do Sul, parlamentares franceses se reuniram em 30 de junho para discutir este fraco desempenho. Integrantes da comissão técnica, incluindo o treinador Raymond Domenech, foram ouvidos a portas fechadas. Políticos presentes no encontro afirmaram que o técnico responsabilizou a imprensa pela campanha. Já o presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse que a França corre o risco de suspensão caso o governo do país decida intervir no futebol.

Desempenho em Eurocopas[editar | editar código-fonte]

Desempenho em Copas do Mundo[editar | editar código-fonte]

Copa do Mundo FIFA
Ano Fase Posição J V E* D GP GC
Uruguai 1930 1ª fase 8/13 3 1 0 2 4 3
Itália1934 1ª fase 10/16 1 0 0 1 2 3
França 1938 2ª fase 8/16 2 1 0 1 4 2
Brasil 1950 Não pôde participar - - - - - - -
Suíça 1954 1ª fase 9/16 3 1 0 2 6 7
Suécia 1958 Terceiro lugar 3/16 6 4 0 2 23 15
Chile 1962 Não se classificou - - - - - - -
Inglaterra 1966 1ª fase 13/16 3 0 1 2 2 5
México 1970 Não se classificou - - - - - - -
Alemanha 1974 Não se classificou - - - - - - -
Argentina 1978 1ª fase 12/16 3 1 0 2 5 5
Espanha 1982 Quarto lugar 4/24 7 3 2 2 16 12
México 1986 Terceiro lugar 3/24 7 4 2 1 12 6
Itália 1990 Não se classificou - - - - - - -
Estados Unidos 1994 Não se classificou - - - - - - -
França 1998 Campeão 1/32 7 6 1 0 15 2
Coreia do SulJapão 2002 1ª fase 28/32 3 0 1 2 0 3
Alemanha 2006 Vice-campeão 2/32 7 4 3 0 9 3
África do Sul 2010 1ª fase 29/32 3 0 1 2 1 4
Brasil 2014 Quartas de final 7/32 5 2 1 1 10 3
Total 14/19 1 Título 60 30 12 20 109 74

Seleção Multicultural[editar | editar código-fonte]

Já nos suas primeiras décadas, havia nos Bleus jogadores considerados de origem não-"genuinamente" francesa, sendo filhos de imigrantes. Em contrapartida, há vários nascidos na França que preferiram defender a terra de seus pais ou avós.

Árabes[editar | editar código-fonte]

Se recentemente jogaram ou jogam os descendentes de argelinos Zinédine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, a França já foi defendida por jogadores diretamente vindos da ex-colônia: Joseph Alcazar na Copa do Mundo de 1934, Abdelkader ben Bouali na Copa do Mundo de 1938, Abdelaziz ben Tifour na Copa do Mundo de 1954 e William Ayache na Copa do Mundo de 1986 são alguns exemplos; os três primeiros jogaram pela França em época em que ainda não havia a Seleção Argelina. Christian Lopez, também nascido na Argélia, é filho de colonos de origem espanhola.

Outros jogadores com origem na África do Norte francesa são Hatem ben Arfa, de raízes tunisianas, André-Pierre Gignac, de avós maternos argelinos e Abderrahmane Mahjoub, jogador também da Copa de 54 de origem marroquina, assim como Adil Rami. Também nascido no Marrocos, mas filho de colonos franceses, é o artilheiro Just Fontaine.

Negros[editar | editar código-fonte]

A Seleção Francesa foi também uma das primeiras europeias a recrutar um negro: o primeiro deles, Raoul Diagne, jogador da Copa do Mundo de 1938, veio da Guiana Francesa, mesma terra de nascimento de Florent Malouda, do elenco atual, atualmente composto em maioria por afrofranceses. Os dois primeiros a se destacarem de verdade na Seleção foram Marius Trésor (nascido em Guadalupe, de onde veio também Lilian Thuram) e Jean Tigana (nascido no Mali, de onde veem as ascendências dos xarás Alou e Lassana Diarra, e Moussa Sissoko).

Patrick Vieira e Patrice Evra nasceram no Senegal, de onde vem as origens de Bafétimbi Gomis, Bacary Sagna, Aly Cissokho e Mamadou Sakho. Claude Makélélé e Steve Mandanda vieram do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, de onde vêm as raízes de Charles N'Zogbia e Yann M'Vila. Blaise Matuidi é de origem angolana. Com origens em Guadalupe, mas nascidos na França, são Thierry Henry (com raízes também em Martinica, assim como Jimmy Briand, Éric Abidal e Nicolas Anelka e onde nasceu Gérard Janvion), Louis Saha, Sylvain Wiltord, Mikaël Silvestre, William Gallas, Gaël Clichy, Pascal Chimbonda e Bernard Diomède.

Djibril Cissé e Abou Diaby são filhos de imigrantes da Costa do Marfim, enquanto Sidney Govou e Rod Fanni possuem ascendência em Benin. Jean-Alain Boumsong é camaronês e Marcel Desailly, um ganense adotado por um diplomata francês. Florent Sinama-Pongolle, Dimitri Payet e Guillaume Hoarau vieram da ilha africana de Reunião, de onde vem as origens de Benoit Tremoulinas.

Também de pele escura, mas etnicamente polinésios, são Christian Karembeu, Frédéric Piquionne (nascidos na Nova Caledônia), Pascal e Marama Vahirua (vindos da Polinésia Francesa). Vikash Dhorasoo, por sua vez, tem raízes em uma comunidade hindu das Ilhas Maurício.

Centro-europeus[editar | editar código-fonte]

Alguns dos mais famosos jogadores da França têm origem italiana: Michel Platini, Roger Piantoni e Éric Cantona. Da atual geração, os mais famoso são Sébastien Squillaci e Mathieu Flamini. Mesma situação de outros menos famosos, como Ernest Libérati, Laurent di Lorto, Mario Zatelli, Bernard Chiarelli, Gabriel de Michele, Laurent Robuschi, Dominique Baratelli, François Bracci, Bernard Lacombe, Bernard Genghini, Bruno Bellone, Jean-Luc Ettori, Jean-Marc Ferreri, Vincent Candela, Bruno Martini, Benoît Pedretti, Éric di Meco e Jacques Santini.

Seus sobrenomes comumente são pronunciados "à francesa", normalmente com tonicidade na última sílaba. Ao sul, da ilha de Malta, vem as raízes do atacante Daniel Xuereb, figurante da Copa do Mundo de 1986.

Jogadores de origem germânica, nascidos na Alsácia-Lorena (região que pertenceu à Alemanha), já puderam ser encontrados. Foi o caso de Étienne Mattler, Fritz Keller, Oscar Heisserer, Ernest Schultz, Gérard Hausser, Raymond Kaelbel, Lucien Muller e, atualmente, Antoine Griezmann. Outros germânicos foram austríacos naturalizados, Rodolphe Hiden e Auguste Jordan.

Julien Darui e Roger Courtois nasceram, respectivamente, em Luxemburgo e Suíça.

Europa Oriental[editar | editar código-fonte]

Desta parte do continente, os mais numerosos são os de origem polonesa: Raymond Kopa (cujo sobrenome real era Kopaszewski) é o mais famoso de um grupo que inclui Ignace Kowalczyk, Thadée Cisowski, Édouard Kargu (sobrenome real Karguliewicz), Guillaume Bieganski, Léon Glovacki, Maryan Wisnieski, Robert Budzynski, Yannick Stopyra e Antoine Sibierski. Kazimir Hnatow, membro da Copa do Mundo de 1958, tem sangue ucraniano.

Jean Djorkaeff e Youri Djorkaeff, respectivamente pai e filho, são de origem calmuque (um dos povos da Rússia); Youri também tem ascendência armênia, juntamente com seu ex-colega Alain Boghossian.

Hispânicos e portugueses[editar | editar código-fonte]

Hispânicos também já figuraram pelos Bleus em torneios: Joseph Gonzales, Héctor Cazenave (uruguaio), Héctor de Bourgoing (argentino), Christian Lopez, Manuel Amoros, Jean Castaneda, Christian Perez e os mais famosos, David Trézéguet (filho de um franco-argentino), Luis Fernández (este nascido na Espanha), Mathieu Valbuena (de ascendência espanhola), o goleiro Hugo Lloris (ascendência catalã) e Robert Pirès (de origens portuguesas, assim como também Kevin Gameiro e Corentin Martins).

Outros[editar | editar código-fonte]

Minorias étnicas tradicionais da própria França já foram representadas na Seleção, como os bascos Didier Deschamps e Bixente Lizarazu e os bretões Stéphane Guivarc'h, Yoann Gourcuff e Jérémy Menez.

Estatísticas e recordes[editar | editar código-fonte]

Negrito: Jogadores ainda em atividade

Mais partidas[editar | editar código-fonte]

# País Nome Período Jogos
1 França Lilian Thuram 19942008 142
2 França Thierry Henry 19972010 123
3 França Marcel Desailly 19932004 116
4 França Zinédine Zidane 19942006 108
5 França Patrick Vieira 19972009 107
6 França Didier Deschamps 19892000 103
7 França Laurent Blanc 19892000 97
7 França Bixente Lizarazu 19922004 97
9 França Sylvain Wiltord 19992006 92
10 França Fabien Barthez 19942006 87

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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