Palmeira dos Índios

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Município de Palmeira dos Índios
"A Princesa do Sertão"
Visão panorâmica parcial da cidade, vista a partir do Cristo do Goiti

Visão panorâmica parcial da cidade, vista a partir do Cristo do Goiti
Bandeira de Palmeira dos Índios
Brasão de Palmeira dos Índios
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 27 de julho de 1773 (245 anos)
Gentílico palmeirense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Amparo
Prefeito(a) Julio Cézar (PSB)
Localização
Localização de Palmeira dos Índios
Localização de Palmeira dos Índios em Alagoas
Palmeira dos Índios está localizado em: Brasil
Palmeira dos Índios
Localização de Palmeira dos Índios no Brasil
09° 24' 25" S 36° 37' 40" O09° 24' 25" S 36° 37' 40" O
Unidade federativa Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Palmeira dos Índios IBGE/2008[1]
Região metropolitana Palmeira dos Índios
Municípios limítrofes Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Quebrangulo, Minador do Negrão, Mar Vermelho, Paulo Jacinto e Bom Conselho-PE
Distância até a capital 135 km
Características geográficas
Área 460,610 km² [2]
População 73 725 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 160,06 hab./km²
Altitude 342 m
Clima Tropical semiúmido, com estação seca no verão (As)
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,638 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 336 319,325 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 658,03 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura palmeiradosindios.al.gov.br

Palmeira dos Índios é um município brasileiro do estado de Alagoas. É a quarta maior cidade do estado e está localizada no agreste alagoano. O município conta com aproximadamente 73.666 habitantes (est. IBGE/2014[6]) e está situado a cerca de 136 km da capital, Maceió.

História[editar | editar código-fonte]

Palmeira dos Índios ocupa terras que um dia foram aldeias dos índios Xucurus. Foi criada como freguesia em 1798 e transformada em vila em 1835.

Na década de 1840, uma disputa política brutal entre famílias, causa de dezenas de assassinatos, provocou o êxodo que praticamente esvaziou a vila. Anexada então a Anadia, Palmeira dos Índios só recuperou a autonomia anos mais tarde. Em 1889 foi elevada a cidade.

Entre 1928 e 1930 a prefeitura foi exercida pelo escritor Graciliano Ramos (nascido na cidade de Quebrangulo, em Alagoas), que incluiu fatos do cotidiano da cidade em seu primeiro romance, Caetés (1933).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Segundo estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE/2014 o município perdeu o posto de terceira maior cidade de Alagoas para o município de Rio Largo que possui atualmente 75.267 habitantes, 1.542 a mais que Palmeira dos Índios.

Palmeira dos Índios localiza-se no interior do estado de Alagoas, a 136 km da capital, Maceió. A 342m de altitude, situa-se no sopé das serras do Candará, Boa Vista e Goíti e é banhada pelos rios Coruripe e Traipu.

Clima[editar | editar código-fonte]

Devido à sua localização no agreste alagoano e estando a cerca de 340 metros de altitude, Palmeira dos Índios possui o clima Tropical semiúmido, contendo verões quentes e invernos razoavelmente frios, com período chuvoso concentrado no inverno, especialmente entre os meses de maio a agosto. Na serra do Cristo do Goiti, início do Planalto da Borborema, a temperatura mínima no inverno pode facilmente chegar aos 14 °C durante as noites, além do vento que é constante, fazendo com que a sensação térmica seja ainda menor.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1964, 1977 a 1980, 1986 a 1989 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Palmeira dos Índios foi de 13,8 °C nos dias 24 de junho de 1962 e 19 de setembro de 1997,[7] e a maior atingiu 39,8 °C em 26 de novembro de 2015.[8] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 117,3 milímetros (mm) em 8 de dezembro de 1988. Outros grandes acumulados foram 112,6 mm em 28 de abril de 1996, 110,8 mm em 20 de maio de 1977, 104,1 mm em 12 de março de 1988 e 102,4 mm em 12 de maio de 1978.[9] Maio de 1977, com 394,7 mm, foi o mês de maior precipitação.[10]

Dados climatológicos para Palmeira dos Índios
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 38,9 37,9 37,6 38,1 36,4 33 31 32,8 35,3 38,8 39,8 38,7 39,8
Temperatura máxima média (°C) 33,2 33,2 32,9 31,1 29,2 27 26,5 26,8 28,7 31,3 32,9 33,4 30,5
Temperatura média compensada (°C) 26,4 26,5 26,6 25,6 24,3 22,9 22,1 22,1 23 24,7 25,9 26,4 24,7
Temperatura mínima média (°C) 21,3 21,5 21,8 21,2 20,4 19,6 18,7 18,5 18,8 19,9 20,8 21,3 20,3
Temperatura mínima recorde (°C) 15,1 15 15,6 15,4 14,7 13,8 14,8 14,3 13,8 16,2 14,6 15,7 13,8
Precipitação (mm) 38,5 42,9 68,2 99 131 167,7 134,2 86,6 41,8 19 15,9 33,4 878,2
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 4 4 6 10 14 18 19 14 7 3 2 3 104
Umidade relativa compensada (%) 66,9 67,3 69,6 76,3 80,8 84,9 84,7 82,8 77,1 70,8 66,3 65,8 74,4
Horas de sol 253,1 221,2 230,7 205,7 186,4 147 161,1 177,8 223,4 269 282,9 279,3 2 637,6
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[11] recordes de temperatura:
19/02/1961 a 31/07/1964, 01/01/1977 a 31/12/1980, 01/01/1986 a 31/03/1989 e 01/01/1993-presente)[nota 1][7][8]

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Lei Complementar 32[12] de 5 de janeiro de 2012, dispõe a criação da região metropolitana de Palmeira dos Índios. O Projeto de Lei da RMPI foi de autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) e a Lei Complementar sancionada pelo Governo cria também o Conselho de Desenvolvimento e Integração e dá outras providências.Medeiros observa que tendo Palmeira dos Índios a maior participação em relação à população entre todos os municípios citados, com 43,24% e tendo o maior centro urbano, se justifica que seja o centro da Região Metropolitana. A principal vantagem da criação dessa Região Metropolitana é que problemas comuns aos municípios podem ser resolvidos com soluções conjuntas, como transporte, destinação do lixo orgânico e de reciclagem, programas habitacionais e outros.

Compõem a região metropolitana os municípios de Palmeira dos Índios, Igaci, Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Minador do Negrão, Belém, Paulo Jacinto, Major Isidoro e Mar Vermelho, desfrutando essas cidades de serviços e infraestrutura comuns entre elas.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

A cidade tem como um dos seus principais palcos para a atividades esportivas o Estádio Juca Sampaio que possui uma capacidade total de público de 8000 pessoas; além de servir aos campeonatos amadores da região, é a casa do CSE, time profissional de futebol que disputa a primeira divisão do Campeonato Alagoano.

O CSE foi fundado em 21 de junho de 1947, porém já existia desde o ano de 1945. Criou uma grande rivalidade com o ASA de Arapiraca no interior do Estado.

Basquete[editar | editar código-fonte]

Embora haja muitas dificuldades, o basquete vem, aos poucos, obtendo uma significativa evolução no município, de forma que algumas instituições de ensino como o Instituto Federal de Alagoas, Complexo Educacional Agostiniano e o Colégio Estadual Humberto Mendes têm promovido a prática do desporto com a implantação de tabelas de basquete.

O esporte também está presente nas competições dos Jogos Escolares de Palmeira dos Índios (JEPI), que é organizado frequentemente e tem suas partidas realizadas no ginásio de esportes do Colégio Estadual Humberto Mendes.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Os pontos de turismo em destaque são os seguintes: Casa Museu Graciliano Ramos, Museu Xucurus, Cristo do Goiti, Mata da Cafurna, Biblioteca Graciliano Ramos, Catedral diocesana. Grande parte do seu Turismo é rural.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Canais analógicos[editar | editar código-fonte]

Canais digitais[editar | editar código-fonte]

Rádio[editar | editar código-fonte]

FM[editar | editar código-fonte]

  • 92,5 MHz - Sampaio (Palmeira dos Índios)
  • 95,5 MHz - Mundial (Palmeira dos Índios)
  • 104,1 MHz - Palmeira (Palmeira dos Índios)
  • 104,9 MHz - Vitório (Palmeira dos Índios)
  • 107,3 MHz - Farol (Palmeira dos Índios)

Economia[editar | editar código-fonte]

Centro abastecedor da região, o município dispõe de modesto comércio, agricultura e pecuária. Produz principalmente pinha, caju e manga, além de ser uma grande produtora de leite. Também tem importância a exploração da madeira e do subsolo, que apresenta jazidas de cal, mármore, ferro e cristal de rocha.

A economia do município ainda tem forte influência da agropecuária, mesmo não inserido na bacia leiteira, pois fica no agreste e não no sertão onde se localiza a bacia leiteira do Estado. Conta com várias indústrias de laticínios, de transformação e da cana-de-açúcar.

Número de empresas atuantes: 1023 [carece de fontes?]

Religião[editar | editar código-fonte]

A cidade de Palmeira dos Índios é sede episcopal da Igreja Católica Apostólica Romana. Seu Bispo é Dom Dulcênio Fontes de Matos, que tomou posse no dia 9 de setembro de 2006.

Possui como principais movimentos: o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC), a Renovação Carismática Católica (RCC), o Treinamento de Liderança Cristã (TLC), o Apostolado da Oração, a Legião de Maria, os Vicentinos, Encontro de Casais com Cristo (ECC), Terço dos homens e etc.

Há também um crescimento significativo de igrejas evangélicas. Entre elas, destacam-se as Igrejas Assembleia de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã no Brasil, Igreja Cristã Maranata, Igreja do Evangelho Pleno, que está desde 2000 com a sede em Maceió, Presbiteriana e Batista.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também tem tido crescimento nos últimos vinte anos.

Notas

  1. Dados de temperatura máxima disponíveis apenas a partir de 1° de janeiro de 1977.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. «Palmeira dos Índios» 
  7. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Palmeira dos Índios». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  8. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Palmeira dos Índios». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  9. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Palmeira dos Índios». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  10. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Palmeira dos Índios». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 17 de setembro de 2014. 
  11. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 8 de junho de 2018. 
  12. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]