Creta

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Grécia Creta
Περιφέρεια Κρήτης
Cândia, Tagales
 
—  Região  —
Vista do sítio arqueológico de Cnossos
Vista do sítio arqueológico de Cnossos
Localização de Creta na Grécia
Localização de Creta na Grécia
35° N 25° E
Capital Heraclião
Administração
 - Governador regional Stavros Arnaoutakis (2011, PASOK)
Área
 - Total 8 336 km²
População (2011)
 - Total 623 065
    • Densidade 74,74/km2 
Gentílico: cretense
Fuso horário EET (UTC+2)
 - Horário de verão EEST (UTC+3)
Unidades regionais ChaniaHeracliãoLasítiRetimno
Sítio www.crete.gov.gr

Creta (em grego: Κρήτη; transl.: Kríti) é a maior e mais populosa ilha da Grécia. Situada no sul do mar Egeu, é a quinta maior ilha do Mediterrâneo e a segunda maior do Mediterrâneo Oriental. Administrativamente é uma região, com capital em Heraclião, que é também a maior cidade da ilha. Tem  8336 e em 2011 tinha 623 065 habitantes (densidade: 74,7 hab./km²).

A ilha constitui uma parte significativa da economia e do património cultural da Grécia, ao mesmo tempo que conserva características culturais próprias, nomeadamente na música e poesia. Foi em Creta que floresceu a Civilização Minoica, entre os primeiros séculos do 3º milénio a.C. e meados do 2º milénio a.C., que é considerada a mais antiga civilização de que há registo na Europa.[1] Segundo a mitologia grega, foi ali que cresceu Zeus e que viveu o Minotauro.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A primeira referência escrita à ilha, em textos da cidade síria de Mari datados do século XVIII a.C., é Captara,[2] uma forma repetida por fontes neoassírias posteriores e na Bíblia, onde aparece como Capthtor. No Antigo Egito foi conhecida como Keftiu. Pensa-se que o nome minoico fosse semelhante simultaneamente aos nomes sírio e egípcio.[3]

Em micénico aparece a forma ke-re-si-jo ("cretense") em textos escritos em Linear B, com as palavras ke-re-te (*Krētes; em grego posterior: Κρῆτες, plural de Κρής[nt 1] e ke-re-si-jo (*Krēsijos; em grego posterior: Κρήσιος),[nt 2] "cretense".[4] [5] Em grego antigo o nome Creta (Κρήτη) aparece pela primeira vez na Odisseia de Homero.[6] A sua etimologia é desconhecida. Uma proposta especulativa sugere que o nome deriva da palavra luvita hipotética *kursatta (cf. kursawar, ["ilha"], kursattar ["cortar" ou "lascar"]).[7] Em latim tornou-se Creta.

O nome árabe original de Creta era Iqrīṭiš (اقريطش), mas depois do estabelecimento pelo Emirado de Creta no século IX da sua nova capital em Rabḍ al-Ḫanda (ربض الخند; moderna Heraclião) tanto a cidade como a ilha passaram a ser chamados Khandhax/Chandáx (Χάνδαξ) ou Khandhakas/Candacas (Χάνδακας), que deu origem ao nome latino e veneziano Candia, do qual derivaram o português Cândia, o francês Candie e o inglês Candy ou Candia. Durante o domínio otomano, a ilha chamou-se Girit (كريت).[carece de fontes?]

Geografia física[editar | editar código-fonte]

Com 8 336 km² de área, Creta é a maior ilha da Grécia e a quinta maior do Mediterrâneo. Situa-se na parte mais meridional do Egeu, separando este mar do mar da Líbia.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

A ilha tem uma forma alongada, com 260 km na direção leste-oeste e 60 km na direção norte-sul na sua parte mais larga. Na parte mais estreita, o , a distância entre as costas sul e norte é de apenas 12 km. O perímetro total da costa é 1 046 km. A costa é muito recortada.

A costa norte é banhada pelo mar de Creta (em grego: Κρητικό Πέλαγος), a sul pelo mar da Líbia (Λιβυκό Πέλαγος), a oeste pelo mar Mirtoico (Mυρτώο Πέλαγο) e a leste pelo mar de Cárpatos. A ilha encontra-se a cerca de 160 km do ponto mais meridional da Grécia continental, ou seja, da costa sul do Peloponeso.

Orografia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Creta é uma ilha montanhosa, encontrando-se as serras mais elevadas ao longo de uma sucessão de altas cordilheiras que praticamente percorrem a ilha de leste a oeste e das quais se destacam, nesse sentido:

  • O Lefká Óri (as "Montanhas Brancas", que se eleva até aos 2 453 metros no monte Pachnes.
  • A cordilheira do monte Ida ou Psiloritis, cujo nome se deve à montanha mais elevada (2 456 m), e da qual também faz parte o monte Cédros (1 777 m).
  • Os montes Dícti, cuja montanha mais alta é Spathi (2 148 m).
  • A cordilheira de Tripti, cuja montanha mais alta é Afentis (1 476 m).

Estas montanhas originam grandes vales, como o de Amári, planaltos férteis como o de Lasíti, Omalós ou de Nída, cavernas como a Ideana (de Zeus) e Dicteia (de Psicro), onde segundo a lenda Zeus nasceu e foi criado, respetivamente, além de vários desfiladeiros ou gargantas, como a de Samariá, Imbros, Kourtaliotiko (ou Asomatos), Chá (ou Há), Platánia, a garganta do Morto, em Cato Zacro,[8] Richti, perto de Sitía, etc.[9] [10]

Os principais rios são o Ieropotamos, o Koiliaris, o Anapodiaris, o Almiro e o Mega Potamos. Há apenas dois lagos de água doce: o Curnás e o Agia, ambos na unidade regional de Chania.[carece de fontes?] O Voulisméni, em Ágios Nikolaos era um lago de água doce, mas no último terço do século XIX foi artificialmente ligado ao mar.[11]

Ilhas em volta[editar | editar código-fonte]

Ao largo das costas de Creta há numerosas ilhas, ilhéus e rochedos. Muitas delas são visitadas por turistas, algumas são visitadas apenas por arqueólogos e biólogos. Algumas são áreas protegidas. Entre elas encontram-se (de oeste para leste):

  • Imeri e Ágria Gramvoúsa — Situadas no extremo noroeste, junto à laguna de Balos, no município de Císsamos, foram um reduto de piratas e de rebeldes.
  • Elafonisi — Situada no extremo sudoeste na unidade regional de Chania, ali ocorreu um massacre de várias centenas de pessoas, levado a cabo em 1824 por soldados otomanos, durante a Guerra de independência da Grécia. Outro desastre associado a ilha é o naufrágio do navio de passageiros Imperatrix, em 1907.
  • Gavdos — Situada 48 km ao largo de Chora Sfakion, é frequentemente apontada como o ponto mais meridional da Europa. Habitada desde o Neolítico, chegou a ter 8 000 habitantes no período bizantino. É um das localizações possíveis da mítica Ogígia, onde Calipso teve Ulisses como prisioneiro.
  • Dia — Também conhecida como ilha de Zeus (Δία é homónimo de Zeus em grego, situa-se ao largo de Heraclião. Tem diversos vestígios arqueológicos e segundo a lenda é um monstro petrificado por Zeus e é um dos locais onde o herói Teseu poderá ter deixado a sua amante Ariadne quando voltou para Atenas após ter matado o Minotauro.
  • Spinalonga — Situada ao largo de Elunda, ali existe uma grande fortaleza veneziana e onde funcionou a última leprosaria da Europa.
  • Chrissi — Situada ao largo de Ierápetra, é famosa pelas suas praias de areia branca e pequenas conchas, pelas águas límpidas azul-turquesa e pouco profundas e pelas abundantes rochas vulcânicas coloridas. Pela sua «rara combinação de ecossistemas, que é habitat de muitas espécies endémicas», e ao seu «elevado valor estético, classificado como de excecional beleza natural», a ilha integra uma área protegida com 700 hectares que faz parte da Rede Natura 2000.[12]
  • Pseíra — Situada no golfo de Mirabelo, tem importantes vestígios arqueológicos que remontam ao 4º milénio a.C.. Ali se situou uma importante cidade portuária durante o período minoico.
  • Cufonisi — Conhecida como Leuce na Antiguidade, situa-se ao largo da extremidade sudeste de Creta. Tem vestígios arqueológicos importantes, que vão do período minoico até ao pós-bizantino. Na Antiguidade era conhecida pela exploração de esponjas e pela produção de uma tintura púrpura a partir do molusco Hexaplex trunculus.

Clima[editar | editar código-fonte]

Creta situa-se entre duas zonas climáticas, a do Mediterrâneo e a do Norte de África, sendo a primeira a predominante. O clima de Creta é, por isso, predominantemente temperado. A humidade pode ser bastante alta, dependendo da proximidade do mar, com os invernos relativamente amenos. A queda de neve é comum nas montanhas entre novembro e maio, mas rara em áreas baixas, embora chegue a ocorrer não só no inverno mas até na primavera. Enquanto nos cumes das montanhas a neve perdure quase todo o ano, junto à costa em geral só dura alguns minutos ou horas. No entanto, por exemplo em fevereiro de 2004, uma vaga de frio atingiu a ilha, que ficou totalmente coberta de neve durante algum tempo. Durante o verão, as temperaturas médias atingem 20 e muitos ou 30 e poucos graus Celsius e as temperaturas máximas 30 e muitos ou pouco mais de 40°C.

A costa sul, incluindo a planície de Messara e os montes Asterúsia, encontra-se na zona climática norte-africana, pelo que desfruta de bastante mais dias de sol e temperaturas altas ao longo do ano do que o resto da ilha. Ali as tamareiras dão fruto e as andorinhas permanecem todo o ano em vez de migrarem para África. A fértil região em volta de Ierápetra, no canto sudeste da ilha, é conhecida pela sua excecional produção agrícola ao longo de todo o ano. Ali são produzidas em estufas durante o inverno todo o tipo de hortaliças típicas do verão.[13]

Geografia humana e infraestruturas[editar | editar código-fonte]

Creta é a ilha mais populosa da Grécia — em 2011 tinha 623 065 habitantes. Em meados da década de 2000, aproximadamente 42% da população vivia nas principais cidades, enquanto que 45% vivia em áreas rurais.[14]

As principais cidades cretenses são (dados de 2011):

  • Heraclião, com 173 993 habitantes no município e 192 215 na área metropolitana
  • Chania, com 53 910 habitantes na unidade municipal
  • Retimno, com 28 987 habitantes (em 2001)
  • Ierápetra, com 23 708 habitantes na unidade municipal
  • Ágios Nikolaos, com 12 638 habitantes no centro urbano e 20 679 na unidade municipal
  • Siteía, com 9 912 habitantes no centro urbano e 14 513 na unidade municipal

Administração[editar | editar código-fonte]

Creta e as pequenas ilhas mais próximas formam a região de Creta (em grego: Περιφέρεια Κρήτης), uma das 13 subdivisões administrativas de primeiro nível criadas pela reforma administrativa de 1987.[15] A reforma administrativa de 2011, conhecida como plano Kallikratis, redefiniu e ampliou os poderes e autoridade dessas regiões. A regiã de Creta, cuja capital é Heraclião, divide-se em quatro unidades regionais (antes de 2011 designadas prefeituras), as quais são, de oeste para leste: Chania, Retimno, Heraclião e Lasíti. As unidades regionais estão por sua vez subdivididas em 24 municípios e estes em unidades municipais. Na maior parte dos casos, estes últimos eram municípios autónomos, que foram aglomerados pelo plano Kallikratis. Alguns dos municípios correspondem, nem sempre exatamente, a antigas províncias.

O governador da região desde 1 de janeiro de 2011 é Stavros Arnaoutakis, do PASOK, eleito nas eleições regionais de novembro de 2010.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da ilha baseia-se sobretudo em sreviços, entre os quais se destaca o turismo, embora a agricultura ainda tenha uma papel importante, sendo Creta uma das únicas ilhas gregas que seria auto-suficiente sem a indústria turística.[16] A economia começou mudar visivelmente durante a década de 1970, quando o turismo começou a ganhar cada vez mais importância. Embora a agricultura e a pecuária continuem a ser importantes, devido ao clima e terreno da ilha, verificou-se uma diminuição da manufatura e uma expansão dos serviços, sobretudo dos relacionados com o turismo. Os três setores principais da economia cretense (agricultura/pecuária, indústria alimentícia e serviços) estão intimamente ligados e muito interdependentes. O rendimento per capita é substancialmente mais alto do que a média grega e o emprego no final da década de 2000 era aproximadamente 4%, metade da média nacional.

Como em muitas regiões gregas, a viticultura e olivicultura têm um papel muito significativo. A produção de laranjas e limões também é importante. Até há alguns anos havia restrições nas importações de bananas na Grécia, pelo que este fruto era cultivado em Creta, quase sempre em estufas. A produção de laticínios também tem uma contribuição importante para a economia local e há diversas especialidades de queijo, como o mizithra, anthotiros ou kefalotiri.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Creta é um dos destinos de férias mais populares na Grécia. 15% das chegadas de turistas registadas no país são feitas pelo porto ou pelo aeroporto de Heraclião e os voos charter para esta cidade constituem 20% de todos os voos charter na Grécia. A ilha é visitada por mais de dois milhões de turistas anualmente.[carece de fontes?] O número de camas de hotel aumentou 53% em Creta entre 1986 e 1991, quando no mesmo período o aumento a nível nacional foi 25%. Atualmente as infraestruturas turísticas da ilha são dirigidas a uma grande variedade de preferências, e incluem alojamentos de todo o tipo e preços, que vão dos grandes hotéis de luxo com grandes piscinas, jardins, instalações desportivas e de recreio, até parques de campismo, passando por apartamentos e pequenos hotéis explorados por famílias ou simplesmente quartos arrendados.

Além das inúmeras praias e alguns centros de grande animação noturna, como Chersonissos e principalmente Mália, outras atrações turísticas populares são os sítios arqueológicos, nomeadamente os minoicos, os centros históricos e portos venezianos de Chania e Retimno, o castelo veneziano nesta última cidade, as inúmeras igrejas e mosteiros ortodoxos, as espetaculares gargantas, das quais a maior e mais famosa é a de Samariá, as ilhas de Chrissi, Elafonisi, Gramvoúsa e Spinalonga e a praia das palmeiras de Vai.

Transportes[editar | editar código-fonte]

A ilha dispõe de uma rede de estradas asfaltadas que chega praticamente a todas as localidades. No entanto, não há qualquer autoestrada na verdadeira aceção do termo, embora haja uma via rápida ao longo da costa norte, que liga Chania a Ágios Nikolaos.

Creta tem três aeroportos internacionais: um em Heraclião (Nikos Kazantzakis; IATA: HER; ICAO: LGIR), outro em Chania (Daskalogiannis; IATA; CHQ; ICAO: LGSA) e outro, mais pequeno, em Siteía (IATA: JSH; ICAO: LGST). O aeroporto de Heraclião é o mais movimentado da Grécia a seguir ao de Atenas; em 2012 serviu 5 051 496 passageiros, 83,3% deles de voos internacionais.[17] No mesmo ano, o aeroporto de Chania serviu 1 832 974 passageiros (78,3% internacionais)[18] e o de Siteía 37 081 (6,4% internacionais).[19] [nt 3] Há muito que há planos para substituir o aeroporto de Heraclião por um novo, em Castéli, no local que atualmente é uma base aérea.

A ilha é bem servida por ferryboats, sobretudo do Pireu, o porto de Atenas, mas também de outras ilhas, por companhias como a Minoan Lines e a ANEK Lines, que operam principalmente nos portos de Heraclião, Souda e Retimno e, em menor escala, também em Císsamos, Ágios Nikolaos e Siteía.[20]

Atualmente não há transportes ferroviários em Creta, embora nas décadas de 1920 e 1930 tenha havido uma pequena linha industrial de bitola estreita em Heraclião, entre Giofyros, na parte ocidental, e o porto, situado a leste do centro, com 6 km de extensão.[13]

População[editar | editar código-fonte]

É de extrema importância ressaltar que os povoadores de Creta eram provindos ou da Europa Continental (da Península dos Balcãs, neste caso, da Grécia continental), da Península da Ásia Menor ou de ambas as regiões. O povoamento humano ocorreu durante a Pré-História, há várias dezenas de milhares de anos, quando a espécie homo sapiens (humanos modernos) se estabeleceu pela primeira vez na ilha.

Os habitantes mais antigos de que existem registos históricos eram os eteocretenses, cuja Civilização Minoica foi a primeira em território europeu, e que terá começado no III milénio a.C.. A questão da origem dos eteocretenses e da sua língua ainda está em debate. Há linguistas e filólogos que filiam o povo e a língua eteocretense no ramo de linguas anatólicas indo-europeias, enquanto outros os filiam em outro ramo indo-europeu ou ainda em povos e em línguas pré-indo-europeias do Mar Mediterrâneo do Norte.

Em finais do 2º milénio a.C., nos séculos XIII e XII a.C., os gregos micênicos terão conquistado a ilha e introduzido a sua língua, que, depois de vários séculos, substituiu o eteocretense. Depois de alguns séculos, os cretenses passaram a identificar-se étnica e linguisticamente com os restantes gregos. O dialeto grego da Antiguidade falado pelos cretenses era mais aparentado com os dialetos dórios da península do Peloponeso (caso do espartano, o dialeto de Esparta).

Tradicionalmente, a população era quase toda formada por pescadores e marinheiros mas a atividade agrícola também era essencial para a vivência da população da ilha.

História[editar | editar código-fonte]

Fresco do "Princípe dos Lírios", em Cnossos

Creta é habitada desde a Pré-História, com vestígios de populações sedentárias desde o Neolítico. No começo da Idade do Bronze, os cretenses criaram no 3° milénio a.C. uma grande civilização insular (Civilização Minoica). Aquela civilização construiu palácios em Cnossos, em Festo, em Mália e em Hagia Triada – palácios cujas ruínas ainda são vistas. Alguns séculos mais tarde, esta civilização irradiou para outras regiões do Mar Egeu, incluindo a Grécia continental.

A partir da primeira metade do 2º milénio a.C. Creta chegou a ser o centro cultural e comercial (graças ao domínio que lhe dava a sua frota homens grandes e fortes para carregar as mulheres e às riquezas acumuladas pelo comércio de produtos como o vinho, o azeite, as cerâmicas, os tecidos e a joalharia impôs-se no mar Mediterrâneo quer nos territórios vizinhos quer em locais mais afastados, como a Sicília) nas regiões da Idade do Bronze no Mediterrâneo Oriental (cultura do Egeu). O seu predomínio terminou ca. 1 400 a.C., quando a ilha foi ocupada militarmente pelos aqueus (Civilização Micênica).

No século IV a.C. as cidades da ilha guerrearam entre si. No ano 67 a.C., depois de entrarem em conflito com os romanos, estes conquistam a ilha comandados por Quinto Cecílio Metelo Crético. Quando o Império Romano se dividiu, em 395], Creta assumiu um papel importantíssimo pelo lugar central que ocupava e por estar incluída no Império Romano do Oriente, tendo sido um importante posto bizantino.

Entre 823–961, a ilha foi ocupada pelos árabes, tendo sido reconquistada pelo Império Bizantino no ano de 961, que a tornou numa base naval importante. Após a Quarta Cruzada, nos pimeiros anos do século XIII, passou para as mãos da República de Veneza. Estes teriam que defender a ilha das investidas dos otomanos durante o século XV. Os turcos instalaram-se na ilha em 1645 e acabam por conquistá-la totalmente em 1715, introduzindo o islamismo sunita, contudo, a grande maioria da população permaneceu fiel ao cristianismo ortodoxo grego.

Tornou-se um estado autónomo em 20 de março de 1898 e independente em 6 de outubro de 1908 ficando a população dividida entre turcos e gregos.

Mitologia[editar | editar código-fonte]

Lista de soberanos cretenses na mitologia grega:

Arte[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Encontrado na tábua PY An 128.
  2. Encontrado nas tábuas PY Ta 641 e PY Ta 709.
  3. Na prática o número de passageiros internacionais em qualquer dos aeroportos é superior, já que muitos viajantes do estrangeiro chegam a Creta fazendo escala em Atenas.

Referências

  1. Chaniotis
  2. Budin 2004, p. 42
  3. Dickinson 1994, p. 241-244
  4. (em inglês) The Linear B word ke-re-si-ji, www.palaeolexicon.com, http://www.palaeolexicon.com/ShowWord.aspx?Id=16779, visitado em 11 de abril de 2014 
  5. Κρής; Κρήσιος s.v. κρησίαι.Liddell & Scott 1940
  6. Liddell & Scott 1940,  14, lin. 199
  7. Brown 1998, p. 62
  8. Kato Zakros Gorge (Deads' Gorge) (em inglês). www.cretanbeaches.com. Página visitada em 12 de abril de 2014.
  9. Richtis Gorge (em inglês). www.cretanbeaches.com. Página visitada em 12 de abril de 2014.
  10. Richti's Gorge (em inglês). candia.wordpress.com. Página visitada em 12 de abril de 2014.
  11. The Lake of Agios Nikolaos (em inglês). www.explorecrete.com. Página visitada em 12 de abril de 2014.
  12. Το έργο 'οικοτόπων' ΦΥΣΗ 2000 στην Ελλάδα (Projeto 'habitats' Natura 2000 na Grécia) (em grego). Ministério do Ambiente da Grécia. www.minenv.gr. Página visitada em 20 de fevereiro de 2014.
  13. a b Rackham & Moody 1996
  14. Kyriakopoulos 2008
  15. Π.Δ. 51/87. "Καθορισμός των Περιφερειών της Χώρας για το σχεδιασμό κ.λ.π. της Περιφερειακής Ανάπτυξης". ΦΕΚ A 26/06.03.1987
  16. Fisher & Garvey 2001, p. xi
  17. Irakleion Airport air traffic (em inglês). Autoridade da Aviação Civil. www.hcaa.gr. Página visitada em 14 de abril de 2014.
  18. Irakleion Airport air traffic (em inglês). Autoridade da Aviação Civil. www.hcaa.gr. Página visitada em 14 de abril de 2014.
  19. Sitia Airport air traffic (em inglês). Autoridade da Aviação Civil. www.hcaa.gr. Página visitada em 14 de abril de 2014.
  20. Fisher & Garvey 2007, p. 39

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Budin, Stephanie Lynn (2004) (em inglês), The Ancient Greeks: An Introduction, Nova Iorque: Oxford University Press 
  • Dickinson, O. (1994) (em inglês), The Aegean Bronze Age 
  • Fisher, John; Garvey, Geoff (2001) (em inglês), The Rough Guide to Crete (5ª ed.), Nova Iorque, Londres, Deli: Rough Guides, pp. 433, ISBN 9781858286969 
  • Fisher, John; Garvey, Geoff (2007) (em inglês), The Rough Guide to Crete (7ª ed.), Nova Iorque, Londres, Deli: Rough Guides, pp. 503, ISBN 978-1-84353-837-0 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
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Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage
  • Visit Greece – Creta (em grego e inglês). Greek National Tourism Organisation (GNTO). www.visitgreece.gr. Página visitada em 11 de abril de 2014


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