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Sagrada Família

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 Nota: Para a igreja em Barcelona, veja Templo Expiatório da Sagrada Família. Para outros significados, veja Sagrada Família (desambiguação).
Sagrada Familia del pajarito, de Murillo, c. 1650

A Sagrada Família é o termo utilizado pela tradição cristã para designar a família de Jesus de Nazaré, composta por Jesus, pela Virgem Maria, sua Mãe, e por São José, seu pai adotivo e guardião legal. Esta família, humilde em suas circunstâncias históricas e sociais, ocupa um lugar central na fé cristã, pois segundo a Bíblia foi no seio dela que o Verbo quis encarnar-se, crescer, ser educado e viver a maior parte de sua vida terrena.[1]

A Igreja Católica contempla na Sagrada Família o modelo perfeito de vida familiar, fundamentado no amor, na obediência à vontade divina, na pureza, no trabalho honesto e na fidelidade mútua. Em Nazaré, Jesus santificou a vida cotidiana, dignificando o matrimônio, a paternidade, a maternidade e a infância, e elevando a família à condição de verdadeira “igreja doméstica”.[2]

A Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José é celebrada no calendário litúrgico romano no domingo que ocorre dentro da Oitava do Natal, ou, quando o Natal coincide com um domingo, no dia 30 de dezembro.[3] Segundo a Igreja, esta celebração convida os fiéis a meditar sobre o mistério da Encarnação vivido no contexto familiar e a reconhecer a importância da família cristã como célula fundamental da Igreja e da sociedade.[4]

Passagens bíblicas

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Fuga para o Egipto, cor sobre madeira de Albrecht Dürer, c. 1494–1497
  • Anúncio do Anjo a José: «E o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, dizendo: "José, filho de David, não temas receber a Maria tua mulher: porque o que dela nasceu, é obra do Espírito Santo (Mateus 1:20)
  • Fuga para o Egito: fuga para o Egito, por causa da perseguição movida pelo rei Herodes, que queria matar Jesus.
  • Jesus perde-se e é encontrado no templo (episódio também conhecido como "Jesus entre os doutores"): «Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. Pensando que ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!» Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar na casa de meu Pai?» Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse. Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.» (Lucas 2:41–52)

Referências

  1. «Sagrada Família de Nazaré». Vatican News. 27 de dezembro de 2025. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  2. «Sagrada Família, fé e coragem no caminho do exílio». A12. 26 de dezembro de 2025. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
  3. «Sagrada Família». CNBB. 28 de dezembro de 2018. Consultado em 12 de abril de 2023 
  4. «A Sagrada Família de Nazaré: nosso maior exemplo». Canção Nova. Consultado em 28 de dezembro de 2025 
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