Homem

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David, por Michelangelo.

Um homem (do latim: homines) é um ser humano adulto do gênero masculino, animal bípede da ordem dos primatas pertencente à espécie Homo sapiens. "Menino" é o termo usado para uma criança humana do sexo masculino, e os termos "rapaz" ou "moço" para um adolescente ou jovem adulto.[carece de fontes?] Na velhice, é chamado de idoso, ancião, senhor ou simplesmente de homem. Corresponde a aproximadamente 50,4% da população humana mundial.[1] O termo homem pode ser utilizado ainda para se referir ao ser humano de maneira geral.[2][3]

Homens cis são pessoas que nasceram com o sexo masculino e se reconhecem como homem,[4][5] independente de sua preferência sexual. Já homens trans possuem uma identidade de gênero que não se alinha com a designação de gênero atribuída no nascimento,[6][7] isso é, são pessoas que foram atribuídas o gênero feminino no nascimento, e se reconhecem como homem,[4] enquanto homens intersexo podem ter características sexuais que não se encaixam em noções típicas da biologia masculina.[8][9] Juridicamente, em alguns países, é possível que a autodeterminação de gênero seja reconhecida pelo sexo jurídico em documentos de identificação.[10][11]

Idade e terminologia[editar | editar código-fonte]

Símbolo do sexo masculino

A palavra homem pode ser usada de forma específica, significando um ser humano macho adulto particular, ou genericamente, significando todo ser humano macho. A condição de homem é normalmente vinculada ao período da vida após a juventude, pelo menos fisicamente, durante a puberdade. Um menino é uma criança humana masculina. Para muitos, a palavra homem implica um determinado grau de maturidade e a responsabilidade que homens jovens em especial não se sentem prontos para tal; contudo, também podem se sentir demasiado velhos para serem chamados de menino, por esta razão, muitos evitam usar o homem ou o menino para descrever um homem jovem e preferem termos mais coloquiais tais como rapaz, cara (no Brasil) e gajo (em Portugal).[12]

Os filósofos gregos buscaram durante séculos a definição exata do que é um homem, sendo a mais conhecida a que o descreve como "um bípede implume" (duas pernas e sem penas). E Aristóteles a concebeu quando afirmou que o Homem é o animal racional, definição que vale para ambos os sexos.

O feminismo critica a utilização do termo homem como sinônimo de ser humano designando toda a espécie, reivindicando o uso dele significando, exclusivamente, ser humano do gênero masculino.

Biologia e sexo[editar | editar código-fonte]

Cariótipo típico de um homem com 22 pares de cromossomo autossômicos e um cromossomo X e um Y

Os seres humanos exibem dimorfismo sexual em muitas características, das quais diversas não apresentam nenhuma ligação direta com a habilidade reprodutiva, porém a maioria destas característica têm um papel na atração sexual. A maioria das expressões do dimorfismo sexual, nos seres humanos, são encontradas na altura, no peso, e na estrutura do corpo, onde o homem geralmente apresenta portes maiores comparado a sua fêmea, a mulher.

Homem de Vitrúvio por Leonardo da Vinci (1485/90, Veneza, Gallerie dell' Accademia)

Alguns exemplos dos caracteres sexuais secundários masculinos, nos seres humanos, adquiridos com a passagem da puberdade, como: aumento da quantidade de pelo no corpo, desenvolvimento de pelos na zona abdominal, barba, em média mãos e pés maiores que das mulheres, ombros e tórax mais largos, estrutura mais pesada do crânio e dos ossos, maior massa múscular, Pomo-de-adão proeminente e voz grave e depósitos da gordura principalmente em torno do abdômen e da cintura.[12]

Nos termos da biologia, os órgãos sexuais masculinos estão envolvidos no sistema reprodutivo, consistindo de pénis, Ducto ejaculatório, testículos, ducto deferente e glândulas anexas como a Próstata. A função do sistema reprodutivo masculino é de produzir o sémen que carrega o gameta masculino, o espermatozoide, e assim a informação genética, para que possa se unir a um gameta feminino, o óvulo, no útero uma mulher. O espermatozoide entra no útero e então nada até às trompas de falópio da mulher onde se encontra o óvulo e o fertiliza, que posteriormente se tornará um embrião, mas o sistema reprodutivo masculino não apresenta nenhum papel essencial durante a gestação.

O estudo da reprodução masculina e de órgãos associados é chamado Andrologia. A maioria, mas não todos, homens têm o cariótipo 46/XY. A presença de um número atípica dos cromossomos é chamada Aneuploidia, e os cromossomas sexuais extra podem causar a síndrome XXY ou a Síndrome XYY nos homens.

No geral, os homens sofrem de muitas das mesmas doenças que mulheres. No entanto, há algumas doenças sexo-relacionadas que ocorrem unicamente ou mais frequentemente nos homens. Também, algumas doenças de idade-relacionadas como Mal de Alzheimer que parecem ser menos comuns entre os homens.[13]

Nem sempre os fatores biológicos são suficientemente claros para determinar o género de uma pessoa. No caso das pessoas que apresentam intersexualidade (que misturaram características físicas e/ou genéticas dos dois géneros) podem ser usados outros critérios para justificar a decisão. Em termos legais esta decisão é tomada por terceiros pois, obviamente, um bebé não tem capacidade de a tomar e há a obrigação legal de classificar os cidadãos em termos de sexo. Há também pessoas que têm uma psicologia tipicamente feminina e/ou se sentem socialmente como mulheres na totalidade ou em diversos graus, ver transgénero e transexualidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. «Population, male (% of total population)». Banco Mundial. Consultado em 17 de junho de 2020 
  2. Moema Viezzer; Tereza Moreira, Carmen Lúcia Rodrigues (Maio de 1996). «Relações de gênero na educação ambiental» (DOC). Instituto ECOAR para a Cidadania. Consultado em 2 de maio de 2010 
  3. Ceismael. «Que é o homem?». Consultado em 3 de março de 2012 
  4. a b «O que é Cisgênero (e o que significa Homem Cis e Mulher Cis)». Significados. Consultado em 1 de outubro de 2023 
  5. «Cisgênero e Transgênero». Brasil Escola. Consultado em 1 de outubro de 2023 
  6. Tatiana Dias (5 de novembro de 2015). «Gênero: conceitos, visão científica e desafios para a população trans». Nexo 
  7. «Understanding transgender people, gender identity and gender expression». American Psychological Association. 23 de março de 2009. Consultado em 6 de setembro de 2023 
  8. «Entenda a diferença entre hermafrodita e intersexual». A Gazeta. 25 de outubro de 2019. Consultado em 6 de setembro de 2023 
  9. Carvalho, Felipe (7 de julho de 2022). «Homem descobre que é intersexo, tem útero e que menstrua há 20 anos». iG. Consultado em 6 de setembro de 2023 
  10. «Transexuais têm direito à alteração do registro civil sem realização de cirurgia». Superior Tribunal de Justiça. 9 de maio de 2017. Consultado em 26 de março de 2023 
  11. Brazileiro, Jhoane Ferreira Fernandes (12 de janeiro de 2017). «O direito ao nome e gênero dos transexuais». Consultor Jurídico 
  12. a b Brasil Escola. «Puberdade». Consultado em 3 de março de 2012 
  13. (em português) Azheimermed.com.br - Doença de Alzheimer