Ménades

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Ménade (fragmento de cerâmica, ca. 480 a.C.)

Na mitologia grega, as Mênades (do grego Μαινάδες, transl. mainádes: 'agitado por transportes furiosos"), também conhecidas como Bacantes (Βάκχαι), Tíades (Θυίαδες) ou Bassárides (Βασσαρίδες), eram ninfas seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso (ou Baco, na mitologia romana). Eram conhecidas como selvagens e endoidecidas, de quem não se conseguia um raciocínio claro.

Durante o culto, dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza. Os mistérios que envolviam o deus, provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação.

Normalmente eram representadas com cabelos desgrenhados entrelaçados de serpentes e vestidas com uma pele de veado, de raposa ou de pantera e tigre, com uma grinalda de hera e empunhando um tirso (bastão envolto em ramos de videira).

No poema intitulado Dionisíaca de Nono de Panópolis (séculos IV) são citadas dezoito ménades:[1]

  • 1 - Egle (Αἴγλη) - o esplendor
  • 2 - Calícore (Καλλιχόρη) - a formosa dança
  • 3 - Eupétale (Εὐπετάλη) - as belas pétalas
  • 4 - Ione (Ιὤνη) - a harpa
  • 5 - Cálice (Καλύκη) - a taça
  • 6 - Bruisa (Βρύουσα) - a florescente
  • 7 - Silene (Σειλήνη) - a lunar
  • 8 - Rode (Ῥόδη) - a rosada
  • 9 - Oquínoe (Ὠκυνόη) - a mente veloz
  • 10 - Ereuto (Ἐρευθώ) - a corada
  • 11 - Acrete (Ἀκρήτη) - o vinho sem mistura
  • 12 - Mete (Μέθη) - a embriaguez
  • 13 - Enante (Ὀινάνθη) - a foice
  • 14 - Arpe (Ἅρπη) - a flor do vinho
  • 15 - Licaste (Λυκάστη) - a espinhosa
  • 16 - Estesícore Στησιχόρη) - a bailarina
  • 17 - Prótoe (Προθόη) - a corredora
  • 18 - Trígie (Τρυγίη) - a vindimadora

Referências

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