Tanque d'Arca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Município de Tanque d'Arca
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 1 de dezembro
Fundação 1 de dezembro de 1962 (55 anos)
Gentílico tanque-d'arquense
Lema Minha terra, minha vida
Prefeito(a) Wil Valença
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Tanque d'Arca
Localização de Tanque d'Arca em Alagoas
Tanque d'Arca está localizado em: Brasil
Tanque d'Arca
Localização de Tanque d'Arca no Brasil
09° 31' 55" S 36° 25' 58" O09° 31' 55" S 36° 25' 58" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Palmeira dos Índios IBGE/2008[1]
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Norte: Palmeira dos Índios e Mar Vermelho; sul: Anadia e Taquarana; leste: Maribondo; oeste: Belém.
Distância até a capital 117 km
Características geográficas
Área 155,959 km² [2]
População 6 122 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 39,25 hab./km²
Altitude 200 M m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,586 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 17 353,581 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 967,44 IBGE/2008[5]

Tanque d'Arca é um município brasileiro do estado de Alagoas.

O município de Tanque d’Arca, emancipado de Anadia em 1962, hoje é mais um dos pequenos municípios alagoanos, sem nenhuma forma de atração efetiva (no que toca inclusive a própria população) e com os seus poucos mais de seis mil habitantes (IBGE, 2016), sobrevivendo das rendas sociais de cunho federal e dos fundos da gestão e serviços municipais. Sem nenhuma atividade econômica em destaque e a pouca valorização cultural são ainda outros complementos da negatividade local, nesse contexto, a falta de investigações históricas que deixam o passado subentendido e sem uma clara noção de tempo, se arrastam pelos contos e pela lenda, nas dinâmicas do passado no espaço considerado tanquedarquense.

A pecuária a atividade que domina grande parte das extensões dos 124,761 Km² do território municipal, realizada de modo extensiva e por tanto, pouco empregatícia, vem causando notáveis consequências “urbanas” e na questão agrária local.

Tanque d’Arca tem a sua ocupação e a origem do seu nome, ligada a princípio aos atrativos naturais, significado pela Mata Atlântica, possivelmente já predominou grande parte das terras em que hoje se encontram essa localidade, e a disponibilidade hídrica abundante, este quadro natural fazia do local uma rota de descanso de longas viagens, posteriormente sendo ocupada e povoada por alguns desses viajantes.

           Um dos traços mais destacado na lenda local é a rotina da passagem de ciganos que entre uma passagem e outra e após uma briga com uma população já ocupante nas terras, deixaram para trás meio nome da cidade uma “arca” com objetos, nesse episódio ao cair próximo de um “tanque” natural numa raiz de uma árvore, o local então ficou popularmente sendo chamado e assim ficou conhecido como Tanque d’Arca (FONSECA, 2000) segundo os contos dos moradores e as histórias repassadas até os dias atuais. 

           Fugindo do mito do nome e indo ao encontro de mitos fundadores, alguns nomes e famílias são indicados como colonos das terras que hoje compõem o município:

"Procedentes do sertão de Pernambuco, instalaram-se na região as primeiras famílias, eram lideradas por Manoel Vitorino, Manoel Barbosa e outro, conhecido como João Alemão [...] Logo depois juntaram-se a eles apenas o nome de Francisco Grem. Iniciaram as plantações de cana-de-açucar, despertando a atenção de muitos trabalhadores, sendo esta uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da pequena localidade; crescendo lentamente transformou-se em povoado, depois em vila e em cidade – no ano de 1962". (idem, 2000, p. 26).

Independente dos mitos e das controvérsias, pela falta de indicativo claro do recorte temporal dessas narrativas, fica a evidencia que de fato a atividade econômica de plantação de cana-de-açúcar dos latifúndios (fazendas) foi responsável pelo maior pico inicial do povoamento, atraindo a mão de obra de localidades vizinhas e tinham que se instalar (morar) próximos ao local de trabalho.

Objetivamente, o registro mais antigo do ainda povoado Tanque d’Arca, se encontra em Espíndola (1871), que de fato fala de em um povoado na década de 1860, já formado, com o nome de Tanque d’Arca e pertencente ao município de Anadia, este contando com uma pequena população e uma capela a disposição dos fieis do local.

Com a atração de mão de obra para as fazendas, principalmente para os engenhos, os trabalhadores se instalavam em local estratégico, próximo aos engenhos (se relata por descendentes desses trabalhadores, mais de cinco engenhos em meados do fim do século XIX), fixando as suas moradias onde hoje é a zona urbana, no curso do riacho Tanque d’Arca contribuinte do rio São Miguel, bem no centro em direção a todos os engenhos apontados de tais épocas.

As primeiras décadas do século XX parece que a vila tinha suas atividades  baseada na agricultura e nos engenhos de açúcar, a pecuária aparecia com pouca intensidade, como pode-se encontrar no poema de memórias da infância  do poeta da cidade, Fernando Vasconcellos Montenegro: “Eram roças de algodão, de milho, feijão e mandioca, raros pastos de capim sempre verde [...]” (1996).

Com o crescimento da pecuária e a concentração das terras, as outras formas de culturas rurais foram se contraindo, tanto que a última que merece algum destaque foi à associação de orquídeas (Projeto Flores) que em meados de 2000 foi a segunda maior produtora em Alagoas, segundo alguns ex-associados e agora ocupantes (MST) da terra que era da entidade, hoje por jogadas de políticos “oficialmente” pertence à prefeitura municipal de Tanque d’Arca.

Embora o município preserve os aspectos rurais, dos 6.000 habitantes poucos mais de 2.000 pessoas moram na zona urbana. A questão agrária com os latifúndios da pecuária condicionam as aglomerações da zona rural ou segregações rurais em sítios, com características de periferia urbana, quase 4.000 pessoas estando distribuídas em poucos povoados rurais (IBGE, 2013). Os densos povoamentos é o caso do Povoado Bonito, da Vila Aparecida e dos dois conjuntos habitacionais, estes próximos à cidade, porém, localizados na zona rural.       

Tanque d’Arca, nesse contexto de concentração de terras, também apresenta a zona urbana condicionada por tal configuração, pequena e estagnada.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2004 era de 6.019 habitantes.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado de Alagoas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.