Clube de Futebol Os Belenenses

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Belenenses
Logo Belenenses.png
Nome Clube de Futebol "Os Belenenses"
Alcunhas Azuis, Azuis do Restelo,
Pastéis, O Belém
A Cruz de Cristo
Fundação 23 de setembro de 1919 (97 anos)
Estádio Estádio do Restelo
Capacidade 19.980
Localização Lisboa,  Portugal
Presidente Portugal Patrick Morais de Carvalho
Treinador Portugal Quim Machado
Patrocinador Portugal TVI24[1]

Portugal Prozis[2]

Material esportivo Portugal Lacatoni
Competição Portugal Primeira Liga
2015–16 8º Lugar
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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O Clube de Futebol Os "Belenenses" ComCOB é um clube português fundado em 23 de Setembro de 1919, e tem sede em Lisboa, na freguesia de Santa Maria de Belém.

Entre outras conquistas, para além de 3 Campeonatos de Portugal e 3 Taças de Portugal, a vitória no Campeonato Nacional, em 1945/1946, foi o momento mais significativo da sua história.

Durante décadas fez parte do quarteto dos "Grandes", juntamente com o Porto, Benfica e o Sporting, pois até 1982/83, estes foram os clubes que estiveram sempre na 1ª Divisão. Em 1933, o Belenenses era um dos mais poderosos clubes de futebol em Portugal: tinha 3 Campeonatos de Portugal, tal como o F.C. Porto, contra 2 do Benfica, 1 do Sporting, 1 do Olhanense e 1 do Marítimo, e era também o clube com mais jogadores presentes na Selecção Portuguesa desde o início da atividade desta. Manteve esta posição até 1935, e a segunda posição até 1951. Ainda hoje é o quarto clube com mais internacionalizações, com cerca do dobro do quinto e sexto colocados (Boavista e Vitória de Setúbal).

Daí que os grandes rivais do Belenenses sejam Benfica, Sporting e Porto, para além dos mais recentes Braga e Boavista. É um dos maiores clubes de Portugal sendo muitas vezes chamado como o quarto grande do futebol português.

Dados históricos[editar | editar código-fonte]

Banco de pedra com inscrição alusiva ao local de nascimento do Belenenses.

O Belenenses tem vários simpatizantes fora de Lisboa e noutros países (ex colónias portuguesas e comunidades emigrantes no estrangeiro). Prova disso são as suas casas e núcleos fora do país: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor, Brasil, Bélgica, Estados Unidos da América e Canadá. O Belenenses tem ainda cerca de 50 filiais e núcleos em Portugal continental e ilhas.

Por exemplo, na final da Taça de Portugal de 2007, havia faixas a assinalar presenças de adeptos de: Suíça, Canadá, Minho, Bragança, Vila Real, Porto, Ermesinde, Vila do Conde, Espinho, Estarreja, Viseu, Repeses, Covilhã, Coimbra, Tomar, Óbidos, Peniche, Elvas, Laranjeiro, Costa da Caparica/Trafaria, Litoral Alentejano, Santiago do Cacém, Faro, além dos núcleos da Fúria Azul, não só da grande Lisboa e Margem Sul, como ainda do Alentejo e de Ovar.

Clube fundador da 1ª Divisão Nacional em 1935, o CF "os Belenenses" permaneceu neste campeonato até 1982, ano em que aconteceu a 1ª fatídica descida à 2ª Divisão Nacional. No dia 23 de fevereiro de 2014, contra o Club Sport Marítimo, o Belenenses completou 2000 jogos no campeonato e pese embora a fase menos boa dos últimos anos, o clube regista números dignos de registo: 834 vitórias; 482 empates e 683 derrotas.

«Digamos que o Belenenses, parecendo uma inevitabilidade, nasceu de um impulso. Mas, mais do que ter vindo ao mundo numa maternidade ao ar livre, surpreendeu pela robustez e, sobretudo, pela determinação dos seus fundadores que enfrentaram o dédalo formado por más vontades, intrigas e ausência total de desportivismo de várias forças. Chegou ao desporto português à revelia dos interesses bizantinos de muitas e boas almas. (Homero Serpa

Ao longo da sua história, o Belenenses defrontou e venceu algumas das mais poderosas e conhecidas equipas do mundo: o Barcelona, o Valência, o Borussia Dortmund (na Alemanha), o Bayer Leverkusen, o Mónaco, o Olympique Lyonnais, o Vasco da Gama, o Cruzeiro de Belo Horizonte, o Newcastle, o Deportivo de La Coruña,o Bayern de Munique, o Sevilha, o Stade de Reims, o Dínamo de Zagreb, o Basileia e o Real Madrid (uma das vezes por 3-0). Com o Real Madrid, o mais bem sucedido clube mundial do século XX, o Belenenses teve fortes ligações: foi especialmente convidado para inaugurar o Estádio daquele clube, e voltou a sê-lo quando o estádio fez as bodas de prata e houve a festa de homenagem ao hexacampeão europeu, Francisco Gento.

O Belenenses foi o primeiro clube português a participar na Taça UEFA, estreando-se com um empate 3-3 em casa dos escoceses do Hibernian.

Registo ainda para o facto de o Belenenses ter sido a equipa a marcar mais golos num só jogo de todos os campeonatos nacionais: 15-2 à Académica. Aliás, no espaço de uma semana ganhou também por 14-1 ao Salgueiros, ou seja, marcou 29 golos em duas jornadas. Na Taça de Portugal tem a segunda maior goleada de sempre com 17-0 ao GD Vila Franca. Entre os clubes que foram goleados pelo Belenenses, contam-se o Benfica (8-3 em casa e 5-0 em campo neutro), o Futebol Clube do Porto (7-3 em casa e 6-2 e 4-0 fora) e o Sporting Clube de Braga (9-3), ou ainda o Vitória de Guimarães (12-1), o Boavista (10-0) e o Vitória de Setúbal (9-0), para referir alguns dos mais cotados.

NOTA- Atualmente, o futebol do Belenenses é gerido por um grupo de investidores autónomos ao Clube, a empresa Codecity cuja principal figura é o antigo administrador da PT, Rui Pedro Soares, que adquiriu a Belenenses SAD na época 2012/2013.

Os anos dourados[editar | editar código-fonte]

Tende-se a fazer crer que em Portugal sempre houve – e só – 3 clubes grandes, que sempre dominaram a larga distância de todos os outros. E que, muito ocasionalmente, quase por um capricho da sorte, o Belenenses e, mais tarde o Boavista, foram intrusos passageiros.

Ora, a verdade é toda outra, visto que o Belenenses fez incontestavelmente parte, durante 5 ou 6 décadas de um quarteto de grandes; foi 4 vezes o melhor de Portugal; durante décadas e décadas seguidas era sempre candidato assumido a todos os títulos nacionais (Campeonato de Portugal, Campeonato Nacional e Taça de Portugal); e se só ganhou um Campeonato Nacional, esteve na luta pela sua conquista muitos e muitos anos até bem perto do fim – aliás, por 5 vezes chegou à última jornada a poder ser campeão.

O Belenenses do fim dos anos 20 e começo dos anos 30, havia-se imposto como um clube vencedor e, nesse período, sem dúvida, o mais bem sucedido de Portugal.

Em 7 ou 8 anos de ouro, o Belenenses foi 3 vezes campeão de Portugal (1927, 1929 e 1933) e 2 vezes vice-campeão (1926 e 1932). Além disso, numa prova que ao tempo tinha imensa importância, foi, no mesmo período, 4 vezes campeão de Lisboa: 1926, 1929, 1930 e 1932. Ou seja, nestas 8 épocas, só numa delas não foi conquistado nenhum título (1928).

O título[editar | editar código-fonte]

A 26 de Maio de 1946, o Belenenses foi finalmente campeão nacional com um goal average de 74-24, a melhor defesa no Campeonato Nacional. Invicto nos jogos em casa do Campeonato Nacional. Campeão de Lisboa (3 pontos de avanço sobre o Sporting, 5 sobre o Atlético e 6 sobre o Benfica). Melhor conjunto de Pontos nas 4 Categorias do Campeonato de Lisboa. Vice-campeão de Lisboa de juniores. 6 jogadores do Belenenses presentes na vitória da selecção nacional de Futebol em jogo contra a França.

Mais uma vez o Belenenses teve de lutar contra várias adversidades e a tarefa não se afigurava muito fácil. O então Sport Lisboa e Elvas era filial do Benfica – que para aí mandou, durante quinze dias, um técnico seu –, iria tentar afastar o Belenenses do título.

E o jogo não podia ter começado pior. Logo aos 2 minutos, o Elvas colocou-se em vantagem. O Belenenses, até ao intervalo, apesar de todo o esforço desenvolvido, não conseguiu chegar ao golo. E era preciso mais do que um golo: o empate não bastava. Algum desânimo começava a insinuar-se…

Ao intervalo, alguns jogadores mais experientes ou mais frios reuniram a equipa, procuraram readquirir a calma e reagrupar as forças, dizendo: “Nós temos que ganhar isto!”. E ganharam!

A equipa cerrou fileiras e foi para a frente, à procura dos golos. Aos 66 minutos, Vasco fez uma das suas arrancadas, foi por ali fora, junto à lateral direita, ultrapassando todos os adversários que se lhe colocavam no caminho. Só em falta foi travado. Do livre, resultou o golo, apontado por Andrade.

Faltavam 24 minutos e era preciso mais um golo. Aos 77 minutos, foi novamente Vasco a invadir o meio-campo contrário e ceder a bola a Artur Quaresma. Arrancou este para a área contrária e disparou o remate que, à boca da baliza, Rafael desviou para golo. Era o 2-1.

Seguiu-se um quarto de hora de ansiedade, apesar do Belenenses dominar o jogo completamente. Até que soou o apito final. Erguidos todos num abraço ao treinador Augusto Silva, os atletas azuis, banhados em suor e lágrimas gritavam “Belém! Belém! Belém!”, enquanto o público belenense invadia o campo para celebrar.

E a festa alastrou de Elvas até à capital (com ecos em todo o país). A aproximação e chegada a Lisboa da caravana belenenses foi apoteótica. Milhares de belenenses tinham-se deslocado a Elvas, em carros, camionetas e por comboio… Aqui e acolá, gente acenava e festejava nas estradas. A partir de Setúbal, foi sempre em crescendo: havia aclamações em praticamente todas as localidades por onde se ia passando, cada vez mais intensas à medida que se aproximava a margem Sul do Tejo. Em Cacilhas, o largo principal, em frente do local onde se apanham os barcos, estava repleto de pessoas, que queriam festejar o título e vitoriar os jogadores. Do outro lado, avistava-se o Cais do Sodré inundado de gente, que se ia tornando mais nítida à medida que o barco se aproximava. As aclamações estenderam-se desde o Cais do Sodré, por toda a Avenida 24 de Julho, ladeada por milhares de pessoas, num cordão quase ininterrupto, com inúmeras bandeiras do Belenenses, até (uns bons 5 kms depois) culminar entusiasticamente em volta da nossa, tão nossa, estátua de Afonso Albuquerque (ali onde o clube nascera) e diante da sede em Belém, onde os jogadores, em especial o Capitão Amaro, e também o treinador Augusto Silva, vieram à janela agradecer os aplausos e incentivos.

O dia mais negro[editar | editar código-fonte]

Faltam 4 minutos – só 4 minutos! – para terminar o último jogo desse Campeonato Nacional; o Belenenses está a ganhar 2-1 ao Sporting, essa vitória assegura-lhe o título, os verdes estão praticamente conformados, os jogadores da camisola azul com a Cruz de Cristo trocam a bola entre si, guardando-a è espera do derradeiro apito do árbitro e da consumação da festa. O Belenenses parecia irresistível: depois de um mau começo de campeonato, uma arrancada extraordinária, uma grande sucessão de vitórias, a chegada ao 1º lugar, a sua manutenção, a vitória no último jogo, frente a um rival forte, mais um título, a reafirmação da grandeza, da força, da alma belenense… E imaginemos, porque é assim que nos contam: as ruas cheias de flores, bandeiras e colchas nas janelas e nas sacadas, em sinal de apoio, o clamor “Belém! Belém! Belém!” (sempre o nosso grito de guerra, seja em raiva ou em triunfo), os chapéus que se atiram ao ar em sinal de júbilo, os abraços que se trocam, os foguetes que estalam à volta do estádio… E de repente, sem que nada o fizesse esperar, numa jogada inverosímil, o Sporting empata, e oferece o título ao Benfica… e os corações azuis estilhaçados, pelo menos dilacerados, com a força do destino que nos atingiu tão duramente, como nunca fizera, nem voltou a fazer, a nenhum outro clube Português!

Não sem uns lances polémicos pelo meio, um golo anulado ao Belenenses, uma bola que esteve dentro da baliza sportinguista (como o seu guarda-redes, o grande Carlos Gomes, veio a reconhecer publicamente; ver adiante) e que o árbitro não considerou golo e ainda um eventual penalty (não assinalado) sobre Matateu. Enfim…O desafio corria célere para o final, e quase só se jogava no meio campo do Sporting, que não criava qualquer jogada de perigo, enquanto o Belenenses perdera já algumas oportunidades de fazer o 3º golo. Então, aos 86 minutos, houve um ataque do Sporting, através de um lançamento longo, um defesa do Belenenses (Raul Figueiredo, segundo ouvimos contar) terá escorregado, há um primeiro remate de um jogador do Sporting a tabelar num defesa azul e a sobrar para Martins, que empatou, apesar da tentativa desesperada de José Pereira. Terminado o jogo, os jogadores belenenses ficaram muito tempo em campo, incrédulos, muitos banhados em lágrimas, alguns prostrados no chão, em desânimo e angústia. No banco do Belenenses estava Fernando Riera que 40 anos depois numa entrevista ao jornal "A Bola" revelava ainda o seu arrependimento e do lado do Sporting estava Alejandro Scopelli, também ele profundamente ligado aos rapazes da Cruz de Cristo, um dia triste para todos.

Emblema[editar | editar código-fonte]

O emblema do Belenenses é relativamente simples e pouco se alterou do original, apenas com mudanças nas cores (e padrões) e no escudo.

O emblema atual é constituído por um escudo branco (com margens azuis), duas faixas azuis em X (com margens brancas), a Cruz de Cristo ao centro e as iniciais do clube (CFB) foram postas em três dos quatro espaços brancos (em preto).

Ao longo do tempo o emblema foi gradualmente alterado até ao atual (que mesmo assim não difere muito do inicial), o original era parecido ao atual diferindo apenas na forma do escudo, que era mais triangular e a cor que era um azul acinzentado, mais tarde o fundo do emblema foi arredondado e as margens do escudo e das faixas passaram a ser douradas. Em tempos mais recentes as margens (do escudo e das faixas) passaram a ser azuis, as inicias passaram a ser douradas e mantiveram o escudo, as modificações seguintes iriam da origem ao emblema atual.

Variações históricas

Talvez a variação mais dramática do emblema em relação à evolução deste foi um emblema usado pelo Belenenses na década de 70 que consistia num escudo branco com margens douradas, a Cruz de Cristo ao centro e as iniciais (CFB) dentro do escudo por cima da cruz.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Plantel atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 17 de junho de 2016.

Guarda-redes
N.º Jogador
1 Portugal Cristiano
24 Portugal Hugo Ventura
77 Portugal Filipe Mendes
91 Inglaterra Matt Jones
Defesas
N.º Jogador Pos.
4 Portugal Dinis Almeida C
5 Guiné-Bissau Edgar Ié C
14 Portugal Domingos Duarte C
28 Portugal Gonçalo Brandão Capitão C
37 Portugal Gonçalo Silva C
2 Portugal João Diogo LD
' Portugal Alexandre Alfaiate LD
3 França Florent Hanin LE
76 Portugal Mika Pinto LE
92 Portugal Fábio Nunes LE
Médios
N.º Jogador Pos.
6 Espanha Oriol Rosell T
23 França Hassan Yebda T
25 Portugal Vítor Gomes T
7 Portugal Miguel Rosa M
8 Portugal André Sousa M
21 Portugal Bernardo Dias M
Avançados
N.º Jogador
9 Portugal Tiago Caeiro
11 Portugal Betinho
20 Espanha Juan Ortuño
30 Guiné-Bissau Abel Camará
95 Sérvia Komnen Andric
' Brasil Maurides
Equipa técnica
Nome Pos.
Portugal Quim Machado TR
Portugal Tuck TA
Portugal João Neves TA

Jogadores notáveis[editar | editar código-fonte]