Meio-campo

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O meio-campo ou meio-de-campo é o aspecto central do gramado do futebol. Nesta área, os meio-campistas desempenham funções de ligar a defesa ao ataque durante a parte e evitar golpes de adversários. Uma curiosidade é que na língua espanhola, todos os participantes desta área são denominados volantes.

Posições[editar | editar código-fonte]

O meio-de-campo possibilita aos futebolistas uma série de posições:

  • Volante, cabeça-de-área ou trinco:

Tem função de marcar e ligar defesa ao meio.

Ocupa as laterais do relvado a partir do meio-campo com função de ligar a defesa ao ataque. É o lateral ofensivo.

Meia[editar | editar código-fonte]

O meia Pavel Nedved em atuação pela Juventus.
Kaká, antigo jogador do Real Madrid (atualmente no Orlando City).

O Médio, "meia" ou "centro-campista" é o jogador de futebol que atua principalmente na zona do meio-campo, entre a defesa e o ataque, e cuja função é criar as jogadas ofensivas. Na Argentina, os jogadores que desempenham esta função são chamados de enganche.

Função[editar | editar código-fonte]

Os médios são os responsáveis pela criação das jogadas. Atuando a partir do campo do adversário pelos lados direito, esquerdo ou mesmo pelo centro, estes atletas muitas vezes são os detentores de maior técnica e habilidade e dão passes para a conclusão dos atacantes. Metaforicamente, são o cérebro da equipe. Geralmente eles usam a camisa 10 do time.

Meia-armador[editar | editar código-fonte]

São jogadores que geralmente jogam pelo meio, sempre armando as jogadas, geralmente nos esquemas 3-5-2 ou 4-1-2-1-2. São atletas que possuem ótima visão de jogo, chute poderoso e certeiro, geralmente possuem habilidade em cobrança de escanteios e faltas e podem chegar ao ataque com facilidade ou somente dar assistências aos atacantes e meias.

Meia-atacante[editar | editar código-fonte]

Além do tradicional medio-de-ligação, outro papel que pode existir é o de médio-atacante, também chamado de medio ofensivo. Este jogador atua muito próximo ao atacante, não exercendo esta função propriamente dita. Porém, possui cacoete de bons chutes ou mesmo de forte pressão à defesa.

O "Enganche"[editar | editar código-fonte]

“Enganche” é uma denominação muito utilizada pelos argentinos em referência ao jogador “gancho” da equipe, que realiza o encaixe, ou seja, o “meia armador” clássico. Para desempenhar esta função, o futebolista deve ser habilidoso, e ter um bom controle da bola para resolver a jogada imediata naquele espaço em que ele recebe a bola e com uma visão privilegiada para arquitetar a jogada que colocará o companheiro, ou ele próprio, na cara do gol.[1]

A essência do enganche argentino é partir do centro do campo à frente dos volantes, mas circular por todo o campo, incluindo as laterais, chamando a bola para pensar o jogo ou girar e partir para cima dos defensores.[2]

Eles são representados nos esquemas táticos pelo "1", antes dos atacantes, como em 4-3-1-2, sendo assim chamado vulgarmente no Brasil também como o um. Na Itália, eles são conhecidos por "trequartista".[3]

História do meio de campo[editar | editar código-fonte]

O meio campo, originalmente, não era tratado como um setor tão importante como é hoje em dia. Antes da década de 1970, por exemplo, o esquema de jogo mais usado era o 4-2-4, com dois laterais, dois zagueiros, dois pontas-de-lança e dois atacantes, além dos dois homens de meio.

Isso começou a mudar na Copa do Mundo de 1970, quando o técnico brasileiro João Saldanha (que pouco antes da copa foi substituído por Zagallo) inventou um novo esquema de jogo, o 4-3-3, em que o ponta-esquerdo Rivellino jogava mais recuado, como um meio-campista. O sistema inovador, com o qual o Brasil foi campeão mundial, rapidamente se tornou o mais usado da época.

A partir da década de 1980, surgiu um novo esquema, que extingue as pontas e dá importância fundamental ao meio-campo: o 4-4-2, que originalmente funcionava com dois volantes e dois meias ofensivos.

  1. globoesporte.globo.com/ Uma aula sobre enganche com o mestre argentino Eduardo Berodia
  2. espn.uol.com.br/ Especial: Os 'camisas dez' no Brasil não sumiram, apenas mudaram de lugar - Zico e Abel Braga opinam
  3. globoesporte.globo.com/ Robinho trequartista, e a sintonia com o atacante Cassano