Traipu

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Traipu
  Município do Brasil  
Traipuaereo.png
Símbolos
Bandeira de Traipu
[[1]]
Brasão de armas de Traipu
[de armas]
Hino
Apelido(s) "Terra entre Morros"
"Cidade dos Músicos"
"Cidade Maravilhosa"
Gentílico traipuense
Localização
Localização de Traipu em Alagoas
Localização de Traipu em Alagoas
Traipu está localizado em: Brasil
Traipu
Localização de Traipu no Brasil
Mapa de Traipu
Coordenadas 9° 58' 15" S 37° 0' 10" O
País Brasil
Unidade federativa Alagoas
Região metropolitana
do Agreste
Municípios limítrofes Belo Monte, Batalha, Jaramataia, Girau do Ponciano, Campo Grande, Olho d'Água Grande, São Brás, Nossa Senhora de Lourdes (SE) e Gararu (SE).
Distância até a capital 188 km
História
Fundação 1835
Aniversário 28 de abril
Administração
Distritos
Prefeito(a) Eduardo Tavares (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 697,843 km²
População total (estimativa IBGE/2018[2]) 27 632 hab.
Densidade 39,6 hab./km²
Clima Quente semiárido
Altitude 198 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 57370-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,532 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 63 292,213 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 2 467,53
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Ó
www.traipu.al.gov.br (Prefeitura)
www.traipu.al.leg.br (Câmara)

Traipu é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 27 632[2] habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Região de concentração indígena, a palavra Traipu é de origem tupi, como mostra o especialista Teodoro Sampaio em seu abalizado dicionário. É uma corruptela de “ytira ypu”, que quer dizer “fonte de morro” ou “olho d'água do monte”. Em seus primórdios, durante o século XVII, era um morgado estabelecido na região pelo mestre de campo e grande proprietário de terras Pedro Gomes. Este deixou para seus descendentes seus bens vinculados, inclusive o nascente povoado que recebera o nome de Porto da Folha. Em 1870, mudou a denominação para Traipu, empregada pelos índios da região.

História[editar | editar código-fonte]

Está assentada sobre uma pequena colina às margens do São Francisco, distante 14 léguas de cidade de Penedo, centro dinâmico de toda a região. Tomás Espíndola registra em 1871, em sua obra Geografia Alagoana, que a localidade se situava entre a Lagoa do Carlo e a Lagoa da Igreja, defronte à grande Serra da Tabanga, que é lavada em sua base pelo rio e que, para os nativos, marca o início do sertão. Foi elevada à categoria de vila com o nome de Porto da Folha por intermédio da Lei n°19 de abril de 1835, recebendo o nome atual, tanto a freguesia quanto o município, em 30 de abril de 1870.

O estudioso Tomás do Bomfim Espíndola diz: “Naquela ocasião, a vila teria uns 300 fogos, 1.500 almas, algumas casas comerciais e duas escolas primárias para ambos os sexos. O seu termo é o mais apropriado para a criação e é o que tem maior número de fazendas de gado. Todavia, há lavouras de legumes de toda espécie, mandioca e algodão em grande escala.” O Imperador Pedro II, em seu périplo por Alagoas, parou na vila, visitou sua matriz, como era praxe, e percorreu as ruas e as duas escolas, conversou com algumas lideranças locais e ao sair deixou 350$ para os necessitados.

Há uma controvérsia dos historiadores sobre sua fundação. João Alberto Ribeiro adota a versão de que Pedro Gomes teria ali estabelecido o seu morgado para seus herdeiros, dando início ao povoado chamado Porto da Folha. Versão rechaçada por Wenceslau de Almeida, que afirma ter sido o morgado realmente instituído, porém não na margem alagoana, mas na sergipana, não sendo admissível que os limites do mesmo se estendessem para o território de Alagoas.

Arnaldo Jambo, em sua Enciclopédia dos Municípios Alagoanos, analisando as duas teses, deduz que, diante da influência do poderoso fidalgo e proprietário de terras que era mestre-de-campo na Bahia em 1680 e Governador do Rio de Janeiro em 1681, “é possível que esse prestígio contribuísse para que a extensão deste seu latifúndio se alargasse, sem problemas ao local onde se assenta atualmente a cidade de Traipu”.

Certo é que em 17 de março de 1713, no Porto da Folha, na parte norte, ou seja, área que fica em Alagoas, o lugar foi conferido em sesmaria a João Dantas, Manuel Braz Pedrosa e a Caetano Dantas Passos. Parece ser a concessão desta sesmaria o documento mais antigo disponível do lugar que passou a ser chamado Traipu por estar próximo à barra do rio do mesmo nome. E com essa denominação foi elevada à cidade em 16 de maio de 1892.

Território indígena, sua ocupação obedeceu aos mesmos métodos empregados na região: guerra sem quartel riscando do mapa os chamados gentios, escravismo mal sucedido com os índios remanescentes e agrupamento dos mesmos em aldeias e colégios para catequese e criação extensiva de gado solto. Em 1844, o presidente da Província dizia num opúsculo (um dos primeiros documentos historiográficos produzidos em Alagoas) que “esta vila tem em semicírculo de si muitas fazendas de criar gado vacum, cavalar e das espécies menores; que belos requeijões, linguiças e carne de sol não fornecem estes lugares às diferentes feiras que se fazem nas margens deste Rio São Francisco não só do lado desta província, como do lado de Sergipe!”. Os próprios frades, que exerceram muita influência na formação da cidade, exploravam a pecuária em suas fazendas, pois “a região dos currais” era abastecedora da zona do açúcar, produto preferido pelo patriciado dos engenhos, no litoral. O Seminário de Olinda e Conventos eram mantidos com impostos e taxas provenientes da comercialização da carne, Sua cozinha era baseada nos peixes dos dois rios e também em muita carne, farinha e arroz, não faltando leite e queijo. Verduras, praticamente não produzidas, eram pouco consumidas. Frutas, só as nativas, como o caju.

Traipu já foi o município alagoano de pior IDH, de acordo com a classificação da ONU de 2000[carece de fontes?].

Cultura e turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade mantem manifestações folclóricas como o pastoril, a quadrilha e a vaquejada. O artesanato local também é preservado em trabalhos em couro, lã, linha e madeira.

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Banda de Música Instrumental de Traipu
Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Traipu.
Rua Senador Serapião, a principal rua de Traipu.

A igreja-matriz, onde se destaca a imagem da padroeira Nossa Senhora do Ó. Causava muito orgulho aos seus habitantes o casarão onde se hospedou D. Pedro II quando de sua passagem para visitar a Cachoeira de Paulo Afonso, Igreja da Fazenda Saco dos Medeiros.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Vale das Pedras, Serra da Tabanga, Serra das Mãos, Buraco de Maria Pereira. Fazenda Bela Vista, Jardim Botânico Gedalva Cavalcante, Museu Agrícola de Traipu, Trilha Rural da Fazenda Bela Vista, Museu Ambiental Casa do Velho Chico.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rios São Francisco e Traipu, riachos Marcação, Rabelo, Lagoa Funda, Peteca e Bom Jardim; lagoas Várzea do Traipu, Sacão, Bom Jardim, Saco Grande, Funda Rabelo, Pé do Banco e Marcação.

Serras[editar | editar código-fonte]

Serras da Priaca, Mombaça, Santa Cruz e Patos.

Figuras ilustres[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Prefeitura Municípal[editar | editar código-fonte]

Prédio da Prefeitura de Traipu.

A prefeitura de Traipu é atualmente administrada (2017/2020) por Eduardo Tavares Mendes (PSDB), que venceu as eleições de 2016 na disputa com Erasmo Dias (PSC).

Câmara municipal[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal de Traipu, órgão legislativo do município.

A Câmara Municipal de Traipu recebe o nome do falecido Vereador Américo Pereira Dias e foi construída na gestão do prefeito Edmar Lima Dias. Atualmente Câmara tem 11 vereadores e é presidida pelo vereador Wegnton Erlandres Dias de Farias (Etinho Dias).

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 24 de outubro de 2018 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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