Dragão
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Dragão
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|---|---|
| Escultura do Mario the Magnificent, dragão mascote da Universidade Drexel, Estados Unidos | |
| Grupo | mitologia |
| Criaturas semelhantes | Mušḫuššu, Basilisco, Wyvern, Qilin |
| Habitat | Montanhas, mar, céu, florestas, vulcões |
O Dragão, ou drago[1] (do grego δράκων,[2] drákōn, “grande serpente”) é uma criatura lendária presente na mitologia de diversos povos, civilizações e culturas do mundo. A sua descrição apresenta variações, mas é normalmente representado como um lagarto ou uma serpente de grande porte com escamas e asas, podendo ainda ter plumas, poderes mágicos e a capacidade de soprar fogo. Pode ser representada como uma fera destruidora, ou como uma fonte sobrenatural de sabedoria e força.
Origem dos mitos
[editar | editar código]É possível que os dragões sejam uma das primeiras manifestações culturais ou mitos criados pela humanidade.[3]
A origem dos mitos sobre dragões em diversos lugares do mundo é bastante discutida. Acredita-se que possam ter surgido da observação de fósseis de dinossauros e outras grandes criaturas, como baleias, crocodilos ou rinocerontes, por povos antigos, que os tomaram por ossos de dragões.
Por serem relativamente grandes, é comum que sejam apresentados como adversários de deuses ou heróis lendários. É comum também que sejam usados para explicar fenômenos através da atribuição de tarefas míticas às criaturas, como a sustentação do mundo ou o controle de fenômenos climáticos.
As representações mais antigas já encontradas foram observadas em pinturas rupestres de aborígenes pré-históricos na Austrália, datadas de aproximadamente em 40.000 a.C. Dada a inexistência de registros escritos da época, o conhecimento sobre estas pinturas provém da comparação com mitos semelhantes de povos contemporâneos. Isto sugere que estes dragões eram reverenciados como deuses, responsáveis pela criação do mundo, e eram vistos positivamente pelo povo. [4]
Dragões na mitologia
[editar | editar código]Visão geral
[editar | editar código]A imagem mais conhecida dos dragões na cultura Ocidental é a das lendas europeias (celta e germânica), mas a figura — ainda que de enorme variação de forma, tamanho e significado — é recorrente em quase todas as civilizações antigas. Temos, ainda que sem aparente conexão entre si, os dragões com formas de serpentes e crocodilos da Índia — sobre os quais o escritor grego Filóstrato dedicou uma extensa passagem da sua obra “Vida de Apolônio de Tiana”[5] (livro III,[6] capítulos VI, VII e VIII) — as serpentes emplumadas adoradas pelos astecas, passando pelos grandes lagartos da Polinésia. É possível que o dragão seja um símbolo chave das crenças primitivas, como os fantasmas, zumbis e outras criaturas igualmente recorrentes.[7]
No Oriente Médio
[editar | editar código]No Oriente Médio, os dragões eram geralmente vistos como encarnações do mal. A mitologia persa menciona vários dragões, como Azi Dahaka, que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruía florestas — provavelmente, uma alegoria mítica da opressão que a Babilônia exerceu sobre a Pérsia na antiguidade clássica. É da cultura persa que aparentemente se originou a ideia de grandes tesouros guardados por dragões, que poderiam ser tomados por aqueles que o derrotassem, hoje tema comum em histórias fantásticas.[8] [9]
Na Mesopotâmia
[editar | editar código]Na antiga Mesopotâmia, também havia essa associação de dragões com o mal e o caos. Os dragões dos mitos sumérios, por exemplo, frequentemente cometiam grandes crimes, e por isso acabavam punidos pelos deuses, como Zu — um deus dragão sumeriano das tempestades — que teria roubado as pedras onde estavam escritas as leis do universo, e por isso foi morto pelo deus sol Ninurta; ou a dracena (dragoa) Tiamat, do épico babilônico “Enuma Elish”, que conta a criação do mundo. Tiamat, apontada por diversos autores como uma personificação do oceano, une-se ao seu consorte, Apsu, personificação das águas doces sob a terra, dando à luz aos diversos deuses mesopotâmicos. [10] [11] [12]
Apsu, no entanto, não conseguia descansar na presença de seus rebentos, e decide destruí-los, mas é morto por um deles, Ea. Para se vingar, Tiamat cria um exército de monstros, onze dos quais considerados dragões, e prepara um ataque contra os jovens deuses. Liderados pelo mais jovem entre eles, Marduque — mais tarde o principal deus do panteão babilônico — os deuses vencem a batalha e se consolidam como senhores do universo. Do corpo perecido de Tiamat são criados o céu e a terra, enquanto do sangue de Kingu, principal general do seu exército, é criada a Humanidade. O Dragão de Mushussu é subjugado por Marduque, se tornando seu guardião e símbolo de poder.[13]
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No Extremo Oriente
[editar | editar código]Na China, a presença de dragões na cultura é anterior mesmo à linguagem escrita e persiste até agora, sendo o dragão um símbolo nacional chinês. Na cultura chinesa antiga, os dragões possuíam um importante papel na previsão climática, já que eram considerados os responsáveis pelas chuvas. [18] [19] [20]
Assim, era comum associar os dragões com a água e com a fertilidade nos campos, criando uma imagem bastante positiva destes, ainda que conseguissem causar imensa destruição quando enfurecidos, via grandes tempestades. As formas quiméricas do dragão Lung chinês, misturando partes de diversos animais, também influenciaram diversos outros dragões orientais, como o “Tatsu” do Japão.[21]
Nos mitos do extremo oriente, os dragões geralmente desempenham funções superiores às de meros animais mágicos, muitas vezes ocupando a posição de deuses. Na mitologia chinesa, os dragões chamam-se long e dividem-se em quatro tipos: celestiais, espíritos da terra, os guardiões de tesouros e os dragões imperiais. No contexto do taoísmo, divindades primordiais como Yuanshi Tianzun são associadas à criação do universo e a símbolos cosmogônicos frequentemente representados por figuras dracônicas.[22]
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Nas lendas japonesas, os dragões desempenham papel divino semelhante. O dragão Ryujin, por exemplo, era considerado o deus dos mares e controlava pessoalmente o movimento das marés mediante joias mágicas.[25]
Em algumas tradições japonesas, forças naturais destrutivas como vulcões e maremotos eram explicadas por meio de seres sobrenaturais, frequentemente associados a dragões ou serpentes marinhas. De modo semelhante, em outras culturas antigas, figuras dracônicas ou serpentinas também simbolizavam o caos primordial, como Apófis, no Egito Antigo, personificação da desordem cósmica.[26]
Dragões na Bíblia
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Muito da visão dos cristãos a respeito de dragões é herdado das culturas do Médio Oriente e do Ocidente antigo, como uma relação bastante forte entre os conceitos de dragão e serpente (muitos dragões da cultura cristã são vistos como simples serpentes aladas, às vezes também com patas), e a associação deles com o mal e o caos.[27] [28] [29]
De acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, no Antigo Testamento os dragões simbolizam os inimigos do povo de Deus, como em Ezequiel 29:3. Ao fazê-lo, os textos bíblicos recorrem a imagens mitológicas comuns a povos do Oriente Próximo, a fim de facilitar sua compreensão pelos Israelitas. Nesse contexto, a Septuaginta, ao narrar a história de Moisés, traduz o termo hebraico para “serpente” como “dragão”, como em Êxodo 7:9–12.
Há ainda, no Antigo Testamento, em Jó 41:10–21, a seguinte descrição de Leviatã:
18 "Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Dos seus narizes procedem fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.
21 O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai uma chama."
Em Isaías 30:6, há citado um "áspide ardente voador" (versão ARC), junto com outros animais, para ilustrar a terra para onde os israelitas serão levados, pois o contexto do capítulo é sobre a repreensão deles. No Novo Testamento, acha-se apenas no Apocalipse de São João, utilizado como símbolo de Satanás.
Em Apocalipse 12:9 o dragão é descrito como sendo o próprio Satanás: "O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra".[30]
O Leviatã, a serpente/crocodilo cuspidora de fumaça do livro de Jó, também é considerado um dragão bíblico, embora não seja apresentado como um ser maligno e sim como uma criação de YHWH (Jeová). Os dragões nas histórias da cristandade acabaram por adotar esta imagem de maldade e crueldade, sendo como representações do mal e da destruição.
O caso do mais célebre dragão do imaginário cristão é o da lenda de São Jorge, que, segundo a tradição hagiográfica medieval, enfrentou e derrotou um dragão que exigia sacrifícios humanos, frequentemente descritos como jovens virgens. A narrativa, difundida sobretudo pela Legenda Áurea, contribuiu para a consolidação do motivo literário do cavaleiro nobre que enfrenta um dragão para salvar uma princesa, tema recorrente tanto na literatura medieval quanto na fantasia moderna.[31] [32]
Na América pré-colombiana
[editar | editar código]Os dragões aparecem mais raramente nos mitos dos nativos americanos, mas existem registros históricos da crença em criaturas "draconídeas".
Um dos principais deuses das civilizações do golfo do México era Quetzalcoatl, uma serpente alada. Nos mitos da tribo Chincha do Peru, Mama Pacha, a deusa associada à colheita, ao plantio e às forças telúricas, era por vezes descrita como uma entidade monstruosa ou serpentiforme ligada a terremotos.[33]
Segundo a tradição oral dos apaches, um herói cultural primordial — por vezes identificado como o primeiro chefe da tribo — teria enfrentado uma criatura monstruosa gigante em um duelo utilizando arco e flecha. De acordo com a lenda, o monstro usava um enorme pinheiro torcido como arco, disparando árvores jovens como projéteis. O herói conseguiu se desviar de quatro ataques e, em seguida, atingiu a criatura com quatro flechas, derrotando-a. O número quatro possui forte significado simbólico nas cosmologias das culturas indígenas do sudoeste da América do Norte.[34]
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[36]
No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam.[37]
No Ocidente
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No Ocidente, de modo geral, predomina a concepção do dragão como um ser maligno e associado ao caos, embora existam exceções. Nos mitos europeus, a figura do dragão aparece com frequência, sendo na maioria das vezes descrita como uma besta irracional, diferentemente do papel divino ou cosmológico que tais criaturas frequentemente desempenham nas mitologias orientais.[38] [39]
A visão negativa dos dragões é bem representada na lenda nórdica e germânica de Siegfried e Fafnir, na qual o anão Fafnir transforma-se em um dragão devido à sua ganância e cobiça, sendo posteriormente derrotado pelo herói. Na mesma narrativa, observa-se um motivo recorrente em histórias envolvendo dragões: as propriedades mágicas de partes de seu corpo. Após matar Fafnir, Siegfried assa e ingere parte de seu coração, adquirindo assim a capacidade de compreender a linguagem dos animais, da mitologia nórdica, era o pesadelo dos víquingues; por outro lado, as proas de seus navios eram entalhadas com um dragão para espantá-lo.[40] [41]
Na mitologia grega, os dragões frequentemente aparecem como adversários mitológicos de grandes heróis, como Héracles e Perseu. Segundo uma lenda, o herói Cadmo matou um dragão que guardava uma fonte sagrada e havia devorado seus companheiros. Em seguida, a deusa Atena aconselhou Cadmo a extrair e enterrar os dentes do dragão. Dos dentes semeados nasceram guerreiros conhecidos como Espartanos (Spartoi), que auxiliaram Cadmo na fundação da cidade de Tebas.
Sláine, Cuchulainn e diversos outros heróis celtas enfrentaram dragões nos relatos dos seus povos.[42]
[43]
A lenda polonesa do dragão de Wawel narra como um dragão que habitava a região próxima à atual cidade de Cracóvia foi derrotado, segundo a tradição, por meio de astúcia ou bravura humana, em um dos mitos fundadores associados à cidade.[44]
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[46]
Durante a Idade Média, eram numerosas as histórias sobre batalhas contra dragões. A existência dessas criaturas era frequentemente considerada real, e seu aspecto e hábitos eram descritos em detalhes nos bestiários medievais de tradição cristã. Segundo relatos hagiográficos, São Jorge teria derrotado um dragão.
Entre povos celtas, por sua vez, a figura do dragão aparece com frequência em brasões familiares e estandartes de guerra, sendo associada a poder, proteção e identidade tribal.[47] [48] [49] [50]
Existem lendas do folclore romeno que mencionam a presença de dragões nas montanhas e florestas da Romênia, especialmente na região da Transilvânia. Nessas tradições, tais criaturas são conhecidas como balaur ou zmeu, figuras recorrentes em narrativas populares do Leste Europeu.[51] [52] [53]
Em Portugal, uma das figuras dracônicas mais conhecidas do folclore é a Coca, também chamada de Coca Rabixa. Trata-se de uma criatura lendária associada a festividades populares, especialmente às celebrações do Corpo de Deus, nas quais a Coca participa de desfiles e encenações simbólicas em cidades como Monção e Amarante.[54] [55] [56]
Em 2004, o Discovery Channel exibiu o documentário fictício Dragons: A Fantasy Made Real, que explora de forma especulativa como seria a existência de dragões caso fossem animais reais. O programa apresenta os dragões como possíveis descendentes evolutivos de répteis e propõe explicações pseudocientíficas para suas habilidades, como a emissão de fogo pela boca, atribuída à presença de gases inflamáveis — como o metano — no sistema digestivo, em analogia aos gases produzidos por outros animais, inclusive os seres humanos.[57]
[58]
[59]
Dragões na cultura moderna
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Na era moderna, os dragões tornaram-se um símbolo cultural popular, especialmente entre a juventude, sendo frequentemente associados a força, poder e liberdade. No contexto das artes marciais, dragões estilizados segundo o modelo oriental são comuns em logótipos de academias e competições, refletindo tanto valores simbólicos — como coragem e disciplina — quanto sua relevância histórica na cultura dos países asiáticos onde esses esportes se desenvolveram.[60] [61] [62]
Dragões aparecem em várias histórias do gênero fantasia, desde O Hobbit de J.R.R. Tolkien, com o dragão Smaug, passando por As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin e chegando a filmes modernos como Reino de Fogo, que descreve um futuro apocalíptico no qual a humanidade é ameaçada por répteis gigantes. Smaug, em particular, tornou-se um símbolo do dragão clássico na literatura fantástica, sendo descrito como destruidor e ganancioso, reunindo grandes tesouros em seu covil na Montanha Solitária. O romance de Tolkien é considerado um marco da tradição contemporânea da literatura fantástica, tendo influenciado a caracterização de dragões em obras posteriores.[63] [64]
Em A Viagem do Peregrino da Alvorada, parte de As Crônicas de Nárnia de C.S. Lewis, o personagem Eustáquio encontra um dragão quase morto junto a um tesouro magnífico. Por ganância, ele pega um bracelete do tesouro e adormece na toca do dragão. Ao acordar, percebe que se transformou em dragão, sugerindo que o tesouro estava amaldiçoado. O personagem Aslam intervém, ajudando Eustáquio a retornar à forma humana, evidenciando o contexto moral e cristão da narrativa. O texto não explica por que o dragão estava quase morto.[65]
[66]
Uma série de livros notável sobre dragões é How to Train Your Dragon, da autora Cressida Cowell. A história acompanha o jovem Soluço e sua relação com um dragão chamado Banguela. Nos livros, Soluço encontra Banguela dormindo em uma caverna e passa a treiná-lo. A trilogia subsequente e a adaptação cinematográfica exploram a amizade de Soluço com uma espécie rara de dragão, a Fúria da Noite, à qual ele cria uma cauda protética, consolidando o vínculo entre garoto e dragão.[67]
[68]
Em sua série Harry Potter, J. K. Rowling introduz dragões como criaturas mágicas presentes no mundo contemporâneo. No primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, o personagem Hagrid recebe um ovo de dragão, que choca em seu fogo. O dragão recém-nascido é nomeado Norberto (Norbert na versão original) e cresce rapidamente, causando problemas devido à sua força e tamanho. Posteriormente, Hagrid envia o dragão para Charlie Weasley, irmão de Rony Weasley, que estuda dragões na Romênia, conforme descrito na obra.[69]
[70]
[71]
Na série de fantasia As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, os dragões estão extintos há séculos e historicamente representam poder, sendo associados a uma das Casas mais tradicionais da trama, a Casa Targaryen. No final do primeiro volume, A Guerra dos Tronos, os dragões renascem, tornando-se uma força estratégica significativa para a ascensão de Daenerys Targaryen ao poder.[72]
[73]
Dragões são uma das criaturas mais recorrentes em jogos de RPG, sendo destacados já no primeiro jogo do gênero, Dungeons & Dragons, lançado em 1974. Nessas obras, dragões frequentemente aparecem como inimigos poderosos ou como aliados, servindo como símbolos de desafio, poder e aventura dentro da narrativa do jogo.[74] [75]
Dragões na biologia
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Alguns animais foram batizados em alusão aos dragões por possuírem algumas características similares às descritas nas lendas.
Entre os répteis, existe o gênero Draco, composto por espécies geralmente encontradas em florestas tropicais do Sudeste Asiático. Esses lagartos possuem expansões laterais de pele parecidas com asas, chamadas de patagia, que permitem planar de uma árvore para outra.[76] [77]
Diversas espécies de peixes, especialmente de cavalos-marinhos, recebem nomes populares relacionados a dragões devido à sua aparência alongada e ornamentada, que lembra criaturas mitológicas.[78]
[79]
O dragão-de-komodo (Varanus komodoensis) é o maior lagarto vivo do mundo, podendo atingir tamanhos comparáveis aos de um crocodilo. Carnívoro e carniceiro, é endêmico das ilhas de Komodo, Rinca e Flores, no arquipélago da Indonésia. Recebe o nome popular de “dragão” devido à sua aparência imponente, que lembra criaturas mitológicas. Viveu na Terra muito antes da presença humana. A saliva do dragão-de-komodo contém diversas bactérias que podem causar infecções graves em presas mordidas, e o animal possui um sistema imunológico adaptado para neutralizar essas bactérias, evitando intoxicações após suas próprias mordidas.[80]
[81]
[82]
Símbolo
[editar | editar código]O dragão é atualmente um símbolo nacional da China e também foi usado como apelido do artista marcial e ator chinês Bruce Lee, conhecido como “Pequeno Dragão”.[83] [84]
O dragão é utilizado como símbolo por clubes de futebol. Em Portugal, representa o Futebol Clube do Porto. No Brasil, é adotado pelo Atlético Clube Goianiense, Associação Desportiva Confiança, América Futebol Clube (Rio Grande do Norte) e pelo Pouso Alegre Futebol Clube.[85] [86] [87] [88] [89]
O dragão é a figura central da bandeira do País de Gales, um dos países constituintes do Reino Unido. Representado em vermelho, com quatro patas e um par de asas, o dragão surge sobre um fundo dividido em verde e branco. Tradicionalmente, é descrito como cuspindo fogo, simbolizando força e coragem.[90]
[91]
Dragões na Literatura
[editar | editar código]Ciclo da Herança
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A série de literatura infantojuvenil Ciclo da Herança, do escritor Christopher Paolini, publicada entre 2002 e 2011, apresenta dragões como elementos centrais da trama. No universo fictício de Alagaësia, os dragões coexistem com outras raças, como elfos, humanos e anões, e desempenham papel importante na história política e cultural do continente, sendo aliados de alguns personagens principais, como Eragon e seu dragão, Saphira. A série explora a relação entre humanos e dragões, incluindo conflitos passados e pactos de convivência entre as espécies.[92] [93]
Na série Ciclo da Herança, os Cavaleiros de Dragão são guerreiros que formam laços permanentes com seus dragões, estabelecendo uma relação de parceria e lealdade mútua. Originalmente, apenas elfos podiam se tornar Cavaleiros de Dragão, mas ao longo da história da saga, humanos também passam a integrar a ordem. Cada Cavaleiro compartilha com seu dragão comunicação telepática e uma conexão emocional intensa, sendo a relação considerada simbiótica: as experiências e sentimentos de um podem afetar o outro.[94] [95]
Na mitologia da série Ciclo da Herança, os dragões apresentam variação em tamanho, cor, hábitos alimentares e estilo de ataque, dependendo de sua descendência, habitat e espécie. A narrativa distingue dois tipos de dragões:
- Selvagem — dragões independentes, que não aceitam ordens e podem ser agressivos.
- Doméstico — dragões ligados a um Cavaleiro de Dragão, capazes de interagir com humanos e desenvolver comportamentos próximos à civilização, mas mantendo características naturais de sua espécie.
Na série Ciclo da Herança, o período de incubação de um ovo de dragão varia conforme o tipo: ovos de dragões selvagens levam aproximadamente 36 meses para eclodir, enquanto ovos de dragões domésticos permanecem na incubação até reconhecerem a pessoa que se tornará seu Cavaleiro. O primeiro contato entre cavaleiro e dragão cria uma marca na palma direita do Cavaleiro, denominada Gedwëy ignasia. A fase adulta de um dragão é atingida cerca de seis meses após a eclosão.
Paolini manteve na saga várias características tradicionalmente associadas a dragões: escamas, língua áspera e a capacidade de expelir fogo. Na narrativa, suas áreas vulneráveis incluem as asas, o ventre e a garganta.[96] [97]
As Crônicas de Gelo e Fogo
[editar | editar código]Na série literária As Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor George R. R. Martin, os dragões desempenham papel mitológico e simbólico, estando associados à magia do mundo. No início da saga, no livro A Guerra dos Tronos, os dragões já haviam desaparecido há centenas de anos. Segundo a narrativa, os dragões eram símbolos da Casa Targaryen, cujo emblema é um dragão de três cabeças vermelho sobre fundo negro. Durante a Guerra da Conquista, Aegon, o Conquistador, utilizou dragões, incluindo Vhagar, Meraxes e Balerion, o Terror Negro, para unificar seis dos Sete Reinos de Westeros.[98] [99]
No final do primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, os dragões renascem quando Daenerys Targaryen entra em contato com os três ovos de dragão que recebeu como presente de casamento com Khal Drogo. Ela nomeia os dragões como Rhaegal, Viserion e Drogon. Nos livros seguintes, os dragões amadurecem e desempenham papéis importantes na narrativa.[100] [101]
Dungeons & Dragons
[editar | editar código]Os dragões em D&D são divididos principalmente em duas categorias: dragões cromáticos e dragões metálicos. Os dragões cromáticos — vermelho, azul, verde, preto e branco — são geralmente malignos, territoriais e motivados por ganância, destruição ou dominação. Já os dragões metálicos — ouro, prata, bronze, latão e cobre — são, em sua maioria, benevolentes, sábios e defensores de causas justas, muitas vezes auxiliando aventureiros ou protegendo regiões inteiras.[102]
Além desses, existem várias subespécies e variantes, como dragões de sombra, dragões de cristal, dragões feéricos e até dragões extraplanares. Cada tipo possui habilidades mágicas próprias, fôlego destrutivo de naturezas variadas (fogo, gelo, ácido, eletricidade, veneno) e uma forte ligação com o ambiente que habitam.
Em Dungeons & Dragons, os dragões são caracterizados por sua longevidade e crescimento em categorias etárias, que vão desde filhotes até dragões anciões. Possuem elevada inteligência, podendo utilizar magia arcana poderosa, estabelecer territórios próprios e influenciar civilizações dentro do universo do jogo.[103] [104]
A representação dos dragões em Dungeons & Dragons contribuiu para consolidar a figura do dragão moderno na cultura pop de fantasia, influenciando livros, jogos eletrônicos, filmes e séries. No jogo, os dragões aparecem tanto como adversários poderosos quanto como criaturas que enriquecem a narrativa e a ambientação do mundo de jogo.[105]
[106]
Ver também
[editar | editar código]Referências
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Bibliografia
[editar | editar código]- "A Origem das Espécies", Charles Darwin. Editora Itatiaia.
- "Draconomicon", Andy Collins, Skip Williams. Wizards.
- "Enciclopédia dos Monstros", Gonçalo Junior. Ediouro.
- "Estudos Alquímicos", C.G.Jung. Editora Vozes.
- "Arkanun", Marcelo Del Debbio. Daemon Editora.
- "Religiões do Mundo", Brandon Toropov. Madras Editora.
- "Eragon", Christopher Paolini. Editora Rocco Jovens Leitores.
- "O Guia da Alagaësia de Eragon". Editora Rocco Jovens Leitores.
Ligações externas
[editar | editar código]- «Aberdeen Bestiary». - tradução feita pela Universidade de Aberdeen de um bestiário do século XIII, no qual o dragão é citado em vários trechos.
- «Il mito dei draghi e la sua origine» (em italiano)
