Rayo Vallecano de Madrid

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Rayo Vallecano
EscudoRayo.svg
Nome Rayo Vallecano de Madrid
Alcunhas Rayo
Franjirrojos
Vallecanos
Matagigantes
Fundação 29 de maio de 1924 (94 anos)
Estádio Vallecas Campo de Futebol
Capacidade 14.708
Localização Vallecas (bairro de
Madri), Espanha
Presidente Espanha Raúl Martín Presa
Treinador Espanha Míchel
Patrocinador Espanha Bufete Rosales
Material (d)esportivo Espanha Kelme
Competição La Liga
Website [1]
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Rayo Vallecano de Madrid, S.A.D. (ou simplesmente Rayo Vallecano ou também somente Rayo) é um clube de futebol espanhol, sediado em Vallecas, um bairro de Madrid. Foi fundado em 29 de maio de 1924 por Prudencia Priego.[1] Seus torcedores são chamados de rayistas, com o setor fanático sendo referido como bukaneros.[2]

Atualmente, disputa a primeira divisão do Campeonato Espanhol. Possui um estádio (Estadio de Vallecas) com capacidade para cerca de 15 mil pessoas, e que foi inaugurado em 1976. É conhecido pelo engajamento político de viés esquerdista de sua torcida, tal como o clube alemão St. Pauli, o que desenvolveu amizade entre os dois clubes.[3] Também há amizade com a equipe argentina do River Plate, em função da doação de camisas por este na década de 1950, originando a semelhança nos uniformes de ambos.[4]

Clube politicamente engajado[editar | editar código-fonte]

Considera-se que o clube tem porte "de bairro", com torcida limitada à sua região de Vallecas. Além de ser um clube de futebol, o Rayo também é uma fundação social, que apoia iniciativas relacionadas ao esporte como meio de educação física e moral. A região onde se situa está na área economicamente modesta de Madrid, repleta de conjuntos habitacionais e ponto de chegada de migrantes humildes de outros países ou outras regiões espanholas, sendo o distrito com maior índice de desemprego na cidade. Exatamente em Vallecas surgiram os primeiros movimentos sindicais e sociais na capital. Tal contexto gerou na torcida rayista um tradicional engajamento político de viés esquerdista, com torcedores do clube estando entre os líderes da greve geral espanhola de 2012.[2]

Dentre os motes do clube, o primeiro na Espanha a ser presidido por uma mulher (Teresa Rivero), estão "Ame o Rayo, odeie o racismo" e "pequeno no esporte, grande nos valores". Os rayistas consideram-se o verdadeiro clube operário de Madrid, imagem que costuma ser atrelada ao Atlético de Madrid, o que é contestado pelos vallecanos pela conduta supostamente fascista do grupo organizado "Frente Atlético" e pela situação econômica superior da casta de torcedores do Atleti.[2]

Dentre as atitudes engajadas da torcida rayista, estão a mobilização para arrecadar dinheiro suficiente para saldar a dívida de uma moradora octogenária do bairro, despejada da casa hipotecada, em 2015 - o clube prontificou-se a pagar de modo vitalício o aluguel da idosa;[5] e protestos enérgicos o suficiente para a diretoria cancelar a transferência do ucraniano Roman Zozulya em 2017, em função do jogador possuir vínculo ativo com grupos neonazistas em seu país.[6] O clube em si, por sua vez, já substituiu a característica faixa vermelha por uma na cor rosa, para conscientização do câncer de mama, e também por outra nas cores do arco-íris, em prol da luta contra homofobia;[2] tais cores, segundo comunicado oficial, também simbolizariam a luta contra a AIDS (vermelho), depressão (amarelo), abuso infantil (azul), violência doméstica (roxo) e de apoio a deficientes físicos (laranja) e meio ambiente (verde), com o clube doando parte da venda dessa camiseta a instituições de caridade ligadas a tais causas.[7]

O Rayo, que na década de 1970 recebeu a alcunha de Matagigantes por vitórias na mesma temporada sobre Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Valencia e Athletic de Bilbao e alcançou as quartas-de-final da Copa da UEFA na temporada 2000-01 (eliminado pelo Deportivo Alavés por 4-2 no agregado), veio a ter sua melhor sequência na elite a partir da compra em 2011 pelo empresário Martín Presa. Ao fim da temporada 2010-11, o clube subiu da segunda divisão e dali ficou por cinco temporadas seguidas na primeira, incluindo sua melhor campanha na elite - o oitavo lugar na temporada 2012-13. O sucesso inicial da administração de Presa deu lugar a reiteradas contestações à sua forma de gestão, a incluir uma mal sucedida experiência de uma filial do time em Oklahoma (o Rayo OKC), criticada pelos puristas por descaracterizar o caráter local do clube. Em meio à protestos contra a diretoria, a sequência na elite acabou encerrada na temporada 2015/16, onde o Rayo terminou em antepenúltimo lugar.[2]

A equipe feminina do Rayo tem melhor retrospecto que a masculina, com três títulos na Primeira Divisão Espanhola,[2] chegando a contratar Milene Domingues em 2002, quando esta era esposa de Ronaldo.[8] Uma das críticas ao proprietário Martín Presa foi justamente, a despeito do retrospecto, sugerir acabar com o departamento feminino, o que foi impedido pela reação da torcida em providenciar um crowfunding em prol da causa.[2]

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Originalmente, o time contava com uniforme inteiro branco, apenas as meias pretas. Atualmente, o Rayo joga com calção branco, camisa branca com uma listra vermelha diagonal, e meias listradas em vermelho e branco. A inspiração para a faixa vermelha vem do clube argentino River Plate, que doou um jogo de uniformes à equipe espanhola em 1952, originando uma amizade entre ambos.[4]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 22 de Maio de 2018.[9]
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Lesionado: Jogador lesionado
  • PenalizadoExpulso: Jogador suspenso


Goleiros
Jogador
1 Espanha Alberto García Capitão
13 República da Macedónia Stole Dimitrievski
Defensores
Jogador Pos.
5 Espanha Dorado Z
16 Espanha Jordi Amat Z
20 Uruguai Emiliano Velázquez Z
21 Senegal Abdoulaye Ba Z
23 Espanha Alejandro Gálvez Z
' Espanha José León Z
2 Espanha Tito LD
17 Peru Luis Advíncula LD
7 Espanha Àlex Moreno LE
28 Guiné Equatorial Sergio Akieme LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
6 Espanha Gorka Elustondo V
12 França Giannelli Imbula V
4 Espanha Álvaro Medrán M
8 Argentina Óscar Trejo M
22 Espanha José Pozo M
27 Espanha Santi Comesaña M
Atacantes
Jogador
9 República Dominicana Óscar Trejo
10 França Gaël Kakuta
11 Espanha Adri Embarba
14 Portugal Bebé
15 Espanha Alex Alegría
16 Espanha Álvaro García
19 Guiné Alhassane Bangoura
24 Espanha Javi Guerra
Comissão técnica
Nome Pos.
Espanha Míchel T

Notáveis jogadores[editar | editar código-fonte]

Deportivo de La Coruña x Rayo Vallecano.

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Segunda Divisão (1): 2017/2018

Recentes sessões[editar | editar código-fonte]

Dados do clube[editar | editar código-fonte]

  • Federación Regional Castellana de Fútbol (1928-30; 1939-49)
    • 7 temporadas na Primera Categoría
    • 3 temporadas na Segunda Categoría

Referências

  1. «Historia resumida del Rayo» [Brief history of Rayo] (em Spanish). Rayo Vallecano. Consultado em 4 de abril de 2014 
  2. a b c d e f g VIGNOLI, Leandro (2017). 2. Amor ao Rayo e ódio ao racismo. À sombra de gigantes: uma viagem ao coração das mais famosas pequenas torcidas do futebol europeu. São Paulo: L. Vignoli, 2017, pp. 28-35
  3. STEIN, Leandro (20 de julho de 2015). «St. Pauli e Rayo Vallecano reforçaram a amizade com um "clássico" para celebrar seus ideais». Trivela. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  4. a b DE ORO, Juan Carlos (22 de julho de 2011). «Historia de una franja roja» (em Spanish). Rayo Herald. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  5. STEIN, Leandro (24 de novembro de 2015). «A identidade do Rayo Vallecano, um clube que valoriza seu bairro e abraça a comunidade». Trivela. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  6. PEREZ, Nathalia (1 de fevereiro de 2017). «Acusado de neonazista, ucraniano dura apenas 15 horas no Rayo Vallecano após protestos da torcida». Trivela. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  7. BONSANTI, Bruno (1 de julho de 2015). «Rayo Vallecano terá a luta contra a homofobia e outras sete causas na sua segunda camisaa». Trivela. Consultado em 22 de janeiro de 2018 
  8. Estrela amistosa (dez. 2002). Placar n. 1251. São Paulo: Editora Abril, p. 29
  9. «"Plantilla del Rayo Vallecano"» (em espanhol). Rayo Vallecano de Madrid, S.A.D. Consultado em 23 de janeiro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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