Tanque d'Arca

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Município de Tanque d'Arca
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 1 de dezembro
Fundação 1 de dezembro de 1962 (54 anos)
Gentílico tanque-d'arquense
Lema MINHA TERRA, MINHA VIDA
Prefeito(a) {{{prefeito}}} (Wil Valença)
(2017–2020)
Localização
Localização de Tanque d'Arca
Localização de Tanque d'Arca em Alagoas
Tanque d'Arca está localizado em: Brasil
Tanque d'Arca
Localização de Tanque d'Arca no Brasil
09° 31' 55" S 36° 25' 58" O09° 31' 55" S 36° 25' 58" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Palmeira dos Índios IBGE/2008[1]
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Norte: Palmeira dos Índios e Mar Vermelho; sul: Anadia e Taquarana; leste: Maribondo; oeste: Belém.
Distância até a capital 117 km
Características geográficas
Área 155,959 km² [2]
População 6 122 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 39,25 hab./km²
Altitude 200 M m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,586 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 17 353,581 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 967,44 IBGE/2008[5]
Página oficial

O município de Tanque d’Arca, emancipado de Anadia em 1962, hoje é mais

um dos pequenos munícipios alagoanos, sem nenhuma forma de atração efetiva (no

que toca inclusive a própria população) e com os seus poucos mais de seis mil

habitantes (IBGE, 2016), sobrevivendo das rendas sociais de cunho federal e dos

fundos da gestão e serviços municipais. Sem nenhuma atividade econômica em

destaque e a pouca valorização cultural são ainda outros complementos da

negatividade local, nesse contexto, a falta de investigações históricas que deixam o

passado subentendido e sem uma clara noção de tempo, se arrastam pelos contos e

pela lenda, nas dinâmicas do passado no espaço considerado tanquedarquense.

Sendo a pecuária a atividade que domina grande parte das extensões dos

124,761 Km2 do território municipal, realizada de modo extensiva e por tanto, pouco

empregatícia, vem causando notáveis consequências “urbanas” e na questão

agrária local.

Nesse contexto, surge a necessidade de se levantar o passado dessa

localidade e entender como se formou o quadro atual.

A análise embora não negligenciando os fatores externos, afinal o que

aconteceu ou acontece no município se deu, sobretudo em razão dos contextos

capitalistas maiores, aqui se busca debruçar sobre os fatores internos que reflitam a

história do espaço social local.

A origem apontada possivelmente ligada à introdução de latifúndios e a

consequente plantação de cana-de-açúcar nos leva a dois elementos essenciais de

investigação: as atividades econômicas e a mão de obra que aparentemente

também são os responsáveis por um povoamento inicial. A falta de vida econômica

e a consequente população exclusa dos grandes latifúndios da pecuária são os

mesmos elementos hoje em dia, qualitativamente em outros contornos.

Assim como em grande parte de Alagoas (DIÉGUES JR, 1980) a cana-de-

açúcar está enraizada nos traços do povoamento e na cultura estrutural das

relações sociais históricas de Tanque d’Arca. O que hoje não se pode apontar como

relativo à atividade da cana-de-açúcar é a decadente substituição de sua

decadência.

A cidade que surgiu como um espaço de centralização da mão de obra para

os engenhos, hoje não centraliza efetivamente: a educação básica, a feira e muito

menos o comércio de bens de consumo, onde o fluxo diário para algumas cidades

vizinhas visivelmente supera o movimento dos estabelecimentos locais.

Com todas as mazelas da cana-de-açúcar em Alagoas, no que toca a

formação de Tanque d’Arca, essa atividade impulsionou o povoamento do que se

dizia como sendo uma “mata virgem”. Hoje a pecuária (cerca de 90% das terras) que

ninguém emprega, pertence a menos de 10% da população e expulsa a outra

grande parte, os que se encontram nos aglomerados rurais e no aglomerado urbano.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2017 é de 6.270 habitantes. (IBGE, 2017)

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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