Jorge Nuno Pinto da Costa

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Jorge Nuno Pinto da Costa
Presidente do Futebol Clube do Porto
Período 17 de agosto de 1982
Antecessor(a) Américo de Sá
Vida
Nascimento 28 de dezembro de 1937 (78 anos)
Porto
Nacionalidade Portugal
Dados pessoais
Cônjuge Fernanda Miranda (de julho de 2012 a 2016)[1]

Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa (Porto, 28 de dezembro de 1937) é um dirigente desportivo, atual presidente do Futebol Clube do Porto. É o presidente que ganhou mais títulos à frente de um clube de futebol.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Jorge Nuno Pinto da Costa é o quarto filho e terceiro varão de José Alexandrino Teixeira da Costa (Porto, Foz do Douro, 9 de Junho de 1910 - Porto, Aldoar, 6 de Dezembro de 1977), Comerciante, e de sua mulher (Porto, Cedofeita, 15 de Novembro de 1932) Maria Elisa Bessa de Lima Amorim Pinto (Matosinhos, São Mamede de Infesta, 15 de Maio de 1913 - 14 de Novembro de 1997),[2] que acabariam por divorciar-se poucos anos depois, dos quais nasceram outros cinco filhos: José Eduardo, Maria Alice (Porto, Cedofeita, 19 de Setembro de 1935) e António Manuel (Porto, Cedofeita, 11 de Fevereiro de 1936), mais velhos, Maria Eduarda (1939) e Eduardo Honório (5 de Setembro de 1941 - 26 de Fevereiro de 1999), mais novos.

Jorge Nuno faz a escola primária no Colégio Almeida Garrett, tendo simultaneamente aulas particulares de Inglês e Francês. Aos 10 anos vai estudar para o Instituto Nun'Álvares, mais conhecido por Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso, um colégio jesuíta. De regresso ao Porto, consegue o seu primeiro emprego aos 19 anos no Banco Português do Atlântico, onde foi colega de Artur Santos Silva. É mais ou menos por essa altura que inicia a sua ligação ao FC Porto como dirigente, mantendo contudo o seu emprego no banco e trabalhando mais tarde como vendedor de tintas e resinas, até passar a dedicar-se a tempo inteiro ao dirigismo. Publicou em 2005 a sua autobiografia, Largos Dias Têm Cem Anos, com prefácio de Lennart Johansson, presidente da UEFA entre 1990 e 2007. Dedicou-se a dirigir o Futebol Clube do Porto.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Ao regressar ao Porto após vários anos no Colégio das Caldinhas em Santo Tirso, Pinto da Costa reencontra a filha de um amigo da família com quem convivera na infância, Manuela Carmona Graça, nascida no Porto, Foz do Douro, a 15 de Abril de 1941, filha de Alberto da Silva Graça (Porto, Foz do Douro, 18 de Maio de 1915 - Porto, Paranhos, 2 de Outubro de 1975) e de sua mulher (Porto, Cedofeita, 18 de Maio de 1940) Noémia Armanda Branco Carmona (Chaves, 11 de Março de 1914 - ?, filha dum filho natural dum tio paterno do Presidente António Óscar de Fragoso Carmona), e apaixona-se. Após vários anos de namoro, em que Manuela se licenciou em Coimbra, em Educação de Infância e em Ciências Históricas, e prosseguiu estudos na Universidade de Karlsruhe, Manuela é convidada para trabalhar na Alemanha, onde consegue também um emprego para o namorado. Pinto da Costa, não querendo afastar-se do FC Porto, recusa a proposta e pede a namorada em casamento. Casam no Porto, Paranhos, a 7 de Abril de 1964 e o primeiro e único filho do casal, Alexandre Jorge Graça Pinto da Costa, nasce no Porto, Santo Ildefonso, a 26 de Abril de 1967.

Em 1985 Pinto da Costa conhece e apaixona-se por Filomena Morais, e em 1987 nasce da união a sua filha, Joana Morais Pinto da Costa. A 23 de Dezembro de 1997, com trinta e três anos de casamento e netos nascidos divorciou-se da mulher legitima, Manuela.

Já no século XXI separa-se de Filomena, assumindo o namoro com Carolina Salgado, que viria a terminar em 2005. Após uma separação conturbada de Carolina Salgado, em Outubro de 2007, Pinto da Costa casa com Filomena pela segunda vez,[3] divorciando-se do novo em 2012.[4]

Em 28 de Julho de 2012 casou-se no Brasil com Fernanda Miranda, 50 anos mais nova, oficializando a união de facto em que viviam há cerca de três anos. O casamento foi na cidade natal da noiva Touros.[1] Em outubro de 2016, foi noticiado na imprensa que estarão em processo de separação.[5]

Ligação ao FC Porto[editar | editar código-fonte]

De adepto a director[editar | editar código-fonte]

É por influência do tio Armando Pinto, entusiasta de futebol que fora presidente do Famalicão, que Jorge Nuno Pinto da Costa começa a interessar-se por futebol. É o tio quem paga os ingressos do FC Porto x Sporting de Braga, o primeiro jogo a que Jorge Nuno, com 8 anos, assiste no Campo da Constituição, na companhia do seu irmão José Eduardo. Desde então não mais se desligou do clube, nem mesmo quando se encontrava longe do Porto, procurando sempre que possível ouvir o relato das partidas. Quando completa 16 anos, em Dezembro de 1953, a avó materna inscreve-o como sócio do FC Porto.

Após o regresso ao Porto, Jorge Nuno acompanha religiosamente os jogos do clube, sobretudo de futebol e hóquei em patins. Com cerca de 20 anos, é convidado pelo responsável pela secção de hóquei em patins para ocupar o lugar de vogal, e aceita. Em 1962 passaria a chefe de secção, cargo que viria a acumular com o de chefe da secção de hóquei em campo. Em 1967 passa a ser também chefe da secção de boxe, onde conhece Reinaldo Teles, na altura atleta da modalidade.

Em 1969, é convidado por Afonso Pinto de Magalhães a integrar a sua lista para as eleições desse ano como director das modalidades amadoras. Assim, Pinto da Costa assume pela primeira vez um cargo eleito no FC Porto, de 1969 a 1971. No final desse período, apesar de ter sido convidado por Américo de Sá a candidatar-se com ele, recusou o convite por considerar que o novo candidato deveria apresentar-se às urnas com uma lista totalmente renovada.

Em 1976, em conversa com um grupo de amigos e apesar de não se encontrar a desempenhar funções no FC Porto, alguns deles - boavisteiros - provocavam Pinto da Costa por o seu clube ter deixado que o futebolista Albertino, praticamente contratado, "fugisse" para o Boavista. Em resposta, Pinto da Costa disse apenas que "largos dias têm cem anos", decidindo nesse preciso momento - soube-se mais tarde, aquando da publicação da sua autobiografia - regressar ao dirigismo desportivo. Conversou com o presidente Américo de Sá e comprometeu-se a fazer parte da sua lista nas eleições seguintes como director do departamento de futebol.

Ainda antes das eleições, acertou com José Maria Pedroto, treinador do Boavista, o seu regresso ao FC Porto, onde já havia sido jogador e treinador. Em Maio desse mesmo ano, Pinto da Costa volta a ser dirigente do FC Porto. É com Américo de Sá como presidente, Pinto da Costa como director do futebol e Pedroto como treinador que o FC Porto consegue quebrar, em 1977-78, o jejum de 19 anos sem vencer um campeonato nacional. Apesar disso, o final da década de 70 é um período conturbado para o FC Porto, e Pinto da Costa e Pedroto acabam por deixar o clube em 1980.

A presidência[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 1981 as coisas continuam a correr mal ao FC Porto, e é então que um grupo de sócios se une com o objectivo de convencer Pinto da Costa a candidatar-se à presidência do clube. O "sim" demora a surgir, mas perante a insistência dos sócios Pinto da Costa acaba por aceitar, convidando Pedroto para voltar a treinar a equipa principal. Candidatando-se em lista única, Jorge Nuno Pinto da Costa vence as eleições de 17 de Abril de 1982, tornando-se o 33º presidente do FC Porto (ver a cronologia de presidentes do FC Porto no artigo relativo ao clube).[6]

No mesmo ano de 1982, o hóquei em patins do clube, que não havia vencido qualquer título desde a sua implementação em 1955, vence a Taça das Taças, arrancando para um período de ouro, durante o qual o clube venceu o mesmo título no ano seguinte de 1983, a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Continental em 1986, a Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1990, e a Taça CERS em 1994 e 1996.

Em 1983, criou-se a Loja Azul. Em 1984, o FC Porto chega à sua primeira final Europeia de futebol, na Taça das Taças, contra a Juventus, da qual sai derrotado pela margem mínima de 2-1. Em 1985, deu-se a criação da revista do clube, "Dragões". Em 1986, faz-se o rebaixamento do relvado do Estádio das Antas. Em 1987, vence a Taça dos Clubes Campeões Europeus e a Taça Intercontinental, e depois a Supertaça Europeia relativa à mesma época, já no início de 1988. A década de 1990 seria gloriosa para o futebol portista graças à conquista de oito campeonatos, cinco deles consecutivamente - o Pentacampeonato, feito inédito no futebol português, em 1999, ano em que conseguiu obter também o Pleno Nacional.

Foi eleito 3.º Presidente da Direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e, por inerência, Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, a 10 de Julho de 1995, tendo tomado posse a 13 de Julho de 1995 e até 23 de Dezembro de 1996. Logo em Agosto de 1995, na época 1995/1996 foi organizado o primeiro campeonato pelo Organismo Autónomo (entidade considerada pela Federação Portuguesa de Futebol como autónoma da Liga com sede no mesmo local e suportada pela mesma estrutura administrativa) que foi posteriormente oficializado como fazendo parte da estrutura da Liga de Clubes. A Liga passou a ser responsável por regulamentar, organizar e gerir as competições de natureza profissional, exercer o poder disciplinar em primeiro grau de decisão e gerir o sector de arbitragem através de uma Comissão de Arbitragem. Também em Agosto de 1995 ocorreu a entrada em actividade da Comissão Arbitral Paritária com a publicação da Portaria N.º 1105/95, um novo centro de arbitragem voluntária com o objectivo a resolução de litígios decorrentes dos contratos individuais de trabalho desportivos celebrados entre os clubes e os respectivos jogadores profissionais de futebol.[7]

Em 1997, foram criadas SADS para o futebol e o basquetebol. Em 1999, o clube venceu o título nacional de andebol, 31 anos depois.

Já no século XXI, o clube azul e branco inauguraria, em 2002, o CTFD PortoGaia, e aumentaria o seu palmarés internacional, vencendo quer o Campeonato Nacional quer a Taça UEFA em 2003, ano da inauguração do novo Estádio do Dragão, e o Campeonato Nacional e a Liga dos Campeões em 2004 sob o comando de José Mourinho e a Taça Intercontinental do mesmo ano já com Victor Fernandez, a que se acrescentam a demolição do Estádio das Antas e construção do Estádio do Dragão, com capacidade para 52 000 espectadores e mais um pleno nacional. No ano de 2009 conquista o segundo Tetracampeonato de futebol da sua presidência e da história do clube, com a equipa sob o comando de Jesualdo Ferreira.

Em 2011 viu o FC Porto conquistar a Liga Europa da UEFA de 2010-11 e a fazer ainda mais um Pleno Nacional, ao comando de André Villas-Boas, que viria a ser o mais jovem treinador de sempre a conquistar um troféu europeu e, também, o treinador com a transferência mais cara de sempre.[8][9]

Referências

  1. a b «Jorge Nuno e Fernanda Pinto da Costa estarão em processo de separação». 
  2. "Árvores de Costados", Embaixador José António Moya Ribera, Dislivro Histórica, Lisboa, 2005, Árv. ...
  3. "Árvores de Costados", Embaixador José António Moya Ribera, Dislivro Histórica, Lisboa, 2005, Árv. ...
  4. «Pinto da Costa e Filomena divorciados». 
  5. «Pinto da Costa e Fernanda em processo de separação». 
  6. Paulo, Isabel; Mariana Cabral. (17 de abril de 2012). "30 anos de FC Pinto da Costa". Expresso. Visitado em 17 de abril de 2012.
  7. «A História da Liga Portuguesa». Consultado em 18 de Novembro de 2014. 
  8. «Villas-Boas, o treinador mais novo a vencer prova europeia». Jornal Expresso. expresso.sapo.pt/. 18 de maio de 2011. Consultado em 24 de setembro de 2013. 
  9. «Villas-Boas é o treinador mais caro de sempre». Diário de Notícias. DN Desporto. 20 de junho de 2011. Consultado em 24 de setembro de 2013. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARBOSA, Alfredo. Dragão Ano 111 - História Oficial do Futebol Clube do Porto. Porto: O Comércio do Porto. 2004.
  • COSTA, Jorge Nuno Pinto da. Largos Dias Têm Cem Anos. Lisboa: Ideias & Rumos. 2004.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Manuel Damásio
Presidentes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional
13 de julho de 199523 de dezembro de 1996
Sucedido por
Valentim Loureiro