Marechal Deodoro (Alagoas)

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Município de Marechal Deodoro
Museu de Arte Sacra

Museu de Arte Sacra
Bandeira de Marechal Deodoro
Brasão de Marechal Deodoro
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de setembro de 1817 (199 anos)
Fundação 1636
Gentílico deodorense
Prefeito(a) Claudio Roberto Ayres da Costa (PSD)
(2017–2020)
Localização
Localização de Marechal Deodoro
Localização de Marechal Deodoro no/em Alagoas
Marechal Deodoro está localizado em: Brasil
Marechal Deodoro
Localização de Marechal Deodoro no Brasil
09° 42' 36" S 35° 53' 42" O09° 42' 36" S 35° 53' 42" O
Unidade federativa Alagoas
Mesorregião Leste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Maceió IBGE/2008[1]
Região metropolitana Maceió
Municípios limítrofes Pilar, São Miguel dos Campos, Satuba, Santa Luzia do Norte, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco e Oceano Atlântico.
Distância até a capital 28 km
Características geográficas
Área 333,548 km² [2]
População 45 994 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 137,89 hab./km²
Altitude 5 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,642 (AL: 5º) – médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 975 899 mil IBGE/2012[5]
PIB per capita R$ 20 543,52 IBGE/2012[5]
Página oficial
Prefeitura www.marechaldeodoro.al.gov.br

Marechal Deodoro é um município brasileiro do estado de Alagoas. Foi a primeira capital de Alagoas e cidade onde nasceu Deodoro da Fonseca, proclamador da República e primeiro presidente do Brasil.

Conhecida também por suas construções de valor histórico, igrejas, casas e outras edificações antigas.

O município faz parte da Região Metropolitana de Maceió.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundada em 1611 com o nome de povoado de Vila Madalena de Subaúma. Servia para proteger o pau-brasil do contrabando e da ação de piratas e outros. O município foi criado em 1636, sendo a vila designada por Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul.[6]

Em 1817 passou a ser a capital da capitania de Alagoas, criada nesse ano, sendo o nome da vila alterado para Alagoas da Lagoa do Sul. Em 1823 foi elevada a cidade.[6]

A capital da província de Alagoas passou para Maceió em 1839. Cem anos depois, em 1939 o nome da cidade foi mudado para o atual, em homenagem ao Marechal Deodoro da Fonseca, alagoano que foi o primeiro presidente do Brasil nascido na cidade em 5 de Agosto de 1827.

Em 16 de setembro de 2006, dia da emancipação política de Alagoas, foi considerada pelo Ministério da Cultura como Patrimônio Histórico Nacional, em virtude do seu passado e de ter sido berço do Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República Brasileira.

Atualmente o IPHAN está restaurando as igrejas de Marechal Deodoro

Origem[editar | editar código-fonte]

Depois do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os franceses começaram a se interessar pelo pau-brasil. Aportaram, então, numa praia perto da mata, onde hoje está situada a Praia do Francês, no atual município de Marechal Deodoro, e passaram a contrabandear a madeira com a ajuda dos índios Caetés.

Com o objetivo de defender a sua nova colônia, a Coroa Portuguesa dividiu o país em 15 lotes, ou Capitanias Hereditárias, que eram entregues a donatários que tinham o direito de guardá-la militarmente, fundar vilas e povoados. Tinham a obrigação, porém, de pagar impostos à Coroa.

Coube a Duarte Coelho Pereira a Capitania de Pernambuco, que continha o território do que hoje é o Estado de Alagoas.

O donatário, resolvendo pôr fim ao contrabando do pau Brasil, combateu os franceses e todos os índios que os ajudaram. Fazendo, desta forma, inimizade com os Caetés.

Em 1554, acreditando tudo estar sob controle, Duarte Coelho foi a Portugal, vindo a falecer lá. Quando tomaram conhecimento da morte do donatário, os Caetés começaram a atacar os povoados. Foi num desses ataques que os índios antropófagos mataram e comeram o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, que tinha naufragado no Rio Coruripe.

Capitania dividida em Sesmarias[editar | editar código-fonte]

A Capitania começou a desenvolver-se com o plantio de cana-de-açúcar, o que levou ao aparecimento de muitos engenhos. Em pouco tempo foi necessário reordenar a capitania, dividindo-a em sesmarias.

A Sesmaria de Madalena ficou sob a responsabilidade de Diogo de Melo e Castro, e tinha os seguintes limites: cinco léguas do litoral da Pajuçara, ao Porto do Francês, com sete léguas de frente a fundos para o Sertão e mais quatro léguas da boca do Rio Paraíba.

Mas, não cumprindo as regras de povoamento da sesmaria em cinco anos, o primeiro sesmeiro perdeu a concessão, sendo substituído por Diogo Soares da Cunha. Esse fundou a vila denominada Madalena de Subaúma, deixou-a aos cuidados do Capitão-mor Henriques de Carvalho, e voltou para Portugal. Foi então que seu filho, Gabriel Soares da Cunha, assumiu a chefia do patrimônio, com o título de Alcaide-mor de Madalena.

A vila começou a desenvolver-se onde hoje é o bairro de Taperagua, uma planície em volta ao Rio Sumaúma e a Lagoa Manguaba. Um lugar de visão privilegiada permitia que o inimigo fosse vigiado.

Em 1630, os holandeses invadiram a Capitania de Pernambuco, mas mesmo assim a sesmaria de Madalena de Subaúma crescia, tendo a agricultura como principal fator de desenvolvimento. Muitos engenhos surgiam e já era fabricado e exportado o açúcar da região. Neste cenário, o quarto Donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte de Albuquerque Coelho, criou a Vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul.

Não tardou para que a Vila de Santa Maria Madalena se tornasse a mais desenvolvida da época. Foi então que passou a abrigar a sede da Comarca de Pernambuco.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Museu[editar | editar código-fonte]

No município há o Museu Marechal Deodoro da Fonseca que guarda e dispões ao público peçaria e documentos que pertenceram ao político Deodoro da Fonseca[7].

Biblioteca[editar | editar código-fonte]

O Município tem a Biblioteca Municipal Dr Tavares Bastos e está na lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do Ministério da Cultura[8].

Independência[editar | editar código-fonte]

Esta comarca teve 17 ouvidores, sendo o último António José Ferreira Batalha, o temido Ouvidor Batalha e, foi graças a sua administração o Rei D. João VI assinou o Decreto Régio que separou politicamente Alagoas de Pernambuco, no dia 16 de Setembro de 1817.

A situação econômica da recém criada capitania era destaque, principalmente de duas vilas: a de Alagoas da Lagoa do Sul (atual Marechal Deodoro) e Maceió.

Em oito de Março de 1823, num cenário de lutas para consolidar a independência do Brasil, a Vila de Alagoas recebeu o foral de cidade e passou a ser sede da capital da Província, sendo o primeiro Presidente Nuno Eugênio Lóssio e Seiblitz.

Em abril de 1838 Agostinho da Silva Neves assumiu a Província e, no ano seguinte, transferiu o cofre do tesouro para Maceió. Era o início da mudança de capital. Assim, no dia 9 de dezembro de 1839, foi sancionada a resolução legislativa 11, transferindo a metrópole para Maceió.

População[editar | editar código-fonte]

Marechal Deodoro é a 11° (Décima Primeira) cidade mais populosa de Alagoas

Sua população em 2010 era de 45.590 habitantes de acordo com último censo realizado pelo IBGE

Segundo estimativas do IBGE em 2015 sua população é de 51.132 (Cinquenta e um mil cento e trinta e dois)

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • Rodovia Divaldo Suruagy (AL-101 Sul)
  • Rodovia Edival Lemos Santos (AL-2189)
  • BR-424 entre BR-316/AL-10

Emprego e renda[editar | editar código-fonte]

A cidade de Marechal Deodoro tem como principais fontes de renda e geração de empregos as indústrias da Cadeia Produtiva da Química e do Plástico implantadas em seu distrito industrial, usina sucroalcooleira, varejo, artesanato, pesca e o turismo.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo é umas das fontes de emprego e renda da cidade que é considerada uma das mais belas do litoral alagoano, contando com diversos atrativos turísticos principalmente no litoral como a Praia do Francês considerada uma das mais belas do Brasil com muitos hotéis, pousadas, bares e restaurantes, Praia do Saco da Pedra e Prainha que são muito frequentadas e que possuem pequenos negócios próximos como bares, restaurantes e pousadas, o povoado Massagueira considerado polo gastronômico de Alagoas onde às margens da lagoa manguaba ficam localizados a maioria dos restaurantes da região e às margens da AL-101 onde pode se encontrar pequenos comerciantes de doces, doces estes que são feitos à base de coco conhecida como cocada. No centro da cidade também é possível encontrar diversos atrativos como museus, prédios e igrejas católicas tombadas como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, uma orla lagunar as margens da Lagoa Manguaba com bares e restaurantes na própria orla e nas proximidades.

Usina Sumaúma[editar | editar código-fonte]

Localizada em Marechal Deodoro a 32 km de Maceió, é a segunda unidade em ordem cronológica do grupo Toledo. Preparada para moagem de 6.200 toneladas por dia, produz açúcares do Tipo VHP e Cristal e Álcool anidro, hidratado e refinado.

Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela[editar | editar código-fonte]

O Polo Multifabril Industrial José Aprígio Vilela situa-se na Rodovia Divaldo Suruagy (BR-424), km 12, no distrito industrial de Marechal Deodoro.

O polo industrial conta com diversas indústrias da Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP), e se expande atualmente na Cadeia Produtiva da Cerâmica (CPC) e na área tecnológica, com a produção de cabos de fibra óptica.

O local, que antes da industrialização era ocupado pelo cultivo da cana de açúcar, possuí parte de sua área destinada às indústrias com 17 empresas que, juntas, são responsáveis pela geração de 2.500 empregos diretos. Calculando-se os postos criados indiretamente, são 10 mil empregos. O polo possui uma área destinada a reserva e preservação ambiental e uma Central Integrada de Efluentes Líquidos e Resíduos.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Marechal Deodoro é dividida em 15 bairros 9 loteamentos, além de vilas.

Os bairros que compõem Marechal Deodoro são

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Tuquanduba
  • Poeira
  • Centro
  • Taperagua
  • Massagueira
  • Barra nova
  • Francês
  • Barro Vermelho
  • Carmo
  • Cajueiro
  • Porto Grande
  • Cabreiras
  • Fazenda Barreiros
  • Mucuri
  • Santa Rita

Loteamentos[editar | editar código-fonte]

  • Lot. São José
  • Lot. Veleiros
  • Lot. João de Deus
  • Lot. El Dourado
  • Lot. Veleiros
  • Lot. Encontro do Mar
  • Lot. Massagueira
  • Lot. Village
  • Lot. Terra dos marechais

[9]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 2 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2012». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 3 maio. 2016 
  6. a b Origem
  7. «Patrimônio Histórico»  Página da prefeitura. Acesso em 8 de abril de 2017.
  8. «Relação de Bibliotecas Públicas no Estado do Alagoas - setembro de 2013» (PDF)  cultura.al.gov.b. Acesso em 8 de abril de 2017.
  9. Vasconcelos, Daniel. «Informações de Marechal Deodoro - Daniel Vasconcelos» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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