Carlos Queiroz

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o treinador. Para o ator, veja Carlos Queiroz (ator). Para o poeta, veja Carlos Queirós Ribeiro.
Carlos Queiroz
Carlos Queiroz
Queiroz em 2019
Informações pessoais
Nome completo Carlos Manuel Brito Leal de Queiroz
Data de nasc. 1 de março de 1953 (69 anos)
Local de nasc. Nampula, Moçambique
Nacionalidade português
moçambicano
Altura 1,83 m
Informações profissionais
Clube atual Irã
Posição ex-guarda-redes
Função treinador
Clubes de juventude
1968–1974 Ferroviário de Nampula
Times/clubes que treinou
1989–1991
1991–1993
1994–1996
1996
1996–1997
1998–1999
2000–2002
2003–2004
2008–2010
2011–2019
2019-2020
2021–2022
2022–
Portugal Sub-20
Portugal
Sporting
New York MetroStars
Nagoya Grampus
Emirados Árabes
África do Sul
Real Madrid
Portugal
Irã
Colômbia
Egito
Irã

Carlos Manuel Brito Leal de Queiroz ComIH (Nampula, 1 de março de 1953) é um treinador e ex-futebolista português que atuava como guarda-redes. Atualmente comanda a Seleção Iraniana.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carlos Queiroz nasceu em 1 de março de 1953 em Nampula, Moçambique. Passou pelos juniores do Ferroviário de Nampula, frequentou o Liceu Almirante Gago Coutinho e chegou a estudar engenharia mecânica na Universidade de Lourenço Marques até 1974.

Em 1975, estabelecido em Portugal, ingressou no Instituto Superior de Educação Física de Lisboa (ISEF),[2] atual Faculdade de Motricidade Humana, pertencente à Universidade Técnica de Lisboa. Lá obteve a licenciatura em educação física e o mestrado em metodologia do treino desportivo. Posteriormente foi assistente da Faculdade de Motricidade Humana e professor do ensino secundário. Em 1984 foi auxiliar técnico no Estoril Praia, onde trabalhou com o treinador Mário Wilson.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Portugal Sub-20[editar | editar código-fonte]

Foi convidado em 1987 a integrar os quadros da Federação Portuguesa de Futebol para desempenhar o cargo de técnico nacional nas camadas jovens. Carlos Queiroz, que fez muita pesquisa e investigação sobre os métodos utilizados no estrangeiro, apostou forte na formação dos jovens jogadores que tinha a seu cargo e foi o responsável pelo aparecimento de craques como Luís Figo, Rui Costa, Vítor Baía, Paulo Sousa, Abel Xavier, Fernando Couto e João Vieira Pinto.

No dia 22 de março de 1989 foi distinguido como comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[3]

Até 1991 Queiroz esteve à frente das seleções jovens, com as quais conquistou por duas vezes o título da Copa do Mundo FIFA Sub-20: em 1989, na Arábia Saudita, e em 1991, em Portugal. Foi um feito inédito que marcou o futebol português, nomeadamente porque nessas Seleções alinhavam alguns jogadores que viriam a ser dos melhores do mundo e que desde sempre foram acompanhados por Carlos Queiroz.

A Federação Portuguesa de Futebol quis aproveitar o talento de Carlos Queiroz e a seguir à conquista do Mundial Sub-20 de Futebol de 1991 promoveu-o a líder da seleção principal. Mas nem tudo correu bem e Portugal não se conseguiu apurar para a Copa do Mundo FIFA de 1994, que teve lugar nos Estados Unidos.

Queiroz abandonou a seleção e a federação algo desapontado e ainda nesse ano tentou uma experiência diferente como treinador.

Sporting[editar | editar código-fonte]

Com Queiroz ao comando, o Sporting sagrou-se campeão da Taça de Portugal de 1994–95, tendo batido na final, no Estádio Nacional do Jamor, o Marítimo por 2 a 0.

New York MetroStars e Nagoya Grampus[editar | editar código-fonte]

O treinador alcançou bastante fama a nível mundial, nomeadamente pela sua capacidade de formação de jogadores; com isso, recebeu vários convites do exterior. Entre 1996 e 1997 passou por dois clubes: em 1996 comandou o New York MetroStars, dos Estados Unidos, e entre 1996 e 1997 trabalhou no Nagoya Grampus, Japão. Nesse período, elaborou um plano detalhado destinado a profissionalizar o desenvolvimento dos jogadores de futebol nos Estados Unidos, plano esse que tem o nome de "Q-Report", "Project 2010".

Emirados Árabes e África do Sul[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1998 regressou ao comando de uma Seleção, assumindo os Emirados Árabes e permanecendo no cargo por cerca de um ano. O regresso ao ativo aconteceu em agosto de 2000, para orientar a África do Sul, que conseguiu apurar para a Copa do Mundo FIFA de 2002.

Manchester United[editar | editar código-fonte]

Em 2002, assumiu o cargo de auxiliar técnico de Alex Ferguson no Manchester United, contribuindo em alguns títulos que o clube conquistou.

Real Madrid[editar | editar código-fonte]

O bom desempenho de Queiroz como auxiliar no United atraiu a atenção do Real Madrid, que o contratou em junho de 2003 para substituir Vicente del Bosque.[4] O português assinou um contrato de dois anos e assumiu a equipe espanhola que contava com os Galácticos: nomes de peso como Zinédine Zidane, Luís Figo, Ronaldo Nazário e David Beckham.[5]

O Real Madrid de Queiroz começou bem a época 2003–04, conquistando a Supercopa da Espanha depois de vencer o Mallorca em agosto.[6] No meio da temporada, a equipe chegou a liderar a La Liga enquanto brigava pelos títulos na Copa do Rei e na Liga dos Campeões da UEFA. No entanto, o Real perdeu as últimas cinco partidas no Campeonato Espanhol e terminou em quarto lugar, com o Valencia conquistando o título. Os merengues também decepcionaram na Copa do Rei e na Liga dos Campeões,[7] terminando a temporada com a Supercopa da Espanha como o único troféu conquistado. Após apenas dez meses no Real Madrid, Queiroz foi demitido em maio de 2004.[8]

Retorno ao Manchester United[editar | editar código-fonte]

Queiroz regressou à Inglaterra em junho de 2004, reassumindo o cargo de auxiliar técnico no Manchester United de Alex Ferguson.[9] O português teve uma passagem vitoriosa como auxiliar dos Diabos Vermelhos, conquistando vários títulos da Premier League e em 2008 a Liga dos Campeões da UEFA.

Portugal[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de julho de 2008, para ocupar a vaga deixada por Luiz Felipe Scolari, Carlos Queiroz foi anunciado como treinador da Seleção Portuguesa, com o principal objetivo de qualificar os Imortais para a Copa do Mundo FIFA de 2010.[10]

No dia 18 de novembro de 2009, qualificou a Seleção Portuguesa para a Copa do Mundo de 2010 realizada na África do Sul, onde caiu no grupo G ao lado de Costa do Marfim, Coreia do Norte e Brasil. Na fase de grupos, Portugal fez uma campanha com dois empates por 0 a 0 contra a Costa do Marfim e o Brasil, marcando gols em apenas uma partida, contra a Coreia do Norte, na goleada por 7 a 0.[11] Os portugueses terminaram a fase de grupos em segundo lugar e acabaram avançando, mas foram eliminados nas oitavas de final pela Espanha.[12]

Durante a disputa do Mundial, surgiu a polêmica de que Carlos Queiroz perturbara e injuriara a brigada dos médicos de controle antidoping enquanto esta tentava fazer testes médicos aos jogadores da Seleção Portuguesa.[13] O caso teve um imenso imediatismo, sendo que, o Conselho de Disciplina avaliou a situação e atribuiu como pena a Carlos Queiroz uma multa de cerca de 1000 €, bem como, a suspensão do mesmo do cargo de técnico português por seis meses.[14]

No processo anteriormente referido, Carlos Queiroz foi defendido por algumas figuras do futebol como Luís Filipe Vieira (então presidente do Benfica), Alex Ferguson, Luís Figo, Eric Tinkler[15] e até Jorge Nuno Pinto da Costa (então presidente do Porto).[16]

A Federação Portuguesa de Futebol anunciou a rescisão de contrato com Carlos Queiroz no dia 9 de setembro de 2010,[17] mas o treinador acabou sendo absolvido pelo Tribunal Arbitral do Esporte de todas as acusações que lhe foram imputadas, surgindo teorias de que esta teria sido uma manobra do Governo da época e da Federação Portuguesa de Futebol para arranjarem justa causa para o seu despedimento.[carece de fontes?]

Irã[editar | editar código-fonte]

Carlos Queiroz foi apresentado oficialmente como técnico da Seleção Iraniana no dia 4 de abril de 2011. Durante a apresentação, reforçou o objetivo em alcançar a qualificação para a Copa do Mundo FIFA de 2014, que seria realizada no Brasil. Com o feito alcançado,[18] tornou-se o terceiro treinador a classificar três Seleções diferentes para uma Copa do Mundo FIFA.

Após a competição, que terminou numa eliminação precoce na fase de grupos, Queiroz deixou o comando do Irã.[19]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Seleção Portuguesa
Sporting
Real Madrid

Referências

  1. «Carlos Queiroz assina contrato para comandar Irã na Copa do Mundo». Terra. 6 de setembro de 2022 
  2. «Página oficial da FMH». Universidade Técnica de Lisboa 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Carlos Manuel Brito Leal Queiroz". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 8 de março de 2013 
  4. «Carlos Queiroz apresentado oficialmente». Record. 25 de junho de 2003. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  5. André Donke (24 de fevereiro de 2021). «Real Madrid Galáctico: a utopia que não vingou e não tem mais vez no futebol». ESPN Brasil. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  6. «Real Madrid conquista a Supercopa da Espanha». NSC Total. 27 de agosto de 2003. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  7. «Monaco elimina o favorito Real Madrid da Liga dos Campeões». UOL. 6 de abril de 2004. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  8. «Queiroz é demitido do Real Madrid; Camacho assume». UOL. 24 de maio de 2004. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  9. «Queiroz returns to United» (em inglês). The Guardian. 4 de junho de 2004. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  10. «Carlos Queiroz é o novo técnico de Portugal». Trivela. 11 de julho de 2008. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  11. «Portugal massacra Coreia do Norte e aplica maior goleada do Mundial». 21 de junho de 2010. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  12. «Lembre a única vez em que Portugal e Espanha se enfrentaram em Copas». LANCE!. 15 de junho de 2018. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  13. «Queiroz é punido por ofender médicos portugueses na Copa». Terra. 19 de agosto de 2010. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  14. «Carlos Queiroz é suspenso por seis meses em Portugal». Estadão. 2 de setembro de 2010. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  15. «Ex-jogador defende técnico português de acusações de racismo». Terra. 13 de junho de 2010. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  16. «Pinto da Costa defende Carlos Queiroz». Correio da Manhã. 15 de junho de 2012. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  17. «Federação Portuguesa de Futebol decide demitir Carlos Queiroz». O Globo. 29 de julho de 2010. Consultado em 7 de agosto de 2019 
  18. «Após classificar o Irã para a Copa, português Carlos Queiroz está cotado para assumir a Irlanda». Extra. 18 de outubro de 2013. Consultado em 15 de setembro de 2022 
  19. «Carlos Queiroz deixa o Irão após o Mundial». Maisfutebol. 19 de junho de 2014. Consultado em 15 de setembro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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2008–2010
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