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Poço das Trincheiras

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Poço das Trincheiras
Hino
Gentílicopocense
Localização de Poço das Trincheiras em Alagoas
Localização de Poço das Trincheiras em Alagoas
Localização de Poço das Trincheiras em Alagoas
Poço das Trincheiras está localizado em: Brasil
Poço das Trincheiras
Localização de Poço das Trincheiras no Brasil
Mapa
Mapa de Poço das Trincheiras
Coordenadas9° 18′ 46″ S, 37° 17′ 09″ O
PaísBrasil
Unidade federativaAlagoas
Região metropolitanaSertão Alagoano
Municípios limítrofesMaravilha, Senador Rui Palmeira e Santana do Ipanema.
Distância até a capital215 km
Fundação20 de janeiro de 1959
Governo
 • Prefeito(a)José Valmiro Gomes da Costa[1] (PSDB, 2021–2024)
Área
 • Total [2]302,916 km²
População
 • Total (estimativa IBGE/2022[3])12 518 hab.
Densidade41,3 hab./km²
Climasemi-árido, tropical
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2021[4])0,836 muito alto
PIB (IBGE/2022[5])R$ 73 243,746 mil
 • Per capita (IBGE/2022[5])R$ 2 690,03
Sítiohttps://pocodastrincheiras.al.gov.br/ (Prefeitura)

Poço das Trincheiras é um município brasileiro localizado na região sertaneja do estado de Alagoas. Sua população foi estimada em 15.032 habitantes, conforme dados do IBGE de 2022. Munícipio rico em Historia e belezas naturais, sendo considerado um dos mais belos do Sertão Alagoano.

História

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O local onde hoje encontra a cidade de Poço das Trincheiras era a propriedade da família Wanderley, descendentes de batavos. Após alguns anos, João Carlos de Melo implantou uma fazenda naquela área e uniu-se aos Wanderley. Existe uma escritura de venda de terras nas imediações da Ribeira do Ipanema (Santana do Ipanema), datada de 19 de março de 1771, de João Carlos de Melo e Martinho Vieira Rego, que faz referência à Tapera do Jorge, hoje, pertencente ao município de Poço das Trincheiras. A Lei Provincial n° 927, de 10 de julho de 1883, criou o distrito do Poço das Trincheiras. O grande desenvolvimento do povoado foi, paulatinamente, revelando a necessidade da independência política. O líder mais dedicado na luta da emancipação foi Osman Medeiros, para ver o povoado se tornar município autônomo. Finalmente, Poço das Trincheiras, antigo distrito subordinado ao município de Santana do Ipanema, foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 2100 de 15 de julho de 1958 (instalação: 20 de janeiro de 1959), sancionada pelo Governador Muniz Falcão.[carece de fontes?]

Sob o ponto de vista religioso, a freguesia foi criada pelo então presidente da Província de Alagoas, Pedro Leão Velloso Filho, através da Lei n°960 de 18 de julho de 1885. Porém não houve instituição canônica do bispo de Olinda. Dessa forma, somente em 25 de maio de 2003, por decreto de Dom Fernando Iório Rodrigues, bispo diocesano de Palmeira dos Índios, foi instituída - conforme o Direito Eclesiástico - a Paróquia de São Sebastião do Poço das Trincheiras. No mesmo dia, foi expedida a Provisão nomeando o padre Gilson Farias Barbosa administrador paroquial.[6][7]

Segundo o Sr João de Aquino Monteiro, morador do povoado, afirmava com ênfase que as rústicas trincheiras foram erguidas no tempo dos holandeses, nas imediações da embocadura do Riacho do Sítio, nos Pacus, e na Cruz do Tempero na Passagem. Outras pessoas também acreditam que fossem do século XVII.[8]

O registro conhecido e mais antigo do local já com a denominação de Poço das Trincheiras é de 1848. Está na descrição das andanças dos Irmãos Morais em um manuscrito do capitão Manoel Antônio Pereira Junior. Vimos nele: “Prosseguem em sua marcha; passam na Palmeira de Fora e seguem para a Ribeira do Ipanema e na Povoação do Poço das Trincheiras assaltam a propriedade do velho Machado, matam a este e a três filhos, sendo um delles Ambrosio Machado Wanderley e a moço do Penedo, que naquela infeliz ocasião ali achava-se o negócio. Cinco mortes em um instante!

Antes, a pouca distância do Poço, encontraram um escravo do Vigário de Águas Belas - João Lins dos Reis com uma carga de bahus do mesmo vigário, conduziram tudo: negro, bahus, e cavallo. O vigário ia adiante e vendo o grupo, seguio a todo galope a caminho d'Agoas Belas; botaram-lhe sequases atras, mas não poderam chegar a ele".[9]

Geografia

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Dados do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) mostram que a localidade apresenta um clima com média pluviométrica anual de 752,9 mm[10] e temperatura média anual de 25,0 °C.[11]

Dados climatológicos para Poço das Trincheiras
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 34,0 34,0 33,6 31,9 29,0 27,3 26,6 27,4 29,7 32,4 34,0 34,0 31,2
Temperatura média (°C) 26,8 27,0 26,9 25,8 24,1 22,8 22,1 22,2 23,6 25,4 26,7 26,8 25,0
Temperatura mínima média (°C) 20,6 20,9 21,0 20,6 19,8 18,8 17,9 17,7 18,5 19,5 20,3 20,5 19,7
Precipitação (mm) 34,8 52,4 79,3 79,5 115,0 116,2 112,6 68,1 29,7 13,8 24,3 35,1 752,9
Fonte: Departamento de Ciências Atmosféricas da UFCG.[10][11][12][13]

Referências

  1. «Candidatos a vereador Poço das Trincheiras-AL». Estadão. Consultado em 13 de junho de 2021 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativa populacional 2019 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 28 de agosto de 2019. Consultado em 4 de setembro de 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Poço das Trincheiras - História». municipiosalagoanos.com.br. Consultado em 8 de setembro de 2019 
  7. Medeiros, Tobias (1997). Padre Batista. Maceió: Sergasa. pp. 13–16 
  8. Medeiros, Tobias (1997). Padre Batista. Maceió: Sergasa. 16 páginas 
  9. Medeiros, Tobias (1997). Padre Batista. Maceió: Sergasa. pp. 14–15 
  10. a b Departamento de Ciências Atmosféricas (1911–1990). «Chuva Mensal e Anual de Alagoas». ufcg.edu.br. Consultado em 4 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2019 
  11. a b Departamento de Ciências Atmosféricas. «Temperatura Média Mensal e Anual de Alagoas». ufcg.edu.br. Consultado em 4 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2019 
  12. Departamento de Ciências Atmosféricas (1911–1990). «Temperatura Máxima Mensal e Anual de Alagoas». ufcg.edu.br. Consultado em 4 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2019 
  13. Departamento de Ciências Atmosféricas. «Temperatura Mínima Mensal e Anual de Alagoas». ufcg.edu.br. Consultado em 4 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2019 
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