Gil Vicente Futebol Clube

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Gil Vicente
Nome Gil Vicente Futebol Clube
Torcedor Gilista
Mascote Galo de Barcelos
Fundação 3 de maio de 1924 (91 anos)
Estádio Estádio Cidade de Barcelos, Barcelos (12 504 lugares)
Presidente António Fiúza
Treinador José Mota
Equipamento Macron
Liga Segunda Liga
2014–15 Primeira Liga, 17º
Website gilvicentefc.pt
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Alternativo
Temporada atual

Gil Vicente Futebol Clube é um clube de futebol português sediado na cidade de Barcelos e fundado a 3 de maio de 1924. O Estádio Cidade de Barcelos é o estádio atual do clube, inaugurado em 2004 e com uma capacidade para 12 mil espetadores. O seu atual presidente é António Fiúza.

A principal equipa de futebol possui cinco títulos, o último dos quais conquistado em 2011, a Segunda Liga. O Gil ainda esteve numa final de uma competição de eliminatórias, alcançada em 2012, quando perdeu o último jogo da Taça da Liga de 2011–12 diante do Benfica, por 2–1. Na última época, a equipa foi despromovida para a Segunda Liga depois de quatro épocas consecutivas na Primeira Liga.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

O futebol chegou a Barcelos nas primeiras décadas do século XX através de relatos de visitantes que se deslocavam às cidades de Lisboa e Porto. Foi ganhando adeptos rapidamente e cedo surgiram equipas formadas por jovens locais como o Barcellos Sporting Club e o União Foot-Ball Club Barcellense. Foi um grupo de jovens que regularmente se reunia num banco no atual Largo Doutor Martins Lima, conhecido na então vila por Largo do Teatro, por ali se encontrar o Teatro Gil Vicente, que resolveu fundar um novo clube de futebol na cidade. O nome escolhido foi "Gil Vicente Foot-Ball Barcelense", em homenagem a Gil Vicente e por o teatro se localizar perto. Com a falta de equipamentos, bolas e jogadores, o clube enfrentava um período de dificuldades, onde se também juntava a inexistência de campo de jogos. No início conseguiram suprir a lacuna, treinando e disputando os seus jogos no Campo da Estação, pertencente ao vizinho Triunfo Sport Clube, mas a longo prazo tornou-se premente adquirir um recinto próprio, e foi assim que a 3 de maio de 1933 o Gil Vicente inaugurou o seu primeiro recinto num jogo contra o Sporting Clube de Braga no Campo da Granja. O vermelho foi a primeira cor das camisolas, passando depois a equipar com listas verdes e brancas horizontais. Só mais tarde seria adotado o azul e o vermelho como cores do clube. No dia 16 de setembro de 1946, um dos seus jogadores, Adelino Ribeiro Novo, faleceu em campo após um choque com um adversário. Como homenagem, o estádio mais tarde ganhou o seu nome. Foi também durante a década de quarenta que os gilistas começaram a ser habitués da II Divisão, começando a criar rivalidades com alguns dos clubes vizinhos do distrito de Braga.[1]

Anos de espera e crescimento[editar | editar código-fonte]

Na temporada de 1974–75 quando num momento de instabilidade diretiva, o Padre José Maria Furtado torna-se o dirigente dos gilistas, exatamente num momento em que o país vivia um período de grande tensão política, a associação do clube a círculos próximos da Igreja causou alguns anticorpos no período conturbado e revolucionário, mas que rápida e serenamente foram ultrapassados. Em 1976–77 os gilistas foram a sensação na Taça de Portugal chegando às meias-finais onde foram eliminados pelo SC Braga, mas só após o jogo de desempate. Na edição seguinte, o clube voltou a chegar longe, caindo nos quartos de final às mãos do FC Porto. A década de 70 foi uma década de reorganização e nos anos 80 os gilistas cimentaram a posição nos campeonatos nacionais e os dois terceiros lugares atingidos em 1987 e 1989 deixavam antever a promoção que aconteceu pela primeira vez 1989–90, comandade por Rodolfo Reis.[1]

Finalmente a Primeira Divisão[editar | editar código-fonte]

O ano de estreia mostrou um Gil Vicente crescido e preparado para as altas andanças, perdendo apenas com FC Porto e Benfica no Adelino Ribeiro Novo e vencido o Sporting por 2–1, terminando o campeonato em 13º lugar em 20 equipas, com os mesmos pontos que o despromovido Tirsense. A segunda época trouxe um campeonato um pouco mais descansado e a primeira vitória sobre os dragões no Adelino Ribeiro Novo. Nas épocas seguintes o Gil Vicente foi segurando com maior ou menor dificuldade a manutenção, com jogadores de destaque como Tuck, Cacioli e Drulović—que mais tarde seria vendido ao FC Porto. Em 1994–95 surgiu a primeira vitória sobre o Benfica em casa e na segunda volta conseguiu algo inédito e histórico vencendo as "águias" na Luz. Uma época decepcionante em 1996–97 ditou a primeira despromoção à II Divisão da história do clube. Em 1999–00, após dois anos de ausência e sobre a batuta de Álvaro Guimarães os gilistas conseguem uma época de sonho terminando em 5º lugar, vencendo na última jornada os azuis e brancos por 2–1, que discutiam taco-a-taco com os leões o título de Campeão nacional. Foi uma equipa que marcou uma era em Barcelos, com jovens como Petit, Ricardo Nascimento e tendo em Carlitos—um filho da terra—a grande estrela.[1]

Novo Milénio[editar | editar código-fonte]

Na primeira década do novo milénio, o Gil voltou a estabilizar entre os grandes. Foram novamente sete épocas entre a elite do futebol nacional com o Gil a lutar todos os anos pela manutenção, conseguindo apenas em 2002–03 um destacado 8º lugar. Neste período destaca-se a convocatória de Luís Loureiro à Seleção Nacional, o primeiro atleta do clube a vestir a camisola das quinas. Em 30 de maio de 2004, o Gil Vicente mudou-se para o Estádio Cidade de Barcelos, propriedade da Câmara Municipal, abandonando o pequeno Adelino Ribeiro Novo. No ano de 2006, os gilistas voltaram a descer de divisão, após mais o caso Mateus que envolveu o jogador angolano com o mesmo nome e a sua inscrição na Liga de Clubes. Após várias temporadas na Segunda Liga, e com Paulo Alves à frente do leme, o Gil Vicente consegue finalmente vencer a Segunda Liga, repetindo o título de 1999 e volta à Primeira Liga, onde consegue um campeonato seguro, com um futebol atrativo, tornando-se um terror dos grandes, pois no Municipal de Barcelos não passaram o Benfica (2–2), o campeão FC Porto (3–1) e o Sporting (2–0), que também foi vencido em Alvalade (0–1) na Taça da Liga, onde chegariam longe, batendo o SC Braga nas meias-finais para perder por 2–1 com o Benfica na primeira final da história do clube.[1]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Plantel atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 3 de novembro de 2013.

No. Posição Jogador
1 Brasil G Adriano Facchini (C)
2 Brasil D Gabriel
3 Portugal D Vítor Vinha
4 Brasil D Halisson
5 Portugal D Luís Martins
6 Portugal D Daniel
7 Portugal A Diogo Viana
8 Portugal M Pedró
9 Nigéria A Simy
10 Brasil A Bruno Moraes
11 Geórgia A Avto
12 Brasil D Éder Sciola
13 Cabo Verde A Brito
Posição Jogador
14 Brasil D Danielson
17 Portugal M Leandro Pimenta
19 Mali M Alphousseyni Keita
20 Portugal M Vítor Gonçalves
23 Cabo Verde D Pecks
25 Portugal M César Peixoto
26 Brasil M Luan
28 Estados Unidos G Caleb Patterson-Sewell
30 Brasil M Djalma
45 Portugal A Paulinho
46 Portugal M Nélson Agra
77 Portugal M João Vilela
87 Brasil A Cláudio Pitbull

Jogadores notáveis[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d História do Gil Vicente Zerozero. Visitado em 29 de junho de 2015.
  2. a b Palmarés do Gil Vicente Futebol Clube Zerozero. Visitado em 2 de agosto de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]