Estrela de Alagoas

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Município de Estrela de Alagoas
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 5 de Outubro
Fundação 1992
Gentílico estrelense
Lema Paz e União
Prefeito(a) Arlindo Garrote da Silva Neto (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Estrela de Alagoas
Localização de Estrela de Alagoas em Alagoas
Estrela de Alagoas está localizado em: Brasil
Estrela de Alagoas
Localização de Estrela de Alagoas no Brasil
09° 23' 24" S 36° 45' 36" O09° 23' 24" S 36° 45' 36" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Palmeira dos Índios IBGE/2008[1]
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Cacimbinhas, Igaci, Minador do Negrão e Palmeira dos Índios
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 264,203 km² [2]
População 17 254 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 65,31 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,545 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 43 812,973 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 550,23 IBGE/2008[5]
Página oficial

Estrela de Alagoas é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população estimada em 2004 era de 16.729 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Conta a tradição que, em meados do século XIX, havia na região muitos animais selvagens, entre os quais se destacava o tatu-bola. Daí haver sido denominado de Bola o novo povoamento, que se formou em terras pertencentes ao município de Palmeira dos Índios.

Registra a história que seus fundadores pertenciam a família dos Gonzagas, tendo destaque os nomes de Antônio Gonzaga, Manoel Gonzaga e Augusto Gonzaga que, incansavelmente, lutaram pela prosperidade do novo povoado.

Em 1952, o padre Ludgero, vigário da paróquia de Palmeira dos Índios, celebrou a primeira missa no povoado e, vendo a necessidade da população de instrução escolar, trouxe a primeira escola, que começou a funcionar em casa de Honorato Gonzaga, tendo como instrutora a professora Laura.

Por sugestão do referido padre foi mudado o nome do povoado de Bola para Estrela, tendo em vista o progresso que teve a localidade em pouco tempo de existência.

No dia 9 de janeiro de 1959, por ideia do Sr. Luiz Duarte, comerciante, foi criada a primeira feira-livre, o que concorreu para um maior desenvolvimento.

A ideia de emancipação foi crescendo entre a população e foi concretizada com a criação do novo município, que recebeu o nome de Estrela de Alagoas em 5 de outubro de 1989, e emancipação em 5 de outubro de 1992, tendo como seu primeiro prefeito o sr. Adalberon Alves Duarte, tomado posse no dia 1 de janeiro de 1993, data da instalação do município.

Onde posteriormente foi substituído pelo Sr. Antonio Garrote da Silva, em 1 de janeiro de 1996 ate 31 de dezembro de 2003, que la também realizou vários e bons trabalhos que refletem ate hoje nesse município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Situado na Mesorregião do Agreste Alagoano e na Microrregião de Palmeira dos Índios, o município é limitado ao norte pelo município de Bom Conselho; ao sul pelo município de Igaci; a leste pelo município de Palmeira dos Índios; a oeste pelos municípios de Minador do Negrão e Cacimbinhas.

Clima[editar | editar código-fonte]

Situado em latitudes baixas, possui clima tropical megatérmico, quente durante quase todo o ano, e subúmido de tipo seco. As temperaturas médias mensais mantêm-se quase que uniformes ao longo do ano, elevando-se um pouco além da média anual (cerca de 24°C) de novembro a abril (entre 25 e 26°C) e decrescendo no inverno (Abril a Setembro) com a chegada das chuvas mais constantes (21 a 22°C). De novembro a março as temperaturas variam de 32 a 33°C. O regime de chuvas apresenta-se com as características da chamada "Zona do Agreste".

Os totais anuais são relativamente pequenos (1.000 mm) e com probabilidade de maior concentração de chuvas nos meses de abril a setembro (75% em média), sobretudo de maio a julho. No restante do ano, chove muito menos do que na Zona da Mata, porém bem mais que no Sertão, entretanto, com exceção dos meses de junho, julho e agosto, os demais meses não possuem chuvas suficientes para a demanda ambiental, pois além de chover bem menos, suas temperaturas e evapotranspiração são muito altas.

Solo[editar | editar código-fonte]

Latosolo vermelho amarelo eutrófico textura média e prodzólico vermelho amrelo equivalente eutrófico textura média.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

É, em sua maioria, do tipo arbustiva. Existem ainda alguns focos de matas, onde pode-se encontrar madeiras de várias espécies e pastos naturais. Como o tempo, a vegetação nativa foi dando lugar a fruticultura a ao plantio de capins de tipos variados, para sustentação dos rebanhos.

Riquezas naturais[editar | editar código-fonte]

Na parte vegetal, ainda restam boas quantidades de madeiras próprias para construção e plantas medicinais. No mineral, existem jazidas de pedras cálcareas, mármore de excelente quantidade, mica, ferro e sal-gema. No reino animal são encontrados tatus, raposas etc.

Fauna[editar | editar código-fonte]

A fauna é constituída por animais silvestre comuns à região, tais como raposas, guaxinins, tatus, guarás, gambás, cassacos, preás, furão, saguins, dentre outros. Aves, enumeramos as mais comuns que são: galos de campinas, papa-capim, codornizes, azulões, caboclinhos, rolinhas, anuns, gaviões, garças azulões etc.

Flora[editar | editar código-fonte]

A flora é constituída por arbustos e fruteira naturais, tipo seriguela, pinheira, cajueiro, umbuzeiro e pequenas matas, que estão dando lugar a pasto artificiais e expansão do cultivo de fruteira para comercialização. Nos focos remanescentes de mata, encontramos pau d'arco amarelo, murici, amarelo, jatobá, sapucaia e angico, entre outros.

Cultura[editar | editar código-fonte]

O município se destaca pelas festividades, sendo as principais a Festa do Caju, a da emancipação política e a do padroeiro.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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