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4-4-2

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O 4-4-2 é um esquema tático usado no futebol que consiste no esquema de usar 4 defensores, 4 meio-campistas e 2 atacantes e além claro do goleiro. Dos defensores, dois são zagueiros e dois são laterais. No meio-campo, originalmente se usava dois meia-atacantes e dois meia-defensivos, porém isso foi se alterando com o tempo para diferentes composições.

História

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Este esquema foi criado pelo técnico inglês Alf Ramsey na década de 1960. O técnico baseou seu jogo em um meio de campo dinâmico e que se caracterizava mais pelo esforço do que pela habilidade.[1] Esse meio de campo é frequentemente chamado de "diamante", pelo fato de seu desenho lembrar o formato da pedra preciosa. Há o primeiro volante, com função primordial de marcação, um meia pela esquerda e outro pela direita e o "camisa 10", o armador de jogadas.[1]

Ele completava o time com uma linha de quatro atrás, em uma época na qual os laterais raramente subiam ao ataque, e uma dupla de ataque na qual havia o "matador", mais fixo na área e goleador, e o "segundo atacante", caracterizado pela velocidade e por jogar pelas pontas, tendo como função principal dar assistências para o parceiro de frente marcar.[1]

A conquista da Copa do Mundo pela seleção inglesa em 1966 com este sistema de jogo sepultou esquemas antigos de jogo, como o WM, usado pela maioria das seleções desde a criação do futebol, o 3-2-5 da Hungria de Puskas, nos anos 50, e do Real Madrid de Di Stefano, nos anos 60, além do 4-2-4 do Brasil bicampeão do mundo em 1958 e 1962 (que ainda teria seu último suspiro em 1970).[1] Depois do triunfo do English Team em Wembley, o 4-4-2 passou a ser tendência.[1]

Mais tarde o esquema ganharia algumas variações, com dois meias e dois volantes. O volante extra permitiu que os dois laterais subissem ao ataque ao mesmo tempo, tornado-se alas.

A preocupação excessiva em proteger a defesa levou alguns técnicos a usar três volantes e apenas um meia. Desta forma haverá apenas um homem ligando a defesa ao ataque, sem maiores funções defensivas, praticamente o único criador das jogadas, daí este meia ser chamado de "meia de criação" ou "cérebro da equipe".

Existem vários esquemas táticos usados no futebol. Um deles é o 4-4-2 (Ou seja 4 defensores, 4 meio-campistas e 2 atacantes), apesar dessa tática ser muito utilizada é uma das mais novas que existem.

O 4-4-2 seria confrontado anos depois pelo "futebol total" da Holanda de Rinus Michels e do Ajax, e também seria responsável por sei "pai" de variações como o 4-3-3, usado até hoje, e o 3-5-2, esquema que deu ao Brasil a Copa em 2002.[1]

Variações

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4-4-2 losango ou 4-1-2-1-2

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É quase igual ao 4-4-2 original, mas a diferença é que só tem um volante, dois meias e um meia avançado. Devido à formação, há quatro jogadores formando um "losango", todos citados acima. É também conhecido como 4-1-2-1-2 ou 4-3-1-2.

Conforme Renato Rodrigues, Coordenador e Analista de Desempenho do DataESPN, da ESPN Brasil, "O esquema 4-4-2 com o formado em losango (ou diamante) deixou de ser "febre" entre os treinadores já há alguns anos. Atualmente, são poucas equipes que apostam nele. O futebol argentino talvez seja quem mais mantenha essa ideia. Até mesmo o 'segundo atacante', que se originou nessa referência posicional, está em baixa e teve que se reinventar pelos lados ou como um 9 mais móvel. Talvez o grande motivo para isso é o retorno dos pontas (ou extremos). Apesar de ocupar bem a faixa central do campo, o 4-4-2 nestes moldes perde muito na questão amplitude, que nada mais é que atuar com jogadores bem rentes à linha lateral para abrir o campo e tentar aumentar a área de atuação da sua equipe no momento ofensivo. Alguns treinadores, quando usam este esquema, usam os laterais como estas peças para aumentar o campo".[1]

Como funciona

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A defesa e o ataque são iguais ao 4-4-2 original. Já no meio-campo, o volante não avança muito, sempre fica mais atrás. Os dois meio-campistas são responsáveis por criar contra-ataques, avançam para a área no ataque e voltam na defesa. O meia-atacante é o organizador da equipe, sempre fica entre os atacantes e os meias e só de vez em quando volta para a defesa. Às vezes a organização das jogadas fica para um dos meias, e o meia avançado passa a servir como "garçom" (jogador que dá o passe para finalização) ou como um finalizador mais recuado, a fim de privilegiar os tiros a longa distância.

Duas linhas de quatro: O 4-4-2 Inglês

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Uma outra variação do 4-4-2 é jogar com duas linhas de quatro, esquema muito comum no futebol inglês. Esse esquema consiste em uma primeira linha de quatro, com dois laterais e dois zagueiros, e uma segunda linha formada por quatro meio-campistas. Os homens da ponta são os chamados wingers, que jogam sempre abertos pelas laterais do campo. Nesse esquema, os laterais adquirem funções muito mais defensivas, não se lançando muito ao ataque.

Renato Rodrigues, Coordenador e Analista de Desempenho do DataESPN, da ESPN Brasil, o "4-4-2 à inglesa é o mais usado atualmente. Neste caso, os meias jogam mais abertos, tanto os mais criativos quanto os mais agudos. Este sistema hoje é muito colocado em prática na defesa, principalmente pelo fato de as equipes variarem muito essa questão posicional com ou sem a posse de bola".[1]

4-2-2-2: Fluidez, velocidade e longa distância

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Formação 4-4-2 na variação 4-2-2-2

O 4-2-2-2 é conhecido por manter a ofensividade pelos centros do campo, sustentado por um duplo pivot na base do meio-campo onde o primeiro volante assegura a destruição das jogadas adversárias, enquanto o segundo — o volante construtor — dita o ritmo e qualifica a transição vertical. Logo à frente, os dois meias ofensivos abandonam o preciosismo das alas para jogar por dentro, ocupando as meias-canais de forma intensa e veloz. Essa aproximação central gera um volume de jogo sufocante, focado em passes rápidos, assistências agudas e arremates perigosos de média e longa distância.

No último terço, a engrenagem se completa com uma dupla de ataque complementar e letal na faixa central do gramado. O segundo atacante atua com extrema mobilidade na zona da meia-lua, flutuando nas costas dos volantes rivais para arrastar a marcação, abrir brechas na zaga e se infiltrar em velocidade. Enquanto esse caos se instala na intermediária, o centroavante clínico cumpre o papel tático de fixar os zagueiros e servir de pivô, garantindo presença de área e o toque final para converter toda a verticalidade do time em gol.

  • Dois Volantes (Duplo Pivot Assimétrico): Um focado na contenção e proteção da defesa (primeiro volante/cão de guarda), e o outro responsável pela saída de bola, transição e distribuição de jogo (regista/volante construtor).
  • Dois Meias Ofensivos (Armadores Verticais): Jogadores intensos e velozes atuando pelos lados, encarregados da criação de jogadas, assistências e arremates de média e longa distância.
  • Segundo Atacante/Atacante Recuado (Shadow/Second Striker): Atleta de alta mobilidade e velocidade que flutua na meia-lua, responsável por desestabilizar a linha defensiva, puxar a marcação e infiltrar no espaço vazio.
  • Centroavante (Camisa 9 Clínico): O homem de referência na área, focado exclusivamente no posicionamento, na retenção da bola e na finalização das jogadas.

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 espn.uol.com.br/ Final de Copa do Mundo que mudou jeito de jogar futebol e teve erro histórico faz 50 anos