Centro Sportivo Alagoano

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CSA
CSA logo.png
Nome Centro Sportivo Alagoano
Alcunhas Azulão
Azulão do Mutange
Alvi-Celeste
Todo Poderoso
Torcedor/Adepto Azulino
Marujo
Mascote Azulão
Marujo
Fundação 7 de setembro de 1913 (104 anos)
Estádio Rei Pelé
Capacidade 17.126[1]
Localização Maceió Maceió, Alagoas AL. BrasilBrasil
Presidente Brasil Rafael Tenório[2]
Treinador Brasil Flávio Araújo
Patrocinador Brasil Camponesa
Material (d)esportivo Brasil Numer
Competição Alagoas Campeonato Alagoano
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
Divisão Alagoas Primeira Divisão
Brasil Terceira Divisão
Alagoas AL 2017
BandeirasNordesteBrasil.gif CN 2017
Brasil CB 2017
Brasil C 2017
Vice-campeão
Primeira fase
Primeira fase
Campeão
Alagoas AL 2016
Brasil D 2016
Vice-campeão
Vice-campeão Aumento
Alagoas AL 2015 4º lugar
Ranking nacional Aumento (13) 90º lugar, 692 pontos
Website centrosportivoalagoano.com
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Centro Sportivo Alagoano, também conhecido pela sigla CSA, é uma agremiação esportiva brasileira de futebol, da cidade de Maceió, em Alagoas. Fundado em 7 de setembro de 1913 por um grupo de desportistas, o clube nasceu como Centro Sportivo Sete de Setembro, depois foi rebatizado para Centro Sportivo Floriano Peixoto e em 1918, ganhou seu nome atual.

É o único clube do Nordeste a disputar uma decisão internacional,[3] além de ser o único clube alagoano a conquistar um título de expressão nacional, a Série C de 2017.

Com 37 títulos estaduais, é o maior vencedor do Campeonato Alagoano. Localmente, o CSA possui uma rivalidade histórica com o CRB na qual disputa o Clássico das Multidões. Há, também, uma rivalidade com o ASA, equipe do interior do estado.

História[editar | editar código-fonte]

1913 - A fundação do Centro Sportivo Alagoano[editar | editar código-fonte]

Jonas de Oliveira, um dos principais articuladores da fundação do CSA.

O Centro Sportivo Alagoano foi fundado no dia 7 de setembro de 1913 na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, quando um grupo de desportistas, liderado por Jonas Oliveira, se reuniu com o objetivo de criar a agremiação. Seus fundadores foram os seguintes: Jonas de Oliveira, Osorio Gatto, Entiquio Gomes Filho, Antenor Barbosa Reis, Francisco Rocha Cavalcante, Arestides Ataide de Oliveira, Antonio Miguel de Oliveira e Vicente Grossi.

O primeiro nome do clube foi Centro Sportivo Sete de Setembro, em homenagem a sua data de fundação, e começou a funcionar na própria sede da Sociedade Perseverança, onde ficavam guardados os seus primeiros barcos. Ali, se formou uma verdadeira academia de atletas, pois o clube dispunha de um corpo de lutadores de boxe, luta greco-romana, além de levantamento de peso, lançamento de dardo e de disco e esgrima. Os esportes náuticos só entraram na história do clube em 1917 e, durante muitos anos, seus associados usaram a Lagoa Mundaú para passeios e competições náuticas.

Não demorou muito tempo e a sede do clube foi transferida para uma das dependências do Palácio Velho, antigo Palácio do Governo. Em seguida, no ano de 1915, mais uma mudança ocorreu e a sede azulina passou a funcionar em um prédio na Praça da Independência, antiga Praça da Cadeia, pertencente ao Tiro de Guerra. Foi aí, inclusive, que o time realizou seus treinos e jogos. O primeiro jogo dos azulinos foi contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife e os azulinos venceram por 3 a 0.

Dois anos após a fundação, aconteceu a primeira modificação do nome do CSA que, de Centro Sportivo Sete de Setembro passou a se chamar Centro Sportivo Floriano Peixoto, em 1915, numa homenagem a José Floriano Peixoto, atleta alagoano de destaque nacional. Torcedores azulinos propuseram, em assembleia geral, a mudança do nome do clube e a proposta do grupo foi aceita.

Definitivamente, no dia 13 de abril de 1918, o time mudou mais uma vez a sua razão social e foi batizado, em assembleia geral, com o nome de Centro Sportivo Alagoano, que de imediato passou a se identificar com o povo alagoano.

O Mutange[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio do Mutange

O Mutange foi inaugurado em 22 de novembro de 1922, tendo sido considerado durante muitos anos o estádio mais moderno do estado, sendo inclusive o único com condições de receber jogos noturnos pelo fato de ter refletores, tendo sediado em 1951 o primeiro jogo internacional em Alagoas, o CSA 1 x 1 Velez Sársfield. Atualmente, o Centro Sportivo Alagoano passou a disputar suas partidas no Trapichão (propriedade do governo estadual) e transformou o Mutange num centro de treinamento.

A marca da rivalidade[editar | editar código-fonte]

A marca da rivalidade. Certa vez, lá pelos anos 30, o CSA enviou ao CRB, um "Ofício-convite" para a realização de uma partida amistosa. O clube da Pajuçara aceitou o desafio, mas, em “Oficio-resposta” solicitava permissão para incluir em sua equipe alguns jogadores de outros times, já que o jogo era amistoso. O CSA, entretanto, não aceitou a proposta e nasceu daí, um desentendimento entre os dois clubes. A partir de então, as hostilidades aumentaram, tornando-se incontroláveis, sobretudo porque explorada pelas crônicas dos jornais, divulgando declarações dos dois presidentes. O Jornal “Correio da Tarde” publicava tudo que dizia Osório Gatto do CSA. O Jornal de Alagoas, por sua vez, publicava os revides de Ismael Acioli do CRB. E um simples “convite” para um jogo amistoso, se transformou numa guerra pessoal. Ao tomar conhecimento numa das crônicas, de uma ofensa direta do presidente azulino, Ismael Acioli se julgou ofendido e resolveu tomar satisfações pessoais. Avisado por amigos do “Correio da Tarde” das intenções de Ismael Acioli, Osório Gatto tratou de se prevenir, armando-se de um revólver. O encontro dois presidente verificou-se em plena rua do Comércio da Capital. Antes mesmo de qualquer diálogo, o presidente do CSA sacou da arma e atirou no presidente do CRB. Um dos disparou atingiu a coxa de Ismael Acioli, que caiu e, logo com a chegada de diversas pessoas, foi transportado para o Pronto Socorro. E a guerra não acabou ali. Enquanto esteve hospitalizado, Ismael Acioli recebeu o apoio irrestrito de todas as facções do clube que dirigia. Tanto que de forma unânime, toda diretoria regateana prometeu publicamente que, se Ismael Acioli viesse a falecer, nenhum membro da diretoria azulina ficaria vivo para contar a história. Ismael Acioli se recuperou gradativamente, ficou fora de perigo e voltou a vida normal. Mas ficou capengando numa das pernas e carregando a bala que o atingiu. Somente anos mais tarde, os dois desportistas, num encontro fortuito, afinal se abraçaram com comoção, a partir dessa época os dois clubes são rivais eternos.

1931 - A rivalidade no aniversário do CSA[editar | editar código-fonte]

A crescente rivalidade entre CSA e CRB culminou em um fato ocorrido em 1931. Para participar da festa de seu aniversário, os azulinos convidaram o time do América de Recife para um jogo amistoso. Tininho, um jogador do CSA, era também um verdadeiro líder dentro do clube. Muitas vezes, se transformava em treinador do time. Por todas essas qualidades, Tininho era respeitado pelos dirigentes e querido pela torcida.

Com a intenção de reforçar a equipe, Tininho convidou dois jogadores do CRB para integrar o CSA no jogo contra o América. Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Eles aceitaram com muita alegria. No dia 7 de setembro, no Mutange, antes do jogo, compareceram aos vestiários do CSA, os jogadores Zequito e Fonseca que foram recebidos por Tininho. A diretoria azulina já se encontrava nas cadeiras que ficavam nas arquibancadas do Mutange. Ao saber da novidade, os dirigentes mandaram chamar Tininho para informar que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB. Afirmavam, inclusive, que temiam a reação da torcida. Pressionado por todos os lados, Tininho mostrou porque era líder, e decidiu – "Ou aceitam Zequito e Fonseca ou eu também não jogarei". Esta decisão aumentou a confusão. Mas, pela personalidade do capitão azulino que assumiu toda responsabilidade, os dois atletas do CRB jogaram e ajudaram o CSA a vencer o América por 4x2. Dois dos gols foram assinalados por Fonseca. Zequito Porto nunca negou que se sentiu orgulhoso ao vestir a camisa do tradicional rival. A rivalidade na época não permitia que fatos como esse pudesse acontecer. Mas, ele conseguiu quebrar esse tabu.

1945 - 22 x 0: a grande goleada[editar | editar código-fonte]

Uma das maiores goleadas do futebol brasileiro e, certamente, a maior do futebol alagoano, teve a participação do CSA. Aconteceu no campeonato alagoano de 1945 - CSA 22 x 0 Esporte.

O CSA tentou transferir o jogo para aceitar um convite e jogar em Garanhuns. O Esporte não aceitou. O mando de campo era do time de Zé Rodrigues que levou o jogo para o campo da Pajuçara. O CSA tentou levar a partida para o Mutange, chegando a oferecer toda a renda para o Esporte. O clube rubro também não aceitou. Comentou-se, na época, que dirigentes e jogadores do clube azulino fizeram um pacto para fazer o maior número de gols possíveis dentro da partida. Na semana do jogo, o Tribunal de Penas da Federação suspendeu quatro jogadores do Esporte. Eles haviam se envolvido no jogo violento da partida contra o Olavo Bilac no domingo anterior. Dirigentes do clube de Zé Rodrigues chegaram a pensar em entregar os pontos. Terminaram desistindo.

No dia 28 de janeiro de 1945, no Estádio Severiano Gomes Filho, jogaram Esporte Clube Maceió e CSA. Zé Rodrigues que tinha problemas na escalação do seu time, foi obrigado a colocar em campo quatro atletas que haviam jogado na partida preliminar: Orlando, Pé de Samba, Mudico e Laurinho. Mesmo assim, os jogadores do CSA não perdoaram. Fizeram 7 gols no primeiro tempo e 15 no segundo.

Campeonato Alagoano

de 1945

28 de janeiro de 1945
Esporte Clube Maceió Alagoas 0 – 22 Alagoas CSA Estádio Severiano Gomes Filho, Maceió

Caio Mario Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Dengoso Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Montoni Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Sales Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Ariston Gol marcado
Valdir Gol marcado
Árbitro: Waldomiro Brêda

1932- Campeonato Alagoano[editar | editar código-fonte]

  • Ficha técnica CSA 6x0 CRB
  • Competição: Campeonato Alagoano 1º FASE.
  • Data: 6 de março de 1932
  • Gols: Anízio (3 vezes), Bráulio (2 vezes) e Tininho.
  • Local: Estádio do Mutange

1952 - O Jogo do Xaxado[editar | editar código-fonte]

O clássico contra o CRB da tarde do dia 16 de setembro de 1952 entrou para a história do futebol alagoano e ficou conhecido como o "Jogo do Xaxado". Xaxado é um ritmo musical do nordeste brasileiro e, na época, era a música do momento das paradas de sucesso. Todo o Brasil dançava o xaxado com Luiz Gonzaga.

O CSA venceu seu mais tradicional adversário pelo placar de 4 a 0. A grande atuação da equipe fez a torcida azulina bater palmas e gritar, ritmicamente, a palavra "xaxado". Curiosamente, o CSA aplicou a goleada justamente no dia do aniversário do rival.

Campeonato Alagoano 1952

16 de setembro de 1952
CRB Alagoas 0 – 4 Alagoas CSA Estádio Severiano Gomes Filho, Maceió

Edgar Gol marcado Gol marcado
Dengoso Gol marcado Gol marcado
Árbitro: Waldomiro Brêda

CRB: - Levino (Luiz), Helio Ramires (Ferrari) e Miguel Rosas, Netinho, Castanha e Moura, Sansão, Arroxelas (Santa Rita), Dario, Mourão (Zé Cicero) e Zeca.
CSA: - Almir, Bem e Arestides, Oscarzinho, Zanélio e Neu, Napoleão (Ié), Biu Cabecinha, Dida, Dengoso e Edgar (Bemvindo).

1973 - Mané Garrincha e o CSA[editar | editar código-fonte]

O grande jogador Garrincha já vestiu a camisa do CSA. Foi somente durante noventa minutos, em partida ocorrida no dia 19 de setembro de 1973, num amistoso contra o ASA de Arapiraca, no Trapichão. Garrincha e Dida jogaram juntos com a camisa azulina. Dias depois, Garrincha jogou outra partida por um clube alagoano, o ASA de Arapiraca.

"Seu Mané" estava se despedindo da torcida brasileira. Seu futebol estava chegando ao fim. Suas pernas tortas já não corriam como antes. Seus dribles já não eram tão eficientes. Mesmo assim, Garrincha jogou e a torcida alagoana entendeu seu drama. Foi intensamente aplaudido em sua noite de despedida.

1980-1983 - Taça de Prata[editar | editar código-fonte]

1980[editar | editar código-fonte]

Era a semifinal da Taça de Prata de 1980. O jogo foi no Estádio Fonte Luminosa e o resultado de 1x0, deu ao time alagoano o direito de disputar o título de campeão da Taça de Prata contra o Londrina e, a sua inclusão, no próximo ano, na divisão de elite do futebol brasileiro.

Para ganhar da Ferroviária o CSA enfrentou muitas adversidades, desde da pressão da torcida local até a visível parcialidade do juiz que, no segundo tempo, expulsou Joca e Alberto Lequelé do clube alagoano. Mesmo com uma ajuda extra, os paulistas não chegaram a meta de Zé Luiz.

No primeiro tempo, a Ferroviária, a rigor, atacou mais que o CSA, entretanto encontrou uma verdadeira barreira na defesa azulina. O CSA, cauteloso, somente ia à frente em contra ataques rápidos e perigosos. E foi assim que aos 39 minutos, Peu lançou para Gilmar que fechava para área e o craque azulino chutou por cobertura e marcou o gol único da partida.

No segundo tempo, a Ferroviária passou a pressionar na base do desespero e teve sua grande chance do empate quando Paulo Borges perdeu uma penalidade máxima. Mesmo com dois jogadores a menos, o CSA soube administrar a vitória.

Semifinal Taça de Prata de 1980

7 de maio de 1980
Ferroviária São Paulo 0 – 1 Alagoas CSA Fonte Luminosa, Araraquara

Gilmar Gol marcado Público: 5.864 pagantes
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos

Ferroviária - Tião, Carlos (João Carlos), Sabará, Sérgio Miranda e Zé Rubens, Nande,. Zé Roberto (Bispo) e Douglas, Paulo Borges, Toninho e Lavinho.
CSA - Zé Luiz, Joca, Paulinho, Dick e Luizinho, Ronaldo Alves, Alberto Carioca e Peu (Rogério), Jorginho, Dentinho (Alberto Lequelé) e Gilmar.

Final Taça de Prata de 1980

11 de maio de 1980 CSA Alagoas 1 – 1 Paraná Londrina Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)

Dentinho Gol marcado aos 76 minutos de jogo 76' Paulinho Gol marcado aos 85 minutos de jogo 85' Público: 25.659
Árbitro: São Paulo Oscar Scolfaro

18 de maio de 1980 Londrina Paraná 4 – 0 Alagoas CSA Estádio do Café, Londrina (PR)

Zé Antônio Gol marcado aos 26 minutos de jogo 26'
Lívio Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33'
Paulinho Gol marcado aos 80 minutos de jogo 80' Gol marcado aos 84 minutos de jogo 84' (pen.)
Público: 36.489
Árbitro: Rio de Janeiro José Roberto Wright
  • Londrina: Jorge, Toninho, Gilberto, Fernando, Zé Antônio, Vanderlei (André), Éverton, Lívio, Zé Dias (Zé Roberto) e Paulinho. Técnico: Jair Bala
  • CSA: Zé Luís, Joca, Paulinho, Dick, Luisinho, Ronaldo Alves, Alberto Carioca, Alberto Leguelé, Jorginho, Peu e Gilmar. Técnico: Laerte Dória

1982[editar | editar código-fonte]

A decisão da Taça de Prata de 1982 foi entre CSA e Campo Grande do Rio de Janeiro. A primeira partida foi no Estádio Rei Pelé no dia 11 de abril. Ficou conhecido como o "jogo da virada".

Um jogo cheio de grandes lances e a movimentação do marcador mexeu com os nervos da torcida azulina. O CSA começou bem, atacando com velocidade e explorando o lado direito do Campo Grande. Foi assim que o clube azulino chegou ao primeiro gol. Romel lançou Américo em profundidade que foi derrubado na entrada da área. O mesmo Romel cobrou de forma sensacional e abriu a contagem. A partir dos trinta minutos, o Campo Grande passou a dominar a partida e o CSA ficou sem saber o que fazer. O zagueiro Jerônimo começou a fazer bobagens. Fez um gol contra aos trinta e oito minutos. Perdeu a bola na entrada da área e permitiu que o Campo Grande marcasse seu segundo gol, e logo depois os cariocas ampliaram para três a um. Este foi o marcador do primeiro tempo. Os azulinos estavam abatidos, dominados e não demonstravam chance de reagir.

Uma conversa no intervalo, entre o técnico Tadeu e jogadores, mexeu com o ânimo dos jogadores. Zé Carlos entrou no lugar de Freitas e Dentinho substituiu Américo. Duas substituições que mudaram o panorama da partida.

A reação começou aos vinte três minutos. Dentinho sofreu uma falta perto da área. Romel cobrou com categoria: 3x2. Os azulinos jogavam bem, dominavam e os cariocas procuravam manter o resultado. Mais cinco minutos e novamente Dentinho foi derrubado dentro da área. E na área é penalti. O grande nome do jogo, Romel, perdeu a penalidade máxima. Chutou e o goleiro Ronaldo defendeu. O jogo seguiu com o CSA procurando o empate. E ele veio numa bola lançada por Zezinho para a área adversária. Romel dominou e com um leve toque deslocou o goleiro carioca. O empate ainda era bom resultado para o Campo Grande. O CSA, porém, queria mais.

O tempo passava. As oportunidades surgiam e o gol da vitória não chegava. Jorginho se contundiu e teve que sair de campo. O treinador Tadeu José da Costa Lima já tinha feita as duas substituições e o CSA ficou com menos um. Aos trinta e sete minutos uma falta em Dentinho, na entrada da área, criou um pequeno tumulto que culminou com a expulsão do zagueiro Jeronimo. O CSA passava a jogar com nove jogadores. Na cobrança, Ademir tocou para Romel que chutou na barreira. A bola subiu e quando desceu bateu no travessão e voltou para onde estava Zé Carlos, que de cabeça, mandou para as redes do Campo Grande. Estava sacramentada a vitória do CSA. Poucos acreditavam no que viam. A virada de 1x3 para 4x3 estava estampada nos torcedores presentes no Rei Pelé. Logo depois do gol, Dentinho fez falta violenta e foi expulso. Com oito jogadores, foi um sufoco para o CSA garantir o marcador.

Final Taça de Prata de 1982

11 de abril de 1982 CSA Alagoas 4 – 3 Rio de Janeiro Campo Grande Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)

Romel Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15' Gol marcado aos 67 minutos de jogo 67' Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
Zé Carlos Gol marcado aos 87 minutos de jogo 87'
Jerônimo Gol marcado aos 38 minutos de jogo 38' (con.)
Luís Paulo Gol marcado aos 40 minutos de jogo 40'
Luisinho Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Público: 16.045
Árbitro: Maranhão Nacor Benedito Arouche

18 de abril de 1982 Campo Grande Rio de Janeiro 2 – 1 Alagoas CSA Estádio Ítalo del Cima, Rio de Janeiro (RJ)

Mauro Gol marcado aos 59 minutos de jogo 59'
Tuchê Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'
Ademir Gol marcado aos 55 minutos de jogo 55' Público: 8.312
Árbitro: São Paulo Dulcídio Vanderlei Boschilla

25 de abril de 1982 Campo Grande Rio de Janeiro 3 – 0 Alagoas CSA Estádio Ítalo del Cima, Rio de Janeiro (RJ)

Luisinho Gol marcado aos 30 minutos de jogo 30' Gol marcado aos 60 minutos de jogo 60'
Lulinha Gol marcado aos 44 minutos de jogo 44'
Público: 15.567 pagantes
Árbitro: Rio Grande do Sul Airton Bernardoni
Auxiliares: Rio Grande do Sul Valdir Luís Louruz e Rio Grande do Sul Sílvio Luís de Oliveira
  • Campo Grande: Ronaldo, Paulinho, Pirulito, Mauro, Ramírez, Serginho, Lulinha, Pingo (Ailton), Tuchê, Luisinho e Luís Paulo. Técnico: Décio Esteves
  • CSA: Joseli, Flávio, Jerônimo, Fernando, Zezinho, Ademir, Zé Carlos (Josenílton), Veiga, Américo (Freitas), Dentinho e Mug. Técnico: Jorge Vasconcellos

1983[editar | editar código-fonte]

Pela terceira vez o CSA foi para a final da Taça de Prata, novamente ficou com o segundo lugar.

Final Taça de Prata 1983

24 de abril de 1983 CSA Alagoas 3 – 1 São Paulo Juventus Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)

Romel Gol marcado aos 41 minutos de jogo 41'
Zé Carlos Gol marcado aos 63 minutos de jogo 63'
Josenílton Gol marcado aos 76 minutos de jogo 76'
Ilo Gol marcado aos 86 minutos de jogo 86' Público: 14.765
Árbitro: Rio Grande do Sul Carlos Sérgio Rosa Martins
  • CSA: Adeildo; Humberto, Café, Dequinha e Zezinho; Ademir, Romel (Josenílton) e Jorge Siri; Américo, Zé Carlos (Veiga) e Jacozinho. Técnico: China.
  • Juventus: Carlos; Nelson, Nelsinho, Nenê e Bizi; Paulo Martins, Gatãozinho (Gérson Andreotti) e César; Sidnei, Bira (Ilo) e Trajano. Técnico: Candinho.
1º de maio de 1983 Juventus São Paulo 3 – 0 Alagoas CSA Parque São Jorge, São Paulo (SP)

Gatãozinho Gol marcado aos 7 minutos de jogo 7'
Bira Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
Trajano Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'
Público: 2.467
Árbitro: Rio de Janeiro Arnaldo Cezar Coelho
  • Juventus: Carlos; Nelson, Deodoro, Nelsinho e Cardoso (Nenê); Paulo Martins, César e Gatãozinho; Sidnei, Ilo (Bira) e Trajano. Técnico: Candinho.
  • CSA: Adeíldo; Humberto, Café, Dequinha e Zezinho; Ademir, Jorginho e Rômel (Josenílton); Américo, Zé Carlos e Jacozinho. Técnico: China.

4 de maio de 1983 Juventus São Paulo 1 – 0 Alagoas CSA Parque São Jorge, São Paulo (SP)

Paulo Martins Gol marcado aos 71 minutos de jogo 71' (pen.) Público: 3.205
Árbitro: Rio de Janeiro Luís Carlos Félix
  • Juventus: Carlos, Nelson, Deodoro, Nelsinho, Bizi, Paulo Martins, César, Gatãozinho, Sidnei, Ilo (Bira) e Cândido (Mário). Técnico: Candinho.
  • CSA: Adeíldo, Humberto, Café, Dequinha, Cícero (Veiga), Ademir, Jorginho, Romel, Américo, Josenílton e Jacozinho. Técnico: China

1999 - A Copa Conmebol[editar | editar código-fonte]

Primeira fase[editar | editar código-fonte]

O ano de 1999 foi histórico e inédito para o futebol alagoano. Pela primeira vez, um clube de Alagoas participava de uma competição internacional: a Copa Conmebol.

O regulamento da competição sul-americana naquele ano previa que os representantes brasileiros seriam os campeões de cada competição regional. Como os finalistas da Copa do Nordeste, Vitória e Bahia (campeão e vice, respectivamente), desistiram de participar da Copa Conmebol, a vaga seria destinada então ao 3º colocado do regional, o Sport. Porém, este também recusou o convite, o que levou o CSA a ficar com a vaga, já que havia chegado às semifinais da Copa do Nordeste de 1999.

Na estreia, dia 13 de outubro, o CSA enfrentou no Estádio Rei Pelé o também brasileiro Vila Nova de Goiás. A equipe venceu por 2 a 0, com dez jogadores em campo (o lateral Souza havia sido expulso no primeiro tempo), gols de Missinho e Mazinho. Na partida do dia 20, o Vila Nova delvolveu o placar de 2 a 0, porém o CSA venceu na cobrança de pênaltis por 4 a 3 e avançou à fase seguinte. Pela primeira vez em sua história, o CSA faria uma viagem internacional.

Jogo de ida
19 de outubro de 1999 CSA Brasil 2 – 0 Brasil Vila Nova Rei Pelé, Maceió (AL)
20:30 h (UTC-3)
Missinho Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Mazinho Gol marcado aos 88 minutos de jogo 88'
Relatório Árbitro: Brasil Wilson Souza de Mendonça
Auxiliares: Brasil Milton Otaviano dos Santos e Brasil José Ribamar Melônio

Jogo de volta
26 de outubro de 1999 Vila Nova Brasil 2(3) – 0(4) Brasil CSA Serra Dourada, Goiânia (GO)
21:00 h (UTC-3)
Juninho Gol marcado aos 45 minutos de jogo 45'
Reinaldo Aleluia Gol marcado aos 48 minutos de jogo 48'
Relatório Público: 3.219
Árbitro: Brasil Francisco Dacildo Mourão Albuquerque
Auxiliares: Brasil Arnaldo Menezes Pinto e Brasil Eduardo Cyreno de Meneses
    Penalidades  
Reinaldo Aleluia: marcou

Tim: marcou
Luciano: marcou
Luiz Cláudio: perdeu
Kal Baiano: perdeu

3–4 Missinho: marcou

Léo: marcou
Márcio Pereira: marcou
Fábio Magrão: marcou
Williams: perdeu

 

Quartas-de-final[editar | editar código-fonte]

O adversário seguinte foi o venezuelano Estudiantes de Mérida. Entretanto, a diretoria do clube foi surpreendida ao descobrir que a maioria dos seus jogadores não possuía passaporte. Após resolver o problema, a delegação embarcou no ônibus rumo à Mérida, escoltado por dois batedores.

No confronto na Venezuela, em 3 de novembro, um empate sem gols. Em Maceió, dia 9, o CSA derrotou o adversário por 3 x 1. Durante a partida, o árbitro paraguaio Bonifacio Núñez expulsou seis jogadores, sendo quatro do Estudiantes de Mérida e dois do CSA. Mimi abriu o placar logo aos 4 minutos de jogo, cobrando pênalti. O time venezuelano empataria aos 23 minutos, através de Ruberth Morán, também convertendo a penalidade. Pouco tempo depois, Márcio Pereira fez outro gol para o CSA, em cobrança de falta. A bola ainda desviou no zagueiro Gavidia, do Estudiantes de Mérida, antes de entrar. Márcio Pereira faria mais um, classificando a equipe à fase seguinte.

Jogo de ida
3 de novembro de 1999 Estudiantes de Mérida Venezuela 0 – 0 Brasil CSA Guillermo Soto Rosa, Mérida (Venezuela)
20:00 h (UTC-4:30)
Relatório Árbitro: Colômbia Felipe Russi
Auxiliares: Colômbia Luis Agudelo e Venezuela Edison Ibarra

Jogo de volta
9 de novembro de 1999 CSA Brasil 3 – 1 Venezuela Estudiantes de Mérida Rei Pelé, Maceió (AL)
21:00 h (UTC-3)
Mimi Gol marcado aos 4 minutos de jogo 4' (P)
Márcio Pereira Gol marcado aos 27 minutos de jogo 27' Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
Relatório Martínez Gol marcado aos 24 minutos de jogo 24' (P) Árbitro: Paraguai Bonifacio Núñez
Auxiliares: Paraguai William Weiler e Brasil Milton Otaviano dos Santos

Semifinal[editar | editar código-fonte]

Na semifinal, outro clube brasileiro no caminho do CSA: o São Raimundo-AM. Em Manaus, derrota azulina por 1x0, dia 17 de novembro. A partida de volta foi dramática. No dia 24 de novembro, jogando em casa, o CSA abriu o marcador aos 14 do primeiro tempo, com um gol de Fábio Magrão. Para desespero dos cerca de 18 mil torcedores que lotavam o Rei Pelé, o São Raimundo igualou o placar aos 20 minutos, em falha da defesa do CSA, que Marcelo Araxá soube bem aproveitar. O resultado eliminava o Azulão. O CSA ainda empatou no último minuto de jogo, após uma falha do goleiro do São Raimundo, que deixou a bola escapar. O zagueiro Givago empurrou-a para as redes e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis. O CSA levou a melhor na cobrança de pênaltis, alcançando um feito inédito. Nenhum outro clube do Nordeste havia conseguido estar em uma decisão de competição sul-americana.

Jogos de ida
17 de novembro de 1999 São Raimundo Brasil 1 – 0 Brasil CSA Vivaldão, Manaus (AM)
20:00 h (UTC-3)
Marcos Luiz Gol marcado aos 73 minutos de jogo 73' Relatório Público: 35.000
Árbitro: Brasil Paulo Cesar de Oliveira
Auxiliares: Brasil Arnaldo Menezes Pinto e Brasil Eduardo Cyreno de Meneses

Jogo de volta
24 de novembro de 1999 CSA Brasil 2(5) – 1(4) Brasil São Raimundo Rei Pelé, Maceió (AL)
21:00 h (UTC-3)
Fábio Magrão Gol marcado aos 12 minutos de jogo 12'
Jivago Gol marcado aos 91 minutos de jogo 91'
Relatório Marcelo Araxá Gol marcado aos 20 minutos de jogo 20' Público: 28.000
Árbitro: Brasil Jorge dos Santos Travassos
Auxiliares: Brasil José Ribamar Melônio e Brasil Milton Otaviano dos Santos
    Penalidades  
Fábio Magrão: marcou

Márcio Pereira: marcou
Souza: marcou
Missinho: marcou
Williams: marcou

5–4 Neto: marcou

Frei: marcou
Niltinho: marcou
Luiz Cláudio: marcou
?: perdeu

 

Final[editar | editar código-fonte]

A decisão foi contra o Club Atlético Talleres, que fazia boa campanha no Campeonato Argentino daquele ano.

Na primeira partida da final, dia 1 de dezembro, o CSA surpreendeu e aplicou 4 a 2 no adversário, ficando muito perto da conquista. Missinho marcou 3 gols para o CSA, Fabio Magrão marcou outro, enquanto que Aguilar e Astudillo descontaram para o Talleres.

Na Argentina, o CSA sentiu a catimba do adversário logo no desembarque na cidade de Córdoba. Os dirigentes do CSA foram abordados por representantes do Talleres, que afirmavam ter interesse no lateral-esquerdo Williams e em outros jogadores do clube. Também não foi permitido ao CSA treinar no Estádio Olímpico de Córdoba. Eram demonstrações claras da guerra que o clube alagoano enfrentaria na grande decisão do dia 8 de dezembro.

Com apenas quatro minutos de jogo, o CSA já estava com dez em campo. O juiz paraguaio Ricardo Grance expulsou Fábio Magrão por reclamação. O CSA sentiu-se intimidado com a pressão feita pelos argentinos e o técnico Otávio Oliveira recuou o time todo. A modificação no esquema tático do time não obteve êxito: aos 39 minutos, Ricardo Silva abriu o placar para o Talleres. No segundo tempo, Gigena ampliou. E como que dando um tiro de misericórdia, Maidana de cabeça fez 3 x 0. No resultado agregado, o Talleres ficou com o título. Terminava assim o sonho do CSA de se tornar a primeira equipe do Nordeste brasileiro a conquistar uma competição internacional.

1° jogo
1 de dezembro de 1999 CSA Brasil 4 – 2 Argentina Talleres Rei Pelé, Maceió (AL)
20:00 h (UTC-3)
Missinho Gol marcado aos 3 minutos de jogo 3' Gol marcado aos 38 minutos de jogo 38' Gol marcado aos 47 minutos de jogo 47'
Fábio Magrão Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15'
Relatório Aguilar Gol marcado aos 18 minutos de jogo 18'
Astudillo Gol marcado aos 86 minutos de jogo 86'
Público: 30.000
Árbitro: Equador Rogger Zambrano
Auxiliares: Equador Luis Vasco e Equador Juan Montalvo
 
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
CSA
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Talleres
 
CSA:
G 1 Brasil Veloso
LD 17 Brasil Mazinho
Z 4 Brasil Márcio Pereira
Z 3 Brasil Jivago
LE 8 Brasil Williams Substituído após 78 minutos de jogo 78'
V 5 Brasil
V 7 Brasil Léo
M 18 Brasil Fábio Magrão
M 10 Brasil Bruno Alves Penalizado com cartão amarelo após 10 minutos 10' Substituído após 75a minutos de jogo 75a'
A 9 Brasil Missinho
A 11 Brasil Mimi Substituído após 75b minutos de jogo 75b'
Substituição:
M 2 Brasil Souza Entrou em campo após 75a minutos 75a'
A 16 Brasil Bode Entrou em campo após 75b minutos 75b'
Z 6 Brasil Ramón Entrou em campo após 78 minutos 78'
Treinador:
Brasil Otávio Oliveira
TALLERES:
G 1 Argentina Cuenca (C)
LD 20 Argentina Díaz Penalizado com cartão amarelo após 36 minutos 36'
Z 13 Argentina García
Z 2 Argentina Maidana
LE 18 Paraguai Suárez PenalizadoPenalizadoExpulso
V 8 Argentina Pino Penalizado com cartão amarelo após 35 minutos 35' Substituído após 45 minutos de jogo 45'
V 15 Argentina Cabrera
M 11 Argentina Aguilar Substituído após 74 minutos de jogo 74'
M 14 Argentina Silva
A 7 Argentina Astudillo
A 16 Argentina Marzo Penalizado com cartão amarelo após 42 minutos 42' Substituído após 62 minutos de jogo 62'
Substituição:
M 23 Argentina Roth Penalizado com cartão amarelo após 65 minutos 65' Entrou em campo após 45 minutos 45'
A 9 Argentina Gigena Entrou em campo após 62 minutos 62'
LE 22 Argentina Del Soto Entrou em campo após 74 minutos 74'
Treinador:
Argentina Ricardo Gareca
2° jogo
8 de dezembro de 1999 Talleres Argentina 3 – 0 Brasil CSA Chateau Carreras, Córdoba (Argentina)
20:30 h (UTC-3)
Silva Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39'
Gigena Gol marcado aos 75 minutos de jogo 75'
Maidana Gol marcado aos 90 minutos de jogo 90'
Relatório Público: 33.000
Árbitro: Paraguai Ricardo Grance
Auxiliares: Paraguai Carlos Torres e Paraguai Néstor González
 
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Talleres
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
CSA
 
TALLERES:
G 1 Argentina Cuenca (C)
LD 20 Argentina Díaz Substituído após 66 minutos de jogo 66'
Z 13 Argentina García
Z 2 Argentina Maidana Penalizado com cartão amarelo após 78 minutos 78'
LE 23 Argentina Roth Penalizado com cartão amarelo após 79 minutos 79'
V 5 Argentina Ávalos
V 3 Argentina Humoller
M 11 Argentina Aguilar
M 14 Argentina Silva Substituído após 92 minutos de jogo 92'
A 7 Argentina Astudillo
A 9 Argentina Gigena
Substituição:
V 8 Argentina Pino Entrou em campo após 66 minutos 66'
V 15 Argentina Cabrera Entrou em campo após 92 minutos 92'
Treinador:
Argentina Ricardo Gareca
CSA:
G 1 Brasil Veloso Penalizado com cartão amarelo após 56 minutos 56'
LD 17 Brasil Mazinho Penalizado com cartão amarelo após 37 minutos 37'
Z 4 Brasil Márcio Pereira
Z 3 Brasil Jivago Penalizado com cartão amarelo após 69 minutos 69'
LE 6 Brasil Williams
V 5 Brasil Ramón Penalizado com cartão amarelo após 38 minutos 38'
V 7 Brasil Léo
M 18 Brasil Fábio Magrão PenalizadoPenalizadoExpulso
M 10 Brasil Bruno Alves Substituído após 58 minutos de jogo 58'
A 9 Brasil Missinho
A 11 Brasil Mimi Penalizado com cartão amarelo após 20 minutos 20'
Substituição:
A 13 Brasil Fabinho Entrou em campo após 58 minutos 58'
Treinador:
Brasil Otávio Oliveira

1996 - 2002: Quatro Títulos e Três Vices[editar | editar código-fonte]

Em 1996 o CSA iniciou a memorável campanha do tetracampeonato estadual. Na primeira fase o clube foi apenas o terceiro colocado, mas na semifinal eliminou o Miguelense sem dificuldades. Na decisão o Azulão superou o CRB, vencendo os dois jogos - 1x0 na ida e 2x0 na volta. No ano seguinte o clube conquista o bicampeonato. Após ser o líder da primeira fase, eliminou novamente o Miguelense na semifinal e outra vez superou o CRB na decisão vencendo por 1x0 no Trapichão. Em 1998 o CSA conquista o título com autoridade. O clube terminou a primeira fase invicto: 9 partidas, 8 vitórias e 1 empate. Na semifinal perdeu o jogo de ida para o Corinthians Alagoano por 2x1, mas goleou no Rei Pelé por 4x0. Na final o Azulão superou mais uma vez seu rival CRB, venceu o jogo de ida por 2x0 e empatou o segundo jogo por 2x0. O CSA entrou no Campeonato Alagoano de 2000 como o grande favorito a conquista. O clube havia conquistado no ano anterior o quarto título estadual consecutivo e a torcida esperava pelo penta. O clube conseguiu chegar na final e o favoritismo só aumentou com a vitória sobre o ASA fora de casa pelo placar de 3 a 1. Antes do segundo jogo da decisão, houve polêmica na imprensa após a diretoria do clube azulino já dar o título como certo. No jogo de volta, em pleno Trapichão o ASA respondeu e derrotou o Azulão por 1x0, resultado que obrigou a realização do terceiro jogo que também aconteceu em Maceió e teve o mesmo placar. Melhor para o ASA que quebrou o tabu 49 anos sem ser campeão estadual. No ano seguinte o CSA voltou a ser finalista do Campeonato Alagoano e novamente perdeu o título para o ASA. Em 2002 chegou pela sétima vez seguida na final do Campeonato Alagoano, mas perdeu o título para o CRB. Nesse mesmo ano o clube disputou o Campeonato Brasileiro - Série C. Na primeira fase o clube disputou 6 jogos, venceu 3, empatou 2 e perdeu apenas 1, consegundo se classificar para a próxima fase como 2° colocado do grupo. Na segunda fase o CSA passou fácil pelo Treze goleando por 6x1 no Rei Pelé. Na terceira fase o clube foi humilhado pelo ABC perdendo por 4x0 no Rei Pelé e por 4x1 no Frasqueirão.

2003 e 2009- A queda do CSA para a "Segundona"[editar | editar código-fonte]

O CSA entrou em campo num domingo, no Rei Pelé, precisando derrotar o rival CRB, e dependia também do Murici não ganhar do CSE. Nenhum resultado foi favorável, e a fragilidade da equipe fez com que o CRB ganhasse a partida.

Logo no começo do jogo, o CRB marcou o primeiro gol, através de Binho, ao receber passe de Marcelinho. O CSA reagiu para empatar aos 24 minutos, num cruzamento de Ramon. Alessandro se antecipou ao zagueiro Carlão e cabeceou no ângulo esquerdo de Wanderley. Aos 39 minutos, Gaspar foi à linha de fundo e cruzou da esquerda para Marcelinho marcar de cabeça.

No segundo tempo, logo aos três minutos, Reinaldo, que entrou no intervalo no lugar de Ailton, desviou um cruzamento de Marcelinho para marcar o terceiro. O quarto gol foi quatro minutos depois, num pênalti cometido pelo goleiro Santos sobre Reinaldo. Marcelinho cobrou com perfeição. Aos 43 minutos, o zagueiro Carlão colocou a mão na bola dentro da área, sendo expulso. O pênalti foi cobrado e convertido por Nélson.

O CRB precisava vencer e venceu, 4x2, sobre o CSA, assegurando sua classificação para o quadrangular decisivo do Estadual - 2003, sendo beneficiado também pela derrota do CSE para o Murici. Os dois resultados foram ruins para o CSA, que foi rebaixado para a segunda divisão do ano seguinte só conseguindo retornar para a primeira divisão em 2005.

  • CRB – Wanderley; Saulo, Bruno, Róbson e Edílson; Carlão, Gaspar, Marcelinho (Fernando Pilar) e Eduardo Potiguar (Paulo Roberto); Binho e Ailton (Reinaldo).
  • CSA – Santos; Edmílson, Sinval (Bel), Alex Martins e Ramon; Nélson, La Bamba, Cassio (Jairon) e Da Silva (Sandrinho); Tiago e Alessandro.
  • Árbitro – Jorge Luiz da Silva.

Em 2004 o CSA disputa a Segunda Divisão do Campeonato Alagoano. O azulão chegou à semifinal como grande favorito, mas foi surpreendido e eliminado pelo Ipanema. No ano seguinte o clube conseguiu conquistar o acesso e foi campeão da Segunda Divisão batendo o Comercial na decisão por 5X0 no placar agregado.

No ano de 2009, novamente contra o seu maior rival, o CSA entra em campo precisando vencer para assim poder escapar do tão temido rebaixamento. Mas o CSA não conteve seu maior rival e perdeu a partida por 2X1, sendo o último gol feito por Da Silva, ex-jogador do CSA, que teve que amargar o rebaixamento e as vaias da torcida pelo segunda vez em sua história.

Desta vez o CSA consegue o acesso já no primeiro ano e conquista o título da Segundona pela segunda vez em sua história, desta vez batendo o Santa Rita na decisão.

CSA elimina o Santos[editar | editar código-fonte]

Correndo o risco de ser rebaixado a segunda divisão alagoana, o CSA teria uma dura missão na Copa do Brasil 2009: Eliminar o Santos,uma das principais equipes do país. A situação ficou ainda mais difícil com o empate em 0x0 no Estádio Rei Pelé. Mas na segunda partida o CSA entrou determinado e derrotou o Santos na Vila Belmiro por 1x0 com gol de Júnior Amorim e assim eliminou a equipe paulista, que foi finalista do Campeonato Paulista de 2009.

2008: Campeão Alagoano e Série C[editar | editar código-fonte]

Em 2008 o CSA põe fim ao jejum de 9 anos sem títulos na primeira divisão, conquistando o Campeonato Alagoano. A equipe bateu o ASA na decisão. No primeiro jogo o azulão derrotou a equipe alvinegra por 2 x 1 no Fumeirão, em Arapiraca. Coube ao CSA jogar pelo empate no segundo jogo. O Azulão cumpriu sua missão. Com um empate por 2 x 2 no Rei Pelé o CSA garantiu o título de campeão alagoano de 2008. Nesse mesmo ano o clube disputa o Campeonato Brasileiro - Série C 2008. O clube foi empolgado por causa da conquista do título estadual, mas fez uma campanha decepcionante. Em 6 jogos disputados o Azulão conseguiu apenas 1 vitória e sofreu 5 derrotas, sendo o último colocado do grupo que tinha Vitória da Conquista, Itabuna e Sergipe.

2010 - 2015: Série D e Dois Anos Sem Divisão[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010 o CSA disputou a Copa do Nordeste e chegou à semifinal depois de uma ótima campanha na primeira fase onde foi o 3º colocado dentre um total de 15 equipes, tendo disputado 14 partidas, conquistando 7 vitórias, 4 empates e sofrendo apenas 3 derrotas. O clube acabou eliminado pelo Vitória Esporte Clube numa derrota por 2 a 1 no Estádio Barradão em 24 de novembro. Nesse mesmo ano foi campeão do Campeonato Alagoano - Série B, pela segunda vez em sua história fazendo a final contra o Santa Rita. Os principais destaques do clube na temporada foram Catanha, Everlan, Alexsandro e Cristiano Alagoano.

Em 2011, em seu retorno à primeira divisão estadual, o CSA brigou novamente contra a queda para desespero de seu torcedor, que pôde comemorar aliviado somente na última rodada da primeira fase quando o CSA derrotou o CRB por 1 a 0 no Trapichão e escapou do seu terceiro rebaixamento. A partida teve um desfecho dramático com o gol marcado apenas nos acréscimos pelo atacante Washington. O clube fez uma péssima campanha que não agradou ao torcedor, fazendo ao todo 18 partidas, tendo vencido apenas 6, empatado uma única vez e perdido um total de 11 partidas. Dessa forma o time azulino terminou em 8º colocado dentre 10 equipes, ficando apenas um ponto a frente do Santa Rita, que foi o 9º.

No Campeonato Alagoano 2012 o CSA teve um péssimo começo perdendo o clássico para o CRB por 3x0 na primeira rodada. Devido aos resultados ruins, o CSA não se classificou para as semifinais do primeiro turno. Já no segundo turno, o CSA fez um ótima campanha e chegou até a final, mas perdeu o título para o ASA na decisão por 1x0 no Estádio Municipal. Nesse mesmo ano o CSA disputou o Campeonato Brasileiro - Série D. O clube fez uma ótima campanha durante a primeira fase da competição com destaque para Ronaldo, Washington e Roni. Nas oitavas de final foi eliminado pelo Sampaio Corrêa de uma forma humilhante: perdeu por 5 a 0 fora de casa, e empatou sem gols no Rei Pelé diante de cerca de 200 pessoas apenas.

Em 2013 o time azulino foi vice-campeão do Campeonato Alagoano no ano de seu centenário. A final foi contra o CRB, que venceu nos pênaltis. Na Copa do Brasil de 2013 foi eliminado em casa logo na primeira fase pelo Cruzeiro ao perder por 3x0. Nesse mesmo ano o clube de Everaldo Stum e Diego Clementino fez uma boa campanha na Série D, mas terminou eliminado nas quartas de final pelo Campinense devido a grande atuação do goleiro Pantera, que parou o ótimo ataque do CSA nos dois jogos. O clube perdeu por 1x0 no jogo de ida e ficou no empate por 0x0 no Rei Pelé num jogo com inúmeras chances de gol do time azulino.

No primeiro semestre de 2014 o CSA disputou a Copa do Nordeste, o Campeonato Alagoano e a Copa do Brasil. O clube iniciou a participação na Copa do Nordeste com uma ótima vitória sobre o Bahia por 4 a 1 no Estádio Rei Pelé em 19 de janeiro com grandes atuações de Daniel Costa, Jeferson Maranhense, Josimar e Mineiro, que fizeram os gols, além de Diego Clementino e do volante Lucas, que também tiveram ótimas atuações na partida. O time azulino fez uma belíssima campanha na primeira fase da competição e terminou como líder do grupo B que tinha o Santa Cruz e o Bahia. Nas quartas de final o CSA foi eliminado pelo Sport de Recife com uma derrota por 2 a 0 no jogo de ida e uma vitória simples (1-0) em Maceió com gol de Daniel Costa no fim do primeiro tempo. Pela Copa do Brasil o Azulão foi eliminado logo na primeira fase pelo São Paulo após perder o jogo de ida por 1 a 0 no Rei Pelé e na volta por 3 a 0 no Estádio Morumbi. No Campeonato Alagoano o clube não pensava apenas em título como também em conquistar uma vaga para disputar Série D. Porém não conseguiu atingir nenhum de seus objetivos, sendo eliminado ainda na primeira fase após uma derrota no clássico contra o CRB por 1 a 0. Ao todo o clube disputou 10 partidas, venceu 3, empatou 3 e perdeu 4 encerrando assim a temporada antes ainda do início do segundo semestre.

Em 2015 foi finalista do primeiro turno do Campeonato Alagoano, mas perdeu a final para o ASA de Arapiraca nos pênaltis após um empate no Rei Pelé por 0 a 0 e outro empate no Municipal por 1 a 1, com gol de Reinaldo Alagoano ainda no primeiro tempo. No segundo turno o CSA se classificou para a semifinal, mas foi eliminado pelo Coruripe, ainda por cima perdendo os dois jogos por 1x0 e 2x1, ficando novamente sem conquistar uma vaga para disputar o Campeonato Brasileiro - Série D e Copa do Brasil.

2016: O Acesso[editar | editar código-fonte]

O CSA começou o ano de 2016 em grande fase no Campeonato Alagoano vencendo o Penedense por 3x0 na primeira rodada fora de casa. Na rodada seguinte goleou o Ipanema por 4x0 no Estádio Rei Pelé. Na terceira rodada chegou a sua terceira vitória na competição vencendo o Coruripe por 1x0 no Estádio Gerson Amaral. Na quarta rodada goleou o Penedense por 5x1 no Rei Pelé com dois gols do atacante Luis Soares, Devid Dener, Panda e do volante Jean Kleber.

O clube seguiu invicto até a penúltima rodada do Hexagonal (fase onde apenas os seis mais bem classificados da primeira fase se enfentam em jogos só de ida e os quatro primeiros avançam às semifinais), atingindo uma invencibilidade de 13 jogos, sendo 12 vitórias (a mais marcante foi contra o CRB por 4x1 na nona rodada da primeira ; a última vitória azulina no clássico havia em 2013) e um empate contra o CRB por 1x1. A primeira derrota foi contra o Santa Rita por 2x0 em Boca da Mata. Após essa partida conquistou uma vitória de virada sobre o CRB na última rodada do Hexagonal se classificando para a semifinal com a melhor campanha da competição, sendo 15 jogos, 13 vitórias, 1 empate e 1 derrota apenas.

No jogo de ida da semifinal empatou fora de casa com o Murici por 2x2. No jogo de volta confirmou o favoritismo e a vaga para a Série D vencendo por 2x1 no Rei Pelé. Na final o clube acabou perdendo o título para o rival CRB, tendo sido superior nos dois jogos, mas sofrendo duas dolorosas derrotas para o rival por 2x0 na ida e 1x0 na volta.

Nesse mesmo ano o CSA conseguiu o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro ao ser vice-campeão da Série D. O clube fez uma ótima campanha, mas acabou perdendo a final para o Volta Redonda por 4x0. Entre os principais destaques do clube nesta campanha estavam o goleiro Jeferson, o volante Panda, os meias Didira e Bismarck, o lateral Rafinha e o atacante Cleyton.

2017: Campeão Brasileiro Série C[editar | editar código-fonte]

A temporada 2017 não começou nada boa para o CSA com as eliminações na primeira fase da Copa do Brasil diante do Sport por 4x1 no Rei Pelé e do Nordestão em último colocado do grupo. No Campeonato Alagoano apesar de ter feito uma campanha contestada conseguiu chegar na final eliminando o ASA com uma belíssima vitória em pleno Estádio Municipal. Na final o CSA entrava em campo contra seu arquirrival, CRB, tentando quebrar o incômodo tabu de nove anos sem levantar o título de campeão alagoano, mas assim como no ano anterior foi derrotado pelo rival nos dois jogos, por 1 a 0 no jogo de ida e 3 a 2 na volta.

No Campeonato Brasileiro de Futebol de 2017 - Série C, com a chegada de alguns reforços, o time azulino montou um elenco forte e competitivo. Como resultado do trabalho, o clube fez uma belíssima campanha terminando a Primeira Fase em 2° colocado do Grupo A e conquistando o tão esperado acesso com duas vitórias sobre a Tombense pelas quartas de final (2x0 e 1x0) e direito a festa no Estádio Rei Pelé e nas ruas da cidade de Maceió. Na semifinal venceu mais uma vitória fora de casa contra o São Bento por 1x0. O placar se repetiu no jogo de volta, mas desta vez a favor da equipe adversária, resultado que levou a partida para a decisão por pênaltis, na qual o time azulino conseguiu vencer pelo placar de 4 a 2. Na grande final o atacante Michel Douglas voltou a fazer a diferença para o CSA que venceu mais uma fora de casa, 2 a 1 sobre o Fortaleza em plena Arena Castelão. Com esse resultado o clube jogou por apenas um empate no Estádio Rei Pelé e conseguiu segurar a pressão do Fortaleza segurando o placar de 0 a 0 e se sagrando como campeão nacional pela primeira vez em sua história centenária, um feito inédito para o futebol de Alagoas. Ao todo o clube disputou 24 partidas em sua campanha vitoriosa na Série C, tendo vencido 12, empatado 9 e perdido somente 3 vezes ao longo de toda a competição. Entre os principais destaques estiveram o goleiro Mota, o lateral Rafinha, os meias Daniel Costa, Didira e Vanger, além do artilheiro Michel Douglas.

A conquista foi bastante celebrada nas ruas da cidade de Maceió e em todo o estado de Alagoas, pois o CSA conquistava o primeiro grande título nacional do CSA e de Alagoas, e coroava a grande gestão de Rafael Tenório, que assumiu a presidência do time azulino em 2015.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Presidente de Mello[editar | editar código-fonte]

Fernando Collor de Mello

Em uma ascensão fulminante, ele se tornou o mais jovem presidente da história do clube. Mesmo antes de completar o primeiro ano no poder, conquistou a fama de vitorioso e bom administrador. Conhecido à época apenas como o filho do senador Arnon de Melo e como diretor do jornal Gazeta de Alagoas, uma das empresas da família em Maceió, não precisou de um mês para percorrer, aos 24 anos de idade, o caminho do Conselho Deliberativo e a presidência do CSA. Tornou-se conselheiro no dia 7 de agosto e a 3 de setembro era eleito presidente por aclamação. Assumiu em um sintomático 7 de setembro, data do 60º aniversário do clube.

Durante seu primeiro ano, conseguiu um saldo positivo dentro de campo, presta uma homenagem a Garrincha logo no segundo jogo, conquistou o Campeonato Alagoano de 1974 e garantiu, no Rio de Janeiro, o direito de disputar uma vaga no Brasileiro. Collor caiu nos braços da torcida. Montou ele mesmo, com um estilo centralizador e sem ajuda de diretor de futebol, um time forte, contratando do Rio Grande do Sul cinco jogadores, entre eles o lateral-direito Valdir Espinosa.

Com a candidatura de sua mãe, Leda Collor de Mello, para deputada federal pela Arena, se licenciou do cargo em agosto de 1974, na metade do mandato. Alegou não querer usar a influência junto à torcida para favorecê-la.

Felipão[editar | editar código-fonte]

Felipão chegou ao CSA em meados de 1981, comandado por Walmir Louruz, conquistou o seu primeiro e único título como jogador. Felipão era o capitão da equipe e após a saída do então treinador, Walmir Louruz a direção apostou no jogador para ser o novo treinador da equipe.

Deco[editar | editar código-fonte]

O meia luso-brasileiro Deco também já passou pela equipe. Após começar a carreira profissional no Corinthians foi transferido para o CSA, onde foi destaque e logo em seguida foi revelado para o mundo.

Djavan[editar | editar código-fonte]

O cantor Djavan quando garoto, já jogou no clube, mas a música o tirou do futebol.

Revelações[editar | editar código-fonte]

O CSA revelou grandes jogadores como por exemplo o atacante Dida que era o camisa 10 do Brasil, titular absoluto até a Copa de 1958. Uma contusão (que hoje teria uma recuperação bem rápida) o deixou no banco de reservas e abriu vaga para o jovem Pelé. Também foi revelado pelo CSA o goleiro Flávio, único jogador que ganhou todas as divisões do Campeonato Brasileiro (exceto a então inexistente Série D). Outra cria do CSA foi o atacante Pêu e os meias Souza, Cleiton Xavier e Adriano Gabiru, este último que fez um dos gols mais importantes da história do Internacional, na vitória por 1 a 0 diante do poderoso Barcelona pelo Mundial de Clubes de 2006.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Última atualização: 9 de maio de 2017[5]


Goleiros
Jogador
Brasil Alexandre Cajuru
Brasil Dalton
Brasil Mota
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Cristiano Z
Brasil Jorge Fellipe Z
Brasil Leandro Souza Z
Brasil Mateus Lima Z
Brasil Ramon Z
Brasil Thales Vindo de Empréstimo Z
Brasil Celsinho LD
Brasil Dick LD
Brasil Rafinha LE
Brasil Rayro LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Boquita V
Brasil Daniel Pereira V
Brasil Dawhan V
Brasil Everton Heleno V
Brasil Marcos Antônio V
Brasil Caíque M
Brasil Cassiano Prata da casa M
Brasil Cleyton M
Brasil Daniel Costa M
Brasil Didira M
Brasil Rosinei M
Brasil Thiago Potiguar M
Atacantes
Jogador
Brasil Maxuell Samurai
Brasil Jonathan
Brasil Lessinho
Brasil Michel Douglas
Brasil Soares
Brasil Vanger
Equador Angulo
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Flávio Araújo T

Títulos[editar | editar código-fonte]

NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Trofeu Camp Brasileiro serie C.jpg Campeonato Brasileiro - Série C 1 2017
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasão do Estado de Alagoas.svg Campeonato Alagoano de Futebol 37 1928, 1929, 1933, 1935, 1936, 1941, 1942, 1944, 1949, 1952, 1955, 1956, 1957, 1958, 1960, 1963, 1965, 1966, 1967, 1968, 1971, 1974, 1975, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1988, 1990, 1991, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999 e 2008
Brasão do Estado de Alagoas.svg Torneio Início de Alagoas 14 1927, 1928, 1929, 1930, 1933, 1935, 1940, 1942, 1946, 1949, 1957, 1961, 1965 e 1972
Brasão do Estado de Alagoas.svg Copa Alagoas 1 2006
Brasão do Estado de Alagoas.svg Campeonato Alagoano - 2ª Divisão 2 2005 e 2010

Outras conquistas[editar | editar código-fonte]

  • Alagoas Torneio Pró-Caixa Olímpica: 1929
  • Alagoas Grande Festival do Futebol: 1932
  • Alagoas Torneio Associação Cultural e Cívica Feminina: 1935
  • Alagoas Copa FAD: 1936
  • Alagoas Torneio Mário Lima: 1956
  • Alagoas Torneio Alfredo Júnior: 1975
  • Alagoas Troféu Wassil Barbosa: 2010
  • Alagoas Taça Noel Alves: 2015

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Centro Sportivo Alagoano
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 0 (não possui) 3 (1980, 1982, 1983) 0 (não possui) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série C 1 (2017) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série D 0 (não possui) 1 (2016) 0 (não possui) 0 (não possui)
Estados Camp NE.gif Copa do Nordeste 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2010) 1 (1999)
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Conmebol 0 (não possui) 1 (1999) 0 (não possui) 0 (não possui)

Categorias de Base[editar | editar código-fonte]

Sub-20[editar | editar código-fonte]

Sub-18[editar | editar código-fonte]

Sub-17[editar | editar código-fonte]

Sub-15[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporadas do CSA

Retrospecto em competições oficiais[editar | editar código-fonte]

Última atualização: Série C 2017.

Competição Temporadas Títulos Pts. J V E D GP GS
Alagoas Campeonato Alagoano 83 37 754 454 212 116 126 725 516
Segunda Divisão 3 2 64 29 19 7 3 66 17
Brasil Campeonato Brasileiro 18 182 218 60 59 99 222 297
Série B 8 114 104 44 19 41 123 128
Série C 13 1 176 126 50 32 44 168 141
Série D 5 78 48 22 12 18 68 53
Copa do Brasil 15 38 38 11 5 22 39 77
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste 11 133 92 35 28 31 139 144
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Conmebol 1 14 8 4 1 3 11 10
Total 1.537 1.114 456 279 340 1.559 1.383

Pts Pontos obtidos, J Jogos, V Vitórias, E Empates, D Derrotas, GP Gols Pró e GS Gols Sofridos

OBSERVAÇÃO: Os dados do Campeonato Alagoano da Primeira Divisão tem início em 1995.

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2018
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Alagoas Campeonato Alagoano 85 Campeão (37 vezes) 1927 2018 2
Segunda Divisão 3 Campeão (2005, 2010) 2004 2010 2
Estados Camp NE.gif Copa do Nordeste 12 Semifinal (1999, 2010) 1994 2018
Brasil Campeonato Brasileiro 18 13º colocado (1966, 1967, 1981, 1985) 1959 1987 2
Série B 9 Vice-campeão (1980, 1982. 1983) 1972 2018 1
Série C 13 Campeão (2017) 1990 2017 1
Série D 5 Vice-campeão (2016) 2009 2016 1
Copa do Brasil 16 Quartas de final (1992) 1989 2018
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Conmebol 1 Vice-campeão (1999) 1999 1999

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo[6] estilizado do CSA consiste em:

  • No canto superior esquerdo, as iniciais “CSA” entrelaçadas (CSA – Centro Sportivo Alagoano)
  • Uma faixa com o lema do clube: “União e Força”
  • Listras azuis e brancas, as cores oficiais do CSA

Mascote[editar | editar código-fonte]

Estatuto do CSA, "art. 5º, IV - o mascote é a águia (ave), denominada de Azulão

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira oficial do CSA com listras horizontais em azul.[7]

Uniforme[editar | editar código-fonte]

2017

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1º Uniforme
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2º Uniforme

2016

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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Cores do Time
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3º Uniforme
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Série D
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Série D

2015

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme

2014

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1º Uniforme
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2º Uniforme

2013

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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme

Material esportivo e patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Período Material Esportivo Patrocinador Master
1982 Le Coq Sportif Nenhum
1983 Adidas Nenhum
1984 Francal
1985 Nenhum
1987 MR Artigos Esportivos Porto Seguro
1990 Adidas
1993 Campeã
1994 Kyalami Nenhum
1995
1996 Camila
1997-1999 Schutz VASP
1999 Topper VASP
2003-2004 Deka Nenhum
2006-2007 Poker Cavepe
2008 Kappa Prefeitura de Maceió
2009 Carajás
2010 Tchuk Jhones Nenhum
2011 Contrato Engenharia
2012-2013 Lojas Guido
2014 Kanxa Lojas Guido
2015 Super Bolla Lojas Guido
2016 Camponesa
2017 Umbro Camponesa
2017-presente Numer Camponesa

Rankings[editar | editar código-fonte]

Terra.png Internacionais
Flag of Brazil.svg Nacionais

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil. Atualizado pela última vez em 14 de dezembro de 2011.

Ranking criado pela Revista Placar sobre as competições conquistadas pelos clubes de futebol do Brasil. Atualizado em 13 de maio de 2012.

Torcidas[editar | editar código-fonte]

  • Torcida Organizada Mancha Azul
  • Movimento Organizado Sangue Azul
  • CSA-NET
  • Torcida CSAlcool
  • Torcida CSAMOR
  • Movimento Organizado Azulcrinante
  • Movimento Resistencia Azul
  • CSA minha religião

Torcida Organizada Mancha Azul[editar | editar código-fonte]

A torcida Mancha Azul, foi fundada em 23 de outubro de 1992. Tudo Começou quando Força Jovem e Dragões Azulinos resolveram se unir, no começo foi difícil porque a Dragões já era uma dissidência da Força. A partir da fusão das duas maiores Organizadas do CSA e os acordos fechados de ambos os lados partiu-se para decidir o nome que seria dado à nova torcida do CSA, torcida essa que já nasceria sendo a maior de Alagoas, e na reunião final para escolher tinham 4 opções: Dragões da Força Jovem, Maldição Azul, Azul Fiel ou Mancha Azul. Mancha Azul foi o nome escolhido.

Movimento Organizado Azulcrinante[editar | editar código-fonte]

O Azulcrinante.com.br é o site do Movimento Azulcrinante, que tem por objetivo colaborar com o CSA, realizar festas no estádio, transmissões de jogos, reunião de torcedores, carreatas, caravanas, enfim, tudo ligado ao clube e à torcida azulina.

Desde fevereiro de 2010, o Azulcrinante leva ao seu público alvo, os torcedores azulinos, informações, opiniões e entretenimento sobre o CSA, sua torcida e o futebol alagoano em geral, assim como brasileiro e nordestino onde o CSA está incluso.

O Movimento Azulcrinante realiza também carreatas e transmissões de jogos tendo como concentração a Chopparia Skente, no Poço. Desde o início destes projetos, as movimentações só têm crescido, com divulgações da carreata em rádios e transmissões lembradas ao vivo pela emissora de TV.

Além de tudo, o Azulcrinante vêm realizando grandes arrecadações junto aos torcedores azulinos para fazer belíssimas e grandiosas festas no estádio, em jogos decisivos e festivos do CSA. Grandes exemplos são as festas realizadas nos jogos entre CSA e Confiança, pela série D 2010, e o recente CSA e ABC, pelo Nordestão 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons

Referências

  1. «Cadastro Nacional de Estádios de Futebol - rev. 5» (PDF). CBF. Outubro de 2014. Consultado em 1 de setembro de 2015 
  2. «Eleito presidente.». globoesporte.com. Consultado em 24 de julho de 2015 
  3. «CSA é o único clube do Nordeste a disputar uma decisão internacional». globoesporte.com. 7 de setembro de 2013. Consultado em 30 de setembro de 2016 
  4. «Histórias do clássico: o dia em que o CSA dançou xaxado na Pajuçara». globoesporte.com. Consultado em 2 de abril de 2013 
  5. «CSA contrata técnico Ney da Matta, Rosinei e mais 12 jogadores para Série C». globoesporte.com. 9 de maio de 2017 
  6. «Página do clube no portal Futbox» . Galeria de Escudos. Página visitada em 15 de janeiro de 2014.
  7. «Bandeira oficial do Centro Sportivo Alagoano». Consultado em 26 de janeiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Coruripe
Campeão Alagoano
2008
Sucedido por
ASA
Bandeira de BrasilSoccer icon Este artigo sobre clubes brasileiros de futebol é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.