Catalunha

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Espanha Catalunha

Cataluña

Catalunya
Catalonha

 
—  Comunidade autónoma  —
Bandeira de Catalunha
Bandeira
Brasão de armas de Catalunha
Brasão de armas
E.U-Catalonia.png
Hino: Els Segadors
("Os Ceifadores")
Capital Barcelona
41° 23′ N 2° 11′ E
Administração
 - Presidente Carles Puigdemont (PDeCAT)
Área
 - Total 32,114 § km²
População (2012)
 - Total 7,565,603
    • Densidade 240 hab./km²
Gentílico: catalão/catalã
Províncias Barcelona, Girona, Lérida, Tarragona
Idioma oficial Catalão, occitano (aranês) e castelhano
Estatuto de autonomia 9 de Setembro de 1932
18 de Setembro de 1979
20 de Julho de 2006 (reforma)
ISO 3166-2 ES-CT
Congresso
Senado
47 assentos
16 assentos
Sítio Generalidade da Catalunha
§ 6,3% da área total de Espanha
15,96% da população total de Espanha

Catalunha (originalmente em catalão Catalunya; em castelhano Cataluña; em occitano Catalonha) é uma comunidade autónoma da Espanha, situada a nordeste da península Ibérica. Ocupa um território de cerca de 32.000 km², limitada a norte pela França e por Andorra, a leste com o Mar Mediterrâneo, a sul com a Comunidade Valenciana e a oeste com Aragão. A capital e área urbana mais populosa da Catalunha é a cidade de Barcelona.

A Catalunha é reconhecida como uma nacionalidade no artigo segundo da Constituição Espanhola onde se refere a nacionalidade histórica, [1] reconhecendo e garantindo o direito à sua autonomia. No preâmbulo do seu Estatuto de Autonomia, aprovado pelo povo catalão via referendo em 2006, a Catalunha é definida como nação.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Catalunha
Anfiteatro romano em Tarragona

O primeiro povoamento do território é datada da época do Paleolítico Médio. Os vestígios mais antigos encontrados correspondem à mandíbula de um pré-Neandertal encontrada em Banyoles, com 25.000 anos.

A colonização na idade antiga deu-se em duas etapas. A primeira etapa deu-se com o início da colonização pelos Gregos e Cartagineses. A segunda etapa corresponde a romanização da Catalunha iniciada em 218 a.C.. O atual território catalão foi primeiro englobado na província chamada Hispânia Citerior, para formar parte desde o ano de 27 a.C. a Tarraconense, cuja capital foi Tarraco (atual Tarragona). Com a crise do século III que afetou o Império Romano, a Catalunha foi afetada gravemente com destruição e abandono das vilas romanas.

Idade Média[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Condado de Barcelona e Coroa de Aragão

No século V com a invasão dos povos germânicos, os Visigodos instalaram-se em Tarraconense e em 475 o rei visigodo Eurico formou o Reino Visigodo de Tolosa. Os Visigodos dominaram a região até ao século VIII. Em 711, os Árabes iniciam a conquista da Península Ibérica, algumas batalhas tomaram conta de região principalmente em Tarragona. No último quarto do século VIII veio a reacção dos carolíngios, que conseguiram o domínio das actuais cidades de Girona e Barcelona. No final do século IX, Carlos II (ou Carlos, "o Calvo") nomeou Vifredo, o Veloso Conde de Barcelona e Gerunda. Antes de morrer, marca um precedente, designando aos seus três filhos à terras a herdar. Somente no século seguinte houve independência em relação ao poder carolíngio.

Cortes catalãs, séc. XV

O Condado de Barcelona corresponde ao território governado pelos Condes de Barcelona entre o século IX e o século XVIII, como uma entidade política na Catalunha. No século XI desenvolveu-se uma Catalunha feudal. Com o casamento do conde Raimundo Berengário IV de Barcelona com Petronila de Aragão (do Reino de Aragão) formou-se como confederação a Coroa de Aragão, de que Raimundo se torna Príncipe-Regente, mantendo ambos, reino e condado (mais tarde como o Principado da Catalunha), suas próprias instituições administrativas.

O filho da união de Raimundo Berengário IV de Barcelona com Petronila de Aragão, Afonso II de Aragão, foi o primeiro rei da dinastia da Casa de Barcelona no trono da Coroa de Aragão.

A Coroa de Aragão no século XV

A expansão da Coroa, teve início com a conquista das cidades de Lérida, Tortosa, Reino de Maiorca (nas Ilhas Baleares), Reino de Valência (que permaneceu com corte própria), Coroa da Sicília, Minorca (nas Ilhas Baleares), Sardenha (ilha italiana). Até às primeiras décadas do século XIV, a coroa teve o seu apogeu, que começou a mudar com o surgimento de catástrofes naturais, crises demográficas, recessão da economia catalã, o surgimento de tensões sociais e crise sucessora (o Rei Martin I não deixou sucessor nomeado). Em 1443, após a conquista do Reino de Nápoles a crise se agravou.

Idade Moderna[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra dos Segadores

Em 1469, o Rei Fernando II de Aragão, da Casa de Trastâmara, casou-se com Isabel I de Castela o que conduziu a uma união dos dois reinos e a formação da Monarquia Católica. A Catalunha passa a ser um principado periférico dentro da confederação hispânica que com os descobrimentos e casamentos reais consegue dominar a Europa. Cada reino tinha as suas próprias leis, moedas, cortes ou línguas.

Corpus de Sang, um dos eventos iniciais da Guerra dos Segadores

Nos séculos XVI e XVII, a Catalunha viveu um período de decadência. Em 1640 a obrigação de alojar tropas castelhanas, o abuso dos militares e as consequências derivadas da guerra provocam grande enojo entre a população catalã. Em 7 de junho do mesmo ano, durante a festividade do Corpo de Deus, um ceifeiro (em catalão “segador”) é morte, o que a sua vez leva à morte do Conde de Santa Coloma, a maior autoridade da monarquia na Catalunha nessa altura. Os catalães envolveram-se num conflito, a Guerra dos Segadores, de 1640 até 1652, contra a presença de tropas de Castela em território catalão, durante a guerra dos trinta anos, o que acarretou a posterior incorporação do Rossilhão no reino francês.

Durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1701 – 1713/1715), a Catalunha apoiou o pretendente austríaco (tal como Inglaterra, os Países Baixos e Portugal), assinando-se em 1713 a paz com o Tratado de Utrecht, deixando os catalães abandonados ao seu destino. Apesar de conseguirem resistir e inclusive vencer as tropas borbónicas, tal como na Batalha de Talamanca, o avanço do exército real continua. O cerco de Barcelona culminou com a Batalha de 11 de Setembro de 1714. Apesar do heróico combate, acabou quase completamente com a oposição catalã, que se rendeu às tropas do pretendente francês a 18 de Setembro no último castelo a cair, o de Cardona. O novo rei, Filipe V de Espanha (conhecido como Filipe de Anjou, era neto do rei francês Luís XIV), proclamou o Decreto da Nova Planta. Com este Decreto, o principado, assim como todas as outras que apoiaram ao arquiduque Carlos de Áustria, deixou de ter um governo próprio (as Corts (Cortes), a Generalitat (Generalidade), o Consell de Cent (Conselho de Cem) e restantes instituições de autogoverno catalãs foram abolidas).

Idade Contemporânea[editar | editar código-fonte]

Proclamação da Primeira República Espanhola, em Barcelona (1873)

Ao longo do século XIX a Catalunha representa a força industrial da Espanha. A Catalunha é a primeira a introduzir a Industrialização através do vapor em primeiro lugar. O têxtil representa a força da indústria catalã do século XIX. Também o comércio com as nações americanas contribuir a revolução alimentaria, industrial, dos transportes e tecnológica. O capital estrangeiro inverte na Catalunha e isso introduz a siderurgia, além de outros novos elementos característicos da Revolução Industrial. Os primeiros bancos conseguem grande impulso durante à chamada Febre do Ouro até à quebra dos mercados de 1866. O proletariado começou, por tanto, inicialmente na Catalunha e tomou a cidade de Barcelona, como centro das manifestações.

Francesc Macià, presidente contemporâneo da Generalidade da Catalunha (1931-1933)

Em 1873 é proclamada a Primeira República Espanhola e destituída a monarquia. Durante a curta vida da república (1873-1874) duas propostas de Estado serão debatidas em Madrid. A primeira delas vê a Espanha como uma única nação, a segunda, apoiada pela Catalunha, pretende um Estado federado. Francesc Pi i Margall, catalão, é proclamado Presidente. O golpe de estado monárquico acontecerá em 1874.

Nos finais do século XIX nasceu o movimento chamado em catalão "Renaixença", que foi o início das reivindicações do catalanismo político. Os primeiros representantes do catalanismo político foi Valentí Almirall (republicano federal), Enric Prat de la Riba e Francesc Cambó (da Lliga Regionalista).

Em 1914, formou-se a Mancomunitat (união administrativa das províncias de Lérida, Barcelona, Tarragona e Girona), primeiro organismo administrativo de Catalunha reconhecido pelo Estado Espanhol desde a Guerra de Sucessão Espanhola. Seu projeto de modernização incluiu a construção de infra-estrutura, escolas, bibliotecas e actualização da língua catalã. Foi dissolvida pela ditadura de Primo de Rivera no ano de 1923.

Bombardeio de Barcelona (1938)

Com a proclamação da II República Espanhola, em 1931, reconheceu-se a Comunidade Autónoma da Catalunha, não obstante se ter chegado a proclamar unilateralmente a República Catalã, mas a proclamação não foi bem aceite pelo governo de Espanha, embora fosse uma proclamação federalista. Depois de prolongadas negociações aprovou-se o seu Estatuto no ano de 1932, aprovado com 99% dos votos por referéndum. O novo estatudo dava oficialidade a língua catalã, restabelecia o autogoverno da Catalunha e designava a Catalunha como uma região autónoma, tendo sido eleito Presidente da Generalidade Francesc Macià (da Esquerda Republicana da Catalunha).

Com a derrota dos Republicanos na Guerra Civil (1936-1939), a Catalunha perdeu novamente a sua autonomia, todas as instituições de autogoverno catalãs foram banidas, e sofreu uma importante e pesada repressão cultural e linguística (com a abolição e proibição do uso do catalão), por parte do Estado Nacionalista Espanhol, totalitário e de inspiração fascista. Em 1940 o presidente catalão, Lluís Companys, foi fuzilado pelo regime fascista espanhol.

Em 1977, com a morte do ditador Francisco Franco (1975) e o fim da ditadura, foi a primeira comunidade a recuperar outra vez a sua autonomia.

Dias de hoje[editar | editar código-fonte]

Atualmente a Generalidade da Catalunha conta com delegações no estrangeiro e tem diversas competências exclusivas como segurança, saúde, cultura e educação.

O independentismo catalão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Independentismo catalão

O Independentismo catalão é uma corrente política, derivada do nacionalismo catalão, que reivindica a independência da Catalunha, face à Espanha e defende a sua livre e direta integração na União Europeia.

Manifestação pela independência em 2012[editar | editar código-fonte]

Manifestação independentista em Barcelona, 2012

Foi reivindicado o separatismo catalão com o slogan "Catalunha, novo Estado da Europa", numa manifestação que congregou milhares de pessoas.

Via Catalana (2013)[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Via Catalana

Corrente humana de 400km percorrendo a costa da Catalunha no dia 11 de setembro de 2013. O movimento inspirou-se na Cadeia Báltica, que foi uma corrente humana formada na época das mobilizações pela independência dos Países Bálticos da União Soviética.

Referendo sobre a independência em 2014[editar | editar código-fonte]

À revelia da Constituição espanhola e do Tribunal constitucional, o Presidente da Generalitat, Artur Mas (CiU, primeira força política da comunidade na altura), anunciou no dia 12 de Dezembro de 2013[3], que convocará um referendo sobre a independência da Catalunha. Os partidos mais radicais da comunidade manifestaram o seu apoio à decisão. ERC, Esquerda Republicana (segunda força política mais votada), ICV, Iniciativa pela Catalunha (quinta força política), UDC, União Democrática da Catalunha (parceiros de coligação da CiU), EUiA, Esquerda Unida e Alternativa, (parceiros políticos de coligação com ICV), CUP, Candidatura de Unidade Popular, (nona força política), são a favor da consulta. Os partidos PSC, Partido Socialista Catalão, (terceira força politica mais votada), PP-C Partido Popular - Catalunha (quarta força política mais votada) e C´s, Ciutadans (sexta força política mais votada) estão contra este referendo. Os partidos favoráveis ao referendo somam 88 deputados dos 135 do Parlamento catalão. O referendo tem um formato binomial: "Quer que a Catalunha seja um Estado?"; "Se sim, quer que este Estado seja independente?".

Com a suspensão do Referendum por parte do tribunal constitucional, o governo catalão convocou um processo de "participação popular". Sem acesso ao censo, mas conduzida sob as normas democráticas, de acordo com a comissão de observadores internacionais[4], estima-se que a consulta não-oficial, em que o "Sim" ganhou 80,91% dos votos, teve participação de menos de 34% da população apta a votar de acordo com as regras do referendum [5], isto é, toda pessoa residente na Catalunha maior de dezesseis anos.

Via Livre (2015)[editar | editar código-fonte]

Manifestação realizada no dia 11 de setembro de 2015, a partir da Av. Meridiana de Barcelona, que juntou cerca de 1,4 milhões de pessoas num percurso de cinco quilómetros, e foi marcadamente independentista.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Limites Geográficos[editar | editar código-fonte]

Situada no extremo nordeste da península Ibérica, a Catalunha limita a norte com Andorra e França (com os departamentos dos Pirenéus Orientais e Ariège, na região Occitânia), ao sul com a Comunidade Valenciana, e a leste com o mar Mediterrâneo e a oeste com Aragão.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Vista do maciço de Montserrat
Estany de Banyoles

O território está dividido em três unidades morfo-estruturais gerais:

  • Pirenéus: ao norte, é uma unidade montanhosa, com o Pica d'Estats, de 3.143 metros de altura, o ponto mais elevado da Catalunha.
  • Sistema Mediterrâneo Catalão: alterna terras baixas ou planas e serras ou cordilheiras. Sistema que se estende em todo litoral. As principais montanhas costeiras são: Montnegre, Tibidabo, Montserrat e Montseny.
  • Depressão Central Catalã: derivam da erosão do rio Ebro e seus afluentes.

Bacia Hidrográfica[editar | editar código-fonte]

Principais rios que banham a Catalunha:

Clima[editar | editar código-fonte]

Clima mediterrânico e Clima temperado com altas temperaturas no Verão e invernos húmidos. As zonas montanhosas próximas ao Pirenéus apresentam Invernos com temperaturas abaixo de zero e neve abundante e Verões menos quentes do que no resto do território.

Demografia e sociedade[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados estatísticos oficiais, a população da Catalunha em finais de 2006 era de 7.134.697 habitantes, constituindo 16% do total da população de Espanha.

Em 2012, segundo o Instituto de Estatística da Catalunha (IDESCAT) [7], a população desta comunidade soma 7.570.908 habitantes.

Desde o século XX, a Catalunha é um país de imigração. Os dados do mesmo ano 2012 revelam que 1.443.480 pessoas são imigrantes de outras zonas do estado espanhol (sendo a maioria de Andaluzia), e 1.342.271 são provenientes de outras zonas da Europa e do mundo, sendo os marroquinos, romenos e equadorenhos, por esta ordem de grandeza decrescente, os mais representados.

Educação[editar | editar código-fonte]

O Departamento de Ensino da Generalidade da Catalunha é o organismo público catalão encarregado da política educativa de âmbito não universitário. O Departamento da Empresa e Conhecimento ocupa-se das políticas educativas universitárias.

Serviço público de saúde[editar | editar código-fonte]

O CatSalut, ou Serviço Catalão de Saúde (Servei Català de Salut, em catalão), foi criado em 1986 e é o organismo responsável pelo sistema de saúde público na Comunidade Autónoma da Catalunha, integrado no sistema de saúde espanhol. Está dependente da Generalidade da Catalunha.

Economia e finanças[editar | editar código-fonte]

Economia da Catalunha
Moeda Euro (1 Euro = 200,482 Escudos portugueses)
Banco Central Banco de Espanha
Estatísticas
Bolsa de valores Borsa de Barcelona (BCN Global-100, BCN Indexcat)
Bolsa de Madrid (IBEX 35)
PIB € 204.666 milhões (2015)
Variação do PIB Green Arrow Up.svg 3,2% (2016)
PIB per capita € 27.663
Inflação (IPC) 3,60%
Desemprego 14,9%
Exterior
Exportações € 58.283 milhões
Importações € 68.867 milhões
Finanças públicas
Receitas € 29.461.037
Despesas € 29.461.037
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$
La Caixa, na Av. Diagonal, em Barcelona

Território fortemente industrializado, os principais sectores da economia da Catalunha são o turismo, a indústria (de transformação, têxtil, química, automóvel e agroindustrial) e os serviços. Os principais produtos agrícolas são: azeitonas, vinhos e espumantes (cava), cereais, milho e fruta doce e, na pecuária, o suíno e o bovino.

As exportações da Catalunha representam mais de 25% do total do Estado espanhol, sendo que a indústria química aporta 26,2%, o sector automobilístico, 16% e os bens e equipamentos, 12%.[8]

A Catalunha é o primeiro destino turístico da Espanha. Os principais destinos na Catalunha são: Barcelona (que ganhou grande projecção internacional após sediar os Jogos Olímpicos de 1992), as praias da Costa Brava e Costa Dourada, estações de esqui nos Pirenéus e ainda turismo histórico (em Tarragona, com monumentos romanos classificados Património da Humanidade pela UNESCO em 2000) e turismo cultural (Figueres pelo Teatro-Museu Dalí, Barcelona pelo Museu Pablo Picasso, Fundação Joan Miró e Antoni Tàpies, além do conjunto de obras do arquitecto Antoni Gaudí).

Do ponto de vista financeiro, a Catalunha possui instituições com grande poder, como a La Caixa, ou o Banco Sabadell. Em termos industriais, a Catalunha é a comunidade que tem maior participação no PIB industrial do território espanhol, com 18,9% em 2015.[9]

Política e Administração[editar | editar código-fonte]

Órgãos e instrumentos de autogoverno[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Generalidade da Catalunha
Palácio da Generalidade da Catalunha, situado em Barcelona

O governo autónomo da Catalunha é conhecido como Generalitat de Catalunya (Generalidade da Catalunha) e consiste de um parlamento, um presidente e um conselho executivo, que trabalham com as funções atribuídas no Estatuto de Autonomia da Catalunha.

Estatuto de Autonomia da Catalunha[editar | editar código-fonte]

O Estatuto de Autonomia da Catalunha é uma Lei orgânica que deve ser interpretada como a norma fundamental do ordenamento jurídico catalão. A última versão data de 2006 e foi ratificada por referendo, com 73,9% de votos a favor.[10]

Parlamento da Catalunha[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Parlamento da Catalunha
Parlamento da Catalunha, situado no Parque da Cidadela, Barcelona

O Parlamento da Catalunha (em catalão: Parlament de Catalunya[11]) representa o povo e exerce o poder legislativo, aprova os orçamentos e controla e impulsiona a ação política e de governo. É composto por 135 deputados eleitos por um mandato de quatro anos mediante sufrágio direto.

As últimas eleições datam de 2015, com a vitória da coligação Juntos pelo Sim. [12]

Partido ou coligação Deputados com assento no Parlamento da Catalunha (2015)
Juntos pelo Sim (coligação) 62 (CDC: 29, ERC: 17, Democratas da Catalunha: 1, Movimento de Esquerdas: 1, Ind: 14)
Cidadãos - Partido da Cidadania 25
Partido dos Socialistas da Catalunha 16
Catalunha Sim Se Pode (coligação) 11 (ICV:4, Podemos:4, EUiA:1, ind:2)
Partido Popular 11
Candidatura de Unidade Popular 10

Presidente da Generalidade da Catalunha[editar | editar código-fonte]

Carles Puigdemont, Presidente da Generalidade da Catalunha (2016-)

Em 2016, o Presidente da Generalidade da Catalunha era Carles Puigdemont i Casamajó, do Junts pel Si (Juntos pelo Sim), coligação de diversos partidos defensores do independentismo, como o Partido Democrático Europeu Catalão e a Esquerda Republicana da Catalunha. Entre 2010 e 2016, o presidente foi Artur Mas i Gavarró, da CiU; entre 2006 e 2010 foi José Montilla Aguilera, do PSC.

Forças de Segurança Pública[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Polícia da Catalunha

A Polícia da Catalunha (Policia de la Generalitat de Catalunya, em catalão) ou Mossos d'Esquadra (literalmente: moços de esquadra) é a corporação policial autónoma, de estatuto civil, fundada em 1719 e a mais antiga da Europa, responsável pela segurança pública e prestação do serviço de polícia na Comunidade Autónoma da Catalunha.

Os Bombeiros da Generalidade (Bombers de la Generalitat de Catalunya, em catalão), são um corpo autónomo de bombeiros que desempenha as funções de prevenção e de extinção de incêndios, bem como de salvamentos em todo o território da Catalunha. Foi criado em junho de 1980 para desempenhar estas tarefas.

Agência Tributária da Catalunha[editar | editar código-fonte]

Criada em julho de 2007 está encarregada de fazer a angariação e gestão de impostos cuja competência seja da Generalidade.[13]

Conselho do Audiovisual de Catalunha[editar | editar código-fonte]

É a autoridade independente que regula as comunicações audiovisuais na Catalunha e tem como finalidade velar pelo cumprimento das leis aplicáveis aos prestadores de serviços de comunicação audiovisual, públicos e privados. Tem como princípios de atuação a liberdade de expressão, pluralismo, neutralidade e honestidade informativa, bem como a livre concorrência do sector.

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

Províncias[editar | editar código-fonte]

Províncias da Catalunha

Catalunha está dividida administrativamente em quatro províncias:

A Deputação é o órgão administrativo e do governo da provincia.

Comarcas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Comarcas da Catalunha

Possui 41 comarcas que se originaram do decreto da Generalitat de Catalunya de 1936.

Municípios[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de municípios da Catalunha

Existem 948 municípios em todo o território catalão.

Transportes[editar | editar código-fonte]

  • Portos: os de maior volume são o de Barcelona e Tarragona, que são também dois dos principais portos do território espanhol e do Mar Mediterrâneo.

Língua[editar | editar código-fonte]

Mapa cronológico mostrando o desenvolvimento do Catalão (Catalan)
Ver artigo principal: Língua catalã
  • O catalão é uma língua românica falada por cerca de sete milhões e meio de pessoas na Catalunha, Ilhas Baleares e Andorra. De acordo com o Estatuto de Autonomia, o catalão é a língua oficial da Catalunha juntamente com o castelhano, língua oficial do Reino de Espanha. A Generalitat de Catalunya tem desenvolvido legislação que promove e protege o uso social do catalão, de acordo com o defendido pelo Estatuto de Autonomia.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura da Catalunha
Catedral de Santa Eulália de Barcelona
Obra de Gaudí: Casa Batlló em Barcelona

Símbolos nacionais da Catalunha[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Bandeira e escudo de Catalunha

Os símbolos nacionais da Catalunha são elementos representativos das características únicas desta comunidade, da sua cultura e história. A bandeira da Catalunha tem o nome de senyera ("senhera" em português) e tem origem no escudo utilizado pelo conde de BarcelonaRaimundo Berengário IV, no séc. XII.

Principais traços culturais[editar | editar código-fonte]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Como manifestação artística destacam-se obras de Antoni Gaudí, Josep Puig i Cadafalch, Ricardo Bofill, Lluís Domènech i Montaner, Enric Miralles, entre outros.

Artes Plásticas[editar | editar código-fonte]

Os pintores catalães de grande nome internacional são Salvador Dalí, Joan Miró e Antoni Tàpies. O malaguenho Pablo Ruiz Picasso viveu sua juventude na Catalunha onde iniciou o cubismo. Existem na comunidade importantes espaços museológicos como o Teatro-Museu Dalí (em Figueres), e em Barcelona o Museu Picasso, Fundação Joan Miró, Fundação Antoni Tàpies, CaixaFòrum, Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA), ou o conjunto arqueológico de Tarragona, considerado Património da Humanidade pela UNESCO em 2000, são alguns dos mais importantes.

Música[editar | editar código-fonte]

  • Popular: Joan Manuel Serrat, Maria del Mar Bonet, Lluís Llach, Francesc Pi de La Serra. A rumba catalã, outro género popular, foi divulgada na cidade de Barcelona pela mão das comunidades ciganas nos anos 1950. São conhecidos Los Manolos, Els Batak, La Pegatina, Dijous Paella, entre outros.
  • Rock (em catalão): Els Pets, Gossos, Lax'n Busto, Antònia Font, Sopa de Cabra, Glaucs, Brams, são referências.
  • Festivais de música rock, eletrónica e experimental: têm sucesso internacional o Sónar, Primavera Sound, e Crüilla.

Torres humanas e folclore[editar | editar código-fonte]

  • Castellers: Torres humanas feitas sobre os ombros uns dos outros, costume que nasceu na zona do Tarragonès e se estendeu a toda a Catalunha.
  • Sardana: Dança tradicional da Catalunha, em grupo, onde os participantes formam um círculo de mãos dadas.
  • Dia de Sant Jordi (São Jorge): Celebrado a 23 de Abril, é considerado o patrono da Catalunha. Nesta festividade, também conhecida como o dia dos namorados na Catalunha (em vez de S. Valentim), oferecem-se tradicionalmente rosas e livros.

Desporto[editar | editar código-fonte]

Meios de comunicação audiovisual[editar | editar código-fonte]

Televisão e rádio[editar | editar código-fonte]

Têm sede e são produzidos na Catalunha alguns canais televisivos de importância:

  • Televisão: TV3, Canal33/Super3, TV3CAT, 3/24 (canal 24h de notícias), BTV.
  • Rádio: RAC1, RAC105, iCat, Catalunya Rádio, SER Catalunya, Ràdio 4.

Jornais e periódicos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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Referências

  1. «Constituición española» (PDF) (em espanhol). BOE. Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  2. «Estatut de Catalunya» (PDF) (em cat). Parlament de Catalunya. Consultado em 25 de janeiro de 2017 
  3. Jornal Público acedido a 13/12/2013
  4. http://www.vilaweb.cat/noticia/4219152/20141110/declaracio-comissio-internacional-9-n.html
  5. El País acedido a 17/12/2014
  6. «La Via Lliure, vista per la premsa internacional». Ara.cat (em catalão).  
  7. IDESCAT acedido em 26/09/2013
  8. «Catalunya concentra el 25,5% de las ventas al exterior de toda la economía española». La Vanguardia 
  9. «Catalunya se mantiene como la Autonomía con mayor PIB y creció un 3,3 % en 2015». La Vanguardia 
  10. País, Ediciones El (19 de junho de 2006). «Cataluña vota a favor del Estatuto de forma rotunda, pese a una abstención del 50,59%». EL PAÍS (em espanhol).  
  11. Regulamento do Parlamento da Catalunha, desde 22 de dezembro de 2005 (em catalão e castelhano) acedido a 18-10-2013
  12. PAÍS, Ediciones EL. «Resultados Electorales en Cataluña: Elecciones Catalanas 2015». EL PAÍS (em espanhol).  
  13. «Eduard Vilà, nou director de l'Agència Tributària de Catalunya. Inici. Generalitat de Catalunya». Inici (em catalão). Consultado em 22 de fevereiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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