Calisto (mitologia)

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Em Júpiter e Calisto de François Boucher, Zeus toma a forma de Ártemis, apesar de que o símbolo da Lua crescente ornando a cabeça da deusa, é símbolo de Selene, deusa primitiva da Lua. (Museu Pushkin, Moscou)

Calisto, na mitologia grega, foi uma bela jovem, que deu origem à constelação da Ursa Maior. Arcas, seu filho, tornou-se rei da Pelásguia, que passou a se chamar Arcádia em sua honra.[1]

Calisto era filha de Licáon, rei da Arcádia.[2]

Calisto provocava ciúme em Hera, pois sua beleza cativara seu marido, Zeus. Hera então castigou-a transformando-a num urso.

Calisto, no entanto, tentava ao máximo lutar contra seu destino mantendo-se o mais ereta possível, tentando assim conquistar a piedade dos deuses. Mas a indiferença de Zeus a fazia crer ser este deus cruel, apesar de nada poder dizer, pois agora só sabia rugir.

Sua vida agora era de medo. Tinha medo dos caçadores que rodeavam sua antiga casa, pois tinha sido ela também uma caçadora. Temia as noites que passava sozinha. Temia as feras, mesmo que agora ela mesma fosse uma.

Um dia, no entanto, em uma de suas caminhadas pelo bosque, reconheceu seu filho, Arcas, agora um homem, um caçador. Calisto, mesmo assim, quis abraçá-lo e, ao aproximar-se, provocou o medo do filho que lhe ergueu a lança e, quando estava para deferir o golpe, Zeus, compadecido com o trágico acontecimento que estava por vir, afastou os dois colocando-os no céu. Calisto transformou-se na Ursa Maior e Arcas em Arctofilax, a Ursa Menor, o guardião da ursa.

Hera, indignada com a honra concedida a Calisto, pediu a Poseidon que não fosse permitido a Arcas e Calisto passarem a linha do horizonte para que estivessem sempre presos no mesmo espaço do céu.

Referências

Árvore genealógica baseada em Pausânias. Por simplificação, os 50 filhos de Licáon não foram representados:

Licáon
Zeus
Calisto
Arcas
Erato
Autolau
Azan
Afidas
Élato