Estrela de Alagoas

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Município de Estrela de Alagoas
"Bola"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 5 de outubro
Fundação 1992
Gentílico estrelense
Lema Paz e União
Prefeito(a) Arlindo Garrote da Silva Neto (PP)
Localização
Localização de Estrela de Alagoas
Localização de Estrela de Alagoas em Alagoas
Estrela de Alagoas está localizado em: Brasil
Estrela de Alagoas
Localização de Estrela de Alagoas no Brasil
09° 23' 24" S 36° 45' 36" O09° 23' 24" S 36° 45' 36" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Palmeira dos Índios IBGE/2008[1]
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Cacimbinhas, Igaci, Minador do Negrão e Palmeira dos Índios
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 264,203 km² [2]
População 18,201 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 0,07 hab./km²
Clima SemiÁrido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,545 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 43 812,973 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 550,23 IBGE/2008[5]
Página oficial

Estrela de Alagoas é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população estimada em 2004 era de 16.729 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Conta a tradição que, em meados do século XIX, havia na região muitos animais selvagens, entre os quais se destacava o tatu-bola. Daí haver sido denominado de Bola o novo povoamento, que se formou em terras pertencentes ao município de Palmeira dos Índios.

Registra a história que seus fundadores pertenciam a família dos Gonzagas, tendo destaque os nomes de Antônio Gonzaga, Manoel Gonzaga e Augusto Gonzaga que, incansavelmente, lutaram pela prosperidade do novo povoado.

Em 1952, o padre Ludgero, vigário da paróquia de Palmeira dos Índios, celebrou a primeira missa no povoado e, vendo a necessidade da população de instrução escolar, trouxe a primeira escola, que começou a funcionar em casa de Honorato Gonzaga, tendo como instrutora a professora Laura.

Por sugestão do referido padre foi mudado o nome do povoado de Bola para Estrela, tendo em vista o progresso que teve a localidade em pouco tempo de existência.

No dia 11 de Setembro de 1957, suje a primeira mercearia de Estrela de Alagoas, tendo como comerciante, José Sebastião Sobrinho

No dia 9 de janeiro de 1959, por ideia do Sr. Luiz Duarte, comerciante, foi criada a primeira feira-livre, o que concorreu para um maior desenvolvimento.

A ideia de emancipação foi crescendo entre a população e foi concretizada com a criação do novo município, que recebeu o nome de Estrela de Alagoas em 5 de outubro de 1989, e emancipação em 5 de outubro de 1992, tendo como seu primeiro prefeito o sr. Adalberto Alves Soares, tomado posse no dia 1 de janeiro de 1993, data da instalação do município.

Onde posteriormente foi substituído pelo Sr. Antonio Garrote da Silva, em 1 de janeiro de 1996 ate 31 de dezembro de 2003, que la também realizou vários e bons trabalhos que refletem ate hoje nesse município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Situado na Mesorregião do Agreste Alagoano e na Microrregião de Palmeira dos Índios, o município é limitado ao norte pelo município de Bom Conselho; ao sul pelo município de Igaci; a leste pelo município de Palmeira dos Índios; a oeste pelos municípios de Minador do Negrão e Cacimbinhas.

Clima[editar | editar código-fonte]

Situado em latitudes baixas, possui clima tropical megatérmico, quente durante quase todo o ano, e subúmido de tipo seco. As temperaturas médias mensais mantêm-se quase que uniformes ao longo do ano, elevando-se um pouco além da média anual (cerca de 24 °C) de novembro a abril (entre 25 e 26 °C) e decrescendo no inverno (Abril a Setembro) com a chegada das chuvas mais constantes (21 a 22 °C). De novembro a março as temperaturas variam de 32 a 33 °C. O regime de chuvas apresenta-se com as características da chamada "Zona do Agreste".

Os totais anuais são relativamente pequenos (1000 mm) e com probabilidade de maior concentração de chuvas nos meses de abril a setembro (75% em média), sobretudo de maio a julho. No restante do ano, chove muito menos do que na Zona da Mata, porém bem mais que no Sertão, entretanto, com exceção dos meses de junho, julho e agosto, os demais meses não possuem chuvas suficientes para a demanda ambiental, pois além de chover bem menos, suas temperaturas e evapotranspiração são muito altas.

Solo[editar | editar código-fonte]

Latosolo vermelho amarelo eutrófico de textura média e prodzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico textura média.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

É, em sua maioria, do tipo arbustiva. Existem ainda alguns focos de matas, onde pode-se encontrar madeiras de várias espécies e pastos naturais. Como o tempo, a vegetação nativa foi dando lugar a fruticultura a ao plantio de capins de tipos variados, para sustentação dos rebanhos.

Riquezas naturais[editar | editar código-fonte]

Na parte vegetal, ainda restam boas quantidades de madeiras próprias para construção e plantas medicinais. No mineral, existem jazidas de pedras calcárias, mármore de excelente quantidade, mica, ferro e sal-gema. No reino animal são encontrados tatus, raposas etc.

Fauna[editar | editar código-fonte]

A fauna é constituída por animais silvestre comuns à região, tais como raposas, guaxinins, tatus, guarás, gambás, cassacos, preás, furão, saguins, dentre outros. Aves, enumeramos as mais comuns que são: galos de campinas, papa-capim, codornizes, azulões, caboclinhos, rolinhas, anuns, gaviões, garças azulões etc.

Flora[editar | editar código-fonte]

A flora é constituída por arbustos e fruteira naturais, tipo seriguela, pinheira, cajueiro, umbuzeiro e pequenas matas, que estão dando lugar a pasto artificiais e expansão do cultivo de fruteira para comercialização. Nos focos remanescentes de mata, encontramos pau d'arco amarelo, murici, amarelo, jatobá, sapucaia e angico, entre outros.

Festas

As Festas tradicionais do município são Festival do Caju (dezembro), Festa da Paróquia de São Sebastião (junho) e a tradicional Festa de São Sebastião no povoado Ipueiras (janeiro) sendo uma das maiores festas da realizadas no interior de Alagoas.

Principais Povoados

IPUEIRAS, LAGOA DA AREIA DO CIRÍACO, RENASCENÇA, LAGOA DO EXU, LAGOA DA AREIA DOS MARIANOS, JUREMA, SERRA DO BERNADINO, LAGOA DA COROA, PILÕES, SERROTE DO VENTO, LAJEIRO DO NICÁCIO, LAGOA DO MATO, VACA MORTA, FURNAS, MATA BURRO, GAMELEIRA DE CIMA, GAMELEIRA, LAGOA DANTAS .

Cultura[editar | editar código-fonte]

O município se destaca pelas festividades, sendo as principais a Festa do Caju, a da emancipação política e a do padroeiro.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
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