Serpe

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book.svg
Este artigo ou secção não cita fontes confiáveis e independentes (desde fevereiro de 2010). Ajude a inserir referências.
O conteúdo não verificável pode ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Representação ilustrativa da serpe.

Uma serpe, também conhecida pela muito usada designação inglesa wyvern (pronúncia em inglês: [ˈwaɪvərn]; ou wivern, derivada da palavra francesa wivre, "víbora"), é todo réptil alado semelhante a um dragão — conhecida como "dragonetes" — de dimensões distintas, muito encontrado na heráldica medieval.

Geralmente as serpes apresentam apenas duas patas (ao contrário dos dragões ocidentais, que sempre possuem quatro), sendo que no lugar das dianteiras estão suas asas, o que a torna similar a uma ave.

Diferentemente dos dragões citados em diversas histórias, é muitas vezes tida mais como um ser desprezível do que como sábio.

Geralmente não possui habilidades como cuspir fogo, embora às vezes seja retratada fazendo-o.

Outra característica que a diferencia de outros tipos de dragão é a falta ou menor número de escamas, que lhe confere uma aparência mais "lisa".

As serpes têm suas marcas na heráldica como sendo realmente um dragão com duas patas. Pode-se conceituá-los como uma própria espécie dentro do gênero dos dragões.

Na heráldica portuguesa encontram-se serpes, entre outros, nos brasões de Vila do Bispo (em cuja descrição heráldica vem denominada como "dragão") e de Serpa (em cuja descrição heráldica aparece a designação de "serpe"). A serpe está também presente no brasão da dinastia de Bragança, à qual pertenciam os imperadores do Brasil e, consequentemente, é um dos temas heráldicos mais presentes durante o período monárquico brasileiro. Em algumas pinturas retratando Dom Pedro II, último imperador do Brasil, pode-se ver a serpe adornando seu cetro.

Retrato de D. Pedro II do Brasil empunhando cetro encimado por serpe.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martin, George R. R. A Fúria dos Reis. Tradução de Jorge Candeias. São Paulo: LeYa, 2011.
Ícone de esboço Este artigo sobre mitologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.