Club Atlético de Madrid

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Atlético de Madrid
Club Atlético de Madrid.png
Nome Club Atlético de Madrid
Alcunhas Colchoneros
Rojiblancos
Indios
Fundação 26 de abril de 1903 (110 anos) - Athletic Club de Madrid
4 de outubro de 1939 (74 anos) - Club Atlético de Madrid
Estádio Vicente Calderón (Manzanares)
Localização Madrid,Espanha Espanha
Treinador Argentina Diego Simeone
Patrocinador Azerbaijan(Azerbaijão)
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição Espanha La Liga
Espanha Copa do Rei
União Europeia Liga dos Campeões
Website clubatleticodemadrid.com
Kit left arm am1314h.png Kit body am1314h.png Kit right arm am1314h.png
Kit shorts am1314h.png
Kit socks redhorizontalblue.png
Uniforme
titular
Kit left arm am1314a.png Kit body am1314a.png Kit right arm am1314a.png
Kit shorts am1314a.png
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Uniforme
alternativo
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O Club Atlético de Madrid, mais conhecido como Atlético de Madrid, é um clube de futebol da Espanha, sediado na cidade de Madrid, fundado em 26 de abril de 1903.

Introdução[editar | editar código-fonte]

Foi fundado como Athletic Club de Madrid por estudantes bascos torcedores do Athletic Bilbao. A equipe da capital espanhola deixaria de ser uma filial em 1921, quando desvencilhou-se da equipe basca. Ainda assim, a similaridade dos uniformes, nomes e distintivos, originada em razão de como o clube madrilenho foi criado, manteve-se.

O grande rival do clube é o Real Madrid, o outro time da cidade, com quem disputa o Dérbi de Madrid. Os rojiblancos (equivalente em castelhano de "alvirrubros") chegarem a ser superiores, até o início da década de 1950, quando os rivais, embalados por Alfredo di Stéfano, reverteram a situação e deixaram o Atlético para trás.

Com o tempo, os blancos passaram a nutrir maior rivalidade até contra uma equipe de outra cidade, o Barcelona, o que despertou também certa rixa dos torcedores atleticanos. Os confrontos com o Barça não costumam ser amistosos e são rotineiramente jogos de muitos gols.[1]

O rival Real Madrid é associado a uma torcida mais elitista, enquanto o Atlético é considerado um time de torcida mais popular. O clube viveu seus melhores períodos durante o período de (1939-1975), conquistando sete de seus nove títulos no campeonato espanhol, a Recopa Europeia de 1962, e o vice-campeonato na Copa dos Campeões da UEFA em 1974.

O vice de 1974, por sinal, rendeu ao Atlético o curioso posto de primeiro clube campeão da Copa Intercontinental sem conquistar o troféu interclubes continental de maior importância: o time derrotou os argentinos do Independiente sem ter vencido a Copa dos Campeões da UEFA, perdida para o Bayern Munique. O clube alemão cedeu a vaga aos espanhóis.

O Atlético é ainda a terceira maior torcida da Espanha, com a simpatia de cerca de 5% da população, o que equivale a cerca de 2.000.000 de torcedores, metade deles na cidade de Madrid (o que equivale à preferência de 20% da população da capital espanhola), segundo pesquisa realizada pela empresa Line Staff em 2002.

Seu estádio, o Vicente Calderón, é considerado pela UEFA um estádio 5 estrelas, pela excelência no conforto e na segurança que oferece aos torcedores e aos clubes visitantes e no passado já teve capacidade para 70 000 espectadores.

História[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

O primeiro nome, Athletic Club de Madrid, demonstrava a ideia inicial dos fundadores, estudantes bascos que desejavam criar uma filial do Athletic Club, equipe de Bilbao. O uniforme inicial, em razão disso, era o mesmo: camisas divididas verticalmente ao meio em azul e branco e calças azuis, uniformes comprados da equipe inglesa do Blackburn Rovers.

A troca ocorreu em 1911, quando um representante dos dois Athletics, ao viajar à Inglaterra, não conseguiu encontrar os uniformes do Blackburn e decidiu trazer os do Sunderland: camisas com listras verticais vermelhas e brancas e calças pretas.

O novo modelo foi usado integralmente pelo Athletic de Bilbao desde então. O de Madrid, entretanto, manteve os calções azuis do Blackburn, causando a diferenciação nos uniformes dos dois clubes, que passaram a receber a alcunha de rojiblancos. A filial, porém, logo receberia um apelido próprio: como alguns colchões populares da época eram revestidos de camadas alvirrubras e a maior parte da torcida dos madrilenhos era de operários, não tardou para que surgisse o alcunha de colchoneros.[2] O primeiro uniforme do time, alviazul, serve ocasionalmente de base para os uniformes secundários utilizados pelo clube.

O Athletic de Madrid, em contraste ao outro time da cidade - que recebera oficialmente alcunha da realeza e passara a chamar-se Real Madrid -, passou a receber apoio das classes operárias, cujas moradias concentravam-se na área do primeiro estádio, Ronda de Vallecas. Em 1923, com administração já independente do Athletic de Bilbao, mudou-se para o Estádio Metropolitano de Madrid.

Primeiro distintivo do clube, em 1903.

Na década de 1920, o Atlético venceu por três vezes o Campeonato do Centro Espanhol, e foi vice-campeão da Copa do Rei em 1926. Desta forma, foi convidado para participar da edição inaugural do Campeonato Espanhol de Futebol, a dar-se na época 1928/29. Na segunda edição do campeonato, todavia, terminou rebaixado. Voltou em 1934, e sofreu nova queda dois anos depois.

Para piorar, viu o rival abocanhar troféus: o Madrid (que perdera a alcunha Real durante a Segunda República Espanhola foi bicampeão espanhol em 1932 e 1933 e levou a Copa do Presidente (como ficou conhecida a Copa do Rei no período republicano) em 1936, ano do segundo rebaixamento do Atlético. Poucas semanas após cair, estourou a Guerra Civil Espanhola.

Melhor clube de Madrid[editar | editar código-fonte]

Após o conflito, o clube ressurgiu de nome inusitadas - fundiu-se com o Aviación Nacional, equipe de Zaragoza ligada à aeronáutica espanhola, e tornou-se o Athletic Aviación de Madrid. Conseguiu convite da edição 1939/40 da Liga Espanhola para ocupar o lugar do Real Oviedo, cuja estrutura foi destruída pela Guerra. O convidado saiu-se muito bem: sob o comando técnico de Ricard Zamora, justamente a grande estrela do Real nos títulos da década anterior, o Aviación terminou campeão pela primeira vez. E igualaria a equipe rival no ano seguinte, conquistando um bi.

No mesmo ano do segundo título, um decreto do presidente espanhol Francisco Franco, general que saiu-se vitorioso na Guerra Civil, proibiu o uso oficial de outro idioma que não a língua castelhana no território espanhol. Com isso, o nome em inglês foi trocado para Atlético Aviación de Madrid.

Enquanto o Real decaía cada vez mas, o Atlético evoluía. Após o fim do vínculo com as forças aéreas, em 1947, o nome do clube sofreu nova alteração: Club Atlético de Madrid, que vem se mantendo até os dias atuais. Naquele ano, os rojiblancos conseguiram sua maior vitória contra o Real, um 5 a 0.

Após nove anos de jejum, o Atlético conseguiu seu terceiro título espanhol em 1950, com novo bi no ano seguinte. A equipe era então a segunda maior vencedora do campeonato espanhol - quatro títulos, ao lado do Barcelona, apenas um atrás do Atlético de Bilbao. A saída do técnico Helenio Herrera acabou estagnando o time - o Barcelona passaria à frente com dois títulos seguidos. O pior para a torcida rojiblanca, entretanto, ainda estaria por vir.

Perdendo a hegemonia local e o primeiro título continental[editar | editar código-fonte]

A temporada 1953/54 veria o Real Madrid voltando a conquistar a Liga, com o reforço do argentino Alfredo di Stéfano. La Saeta Rubia lideraria o Real a um bi posteriormente, igualando as conquistas do Atlético. A década seguiu com o argentino comandando o Real em cinco conquistas seguidas nas primeiras edições da Copa dos Campeões da UEFA. Mais do que tudo isso, o sul-americano mexeu com rivalidades: o clube blanco passou a nutrir mais ódio, reciprocamente, com o Barcelona, contra quem passou a disputou a hegemonia nacional na década.

Em 1957, o Real conseguiu seu quinto título espanhol, e o sexto viria em seguida. O Barcelona respondia com seu sétimo e oitavo títulos, em 1959 e 1960. À distância de ambos, o Atlético viu o Real emendar cinco títulos espanhóis no início da década de 1960.

A saída foi dedicar-se às Copas do Generalíssimo, novo nome da Copa do Rei: títulos no torneio vieram em 1960 (o primeiro do Atlético na competição), 1961 e 1965. Os dois primeiros foram conquistados sobre o Real Madrid, com os rojiblancos contando com o primeiro brasileiro no clube, Vavá.

Com o título de 1961, o clube credenciou-se a disputar a Recopa Europeia, competição surgida entre os vencedores das Copas nacionais europeias e prestigiada como segundo torneio interclubes europeu em importância. O Atlético venceu a edição de 1962, faturando seu primeiro troféu continental. A conquista marcou a despedida do ídolo Joaquín Peiró - os italianos do Torino os observaram nas finais contra a Fiorentina, em que ele marcou dois gols, e o contrataram.

Retomada das conquistas na Espanha e o título intercontinental[editar | editar código-fonte]

Luis Aragonés foi um dos personagens mais célebres do Atlético, onde jogou por dez anos e treinou em quatro oportunidades.

O Atlético interrompeu as sequências de títulos espanhóis do Real em 1966, vencendo pela quinta vez a Liga e já contando com três ídolos: Adelardo, Luis e José Ufarte. Este, um galego crescido no Brasil, onde defendera Corinthians e Flamengo sob o apelido de "Espanhol". Ainda assim, o rival ofuscou a conquista ao ganhar o seu sexto título da Copa dos Campeões.

A primeira participação do Atlético no torneio, na temporada 1966/67, terminou com eliminação precoce na segunda fase, frente aos iugoslavos do Vojvodina Novi Sad. 1966 marcou também a mudança para um novo estádio que recebeu o nome do presidente à época: Vicente Calderón.

Enquanto isso, o Real ganhava o campeonato espanhol outras três vezes seguidas na década, acumulando quatorze títulos. Em 1970, o Atlético conseguiu o seu sexto, embalado por Luis e José Eulogio Gárate, artilheiros da Liga.

Em meio à crise do Barcelona, o Atlético terminou a década como o principal antagonista do Real Madrid.[3] A segunda campanha na Copa dos Campeões foi melhor: os colchoneros chegaram às semifinais, onde foram parados pelos futuros campeões do Ajax de Cruijff.

Os anos 1970 vieram com o Real somando seu décimo quinto título espanhol em 1972 e o Atlético respondendo com seu sétimo em seguida, ficando a um título de igualar o Barcelona. Ainda com os veteranos Adelardo, Luis e Ufarte, o time reunia outros nomes consagrados no clube: o goleiro Miguel Reina, o meia Javier Irureta e os atacantes argentinos naturalizados espanhóis Heraldo Bezerra e José Eulogio Gárate.

Com o título de 1973, os rojiblancos ultrapassaram a "matriz" Atlético Bilbao e chegaram pela terceira vez à Copa dos Campeões. Após alcançar as semifinais em 1971, a equipe finalmente chegou à final. O adversário era o Bayern Munique, base da Seleção Alemã-Ocidental que seria campeã mundial semanas depois: Sepp Maier, Gerd Müller, Franz Beckenbauer, Uli Hoeneß, Paul Breitner e Hans-Georg Schwarzenbeck.[4]

No tempo normal, o Atlético consegue equilibrar a partida, que ruma sem gols para a prorrogação. A seis minutos do fim do tempo extra, Luis, aos 36 anos e à beira da aposentadoria, marca de falta. Em Madrid, torcedores começaram a encher as ruas da cidade no que prometia ser uma noite de festa. As comemorações foram bruscamente interrompidas a trinta segundos do final da partida, quando Schwarzenbeck arriscou de fora da área e empatou os jogos.[4] O lance acabaria castigando o goleiro Reina. Como ainda não havia decisão por pênaltis, o título só foi decidido em um jogo-extra.

Os alemães, em vantagem psicológica,[4] venceram por 4 a 0 e levaram a taça, que tão próxima ficara do Atlético. Para piorar, a temporada havia se encerrado com o Barcelona sendo novamente campeão espanhol, abrindo dois títulos de vantagem.

No ano seguinte, o clube conseguiria o Mundial Interclubes com o ex-jogador Luis como treinador. A vaga na final só foi possibilitada com a desistência do Bayern. Após perder na Argentina por 1 a 0 para o Independiente, o Atlético vence na volta por 2 a 0, com gols de Irureta e outro argentino do time, Rubén Ayala.

1975-1995: Duas décadas de conquistas magras[editar | editar código-fonte]

O zagueiro brasileiro Luís Pereira em ação na Copa do Mundo de 1974. Ele seria contratado pelo Atlético no ano seguinte.

Além do título mundial, 1975 também foi o ano em que o clube contratou dois brasileiros presentes na Copa do Mundo de 1974, ambos vindos do então campeão brasileiro, o Palmeiras: Leivinha e Luís Pereira. Em sua primeira temporada, Leivinha termina como vice-artilheiro da Liga, com 18 gols, mas o campeão é, pela décima sétima vez, o Real Madrid, que faturara o título também na anterior.

Com os brasileiros em campo e Luis Aragonés treinando, o Atlético foi em 1977 campeão espanhol pela oitava vez, novamente encostando no Barcelona. Na Copa dos Campeões, o time cai nas quartas-de-final, contra os belgas do Brugge.

Outro brasileiro a chegar após uma Copa é Dirceu, que vem em 1979. Dirceu fica apenas três anos, mas sai do clube como um dos mais adorados da torcida. Presente na Copa do Mundo de 1982, ele é o primeiro jogador do futebol estrangeiro convocado para a Seleção Brasileira para uma Copa, ao lado de Falcão (à época do mundial, na Roma).

As perspectivas de ultrapassar o Barcelona nos anos seguintes acabam não se concretizando, apesar de o clube catalão também viver crise no período. Quem se aproveita é o Real Madrid, que até 1990 soma vinte e cinco títulos espanhóis, cinco deles conquistados em sequência na década de 1980.

Para piorar, os cinco títulos são embalados pelos gols do mexicano Hugo Sánchez, que fora comprado do Atlético em 1985 após ser artilheiro pelos colchoneros na Liga e ter faturado na mesma temporada a Copa do Rei. Quando não vê o rival vencer a Liga, o Atlético vê outros times, e não ele, alcançarem o troféu: Athletic Bilbao e Real Sociedad conseguem dois bicampeonatos cada; o Barcelona abre nova distância de dois títulos em 1985.

Em toda a década de 1980, o time só consegue a Copa do Rei de 1985 e a Supercopa da Espanha na abertura da temporada seguinte. O Atlético, voltando a disputar a Recopa, retorna também à final do torneio, mas perde para os soviéticos do Dínamo Kiev.

Mesmo quando consegue ter o maior goleador da Liga, em 1989 - o brasileiro Baltazar -, o time não chega às primeiras posições e vê constantemente o rival faturar títulos. Outro brasileiros que jogaram pelo Atleti na década foram Alemão, da Seleção Brasileira (temporada 1987/88) e Donato, que viera junto com Baltazar na temporada 1988/89.

Quando Baltazar foi artilheiro, o Atlético era presidido havia dois anos pelo polêmico Jesús Gil. A primeira medida de Gil foi comprar o português Paulo Futre, campeão da Copa dos Campeões com o surpreendente Porto em 1987. Ainda assim, é só com a contratação do veterano alemão Bernd Schuster, em 1990, que o time volta às primeiras posições. Schuster vinha diretamente do Real Madrid, de onde saíra após desentender-se com a diretoria.[5]

Na primeira temporada com Don Bernardo, a de 1990/91, o Atlético é vice-campeão espanhol, ficando à frente do Real Madrid e campeão da Copa do Rei, vencendo ao Mallorca 1 a 0 na final. O título, entretanto, vai para o Barcelona, que agora fica com três troféus de vantagem. Para piorar, o Barça emendaria outras três conquistas em seguida, ampliando a distância. No interím, as maiores alegrías dos colchoneros são os títulos das Copa do Rei em 1991, e 1992.

Na final de 1992 contra o Real Madrid, Futre e Schuster marcam os dois gols da vitória por 2 a 0 em pleno Santiago Bernabéu. O gol de falta de Schuster é lembrado até hoje pela torcida.[5] Naquela temporada, por pouco a artilharia de Manolo não resulta também no Espanhol, que por dois pontos ficou com o Barcelona.

Atlético terminou em sexto na temporada 1992/93 em crise administrativa, que faz o presidente Gil extinguir suas divisões de base do clube. O prejuízo futuro ficaria simbolizado no atacante Raúl: cria das bases rojiblancas e vindo de família fanaticamente atleticana, acabaria comprado pelo arquirrival Real Madrid, onde se celebrizaria. Por causa da crise, Schuster, Futre e Donato deixam o time. Sem eles, o Atlético termina a temporada 1993/94 em décimo segundo. A de 1994/95 vê uma piora: a posição é a de décimo sexto, enquanto o Real Madrid alcança o vigésimo sexto título espanhol.

1996 dourado, mas a crise volta[editar | editar código-fonte]

José Luis Caminero, peça-chave dos títulos de 1996.

Aproveitando-se de crise vivida tanto pelo Real Madrid quanto pelo Barcelona, e também do Deportivo La Coruña (clube que vinha em ascensão na década),[3] o Atlético supera-se na temporada 1995/96: no Espanhol, volta a vencer, após dezenove anos, La Liga, aproveitando a liderança disparada que obtém no primeiro turno;[3] e o que é melhor, e um dublete com a Copa do Rei, também conquistada. Treinado pelo iugoslavo Radomir Antić, o elenco reunia José Molina, José Luis Caminero, Lyuboslav Penev, Diego Simeone, Milinko Pantić, Juanma López e, notadamente, Kiko.

O nono título espanhol traz esperanças: o clube vai bem na Liga dos Campeões da UEFA em 1997, eliminado nas quartas-de-final pelo Ajax, equipe que o racista presidente Gil apelidou de "FC Congo". O título do torneio fica com o Borussia Dortmund, adversário superado na fase de grupos. Para piorar, quem vence o Espanhol é o Real Madrid.

Os dois campeonatos seguintes, com o Atlético gastando no brasileiro Juninho e no italiano Christian Vieri (artilheiro da liga em 1997/98), vão para o Barcelona. Nessas três temporadas, o time não consegue ficar nem entre os cinco primeiros. A crise administrativa voltava a rondar, agravada pelas investigações da polícia espanhola em torno de Gil, em razão de transações suspeitas e de sua gestão em Marbella, balneário andaluz do qual era prefeito [3] e que patrocinava o time na época.

O que é ruim piora na de 1999/2000. Nem a contratação de Carlos Gamarra, festejado zagueiro paraguaio da Copa do Mundo de 1998, ajuda a defesa rojiblanca, que termina a temporada com saldo negativo de dezesseis gols e em penúltimo lugar, vergonhosamente rebaixada pela primeira vez em mais de sessenta anos. A Copa do Rei também não vem como consolo: o time perde a final para o segundo time de Barcelona, o Espanyol. A infelicidade da torcida é agravada ainda pelo sucesso do Real Madrid, que consegue paralelamente seu oitavo título na Liga dos Campeões da UEFA - o sétimo viera dois anos antes. O rival ainda rouba um integrante do elenco atleticano, Santiago Solari.

Fernando Torres, por muito tempo o grande nome do Atlético nos anos 2000.

O que já estava pior piora ainda mais em 2000/01: a equipe contrata o artilheiro da Liga na temporada anterior, Salva,[3] mas ainda assim termina a Segunda Divisão Espanhola em quarto, perdendo o acesso no saldo de gols para o modesto Tenerife, com quem iguala em pontos.

A Segunda Divisão é finalmente conquistada na temporada seguinte, com um time mais barato e com a intervenção judicial em razão das enormes dívidas da administração Gil.[3] Todavia, o Real Madrid consegue na mesma temporada título espanhol e o pior, o nono na Liga dos Campeões.

Início dos anos 2000[editar | editar código-fonte]

Torcida do Atlético de Madrid em 2005

O retorno à elite marca também o debute profissional de Fernando Torres, o solitário messias rojiblanco nos anos que se seguem. A boa relação com jogadores brasileiros não é renovada com Rodrigo Fabri, que fica apenas a temporada 2003/04, marcada pelo centenário do time e pela morte do presidente Gil.

O contínuo discurso de equipe grande não se coaduna com os resultados de então.[6] O distanciamento de títulos para Real Madrid e Barcelona aumenta.

O ambiente, incluído ainda por um jejum de vitórias sobre o Real Madrid (perdurante desde 1999), não se altera nem com a chegada do vencedor técnico argentino Carlos Bianchi, em 2004: ele reforça bem o ataque com os compatriotas Maxi Rodríguez e Luciano Galletti, o búlgaro Martin Petrov e o servo-montenegrino Mateja Kežman, mantendo a segura defesa formada por Pablo Ibáñez, Antonio López e Luis Perea,[7] mas o clube não consegue bons meio-campistas; os pedidos por Juan Román Riquelme e Javier Mascherano acabam não-atendidos.[8]

O uruguaio Diego Forlán, ex-goleador do Atlético.

Outros dois brasileiros são contratados nos anos seguintes, Fabiano Eller e Cléber Santana, nenhum deles com o mesmo sucesso do último ídolo do país no clube, Juninho. Fabiano vem no decorrer da temporada 2006/07, marcada pela chegada de Sergio Agüero e do técnico mexicano Javier Aguirre.[9] Santana foi um dos que chegaram com o dinheiro da venda do ídolo Fernando Torres para o Liverpool, no verão de 2007. Outros a chegarem foram José Antonio Reyes, vindo diretamente do rival Real; Luis García, contrapeso de Torres na negociação com o Liverpool; pertencentes ao Barcelona, o português Simão Sabrosa e o brasileiro Thiago Motta; e o uruguaio Diego Forlán.[10]

Justamente na temporada que se seguiu após a perda de seu grande ídolo, o Atlético conseguiu seu melhor resultado em La Liga na década, um quarto lugar, que devolveu o clube à Liga dos Campeões da UEFA após mais de dez anos. Saído da sombra de Torres,[11] que reunia para si as referências ofensivas dos companheiros, "Kun" Agüero deslancha no clube e faz dupla de ataque devastadora com Forlán.[12] Na Liga dos Campeões, o clube termina invicto, mas eliminado nas oitavas-de-final.

David Villa celebrando um gol pelo Atlético de Madrid na temporada 2013-2014.

Campeão, Bi-Campeão da Liga Europa e Campeão da Copa del Rey[editar | editar código-fonte]

Repete o quarto lugar em 2008/2009, bem como a dupla Agüero-Forlán (artilheiro da Liga), apesar da queda do técnico Aguirre.

Na temporada 2009/2010, a boa campanha no Espanhol não se repete. Em compensação, o Atlético consegue um troféu depois de quatorze anos: a primeira edição da Liga Europa da UEFA, vencendo na prorrogação o Fulham, com dois gols de Forlán.

O clube chega à final também da Copa do Rei, mas perde para o Sevilla. Desde 1996, também, esta foi a primeira temporada em que o Atleti conseguiu títulos e o Real, não.

Na temporada 2011/2012 a equipe do Atlético com o artilheiro Falcão Garcia, campeão em 2010-2011 pelo Porto, repetiu o feito de 2009/2010 e se sagrou bicampeão do segundo torneio mais importante do continente, em uma campanha que derrubou duas equipes espanholas favoritas ao título, Valência na fase semi-final ganhando em casa por 4 a 2 e 1 a 0 na volta, derrubando na final a equipe do técnico argentino Bielsa o Athletic de Bilbao por 3 a 0, com 2 gols do artilheiro Falcão Garcia, este que conseguiu o feito de se tornar bicampeão na artilharia da competição e com o outro gol tendo sido marcado pelo brasileiro Diego.

Ao vencer o Real por 2 a 1 em 17 de maio no Santiago Bernabeu, o Atlético sagrou-se campeão da Copa del Rey 2013.

Em 8 de abril de 2014, após bater o FC Barcelona por 1 a 0, o Atlético chegou às semifinais da UEFA Champions League, o que não acontecia desde a temporada 1996-97.

Interior do Estádio Vicente Calderón minutos antes da disputa de uma partida da Liga dos Campeões da UEFA 2008-09 entre o Atlético de Madrid e o Schalke 04.
Interior do Estádio Vicente Calderón minutos antes da disputa de uma partida da Liga dos Campeões da UEFA 2008-09 entre o Atlético de Madrid e o Schalke 04.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Intercontinentais
Competição Títulos Temporadas
Copa Intercontinental.svg Copa Intercontinental 1 1974
Continentais
Competição Títulos Temporadas
UEFA Cup (adjusted).png Liga Europa da UEFA 2 2009-10 e 2011-12
Supercup.png Supercopa da UEFA 2 2010-11 e 2012-13
Coppacoppe.png Recopa Europeia 1 1961-62
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Liga.png Campeonato Espanhol - Primera División 9 1939-40, 1940-41, 1949-50, 1950-51, 1965-66, 1969-70, 1972-73, 1976-77 e 1995-96
Liga.png Campeonato Espanhol - Segunda División 1 2001-02
RFEF - Copa del Rey.svg Copa do Rei da Espanha 10 1959-60, 1960-61, 1964-65, 1971-72, 1975-76, 1984-85, 1990-91, 1991-92, 1995-96 e 2012-13
RFEF - Supercopa de España.svg Supercopa da Espanha 1 1985-86
Copa de Liga de España2.svg Copa Eva Duarte 2 1939-40 e 1950-51

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa listrada verticalmente em vermelho e branco, calção azul e meias vermelhas;
  • 2º - Camisa preta, calção e meias pretas.
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Primeiro Uniforme
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Segundo Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa amarela, calções e meias amarelas.
  • Camisa cinza, calções e meias cinzas.
  • Camisa roxa, calções e meias roxas.
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Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

  • 2012-13
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Segundo
  • 2011-12
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Segundo
  • 2010-11
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2009-10
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo
  • 2008-09
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo

Jogadores[editar | editar código-fonte]

O Atlético de Madrid já cedeu até hoje 85 jogadores para a Seleção Espanhola de Futebol, além de seus jogadores terem sido convocados por alguma seleção em Copas do Mundo em 36 ocasiões por 9 seleções diferentes, majoritariamente a espanhola, com 20 convocações.

Goleadores[editar | editar código-fonte]

O maior goleador do Atlético de Madrid em competições oficiais é Luis Aragonés, com 173 gols. Em partidas de La Liga, o maior goleador é Adrián Escudero, com 150 gols.[13]

Football (soccer ball).svg Goleadores Partidas Oficiais
Jogador Gols
1 Espanha LUIS ARAGONÉS 173
2 Espanha Adrián ESCUDERO 169
3 Espanha Francisco CAMPOS 144
4 Espanha José Eulogio GÁRATE 135
5 Espanha Joaquín PEIRÓ 125
6 Espanha ADELARDO Rodríguez 113
7 Espanha Julio Antonio ELÍCEGUI 110
8 Espanha Enrique COLLAR 105
9 Espanha José JUNCOSA 103
10 Argentina Sergio AGÜERO 101
Football (soccer ball).svg Goleadores de La Liga
Jogador Gols
1 Espanha Adrián ESCUDERO 150
2 Espanha LUIS ARAGONÉS 123
3 Espanha Francisco CAMPOS 120
4 Espanha José Eulogio GÁRATE 109
5 Espanha Joaquín PEIRÓ 93
6 Espanha RUBÉN CANO 82
7 Espanha José JUNCOSA 80
8 Espanha MANOLO Sánchez 76
9 Espanha FERNANDO TORRES 75
10 Uruguai Diego FORLÁN 74
Argentina Sergio AGÜERO

Jogadores com maior número de partidas oficiais[editar | editar código-fonte]

  • Espanhóis
    • Espanha Adelardo : 511
    • Espanha Collar : 470
    • Espanha Tomás : 463
    • Espanha Aguilera : 454

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 20 de fevereiro de 2013.[15]
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Jogador Lesionado: Jogador lesionado/contundido
  • +: Jogador em fase final de recuperação
  • +: Jogador que volta de lesão/contusão
  • Suspenso.: Jogador suspenso
  • Cscr-featured.png : Estrelas do Elenco


Goleiros
Jogador
1 Espanha Dani Aranzubia
13 Bélgica Thibaut Courtois Cscr-featured.png
Defensores
Jogador Pos.
2 Uruguai Diego Godín Z
12 Bélgica Toby Alderweireld Z
18 Uruguai José Giménez Z
23 Brasil João Miranda Z
17 Espanha Javier Manquillo LD
20 Espanha Juanfran LD
3 Brasil Filipe Luís LE
22 Argentina Emiliano Insúa LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
4 Espanha Mario Suárez V
5 Portugal Tiago V
8 Espanha Raúl García V
14 Espanha Gabi Capitão V
6 Espanha Koke M
10 Turquia Arda Turan Cscr-featured.png M
11 Uruguai Cristian Rodríguez M
24 Argentina José Sosa M
21 Brasil Diego M
Atacantes
Jogador
7 Espanha Adrián López
9 Espanha David Villa Cscr-featured.png
19 BrasilEspanha Diego Costa Cscr-featured.png


Referências

  1. "O clássico dos gols", Ubiratan Leal, Balípodo.com.br
  2. "Atlético de Madrid", Ubiratan Leal, Balípodo.com.br
  3. a b c d e f "Atlético ainda não se recuperou", Ubiratan Leal, Balípodo.com.br
  4. a b c "Minuto eterno", Mauro Marchesini, Trivela, nº 32, outubro de 2008, Trivela Comunicações, págs. 54-55
  5. a b "Questão de gênio", Ubiratan Leal, Trivela, nº 25, março de 2008, Trivela Comunicações, págs. 52-55
  6. "Atlético de Madrid", Especial Placar - Guia Europeus 2004/2005, setembro de 2004, Editora Abril, págs. 14
  7. "Um mago no banco", Especial Placar - Guia Europeus 2003/2004, setembro de 2003, Editora Abril, pág. 13
  8. "Atlético se arrasta", Ubiratan Leal, Trivela.com
  9. "Bote fé no mocinho", Especial Placar - Guia Europeus 2006/2007, setembro de 2006, Editora Abril, pág. 12
  10. "Efeito El Niño", Especial Placar - Guia Europeus 2007/2008, setembro de 2007, Editora Abril, págs. 19
  11. "O rei morreu. Viva o rei!", Ubiratana Leal, Trivela.com
  12. "Esse é o (genro do) cara", Marcela Mora y Araujo, FourFourTwo, número 1, novembro de 2008, Editora Cádiz, págs. 46-49
  13. Máximos goleadores
  14. No pueden ser oficiales los tres partidos de la Copa Internacional.
  15. Primer equipo

Ligações externas[editar | editar código-fonte]