Carlos VI do Sacro Império Romano-Germânico

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Carlos VI
Arquiduque da Áustria
Rei da Hungria, Croácia e Boêmia
Reinado 17 de abril de 1711
a 20 de outubro de 1740
Predecessor José I
Sucessora Maria Teresa
Imperador Romano-Germânico
Reinado 12 de outubro de 1711
a 20 de outubro de 1740
Coroação 22 de dezembro de 1711
Predecessor José I
Sucessor Carlos VII
Rei da Sardenha
Reinado 7 de março de 1714
a 17 de março de 1720
Predecessor Filipe V
Sucessor Vítor Amadeu II
Rei de Nápoles
Reinado 7 de março de 1714
a 15 de maio de 1734
Predecessor Filipe V
Sucessor Carlos VII
Rei da Sicília
Reinado 17 de fevereiro de 1720
a 2 de setembro de 1734
Predecessor Vítor Amadeu II
Sucessor Carlos V
Esposa Isabel Cristina de Brunsvique-Volfembutel
Descendência
Maria Teresa da Áustria
Maria Ana da Áustria
Maria Amália da Áustria
Nome completo
Carlos Francisco José Venceslau Baltasar João Antônio Inácio
Casa Habsburgo
Pai Leopoldo I do Sacro Império Romano-Germânico
Mãe Leonor Madalena de Neuburgo
Nascimento 1 de outubro de 1685
Palácio de Hofburg, Viena, Áustria, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 20 de outubro de 1740 (55 anos)
Palácio Augarten, Viena, Áustria, Sacro Império Romano-Germânico
Enterro Cripta Imperial, Viena, Áustria
Religião Catolicismo
Disambig grey.svg Nota: Carlos VI redireciona para este artigo. Para o rei da França, veja Carlos VI de França.

Carlos VI (Viena, 1 de outubro de 1685 – Viena, 20 de outubro de 1740) foi o Imperador Romano-Germânico, Arquiduque da Áustria e Rei da Hungria, Croácia e Boêmia de 1711 até sua morte. Ele também foi em diferentes momentos Rei da Sardenha, Rei de Nápoles e Rei da Sicília, além de soberano de outros territórios. Era filho do imperador Leopoldo I e sua terceira esposa Leonor Madalena de Neuburgo.

Educado por Anton Florian de Liechtenstein, foi o herdeiro contratado pelos Habsburgos espanhóis, ramo em extinção. Carlos II da Espanha fez seu herdeiro o duque de Anjou, que subiu ao trono espanhol como Filipe V, violando o contrato. A guerra pela coroa levou à Guerra da Sucessão Espanhola, nos anos finais do século XVII.

Carlos chegou a Portugal, como arquiduque pretendente ao trono espanhol, em março de 1704. Foi recebido com muitos agasalhos: declaração de guerra à Espanha. Havia entretanto desordem, bulhas, anarquia nas tropas, rivalidade entre os comandantes. Desde 1674, D. Pedro II de Portugal não convocara mais as Cortes Gerais - instituição que outrora representara a nação perante o rei -, uma consequência do absolutismo. O pretendente veio na armada do almirante Rook, usando nome de Carlos III da Espanha. Um mês depois Filipe d'Anjou iniciou hostilidades contra Portugal, ocorrendo as primeiras investidas na Beira e no Alentejo. A invasão continuou até o exército português criar, em território espanhol, uma segunda frente, o que significava encontrar-se completo o exército, com auxiliares neerlandeses, comandados pelo barão Fagel, e ingleses chefiados pelo Conde de Galloway.[1]

Imperador Carlos VI
Por Johann Gottfried Auerbach

Como seu irmão, o imperador José I da Germânia morrera subitamente, Carlos retorna à Áustria, assume o trono austríaco e, em 1711, é eleito imperador romano-germânico em Frankfurt.

Embora com pouco talento político, em seu reinado a Áustria atinge sua maior expansão. Talvez em consequência dos anos que passara na Espanha, introduziu na corte de Viena o cerimonial espanhol (Spanisches Hofzeremoniell) e mandou construir a famosa Escola Espanhola de Equitação. Além do mais, construiu em seu reinado o Reichskanzlei ("chancelaria do Estado") e a Biblioteca Nacional. Agregou também ao palácio de Hofburgo a ala Michaeler. Muitos dos prédios barrocos atualmente existentes em Viena foram construídos em seu reinado.

Tinha ambições musicais. Em menino, recebeu lições de Johann Joseph Fux, de modo que compunha e tocava cravo e piano e por vezes se animou a reger a orquestra real.

Tendo apenas duas filhas (do casamento com Elisabeth Christine de Brunswick-Wolfenbüttel) e não herdeiros varões, preparou cuidadosamente a Pragmática Sanção em 1713, pela qual declarou que seu reino não poderia ser dividido, e filhas mulheres poderiam também herdar o trono paterno. Entretanto, quando morreu, teve lugar a Guerra da Sucessão Austríaca. Por fim, a Pragmática Sanção predominou, e sua filha Maria Teresa o sucedeu como Rainha da Hungria e da Boêmia e Arquiduquesa de Áustria embora, sendo mulher, não tivesse sido eleita para o Sacro Império Romano, o qual foi assumido Carlos VII.

Depois de Carlos VII, porém, o marido de Maria Teresa, Francisco III, duque da Lorena, foi eleito Sacro Imperador como Francisco I, assegurando a continuação da linha dos Habsburgo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Cerisier, Antoine Marie. Tableau de l'histoire générale des Provinces-Unies. Volume 9. Utrecht : J. Van Schoonhoven & Comp., 1777.
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Precedido por
José I
Imperador romano-germânico
17111740
Sucedido por
Carlos VII
Precedido por
José I
Rei da Hungria
17111740
Sucedido por
Maria Teresa
Precedido por
Carlos I
Duque de Parma e Placência
17351740
Sucedido por
Maria Teresa da Áustria