Pouso Alegre Futebol Clube

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Pouso Alegre
Nome Pouso Alegre Futebol Clube
Alcunhas Pousão
Dragão das Alterosas
Fundação 15 de novembro de 1913
Estádio Manduzão
Capacidade 25.000 pessoas
Presidente Paulo Sérgio Ladeia de Castro (Paulo da Pinta)
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Pouso Alegre Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, com sede na cidade de Pouso Alegre, no estado de Minas Gerais.[1][2]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

O Pouso Alegre Futebol Clube foi fundado no dia 15 de novembro de 1913, com o nome de "Pouso Alegre Football Club". Naquele dia foi realizada uma reunião na casa de Alfredo Ennes Baganha - primeiro presidente do PAFC - para fundar o clube e assim começar a escrever a história do futebol pousoalegrense.

No entanto, naquela época era difícil manter um clube em atividade por muito tempo. Devido a isso, no final da década de 1910, o PAFC caiu no ostracismo. E somente em 1928, o rubro-negro voltou com força máxima. Ajudado por um grupo de diretores, o clube viria a conquistar a sua maior glória até aquele momento.

Estádio[editar | editar código-fonte]

No dia 28 de setembro de 1928, reunidos no Fórum de Pouso Alegre, Alfredo Baganha e José Nunes Rebello, lavraram a ata de compra de um terreno localizado no alto da Rua Comendador José Garcia. O valor da compra foi de 8 conto de réis. Ali, naquele terreno, seria construído o futuro estádio do Pouso Alegre Futebol Clube.

A partir disso, já na década de 1930, muitos times paulistas começaram a jogar no Campo do PAFC. Guarani, Ponte Preta e o extinto Ypiranga foram um dos exemplos de times que passaram por Pouso Alegre. Nessa mesma época, foram criados e disputados vários torneios intermunicipais.

Primeira interrupção[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1940, mais precisamente no ano de 1947, foi fundada a Liga Espostiva Municipal de Amadores (LEMA). A entidade, que teve como primeiro presidente Pardal Vilhena de Alcântara, passou a organizar essas competições e muitos times amadores apareceram na cidade, fazendo frente do PAFC.

Com o fortalecimento de outros times na cidade, o Pouso Alegre FC acabou entrando em recesso das competições amadoras no início da década de 1950. E com isso a Liga passou a administrar o Estádio do PAFC, o que levou a todos a chamarem de "Estádio da Lema". Nesse mesmo período, foram construídos os primeiros lances de arquibancada e o muro que cerca o gramado.

Profissionalismo[editar | editar código-fonte]

Pouco mais de uma década longe dos gramados, o PAFC resolveu voltar no ano de 1967. E voltou para disputar a sua primeira competição profissional. O rubro-negro disputou naquele ano a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. O Pouso Alegre FC foi o campeão da Chave Sul do torneio e classificou-se para as finais do torneio, mas acabou perdendo a vaga nos tribunais, por incluir um atleta em condição irregular.

O fato foi um balde de água fria jogado nas pretensões pousoalegrenses. No ano seguinte, o time voltou a disputar a mesma competição, mas não contava com o mesmo entusiasmo (leia-se interesse financeiro) e foi eliminado logo na primeira fase do certame. Atolado em dívidas, o PAFC fechou' o seu breve retorno aos gramados em 1968.

E com o novo fechamento do PAFC, outro problema se acarretou na cidade. A LEMA, que comandava os torneios amadores no município, também foi sucumbida e encerrou suas atividades no final da década de 1960.

Porém, a persistência de alguns clubes amadores da cidade, não permitiu que o futebol chegasse ao fim no município. A década de 1970 ficou marcada pelos torneios regionais que contavam com a participação de jogadores consagrados no futebol paulista, ou que viriam fazer sucesso nos gramados do Brasil.

Nomes como Jorge Mendonça, Oscar, Polossi, Odirlei, Estevão e Neto, sempre desfilavam pelo gramado do Alto da Comendador. Foi nesse levada, que surgiram bons nomes no futebol pousoalegrense. Nascia nesse período a nova geração do futebol da cidade. Zé Carlos "Espoleta", Paulo da Pinta, Betão, Hermínio, Juninho Coldibelli, Amarildo e Silvano, viriam futuramente elevar o nome de Pouso Alegre no cenário futebolístico.

No início da década de 1980, a Liga Municipal foi reativada. Com isso os torneios amadores da cidade - que não pararam de ser realizados - foram fortalecidos e boatos da volta do PAFC começaram a serem ouvidos pela cidade. E isso aconteceu em 1983. Ainda como time amador, o PAFC foi campeão da Copa Sul Mineira, jogando com atletas somente da cidade.

E foi nesse mesmo ano, que o PAFC conquistou seu maior troféu. O rubro-negro foi Campeão Amador do Estado de Minas Gerais. O torneio que foi disputado por mais de 30 equipes, teve em sua final PAFC e Curvelo.

No ano seguinte, o PAFC se profissionalizou novamente. Essa segunda fase profissional tinha como objetivo o retorno do rubro-negro a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro e quem sabe o acesso a elite do futebol estadual. E isso aconteceu.

Em 1988, o PAFC alcançou o seu maior objetivo, que era o acesso a Primeira Divisão do Campeonato Mineiro. Mas, essa conquista veio de forma sofrida contra o Atlético de Três Corações. A última partida daquele certame até ficou conhecida como "A Batalha de Três Corações", pois aquele jogo não teve fim e o resultado - que favorecia o PAFC - só saiu meses depois, já em 1989, após intervenção judicial.

Com o acesso garantido na justiça, o Pouso Alegre Futebol Clube fez sua estreia na Primeira Divisão do Mineiro, com o campeonato já em andamento. Com isso o rubro-negro teve que fazer muitas partidas em pouco espaço de tempo - chegou a jogar 3 vezes por semana. Mas, mesmo assim o time do PAFC conseguiu manter-se na elite do futebol mineiro.

Elite[editar | editar código-fonte]

1990 foi o melhor ano do Pouso Alegre Futebol Clube, com o Dragão realizando o seu maior feito no futebol profissional. Disputando o Campeonato Mineiro da Primeira Divisão, com 18 equipes, alcançou a quinta colocação, com um time que será lembrado por todos: Paulo César; Edvaldo, César, Zigomar e Nonato; Alcinei, Paulo da Pinta e Fernando Baiano; Heleno, Carlão e Anderson.

Mas, com a falta de apoio e estrutura, foi difícil o PAFC manter aquele elenco supervalorizado e o time foi se desfazendo. Nos campeonatos seguintes, o time perdeu pouco a pouco a sua identidade e em 1992 despediu-se da elite do futebol mineiro. Disputou o Módulo II do Campeonato Mineiro até o ano de 1998 e foi nesse mesmo ano em que licenciou-se da Federação Mineira de Futebol, ficando inativo até 2009, quando voltou à Segundona do Mineiro, onde realizou boa campanha, terminando o certame na quinta colocação.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Recorde de gols

No início do futebol profissional em Pouso Alegre, nos anos de 1967 e 1968, o público lotava o Estádio da Comendador José Garcia nos dias de jogo do rubro-negro. E no dia 15 de setembro de 1968 não foi diferente. Naquele dia o Pouso Alegre Futebol Clube disputou um amistoso com o Grêmio Recreativo Beta, de São Paulo e venceu por 38 a 0.

A partida, apitada pelo árbitro Armando de Barros, é considerada como a maior goleada do futebol mundial. O Dragão entrou em campo com Luiz Carlos, Murilo, Marco Ambar, Bolinha e Gato (depois Bata), Mica e Mário Jorge, Serginho (depois Joviano), Wilson, Renê e Marquinho.

Fonte: Site Campeões do Futebol. Pesquisa de Eduardo Toledo e Carlos e Eduardo.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Torcida[editar | editar código-fonte]

  • Dragões do Mandu

Referências