Carles Puigdemont

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Carles Puigdemont
Fotografia oficial de 2016.
Presidente da Generalidade da Catalunha
Período 10 de janeiro de 201627 de Outubro de 2017
Vice-presidente Oriol Junqueras
Antecessor(a) Artur Mas
Sucessor(a) Sem titular
Alcaide de Girona
Período 1 de julho de 201111 de janeiro de 2016
Antecessor(a) Ana Pagans
Sucessor(a) Maria Isabel Muradàs
Presidente da AMI
Período 17 de julho de 201515 de janeiro de 2016
Antecessor(a) Josep Maria Vila
Sucessor(a) Josep Andreu Domingo
Deputado do Parlamento da Catalunha
Período 10 de novembro de 2006
Vereador do Ajuntamento de Girona
Antecessor(a) 16 de junho de 2007
Sucessor(a) 11 de janeiro de 2016
Dados pessoais
Nascimento 29 de dezembro de 1962 (54 anos)
Amer, Girona, Catalunha, Espanha
Cônjuge Marcela Topor
Partido CDC (até 2016)
PDeCAT (desde 2016)
Profissão jornalista e político
Assinatura Assinatura de Carles Puigdemont

Carles Puigdemont i Casamajó (Amer, 29 de dezembro de 1962) é um político e jornalista espanhol que desempenhou como cargos mais relevantes a alcaidia de Girona entre 2011 e 2016 e o da presidência da Generalidade da Catalunha desde 2016 até 27 de outubro de 2017, dia da sua cessação,[1] ao abrigo da Ordem PRA/1034/2017, de 27 de outubro,[2] em aplicação do artigo nº 155 da Constituição espanhola de 1978.[3] Foi eleito deputado da viii, ix e x legislaturas do Parlamento da Catalunha pela Convergência e União e na xi legislatura pelos Juntos pelo Sim.[4] Pertencente até 2016 à Convergência Democrática da Catalunha, é membro do seu «sucessor», o Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carles Puigdemont, em pequeno (à direita), ao lado do seu irmão mais velho.

Cursou os estudos básicos e o bacharelato na sua povoação natal Amer, na província de Girona e no internato de Collell. Aos 16 anos já exercia como correspondente para o jornal periódico Los Sitios, de Girona, enviando crónicas futebolísticas e outras notícias.[5]

Iniciou Filologia Catalã no Colégio Universitário de Girona, estudos que abandonaria mais tarde para se dedicar ao jornalismo.[5] Em 1981 começou a trabalhar no diário El Punt, onde acabou sendo redator chefe. Também trabalhou na revista Presència.[6]

Em 1988 dedicou-se a reunir referências da imprensa internacional sobre Catalunha, material que deu como fruto a publicação em 1994[6] do livro Cata... què? Catalunya vista per la premsa internacional.[7] É membro do Colégio de Jornalistas da Catalunha.

Durante os Jogos Olímpicos de Barcelona (1992) teve uma atividade destacada contra a denominada "Operación Garzón".[6]

Nos anos 90 viajou pela Europa e começou a trabalhar na aplicação das novas tecnologias à informação, o que se traduziria na criação em 1999, por encargo da Generalidade, da Agência Catalã de Notícias (ACN).[5]

Puigdemont dirigiu a agência até 2002, quando o então presidente da Deputação Provincial gironense, Carles Pàramo (CiU), lhe ofereceu ser o diretor da Casa de Cultura de Girona.

Em 2004 regressou ao jornalismo como diretor geral do jornal periódico Catalonia Today, um jornal periódico catalão em inglês que ele contribui para impulsionar.[6]

Deixou o jornalismo para se dedicar por completo à política em 2006 quando a CiU lhe fez uma dupla oferta: formar parte da candidatura ao Parlamento da Catalunha e aspirar em 2007 à alcaidia de Girona.[5]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Puigdemont em 2015

Em 1980 iniciou o seu ativismo político marcado pelo independentismo. Neste ano assistiu à sua primeira convenção partidária, de Jordi Pujol.[5]

Ativista da Crida a la Solidaritat en Defensa de la Llengua, la Cultura i la Nació Catalanes pertenceu à Juventude Nacionalista da Catalunha (JNC) que contribuiu para fundar em Girona. Atualmente é militante da Convergência Democrática da Catalunha (CDC).[6]

Em 2006 foi candidato às eleições para o Parlamento da Catalunha pela CiU pela circunscrição de Girona e foi eleito deputado.

Em 2007 encabeçou a lista da CiU para o Ajuntamento de Girona, mas não ganhou as eleições e manteve-se na oposição.

A 1 de julho de 2011 converteu-se no sucessor de Anna Pagans à frente do Ajuntamento de Girona, após ganhar as eleições municipais celebradas a 22 de maio de 2011, acabando assim com mais de 32 anos de hegemonia do PSC[8] em Girona, que vinha governando desde após as eleições municipais de 1979.

A 15 de julho de 2011, quando se dirigia para uma conferência do vereador da Saúde, foi agredido por um grupo de umas duzentas pessoas durante os protestos contra os cortes no dito setor.[9]

Em julho de 2015 substituiu Josep Maria Vila d'Abadal como presidente da Associação de Municípios pela Independência e o seu nome incorporou-se à lista de pessoas chave para a "refundação" da CDC.[10]

Nas eleições para o Parlamento de Catalunha de 27 de setembro de 2015 ocupou o posto número três na lista de Juntos pelo Sim por Girona e foi reeleito deputado.[11]

A 9 de janeiro de 2016 o presidente em funções da Generalidade da Catalunha Artur Mas anunciou que propunha o seu nome para ser investido como novo presidente.[12]

Presidente da Generalidade da Catalunha[editar | editar código-fonte]

Foi investido presidente da Generalidade da Catalunha a 10 de janeiro de 2016.[13] A 27 de outubro de 2017, logo após a tentativa de proclamar um sistema republicano para a região, foi demitido pelo Governo da Espanha do seu cargo na presidência da comunidade autónoma da Catalunha por aplicação do artigo 155 da Constituição espanhola de 1978.

Cargos políticos[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Zoila Riera
Logo CiU.png
Porta-voz do Grupo de Convergência e União no
Ajuntamento de Girona

2007-2011
Sucedido por
Carles Ribas
Precedido por
Anna Pagans
Escut d'armes de Girona.svg
Alcaide de Girona

2011-2016
Sucedido por
Albert Ballesta
Precedido por
Artur Mas
Seal of the Generalitat of Catalonia.svg
Presidente da Generalidade da Catalunha

2016-2017
Sucedido por
Sem titular
(funções e competências assumidas pelo presidente do Governo, Mariano Rajoy, e delegadas na vicepresidente do Governo, Soraya Sáenz de Santamaría)[14]

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Está casado com a jornalista romena Marcela Topor[15] e tem duas filhas.[16]

Referências

  1. lamoncloa.goc.es, «Rajoy anuncia el cese de Puigdemont y su Gobierno y la convocatoria de elecciones autonómicas en Cataluña el 21 de diciembre». Consultado em 27 de outubro de 2017.
  2. Boletim Oficial do Estado, 27 de outubro de 2017.
  3. Diario ABC (ed.). «Rajoy fulmina a Puigdemont y a todos los consejeros y convoca elecciones autonómicas el 21 de diciembre». Consultado em 27 de outubro de 2017 
  4. «Ficha en el Parlamento de Cataluña» (em catalão). Consultado em 9 de janeiro de 2016 
  5. a b c d e «Carles Puigdemont, assim é o próximo presidente da Catalunha». La Vanguardia. La Vanguardia. Consultado em 9 de janeiro de 2016 
  6. a b c d e «Carles Puigdemont i Casamajó | enciclopèdia.cat». www.enciclopedia.cat. Consultado em 9 de janeiro de 2016 
  7. ISBN 8486491886
  8. Primeiro alcaide não socialista de Girona
  9. Agressão ao alcaide
  10. «A refundação da CDC passa pelos alcaides». Ara.cat (em catalão). Consultado em 9 de janeiro de 2016 
  11. «Carles Puigdemont, um jornalista na Presidência da Generalidade». europapress.es (em espanhol). Europa Press. Consultado em 9 de janeiro de 2016 
  12. «Artur Mas explica el acuerdo de Junts Pel Sí y la CUP». La Vanguardia. plus.google.com/+lavanguardia/posts. Consultado em 9 de janeiro de 2016 
  13. Carles Puigdemont, investido presidente da Generalidade
  14. Website oficial
  15. Digital, Nació. «Nació Digital: VÍDEO Marcela Topor, periodista i muller de Carles Puigdemont». www.naciodigital.cat. Consultado em 10 de janeiro de 2016 
  16. «"Si sabem oferir un producte genuí, la marca Barcelona és una oportunitat"». El Punt Avui. Consultado em 9 de janeiro de 2016