Sibila

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Sacerdotisa de Delfos (1891) de John Collier

Sibilas (em grego clássico: Σῐ́βυλλαι; transl.: Síbyllai; em latim: Sibyllae), na Antiguidade, eram mulheres oraculares. Pensa-se que o nome foi formado por Διος e βουλή, significando conselho de Zeus. A primeira Sibila, da qual o nome das demais derivou, segundo a mitologia grega, era filha de Dardano e Neso. Alguns autores citam quatro delas (Eritreia, Sâmia, Egípcia e Sárdia), mas comumente se acredita que eram 10: Babilônia, Líbia, Délfica (uma mais velha, filha de Zeus e Lâmia, e uma mais jovem), Ciméria, Eritreia (uma mais velha e outra mais jovem, chamada Herófila), Sâmia, Cumana (às vezes identificada com a Eritreia), a Helespôntica ou Troiana, Frígia e Tiburtina.[1]

A mais célebre delas é a Cumana, citada sob os nomes de Herófila, Demo, Femonoé, Deífoba, Demófila e Amalteia. Foi consultada por Eneias antes dele descer ao mundo inferior e dizem que foi à Itália pelo Oriente, onde apareceu diante do rei Tarquínio, oferecendo-lhe os Livros Sibilinos. Pausânias também menciona uma Sibila Hebraica com o nome de Sabe, filha de Beroso e Erimante.[2]

Referências

  1. Schmitz 1870, p. 814-815.
  2. Schmitz 1870, p. 815.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Schmitz, Leonhard (1870). «Sibylla». In: Smith, William. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology Vol. III. Boston: Little, Brown and Company