Marco Antônio Crético

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Marco Antônio Crético (português brasileiro) ou Marco António Crético (português europeu) (em latim: Marcus Antonius Creticus; ? — 72 a.C.) foi um político romano do século I a.C., pai do triúnviro Marco Antônio.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do destacado orador, Marco Antônio, Crético contraiu matrimônio com Júlia Antônia, sobrinha de Júlio César, com a qual teve três filhos: Marco, Caio e Lúcio[1] .

Foi eleito pretor em 74 a.C. e, no ano seguinte, obteve um Imperium infinitum [2] para operar contra os piratas que infestavam o Mediterrâneo.

No exercício desse comando, Crético se entregou à pilhagem das províncias que deveria proteger, sob o pretexto de reunir suprimentos para sua missão. Assim, navegou para a Sicília, Hispânia e Bizâncio, recolhendo grande quantidade de bens e dinheiro. [3]

Após tentar, por dois anos, atrair os piratas para uma batalha em alto mar, afinal enfrentou-os em Creta, onde sofreu fragorosa derrota, sendo obrigado a firmar uma paz humilhante [4] . Por conta disso, os romanos alcunharam-no de "creticus" (o vencedor de Creta), numa referência sarcástica ao desairoso episódio.

Desmoralizado, sem coragem de retornar a Roma, Crético morreu em Creta, no ano seguinte.

Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Marco Antônio, 15.3
  2. Comando extraordinário similar ao que seu pai obtivera, três décadas antes, e que Pompeu obteria, alguns anos mais tarde, pela Lei Gabínia
  3. Salústio. Historiae, iii
  4. Diodoro Sículo. Biblioteca histórica (xl. 1)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kittrege, Mary. Marco Antônio. São Paulo. Ed. Nova Cultural, 1988


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