Centro Sportivo Alagoano

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CSA
CSA logo.png
Nome Centro Sportivo Alagoano
Alcunhas Azulão
Azulão do Mutange
Azulão das Alagoas
O Maior de Alagoas
Papão do Estado
Torcedor/Adepto Azulino
Marujo
Mascote Azulão Marujo
Fundação 7 de setembro de 1913 (102 anos)
Estádio Estádio Rei Pelé
Capacidade 17.126 [1]
Localização Maceió Maceió, Alagoas AL. BrasilBrasil
Presidente Brasil Rafael Tenório[2]
Treinador Brasil Oliveira Canindé
Patrocinador Brasil Camponesa
Material esportivo Brasil Super Bolla[3]
Competição Alagoas Campeonato Alagoano
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
Divisão Alagoas Primeira Divisão
Brasil Quarta Divisão
Alagoas AL 2015
Brasil D 2015
Brasil CB 2015
BandeirasNordesteBrasil.gif CN 2015
4º lugar
Não disputou
Não disputou
Não disputou
Ranking nacional Baixa (24) 103º lugar, 458 pontos
Website centrosportivoalagoano.com
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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Centro Sportivo Alagoano, também conhecido pela sigla CSA, é uma agremiação esportiva brasileira de futebol, da cidade de Maceió, em Alagoas. Fundado em 7 de setembro de 1913 por um grupo de desportistas, o clube nasceu como Centro Sportivo Sete de Setembro, depois foi rebatizado para Centro Sportivo Floriano Peixoto e em 1918, ganhou seu nome atual. É o clube mais vencedor do estado com 37 títulos.

História[editar | editar código-fonte]

1913 - A fundação do Centro Sportivo Alagoano[editar | editar código-fonte]

Jonas de Oliveira, um dos principais articuladores da fundação do CSA.

O Centro Sportivo Alagoano foi fundado no dia 7 de setembro de 1913 na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, quando um grupo de desportistas, liderado por Jonas Oliveira, se reuniu com o objetivo de criar a agremiação. Seus fundadores foram os seguintes: Jonas de Oliveira, Osorio Gatto, Entiquio Gomes Filho, Antenor Barbosa Reis, Francisco Rocha Cavalcante, Arestides Ataide de Oliveira, Antonio Miguel de Oliveira e Vicente Grossi.

O primeiro nome do clube foi Centro Sportivo Sete de Setembro, em homenagem a sua data de fundação, e começou a funcionar na própria sede da Sociedade Perseverança, onde ficavam guardados os seus primeiros barcos. Ali, se formou uma verdadeira academia de atletas, pois o clube dispunha de um corpo de lutadores de boxe, luta greco-romana, além de levantamento de peso, lançamento de dardo e de disco e esgrima. Os esportes náuticos só entraram na história do clube em 1917 e, durante muitos anos, seus associados usaram a Lagoa Mundaú para passeios e competições náuticas.

Não demorou muito tempo e a sede do clube foi transferida para uma das dependências do Palácio Velho, antigo Palácio do Governo. Em seguida, no ano de 1915, mais uma mudança ocorreu e a sede azulina passou a funcionar em um prédio na Praça da Independência, antiga Praça da Cadeia, pertencente ao Tiro de Guerra. Foi aí, inclusive, que o time realizou seus treinos e jogos. O primeiro jogo dos azulinos foi contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife e os azulinos venceram por 3 a 0.

Dois anos após a fundação, aconteceu a primeira modificação do nome do CSA que, de Centro Sportivo Sete de Setembro passou a se chamar Centro Sportivo Floriano Peixoto, em 1915, numa homenagem a José Floriano Peixoto, atleta alagoano de destaque nacional. Torcedores azulinos propuseram, em assembleia geral, a mudança do nome do clube e a proposta do grupo foi aceita.

Definitivamente, no dia 13 de abril de 1918, o time mudou mais uma vez a sua razão social e foi batizado, em assembleia geral, com o nome de Centro Sportivo Alagoano, que de imediato passou a se identificar com o povo alagoano.

O Mutange[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio do Mutange

O Mutange foi inaugurado em 22 de novembro de 1922, tendo sido considerado durante muitos anos o estádio mais moderno do estado, sendo inclusive o único com condições de receber jogos noturnos pelo fato de ter refletores, tendo sediado em 1951 o primeiro jogo internacional em Alagoas, o CSA 1 x 1 Velez Sársfield. Atualmente, o Centro Sportivo Alagoano passou a disputar suas partidas no Trapichão (propriedade do governo estadual) e transformou o Mutange num centro de treinamento.

A marca da rivalidade[editar | editar código-fonte]

A marca da rivalidade. Certa vez, lá pelos anos 30, o CSA enviou ao CRB, um "Ofício-convite" para a realização de uma partida amistosa. O clube da Pajuçara aceitou o desafio, mas, em “Oficio-resposta” solicitava permissão para incluir em sua equipe alguns jogadores de outros times, já que o jogo era amistoso. O CSA, entretanto, não aceitou a proposta e nasceu daí, um desentendimento entre os dois clubes. A partir de então, as hostilidades aumentaram, tornando-se incontroláveis, sobretudo porque explorada pelas crônicas dos jornais, divulgando declarações dos dois presidentes. O Jornal “Correio da Tarde” publicava tudo que dizia Osório Gatto do CSA. O Jornal de Alagoas, por sua vez, publicava os revides de Ismael Acioli do CRB. E um simples “convite” para um jogo amistoso, se transformou numa guerra pessoal. Ao tomar conhecimento numa das crônicas, de uma ofensa direta do presidente azulino, Ismael Acioli se julgou ofendido e resolveu tomar satisfações pessoais. Avisado por amigos do “Correio da Tarde” das intenções de Ismael Acioli, Osório Gatto tratou de se prevenir, armando-se de um revólver. O encontro dois presidente verificou-se em plena rua do Comércio da Capital. Antes mesmo de qualquer diálogo, o presidente do CSA sacou da arma e atirou no presidente do CRB. Um dos disparou atingiu a coxa de Ismael Acioli, que caiu e, logo com a chegada de diversas pessoas, foi transportado para o Pronto Socorro. E a guerra não acabou ali. Enquanto esteve hospitalizado, Ismael Acioli recebeu o apoio irrestrito de todas as facções do clube que dirigia. Tanto que de forma unânime, toda diretoria regateana prometeu publicamente que, se Ismael Acioli viesse a falecer, nenhum membro da diretoria azulina ficaria vivo para contar a história. Ismael Acioli se recuperou gradativamente, ficou fora de perigo e voltou a vida normal. Mas ficou capengando numa das pernas e carregando a bala que o atingiu. Somente anos mais tarde, os dois desportistas, num encontro fortuito, afinal se abraçaram comovidamente. a partir dessa epoca os dois clubes são rivais eternos.

1931 - A rivalidade no aniversário do CSA[editar | editar código-fonte]

A crescente rivalidade entre CSA e CRB culminou em um fato ocorrido em 1931. Para participar da festa de seu aniversário, os azulinos convidaram o time do América de Recife para um jogo amistoso. Tininho, um habilidoso jogador do CSA, era também um verdadeiro líder dentro do clube. Muitas vezes, se transformava em treinador do time. Por todas essas qualidades, Tininho era respeitado pelos dirigentes e querido pela torcida.

Com a intenção de reforçar a equipe, Tininho convidou dois jogadores do CRB para integrar o CSA no jogo contra o América. Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Eles aceitaram e se sentiram honrados em vestir a camisa azulina. No dia 7 de setembro, no Mutange, antes do jogo, compareceram aos vestiários do CSA, os jogadores Zequito e Fonseca que foram recebidos por Tininho. A diretoria azulina já se encontrava nas cadeiras que ficavam nas arquibancadas do Mutange. Ao saber da novidade, os dirigentes mandaram chamar Tininho para informar que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB. Afirmavam, inclusive, que temiam a reação da torcida. Pressionado por todos os lados, Tininho mostrou porque era líder, e decidiu – "Ou aceitam Zequito e Fonseca ou eu também não jogarei". Esta decisão aumentou a confusão. Mas, pela personalidade do capitão azulino que assumiu toda responsabilidade, os dois atletas do CRB jogaram e ajudaram o CSA a vencer o América por 4x2. Dois dos gols foram assinalados por Fonseca. Zequito Porto nunca negou que se sentiu orgulhoso ao vestir a camisa do tradicional rival. A rivalidade na época não permitia que fatos como esse pudesse acontecer. Mas, ele conseguiu quebrar esse tabu.

1945 - 22 x 0: a grande goleada[editar | editar código-fonte]

Uma das maiores goleadas do futebol brasileiro e, certamente, a maior do futebol alagoano, teve a participação do CSA. Aconteceu no campeonato alagoano de 1945 - CSA 22 x 0 Esporte.

O CSA tentou transferir o jogo para aceitar um convite e jogar em Garanhuns. O Esporte não aceitou. O mando de campo era do time de Zé Rodrigues que levou o jogo para o campo da Pajuçara. O CSA tentou levar a partida para o Mutange, chegando a oferecer toda a renda para o Esporte. O clube rubro também não aceitou. Comentou-se, na época, que dirigentes e jogadores do clube azulino fizeram um pacto para fazer o maior número de gols possíveis dentro da partida. Na semana do jogo, o Tribunal de Penas da Federação suspendeu quatro jogadores do Esporte. Eles haviam se envolvido no jogo violento da partida contra o Olavo Bilac no domingo anterior. Dirigentes do clube de Zé Rodrigues chegaram a pensar em entregar os pontos. Terminaram desistindo.

No dia 28 de janeiro de 1945, no Estádio Severiano Gomes Filho, jogaram Esporte Clube Maceió e CSA. Zé Rodrigues que tinha problemas na escalação do seu time, foi obrigado a colocar em campo quatro atletas que haviam jogado na partida preliminar: Orlando, Pé de Samba, Mudico e Laurinho. Mesmo assim, os jogadores do CSA não perdoaram. Fizeram 7 gols no primeiro tempo e 15 no segundo.

Campeonato Alagoano 1945

28 de janeiro de 1945
Esporte Clube Maceió Alagoas 0 – 22 Alagoas CSA Estádio Severiano Gomes Filho, Maceió

Caio Mario Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Dengoso Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Montoni Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Sales Gol marcado Gol marcado Gol marcado
Ariston Gol marcado
Valdir Gol marcado
Árbitro: Waldomiro Brêda

1952 - O Jogo do Xaxado[editar | editar código-fonte]

O clássico contra o CRB da tarde do dia 16 de setembro de 1952 entrou para a história do futebol alagoano e ficou conhecido como o "Jogo do Xaxado". Xaxado é o nome de um ritmo musical do nordeste brasileiro e, na época, era a música do momento das paradas de sucesso. Todo o Brasil dançava o xaxado com Luiz Gonzaga.

O CSA venceu seu mais tradicional adversário pelo placar de 4 a 0. A grande atuação da equipe fez a torcida azulina bater palmas e gritar, ritmicamente, a palavra "xaxado". Curiosamente, o CSA aplicou a goleada justamente no dia do aniversário do rival.


Campeonato Alagoano 1952

16 de setembro de 1952
CRB Alagoas 0 – 4 Alagoas CSA Estádio Severiano Gomes Filho, Maceió

Edgar Gol marcado Gol marcado
Dengoso Gol marcado Gol marcado
Árbitro: Waldomiro Brêda

CRB: - Levino (Luiz), Helio Ramires (Ferrari) e Miguel Rosas, Netinho, Castanha e Moura, Sansão, Arroxelas (Santa Rita), Dario, Mourão (Zé Cicero) e Zeca.
CSA: - Almir, Bem e Arestides, Oscarzinho, Zanélio e Neu, Napoleão (Ié), Biu Cabecinha, Dida, Dengoso e Edgar (Bemvindo).

Cquote1.svg Muitos gols foram perdidos. Dida, depois de driblar toda a defesa do CRB, inclusive o goleiro Levino, quase na linha de gol, preferiu voltar e passar a bola para um companheiro. Cquote2.svg
Lauthenay Perdigão, Diretor do Museu dos Esportes.[4]

1973 - Mané Garrincha e o CSA[editar | editar código-fonte]

O grande jogador Garrincha já vestiu a camisa do CSA. Foi somente durante noventa minutos, em partida ocorrida no dia 19 de setembro de 1973, num amistoso contra o ASA de Arapiraca, no Trapichão. Garrincha e Dida jogaram juntos com a camisa azulina. Dias depois, Garrincha jogou outra partida por um clube alagoano, o ASA de Arapiraca.

"Seu Mané" estava se despedindo da torcida brasileira. Seu futebol estava chegando ao fim. Suas pernas tortas já não corriam como antes. Seus dribles já não eram tão eficientes. Mesmo assim, Garrincha jogou e a torcida alagoana entendeu seu drama. Foi intensamente aplaudido em sua noite de despedida.

1980-1983 - Taça de Prata[editar | editar código-fonte]

1980[editar | editar código-fonte]

Era a semifinal da Taça de Prata de 1980. O jogo foi no Estádio Fonte Luminosa e o resultado de 1x0, deu ao time alagoano o direito de disputar o título de campeão da Taça de Prata contra o Londrina e, a sua inclusão, no próximo ano, na divisão de elite do futebol brasileiro.

Para ganhar da Ferroviária o CSA enfrentou muitas adversidades, desde da pressão da torcida local até a visível parcialidade do juiz que, no segundo tempo, expulsou Joca e Alberto Lequelé do clube alagoano. Mesmo com uma ajuda extra, os paulistas não chegaram a meta de Zé Luiz.

No primeiro tempo, a Ferroviária, a rigor, atacou mais que o CSA, entretanto encontrou uma verdadeira barreira na defesa azulina. O CSA, cauteloso, somente ia à frente em contra ataques rápidos e perigosos. E foi assim que aos 39 minutos, Peu lançou para Gilmar que fechava para área e o craque azulino chutou por cobertura e marcou o gol único da partida.

No segundo tempo, a Ferroviária passou a pressionar na base do desespero e teve sua grande chance do empate quando Paulo Borges perdeu uma penalidade máxima. Mesmo com dois jogadores a menos, o CSA soube administrar a vitória.

Semifinal Taça de Prata de 1980

7 de maio de 1980
Ferroviária Alagoas 0 – 1 Alagoas CSA Fonte Luminosa, Araraquara

Gilmar Gol marcado Público: 5.864 pagantes
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos

Ferroviária - Tião, Carlos (João Carlos), Sabará, Sérgio Miranda e Zé Rubens, Nande,. Zé Roberto (Bispo) e Douglas, Paulo Borges, Toninho e Lavinho.
CSA - Zé Luiz, Joca, Paulinho, Dick e Luizinho, Ronaldo Alves, Alberto Carioca e Peu (Rogério), Jorginho, Dentinho (Alberto Lequelé) e Gilmar.

Final Taça de Prata de 1980

11 de maio de 1980 CSA Alagoas 1 – 1 Paraná Londrina Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)

Dentinho Gol marcado aos 76 minutos de jogo 76' Paulinho Gol marcado aos 85 minutos de jogo 85' Público: 25.659
Árbitro: São Paulo Oscar Scolfaro

18 de maio de 1980 Londrina Paraná 4 – 0 Alagoas CSA Estádio do Café, Londrina (PR)

Zé Antônio Gol marcado aos 26 minutos de jogo 26'
Lívio Gol marcado aos 33 minutos de jogo 33'
Paulinho Gol marcado aos 80 minutos de jogo 80' Gol marcado aos 84 minutos de jogo 84' (pen.)
Público: 36.489
Árbitro: Rio de Janeiro José Roberto Wright
  • Londrina: Jorge, Toninho, Gilberto, Fernando, Zé Antônio, Vanderlei (André), Éverton, Lívio, Zé Dias (Zé Roberto) e Paulinho. Técnico: Jair Bala
  • CSA: Zé Luís, Joca, Paulinho, Dick, Luisinho, Ronaldo Alves, Alberto Carioca, Alberto Leguelé, Jorginho, Peu e Gilmar. Técnico: Laerte Dória

1982[editar | editar código-fonte]

A decisão da Taça de Prata de 1982 foi entre CSA e Campo Grande do Rio de Janeiro. A primeira partida foi no Estádio Rei Pelé no dia 11 de abril. Ficou conhecido como o "jogo da virada".

Um jogo cheio de grandes lances e a movimentação do marcador mexeu com os nervos da torcida azulina. O CSA começou bem, atacando com velocidade e explorando o lado direito do Campo Grande. Foi assim que o clube azulino chegou ao primeiro gol. Romel lançou Américo em profundidade que foi derrubado na entrada da área. O mesmo Romel cobrou de forma sensacional e abriu a contagem. A partir dos trinta minutos, o Campo Grande passou a dominar a partida e o CSA ficou sem saber o que fazer. O zagueiro Jerônimo começou a fazer bobagens. Fez um gol contra aos trinta e oito minutos. Perdeu a bola na entrada da área e permitiu que o Campo Grande marcasse seu segundo gol, e logo depois os cariocas ampliaram para três a um. Este foi o marcador do primeiro tempo. Os azulinos estavam abatidos, dominados e não demonstravam chance de reagir.

Uma conversa no intervalo, entre o técnico Tadeu e jogadores, mexeu com o ânimo dos jogadores. Zé Carlos entrou no lugar de Freitas e Dentinho substituiu Américo. Duas substituições que mudaram o panorama da partida.

A reação começou aos vinte três minutos. Dentinho sofreu uma falta perto da área. Romel cobrou com categoria: 3x2. Os azulinos jogavam bem, dominavam e os cariocas procuravam manter o resultado. Mais cinco minutos e novamente Dentinho foi derrubado dentro da área. E na área é penalti. O grande nome do jogo, Romel, perdeu a penalidade máxima. Chutou e o goleiro Ronaldo defendeu. O jogo seguiu com o CSA procurando o empate. E ele veio numa bola lançada por Zezinho para a área adversária. Romel dominou e com um leve toque deslocou o goleiro carioca. O empate ainda era bom resultado para o Campo Grande. O CSA, porém, queria mais.

O tempo passava. As oportunidades surgiam e o gol da vitória não chegava. Jorginho se contundiu e teve que sair de campo. O treinador Tadeu José da Costa Lima já tinha feita as duas substituições e o CSA ficou com menos um. Aos trinta e sete minutos uma falta em Dentinho, na entrada da área, criou um pequeno tumulto que culminou com a expulsão do zagueiro Jeronimo. O CSA passava a jogar com nove jogadores. Na cobrança, Ademir tocou para Romel que chutou na barreira. A bola subiu e quando desceu bateu no travessão e voltou para onde estava Zé Carlos, que de cabeça, mandou para as redes do Campo Grande. Estava sacramentada a vitória do CSA. Poucos acreditavam no que viam. A virada de 1x3 para 4x3 estava estampada nos torcedores presentes no Rei Pelé. Logo depois do gol, Dentinho fez falta violenta e foi expulso. Com oito jogadores, foi um sufoco para o CSA garantir o marcador.

Final Taça de Prata de 1982

11 de abril de 1982 CSA Alagoas 4 – 3 Rio de Janeiro Campo Grande Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)

Romel Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15' Gol marcado aos 67 minutos de jogo 67' Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
Zé Carlos Gol marcado aos 87 minutos de jogo 87'
Jerônimo Gol marcado aos 38 minutos de jogo 38' (con.)
Luís Paulo Gol marcado aos 40 minutos de jogo 40'
Luisinho Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Público: 16.045
Árbitro: Maranhão Nacor Benedito Arouche

18 de abril de 1982 Campo Grande Rio de Janeiro 2 – 1 Alagoas CSA Estádio Ítalo del Cima, Rio de Janeiro (RJ)

Mauro Gol marcado aos 59 minutos de jogo 59'
Tuchê Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'
Ademir Gol marcado aos 55 minutos de jogo 55' Público: 8.312
Árbitro: São Paulo Dulcídio Vanderlei Boschilla

25 de abril de 1982 Campo Grande Rio de Janeiro 3 – 0 Alagoas CSA Estádio Ítalo del Cima, Rio de Janeiro (RJ)

Luisinho Gol marcado aos 30 minutos de jogo 30' Gol marcado aos 60 minutos de jogo 60'
Lulinha Gol marcado aos 44 minutos de jogo 44'
Público: 15.567 pagantes
Árbitro: Rio Grande do Sul Airton Bernardoni
Auxiliares: Rio Grande do Sul Valdir Luís Louruz e Rio Grande do Sul Sílvio Luís de Oliveira
  • Campo Grande: Ronaldo, Paulinho, Pirulito, Mauro, Ramírez, Serginho, Lulinha, Pingo (Ailton), Tuchê, Luisinho e Luís Paulo. Técnico: Décio Esteves
  • CSA: Joseli, Flávio, Jerônimo, Fernando, Zezinho, Ademir, Zé Carlos (Josenílton), Veiga, Américo (Freitas), Dentinho e Mug. Técnico: Jorge Vasconcellos

1983[editar | editar código-fonte]

Pela terceira vez o CSA foi para a final da Taça de Prata, novamente ficou com o segundo lugar.

Final Taça de Prata 1983

24 de abril de 1983 CSA Alagoas 3 – 1 São Paulo Juventus Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)

Romel Gol marcado aos 41 minutos de jogo 41'
Zé Carlos Gol marcado aos 63 minutos de jogo 63'
Josenílton Gol marcado aos 76 minutos de jogo 76'
Ilo Gol marcado aos 86 minutos de jogo 86' Público: 14.765
Árbitro: Rio Grande do Sul Carlos Sérgio Rosa Martins
  • CSA: Adeildo; Humberto, Café, Dequinha e Zezinho; Ademir, Romel (Josenílton) e Jorge Siri; Américo, Zé Carlos (Veiga) e Jacozinho. Técnico: China.
  • Juventus: Carlos; Nelson, Nelsinho, Nenê e Bizi; Paulo Martins, Gatãozinho (Gérson Andreotti) e César; Sidnei, Bira (Ilo) e Trajano. Técnico: Candinho.


1º de maio de 1983 Juventus São Paulo 3 – 0 Alagoas CSA Parque São Jorge, São Paulo (SP)

Gatãozinho Gol marcado aos 7 minutos de jogo 7'
Bira Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
Trajano Gol marcado aos 82 minutos de jogo 82'
Público: 2.467
Árbitro: Rio de Janeiro Arnaldo Cezar Coelho
  • Juventus: Carlos; Nelson, Deodoro, Nelsinho e Cardoso (Nenê); Paulo Martins, César e Gatãozinho; Sidnei, Ilo (Bira) e Trajano. Técnico: Candinho.
  • CSA: Adeíldo; Humberto, Café, Dequinha e Zezinho; Ademir, Jorginho e Rômel (Josenílton); Américo, Zé Carlos e Jacozinho. Técnico: China.

4 de maio de 1983 Juventus São Paulo 1 – 0 Alagoas CSA Parque São Jorge, São Paulo (SP)

Paulo Martins Gol marcado aos 71 minutos de jogo 71' (pen.) Público: 3.205
Árbitro: Rio de Janeiro Luís Carlos Félix
  • Juventus: Carlos, Nelson, Deodoro, Nelsinho, Bizi, Paulo Martins, César, Gatãozinho, Sidnei, Ilo (Bira) e Cândido (Mário). Técnico: Candinho.
  • CSA: Adeíldo, Humberto, Café, Dequinha, Cícero (Veiga), Ademir, Jorginho, Romel, Américo, Josenílton e Jacozinho. Técnico: China

1999 - A Copa Conmebol[editar | editar código-fonte]

Primeira fase[editar | editar código-fonte]

O ano de 1999 foi histórico e inédito para o futebol alagoano. Pela primeira vez, um clube de Alagoas participava de uma competição internacional: a Copa Conmebol.

O regulamento da competição sul-americana naquele ano previa que os representantes brasileiros seriam os campeões de cada competição regional. Como os finalistas da Copa do Nordeste, Vitória e Bahia (campeão e vice, respectivamente), desistiram de participar da Copa Conmebol, a vaga seria destinada então ao 3º colocado do regional, o Sport. Porém, este também recusou o convite, o que levou o CSA a ficar com a vaga, já que havia chegado às semifinais da Copa do Nordeste de 1999.

Na estreia, dia 13 de outubro, o CSA enfrentou no Estádio Rei Pelé o também brasileiro Vila Nova de Goiás. A equipe venceu por 2 a 0, com dez jogadores em campo (o lateral Souza havia sido expulso no primeiro tempo), gols de Missinho e Mazinho. Na partida do dia 20, o Vila Nova delvolveu o placar de 2 a 0, porém o CSA venceu na cobrança de pênaltis por 4 a 3 e avançou à fase seguinte. Pela primeira vez em sua história, o CSA faria uma viagem internacional.

Jogo de ida
19 de outubro de 1999 CSA Brasil 2 – 0 Brasil Vila Nova Rei Pelé, Maceió (AL)
20:30 h (UTC-3)
Missinho Gol marcado aos 43 minutos de jogo 43'
Mazinho Gol marcado aos 88 minutos de jogo 88'
Relatório Árbitro: Brasil Wilson Souza de Mendonça
Auxiliares: Brasil Milton Otaviano dos Santos e Brasil José Ribamar Melônio

Jogo de volta
26 de outubro de 1999 Vila Nova Brasil 2(3) – 0(4) Brasil CSA Serra Dourada, Goiânia (GO)
21:00 h (UTC-3)
Juninho Gol marcado aos 45 minutos de jogo 45'
Reinaldo Aleluia Gol marcado aos 48 minutos de jogo 48'
Relatório Público: 3.219
Árbitro: Brasil Francisco Dacildo Mourão Albuquerque
Auxiliares: Brasil Arnaldo Menezes Pinto e Brasil Eduardo Cyreno de Meneses
    Penalidades  
Reinaldo Aleluia: marcou

Tim: marcou
Luciano: marcou
Luiz Cláudio: perdeu
Kal Baiano: perdeu

3–4 Missinho: marcou

Léo: marcou
Márcio Pereira: marcou
Fábio Magrão: marcou
Williams: perdeu

 

Quartas-de-final[editar | editar código-fonte]

O adversário seguinte foi o venezuelano Estudiantes de Mérida. Entretanto, a diretoria do clube foi surpreendida ao descobrir que a maioria dos seus jogadores não possuía passaporte. Após resolver o problema, a delegação embarcou no ônibus rumo à Mérida, escoltado por dois batedores.

No confronto na Venezuela, em 3 de novembro, um empate sem gols. Em Maceió, dia 9, o CSA derrotou o adversário por 3 x 1. Durante a partida, o árbitro paraguaio Bonifacio Núñez expulsou seis jogadores, sendo quatro do Estudiantes de Mérida e dois do CSA. Mimi abriu o placar logo aos 4 minutos de jogo, cobrando pênalti. O time venezuelano empataria aos 23 minutos, através de Ruberth Morán, também convertendo a penalidade. Pouco tempo depois, Márcio Pereira fez outro gol para o CSA, em cobrança de falta. A bola ainda desviou no zagueiro Gavidia, do Estudiantes de Mérida, antes de entrar. Márcio Pereira faria mais um, classificando a equipe à fase seguinte.

Jogo de ida
3 de novembro de 1999 Estudiantes de Mérida Venezuela 0 – 0 Brasil CSA Guillermo Soto Rosa, Mérida (Venezuela)
20:00 h (UTC-4:30)
Relatório Árbitro: Colômbia Felipe Russi
Auxiliares: Colômbia Luis Agudelo e Venezuela Edison Ibarra

Jogo de volta
9 de novembro de 1999 CSA Brasil 3 – 1 Venezuela Estudiantes de Mérida Rei Pelé, Maceió (AL)
21:00 h (UTC-3)
Mimi Gol marcado aos 4 minutos de jogo 4' (P)
Márcio Pereira Gol marcado aos 27 minutos de jogo 27' Gol marcado aos 78 minutos de jogo 78'
Relatório Martínez Gol marcado aos 24 minutos de jogo 24' (P) Árbitro: Paraguai Bonifacio Núñez
Auxiliares: Paraguai William Weiler e Brasil Milton Otaviano dos Santos

Semifinal[editar | editar código-fonte]

Na semifinal, outro clube brasileiro no caminho do CSA: o São Raimundo-AM. Em Manaus, derrota azulina por 1x0, dia 17 de novembro. A partida de volta foi dramática. No dia 24 de novembro, jogando em casa, o CSA abriu o marcador aos 14 do primeiro tempo, com um gol de Fábio Magrão. Para desespero dos cerca de 18 mil torcedores que lotavam o Rei Pelé, o São Raimundo igualou o placar aos 20 minutos, em falha da defesa do CSA, que Marcelo Araxá soube bem aproveitar. O resultado eliminava o Azulão. O CSA ainda empatou no último minuto de jogo, após uma falha do goleiro do São Raimundo, que deixou a bola escapar. O zagueiro Givago empurrou-a para as redes e garantiu que a decisão fosse para os pênaltis. O CSA levou a melhor na cobrança de pênaltis, alcançando um feito inédito. Nenhum outro clube do Nordeste havia conseguido estar em uma decisão de competição sul-americana.

Jogos de ida
17 de novembro de 1999 São Raimundo Brasil 1 – 0 Brasil CSA Vivaldão, Manaus (AM)
20:00 h (UTC-3)
Marcos Luiz Gol marcado aos 73 minutos de jogo 73' Relatório Público: 35.000
Árbitro: Brasil Paulo Cesar de Oliveira
Auxiliares: Brasil Arnaldo Menezes Pinto e Brasil Eduardo Cyreno de Meneses

Jogo de volta
24 de novembro de 1999 CSA Brasil 2(5) – 1(4) Brasil São Raimundo Rei Pelé, Maceió (AL)
21:00 h (UTC-3)
Fábio Magrão Gol marcado aos 12 minutos de jogo 12'
Jivago Gol marcado aos 91 minutos de jogo 91'
Relatório Marcelo Araxá Gol marcado aos 20 minutos de jogo 20' Público: 28.000
Árbitro: Brasil Jorge dos Santos Travassos
Auxiliares: Brasil José Ribamar Melônio e Brasil Milton Otaviano dos Santos
    Penalidades  
Fábio Magrão: marcou

Márcio Pereira: marcou
Souza: marcou
Missinho: marcou
Williams: marcou

5–4 Neto: marcou

Frei: marcou
Niltinho: marcou
Luiz Cláudio: marcou
?: perdeu

 

Final[editar | editar código-fonte]

A decisão seria contra o Club Atlético Talleres, que fazia boa campanha no Campeonato Argentino daquele ano.

Na primeira partida da final, dia 1º de dezembro, o CSA surpreendeu e aplicou 4 a 2 no adversário, ficando muito perto da conquista. Missinho marcou 3 gols para o CSA, Fabio Magrão marcou outro, enquanto que Aguilar e Astudillo descontaram para o Talleres.

Na Argentina, o CSA sentiu a catimba do adversário logo no desembarque na cidade de Córdoba. Os dirigentes do CSA foram abordados por representantes do Talleres, que afirmavam ter interesse no lateral-esquerdo Williams e em outros jogadores do clube. Também não foi permitido ao CSA treinar no Estádio Olímpico de Córdoba. Eram demonstrações claras da guerra que o clube alagoano enfrentaria na grande decisão do dia 8 de dezembro.

Com apenas quatro minutos de jogo, o CSA já estava com dez em campo. O juiz paraguaio Ricardo Grance expulsou Fábio Magrão por reclamação. O CSA sentiu-se intimidado com a pressão feita pelos argentinos e o técnico Otávio Oliveira recuou o time todo. A modificação no esquema tático do time não obteve êxito: aos 39 minutos, Ricardo Silva abriu o placar para o Talleres. No segundo tempo, Gigena ampliou. E como que dando um tiro de misericórdia, Maidana de cabeça fez 3 x 0. No resultado agregado, o Talleres ficou com o título. Terminava assim o sonho do CSA de se tornar a primeira equipe do Nordeste brasileiro a conquistar uma competição internacional.

1° jogo
1 de dezembro de 1999 CSA Brasil 4 – 2 Argentina Talleres Rei Pelé, Maceió (AL)
20:00 h (UTC-3)
Missinho Gol marcado aos 3 minutos de jogo 3' Gol marcado aos 38 minutos de jogo 38' Gol marcado aos 47 minutos de jogo 47'
Fábio Magrão Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15'
Relatório Aguilar Gol marcado aos 18 minutos de jogo 18'
Astudillo Gol marcado aos 86 minutos de jogo 86'
Público: 30.000
Árbitro: Equador Rogger Zambrano
Auxiliares: Equador Luis Vasco e Equador Juan Montalvo
 
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
CSA
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Talleres
 
CSA:
G 1 Brasil Veloso
LD 17 Brasil Mazinho
Z 4 Brasil Márcio Pereira
Z 3 Brasil Jivago
LE 8 Brasil Williams Substituído após 78 minutos de jogo 78'
V 5 Brasil Roberto Alves
V 7 Brasil Léo
M 18 Brasil Fábio Magrão
M 10 Brasil Bruno Alves Penalizado com cartão amarelo após 10 minutos 10' Substituído após 75a minutos de jogo 75a'
A 9 Brasil Missinho
A 11 Brasil Mimi Substituído após 75b minutos de jogo 75b'
Substituição:
M 2 Brasil Souza Entrou em campo após 75a minutos 75a'
A 16 Brasil Bode Entrou em campo após 75b minutos 75b'
Z 6 Brasil Ramón Entrou em campo após 78 minutos 78'
Treinador:
Brasil Otávio Oliveira
TALLERES:
G 1 Argentina Cuenca (C)
LD 20 Argentina Díaz Penalizado com cartão amarelo após 36 minutos 36'
Z 13 Argentina García
Z 2 Argentina Maidana
LE 18 Paraguai Suárez PenalizadoPenalizadoExpulso
V 8 Argentina Pino Penalizado com cartão amarelo após 35 minutos 35' Substituído após 45 minutos de jogo 45'
V 15 Argentina Cabrera
M 11 Argentina Aguilar Substituído após 74 minutos de jogo 74'
M 14 Argentina Silva
A 7 Argentina Astudillo
A 16 Argentina Marzo Penalizado com cartão amarelo após 42 minutos 42' Substituído após 62 minutos de jogo 62'
Substituição:
M 23 Argentina Roth Penalizado com cartão amarelo após 65 minutos 65' Entrou em campo após 45 minutos 45'
A 9 Argentina Gigena Entrou em campo após 62 minutos 62'
LE 22 Argentina Del Soto Entrou em campo após 74 minutos 74'
Treinador:
Argentina Ricardo Gareca
2° jogo
8 de dezembro de 1999 Talleres Argentina 3 – 0 Brasil CSA Chateau Carreras, Córdoba (Argentina)
20:30 h (UTC-3)
Silva Gol marcado aos 39 minutos de jogo 39'
Gigena Gol marcado aos 75 minutos de jogo 75'
Maidana Gol marcado aos 90 minutos de jogo 90'
Relatório Público: 33.000
Árbitro: Paraguai Ricardo Grance
Auxiliares: Paraguai Carlos Torres e Paraguai Néstor González
 
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Talleres
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
CSA
 
TALLERES:
G 1 Argentina Cuenca (C)
LD 20 Argentina Díaz Substituído após 66 minutos de jogo 66'
Z 13 Argentina García
Z 2 Argentina Maidana Penalizado com cartão amarelo após 78 minutos 78'
LE 23 Argentina Roth Penalizado com cartão amarelo após 79 minutos 79'
V 5 Argentina Ávalos
V 3 Argentina Humoller
M 11 Argentina Aguilar
M 14 Argentina Silva Substituído após 92 minutos de jogo 92'
A 7 Argentina Astudillo
A 9 Argentina Gigena
Substituição:
V 8 Argentina Pino Entrou em campo após 66 minutos 66'
V 15 Argentina Cabrera Entrou em campo após 92 minutos 92'
Treinador:
Argentina Ricardo Gareca
CSA:
G 1 Brasil Veloso Penalizado com cartão amarelo após 56 minutos 56'
LD 17 Brasil Mazinho Penalizado com cartão amarelo após 37 minutos 37'
Z 4 Brasil Márcio Pereira
Z 3 Brasil Jivago Penalizado com cartão amarelo após 69 minutos 69'
LE 6 Brasil Williams
V 5 Brasil Ramón Penalizado com cartão amarelo após 38 minutos 38'
V 7 Brasil Léo
M 18 Brasil Fábio Magrão PenalizadoPenalizadoExpulso
M 10 Brasil Bruno Alves Substituído após 58 minutos de jogo 58'
A 9 Brasil Missinho
A 11 Brasil Mimi Penalizado com cartão amarelo após 20 minutos 20'
Substituição:
A 13 Brasil Fabinho Entrou em campo após 58 minutos 58'
Treinador:
Brasil Otávio Oliveira

2003 e 2009- A queda do CSA pela "segundona"[editar | editar código-fonte]

O CSA entrou em campo num domingo, no Rei Pelé, precisando derrotar o rival CRB, e dependia também do Murici não ganhar do CSE. Nenhum resultado foi favorável, e a fragilidade da equipe fez com que o CRB ganhasse a partida.

Logo no começo do jogo, o CRB marcou o primeiro gol, através de Binho, ao receber passe de Marcelinho. O CSA reagiu para empatar aos 24 minutos, num cruzamento de Ramon. Alessandro se antecipou ao zagueiro Carlão e cabeceou no ângulo esquerdo de Wanderley. Aos 39 minutos, Gaspar foi à linha de fundo e cruzou da esquerda para Marcelinho marcar de cabeça.

No segundo tempo, logo aos três minutos, Reinaldo, que entrou no intervalo no lugar de Ailton, desviou um cruzamento de Marcelinho para marcar o terceiro. O quarto gol foi quatro minutos depois, num pênalti cometido pelo goleiro Santos sobre Reinaldo. Marcelinho cobrou com perfeição. Aos 43 minutos, o zagueiro Carlão colocou a mão na bola dentro da área, sendo expulso. O pênalti foi cobrado e convertido por Nélson.

O CRB precisava vencer e venceu, 4x2, sobre o CSA, assegurando sua classificação para o quadrangular decisivo do Estadual - 2003, sendo beneficiado também pela derrota do CSE para o Murici. Os dois resultados foram ruins para o CSA, que foi rebaixado para a segunda divisão do ano seguinte só conseguindo retornar para a primeira divisão em 2005.

  • CRB – Wanderley; Saulo, Bruno, Róbson e Edílson; Carlão, Gaspar, Marcelinho (Fernando Pilar) e Eduardo Potiguar (Paulo Roberto); Binho e Ailton (Reinaldo).
  • CSA – Santos; Edmílson, Sinval (Bel), Alex Martins e Ramon; Nélson, La Bamba, Cassio (Jairon) e Da Silva (Sandrinho); Tiago e Alessandro.
  • Árbitro – Jorge Luiz da Silva.

No ano de 2009, novamente contra o seu maior rival, o CSA entra em campo precisando vencer para assim poder escapar do tão temido rebaixamento. Mas o CSA não conteve seu maior rival, e perdeu a partida por 2X1, sendo o último gol feito por Da Silva, ex-jogador do CSA que teve que amargar o rebaixamento e as vaias da torcida pelo segunda vez em sua história.

CSA elimina o Santos[editar | editar código-fonte]

Correndo o risco de ser rebaixado a segunda divisão alagoana, o CSA teria uma dura missão na Copa do Brasil. Eliminar o Santos. A situação ficou ainda mais difícil com o empate em 0x0 no Estádio Rei Pelé. Mas na segunda partida o CSA entrou determinado e derrotou o Santos na Vila Belmiro por 1x0 e assim eliminou a equipe paulista, que foi finalista do Campeonato Paulista de 2009.

2008: Campeão Alagoano[editar | editar código-fonte]

Em 2008 o CSA põe fim ao jejum de 9 anos sem título, conquistando o Campeonato Alagoano. A equipe bateu o ASA na decisão. No primeiro jogo o azulão jogou com garra e derrotou a equipe alvinegra por 2 x 1 no Fumeirão, em Arapiraca. Coube ao CSA jogar pelo empate no segundo jogo. O Azulão cumpriu sua missão. Com um empate por 2 x 2 no Rei Pelé o CSA garantiu o título de campeão alagoano de 2008.

2010 - Presente[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010 o CSA foi a semifinal da Copa do Nordeste e foi o "grande" campeão do Campeonato Alagoano - Série B, pela segunda vez em sua história.

Em 2012 o CSA fazia uma boa campanha na Série D, mas foi eliminado pelo Sampaio Corrêa de uma forma humilhante, sendo goleado por 6x0.

Em 2013 o time azulino foi vice-campeão do Campeonato Alagoano no ano de seu centenário. A final foi contra o CRB, que venceu nos pênaltis. Na Copa do Brasil de 2013 foi eliminado em casa na primeira fase pelo Cruzeiro.

Em 2014 disputou a Copa do Nordeste, o Campeonato Alagoano e a Copa do Brasil. O CSA não teve êxito em nenhuma dessas competições. Perdeu o estadual na primeira fase, cai nas quartas da Copa do Nordeste, e na primeira fase da Copa do Brasil.

Em 2015 foi finalista do primeiro turno do Campeonato Alagoano, mas perdeu a final para o ASA de Arapiraca nos pênaltis. No segundo turno o CSA foi semifinalista, mas foi eliminado pelo Coruripe, sendo derrotado nos dois jogos por 2x1, assim ficou sem a vaga no Campeonato Brasileiro - Série D, e sem a vaga na Copa do Brasil.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • No CSA já passaram grandes profissionais, como exemplo o ex-presidente da república Fernando Collor de Mello que já foi presidente do mesmo.
  • O cantor Djavan quando garoto, já jogou no clube, mas a música o tirou do futebol.
  • O técnico campeão mundial com a Seleção Brasileira Luiz Felipe Scolari foi campeão alagoano em 1981 jogando na posição de zagueiro. No ano seguinte após abandonar a carreira, começou a ser técnico no próprio CSA, onde foi campeão mais uma vez.
  • O meia luso-brasileiro Deco também já passou pela equipe. Após começar a carreira profissional no Corinthians foi transferido para o CSA, onde foi destaque e logo em seguida foi revelado para o mundo.
  • O CSA revelou grandes jogadores como por exemplo o atacante Dida que era o camisa 10 do Brasil, titular absoluto até a Copa de 1958. Uma contusão (que hoje teria uma recuperação bem rápida) o deixou no banco de reservas e abriu vaga para o jovem Pelé. Também foi revelado pelo CSA o goleiro Flávio, único jogador que ganhou todas as divisões do Campeonato Brasileiro (exceto a então inexistente Série D). Outra cria do CSA foi o atacante Pêu e os meias Souza, Cleiton Xavier e Adriano Gabiru, este último que fez um dos gols mais importantes da história do Internacional, na vitória por 1 a 0 diante do poderoso Barcelona pelo Mundial de Clubes de 2006.

Futebol profissional[editar | editar código-fonte]

Elenco Atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 11 de Fevereiro de 2016.[5]


Legenda
  • Capitão: Capitão
  • Prata da casa: Prata da casa
  • Emprestado: Jogador emprestado


Goleiros
Jogador
Brasil Jeferson
Brasil Jefferson Santos Emprestado
Brasil Rafael
Brasil Davi Prata da casa
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Douglas Marques Z
Brasil Leandro Souza Z
Brasil Walter Z
Brasil Xandão Z
Brasil Hudson LD
Brasil Ronaldo LD
Brasil Panda LE
Brasil Rafinha LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Choco Capitão V
Brasil David V
Brasil Jean Cléber V
Brasil Marcinho Guerreiro V
Brasil Sorim Prata da casa V
Brasil Bismarck M
Brasil Cleyton M
Brasil Didira M
Brasil João Paulo Emprestado M
Brasil Lucas Limão M
Brasil Thiago dos Santos M
Atacantes
Jogador
Brasil David Dener
Brasil Kauhan
Brasil Luís Soares
Brasil Rafael Oliveira
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Oliveira Canindé T

Transferências 2016[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 11 de Fevereiro de 2016.