Tupynambás Futebol Clube

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Tupynambás
símbolo do Tupynambás
Nome Tupynambás Futebol Clube
Alcunhas Baeta
Leão do Poço Rico
Mascote Leão
Fundação 15 de agosto de 1911 (106 anos)
Estádio José Paiz Soares
Capacidade 2.000 pessoas
Localização Coat of arms of Juiz de Fora MG.png Juiz de Fora, Minas Gerais MG, Brasil Brasil
Mando de jogo em Helenão
Capacidade (mando) 31.863 pessoas
Presidente Brasil Francisco Quirino
Treinador Brasil Lúdyo Santos
Patrocinador Brasil Bioleve
Brasil Guaramil
BrasilPrefeitura de Juiz de Fora
Material (d)esportivo Brasil GSport
Competição Minas Gerais Campeonato Mineiro - Módulo II
Minas Gerais C 2016 Campeão Aumento
Minas Gerais B 2017 6° Colocado
Minas Gerais B 2018 A Disputar
Website Sítio/Site oficial
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Tupynambás Futebol Clube é uma agremiação esportiva[1] da cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, fundada a 15 de agosto de 1911. O clube manda partidas no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, com capacidade liberada para 31.863 pessoas.

O principal rival do Tupynambás é o Tupi, com quem realiza o clássico "Tu-Tu". Foi vice-campeão mineiro de 1934.

História[editar | editar código-fonte]

A criação[editar | editar código-fonte]

O Tupynambás foi fundado no dia 15 de agosto de 1911 por Bruno Toschi, Remo Toschi, Dante Zanetti, Alberto Setta, Sebastião Taucci, Jorge Miguel, Horácio Antunes Paulo Tirapani e Edmundo Benedicto. No ano seguinte, o clube disputou sua primeira partida oficial, contra aquele que seria seu maior rival: o Tupi. Empate de 1 a 1, sendo Sebastião Taucci, o primeiro a marcar um gol com a camisa do Tupynambás.

Na primeira competição oficial de Juiz de Fora, em 1918, o Baeta foi vice-campeão, perdendo a decisão para o Sport.

Em 1919, o Tupynambás conquistou o seu primeiro título da cidade, conseguindo o bicampeonato no ano seguinte. Nessa mesma competição, obteve mais 11 títulos, o último em 66.

O título de sócio-proprietário de nº 001 foi outorgado ao sr. Paulo Schmitz e hoje pertence ao seu bisneto Luiz Eduardo da Silva Schmitz. Suas cores são vermelho e branco.

Estádio[editar | editar código-fonte]

O primeiro campo do Tupynambás ficava na Rua Bernardo Mascarenhas, Bairro Fábrica, onde hoje fica o Colégio Técnico Universitário. O clube construiu seu estádio no Bairro Poço Rico, durante a gestão do presidente José Paiz Soares, o qual empresta seu nome ao estádio. A inauguração ocorreu em 1950, em um amistoso entre Tupynambás e Corinthians, que venceu a partida por 5 a 1. O clube paulista foi convidado a inaugurar, quatro anos mais tarde, a iluminação do Estádio José Paiz Soares, voltando a vencer o Tupynambás, desta vez por 2 a 1.

Em 1933 o Tupynambás participou do Campeonato Mineiro pela primeira vez, em 1934 tornou-se vice-campeão e só volta a disputá-lo em 1969 e para isso tendo que desligar-se da Liga de Desportos de Juiz de Fora. Entretanto, o clube não teve condições de arcar com as despesas da competição estadual e abandonou o futebol profissional. Temporariamente, pois o Tupynambás retornou às atividades profissionais em 1983, quando disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. A campanha desastrosa, sob o comando do técnico Augusto Clemente, acarretou em um novo abandono da equipe principal por parte do clube.

Ingresso Colorido[editar | editar código-fonte]

Em 1990, a prefeitura de Juiz de Fora abraçou a ideia do jornalista Márcio Guerra e lançou no torneio quadrangular de aniversário da cidade o “Ingresso Colorido”, com a finalidade de saber qual a maior torcida da cidade. Os torcedores do Tupynambás compravam ingressos vermelho; do Sport, verde e do Tupi, preto. O torneio que também contou com a participação do Olympic, de Barbacena, foi vencido pelo Tupi em uma disputa de pênaltis contra o Tupynambás. Já o Baeta (apelido do Tupynambás) venceu a disputa pela maior torcida de Juiz de Fora.

Segundo o Geraldo Magela, atualmente jornalista, a torcida do Tupynambás talvez não seja a maior, mas certamente a mais presente. Porém esta realidade está se modificando, já que o trabalho com futebol do Baeta não teve continuidade e por isso sua torcida não se renovou. E como o Tupi se mantém no cenário esportivo, é, hoje, o clube com maior torcida da cidade.[2]

Manchester: Um projeto de fusão[editar | editar código-fonte]

No final do ano de 1992, um seminário sobre futebol realizado pelo Instituto Metodista Granbery da Igreja Metodista tinha entre os participantes o então presidente do Paraná Clube, Darci Piana, que relatou a inédita experiência no futebol de fusão de clubes, em patrimônio e recursos financeiros e humanos, a fim de criar uma equipe mais forte e com maiores chances de vitórias. Foi assim que, através da união do Esporte Clube Pinheiros e do Colorado Esporte Clube, foi criado o Paraná Clube que, até hoje se mantém entre os principais times do país.

O então presidente do Sport, Júlio Gasparete, presente ao seminário, convidou alguns profissionais da cidade e, junto com o Tupi, o Tupynambás, a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal da cidade, iniciou o trabalho de formação de um único representante da cidade nas competições de futebol profissional.

Em 1994, nasceu a Cooperativa Manchester de Futebol Profissional. Que ficou em 2° lugar a série B do Campeonato Mineiro do mesmo ano, no ano seguinte disputou a série A, mas acabou não rendendo o esperado e foi rebaixado. E em 1996, a cooperativa chegou ao fim.

Para Geraldo Magela, que atualmente é jornalista, a união entre os três clubes não saiu do papel, entre outros fatores, devido a interesses políticos que foram mais fortes do que a proposta do projeto esportivo. Para Dirceu Siano o projeto era bom, mas contava com um número excessivo de dirigentes e foi executado de forma desorganizada. Já Dirceu Buzinari por acreditar que o futebol precisa de rivalidade, considerou a proposta inadequada, uma vez que a unificação acabaria com a mesma.

O nome foi escolhido por que Juiz de Fora um dia já foi chamado de Manchester Mineira, pela sua vocação industrial e pela semelhança de alguns de seus prédios, construídos com tijolos vermelhos, com as construções típicas da cidade inglesa.

Após o rebaixamento do Tupi no Campeonato Mineiro de 1992, surgiu a ideia que até hoje rende péssimas lembranças aos torcedores do clube carijó. Sim, porque a vaga na segunda divisão pertencia ao Tupi. A Cooperativa conseguiu o acesso em 1994, beneficiada pelo número de vagas em disputa, quatro. Assim, Juiz de Fora teria novamente um representante na elite mineira e, dessa vez, esperavam os torcedores, para disputar o título.

Mas não foi bem isso o que ocorreu em 1995. Na prática, o Manchester só existia na mídia de Juiz de Fora. A imprensa esportiva mineira, principalmente a de Belo Horizonte, referia-se ao time como Tupi Manchester e considerava o uniforme verde e vermelho da equipe como sendo o número 3 do Tupi, com o escudo na manga. No primeiro jogo, um empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, em pleno Mineirão, encheu de esperança os torcedores de Juiz de Fora. Mas a primeira vitória só viria a ocorrer na décima e penúltima rodada do primeiro turno, contra o fraco Rio Branco de Andradas, por 2 a 0. Nessa altura já se sabia que a luta seria para escapar do rebaixamento.

Mas não foi possível. Ao fim do campeonato mineiro, a Cooperativa Manchester foi fragorosamente rebaixada, com uma péssima campanha. Em 22 jogos, foram apenas 3 vitórias, 19 pontos ganhos e a vergonhosa última colocação. O vexame enterrou de vez o projeto e iniciou mais um período de muita dificuldade para o Tupi se levantar com a sua própria camisa. Na opinião dos torcedores de Juiz de Fora, uma página terrível, para ser apagada da história do futebol da cidade.[3]

Em 2006, o Tupynambás conquistou um dos maiores campeonatos a nível internacional de toda sua história, a 7ª Taça Internacional de São Paulo.

Volta ao profissional[editar | editar código-fonte]

O clube voltou as atividades em 2007, quando tentou, sem sucesso, obter uma vaga no Campeonato Mineiro do Módulo II (Segunda Divisão). A agremiação contou com o experiente atacante Euller, o "filho do vento" durante esta empreitada.Ficou na 8ª posição,perdendo a classificação na última rodada para o Poços de Caldas,numa derrota por 1-0 fora de casa.

O Baeta ainda teve o artilheiro da competição,Renato Santiago com 12 gols.

2016: Novo retorno e acesso ao Módulo II[editar | editar código-fonte]

Em 2016 o "Baeta" voltou ao futebol profissional graças a venda de Danilo ao Real Madrid. Conseguiu o acesso para o Módulo II de 2017 com três rodadas de antecedência.

Em maio de 2016, o Tupynambás anunciou oficialmente seu retorno ao futebol profissional para disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, que equivale à terceira divisão do estado. O Baeta voltou ao futebol pelas mãos do empresário Alberto Simão, responsável por ser o gestor do projeto. A estréia na Segundona Mineira foi no dia 31 de julho de 2016, em Juiz de Fora, com vitória do time juiz-forano por 2 a 1, sobre o Ponte Nova. O Baeta contratou Ademilson, ex-Tupi, que foi um dos artilheiros do time na segundona do Mineiro, com 9 gols marcados. E completou 50 gols no Estadio Radialista Mario Helênio.[4]

Além do acesso ao módulo II do Campeonato Mineiro, no dia 27/11 o Baeta empatou com o Coimbra em 1x1 e sagrou-se campeão da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.

2017-Módulo II[editar | editar código-fonte]

Em 2017 o Baeta disputou o Módulo II,e se classificou para o Hexagonal final com o 2º lugar. No Hexagonal final o clube só conseguiu 1 vitória em 10 jogos e acabou terminando o campeonato no 6º lugar, com 6 pontos.

Mascote[editar | editar código-fonte]

Leão, adotado como mascote em 1918.

Por estar sediado no bairro Poço Rico,o clube é conhecido pela alcunha de Leão do Poço Rico.

Títulos[editar | editar código-fonte]

ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Campeonato Mineiro - Segunda Divisão 1 2016
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Bandeira de Juiz de Fora.svg Campeonato Citadino de Juiz de Fora 11 1919, 1920, 1924, 1925, 1928, 1931, 1932, 1934, 1946, 1961 e 1966
Bandeira de Juiz de Fora.svg Torneio Início da Liga de Juiz de Fora 17 1919, 1920, 1925, 1929, 1930, 1931, 1932, 1935, 1938, 1940, 1945, 1949, 1950, 1951, 1956, 1962 e 1965
OUTRAS CONQUISTAS
Competição Títulos Temporadas
Bandeira de Minas Gerais.svg Vice-Campeão Mineiro 1 1934
São Paulo Campeão da 7ª Taça Internacional de São Paulo 1 2006

Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
' BrasilCésar Augusto
' Brasil João Paulo
Defensores
Jogador Pos.
' Brasil Washington Z
' Brasil Hipólito Z
' Brasil Tony Z
' Brasil Índio Z
' Brasil Gustavo Z
' Brasil Leandro Z
' Brasil Maicom Z
' Brasil Luizão Z
' Brasil Danylinho Z
' Brasil Thales Z
' Brasil Pedro LD
Meio-campistas
Jogador Pos.
' Brasil Igor Santana M
' Brasil Marcelo M
' Brasil Vinicius M
' Brasil Gustavo M
' Brasil Igor Henrique M
' Brasil Pinguim M
' Brasil Marcelo M
' Brasil Ives M
' Brasil Igor Ferreira M
' Brasil Luiz Carvalho M
Atacantes
Jogador
' Brasil Assis
' Brasil Marcelinho Araxá
' BrasilAdemilson
' Brasil Jhon Lee
' Brasil Thulio
' Brasil João Paulo
' BrasilIgor Balotelli
' Brasil Firmino
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Ludyo Santos T
  • Igor Rayan deixa o Tupynambás e vai para o Boa Esporte.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2016
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Minas Gerais Campeonato Mineiro 10 Vice-campeão (1934) 1933 1970 3
Módulo II do Mineiro 2 Acesso (1969)* 1969 2017 1
Segunda Divisão do Mineiro 3 Campeão (2016) 1983 2016 1
  • Em 1969, não houve campeão no Módulo II.

Torcidas Organizadas[editar | editar código-fonte]

  • Torcida Jovem do Baeta - Fundada em 2007, surgiu com o intuito de acompanhar o Tupynambás durante as partidas da Segunda Divisão do Estadual de 2007, era o ano do retorno do Leão do Poço Rico ao futebol profissional depois de muitos anos.Voltou em 2016.

Referências