Jundiá (Alagoas)

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Município de Jundiá
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 26 de agosto
Fundação 1960
Gentílico jundiáense
Prefeito(a) Carlos Antônio de Moraes e Lima Filho [Segundo] - (PMDB)
Localização
Localização de Jundiá
Localização de Jundiá em Alagoas
Jundiá está localizado em: Brasil
Jundiá
Localização de Jundiá no Brasil
08° 56' 06" S 35° 34' 26" O08° 56' 06" S 35° 34' 26" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Leste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Mata Alagoana IBGE/2008[1]
Região metropolitana Zona da Mata
Distância até a capital aprox, 120km km
Características geográficas
Área 119,713 km² [2]
População 4 202 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 35,1 hab./km²
Altitude 35°32'37' m
Clima Temperado
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,56 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 19 367,319 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 120,71 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jundiá (antigamente Vila de Jundiá) é um município brasileiro do estado de Alagoas. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 4.202 habitantes.[3]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Jundiá tem suas primeiras escrituras registradas em Olinda, Pernambuco. O nome do município foi escolhido em razão da grande quantidade de peixes da espécie jundiá encontrados no Rio Manguaba. A colonização começou a partir de uma propriedade de Gregório e Vituriana Alves e mesmo com poucas casas, a cidade garantiu seu progresso por causa da estrada de Palmares, em Pernambuco e da lavoura canavieira.

Em 1860, quando Dom Pedro II viajou à Colônia Leopoldina também passou por Jundiá, doando algumas terras da Coroa a moradores da região. Entre os pioneiros responsáveis pelo desenvolvimento do povoado estão José Alves de Lima, Francisco Carlos de Oliveira, Joaquim Carlos e Pedro Alves. Antonio Buarque abriu as primeiras lojas, formando o comércio na região. Em 1926 foi construída a primeira igreja pelo padre Francisco Gerardi, em louvor à padroeira do município, Nossa Senhora da Conceição.

O movimento pela emancipação política do município começou por volta de 1954. Tertuliano Turíbio de Araújo e João Batista de Moraes foram os líderes. Em agosto de 1960, Jundiá foi emancipado de Porto Calvo, ganhando soberania de município. Maoir enchente foi registrada em 28 de abril de 2011 chegando a água a ficar 1 metro acima da ponte de acesso aos conjuntos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Jundiá tem na tradição folclórica seu maior acervo, num resgate permanente a folguedos como guerreiro, que manifestam a cultura popular. Também fazem parte do nosso folclore: quadrilhas, pastoril e o coco de roda. A crença na fé em Nossa Senhora da Conceição também atrai muitos visitantes à festa de sua padroeira. O clima festivo do município e de sua população, chega ao auge do mais novo evento da cidade, o Jundiá Fest, um carnaval fora de época (realizado no início de março), que já faz parte do circuito estadual de micaretas.[6]

Arte[editar | editar código-fonte]

O povo jundiaense destaca-se em: poesia, bordado, pintura, costura, culinária, crochê, artesanatos variados, etc.

Topografia[editar | editar código-fonte]

O município apresenta relevo algo acidentado, estando localizado na região da mata existindo característica montanhosa.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Na agricultura predomina a cana-de-açúcar e a mandioca. Atualmente a floresta encontra-se devastada, pois as árvores foram cortadas para dar lugar à cana-de-açúcar e à plantação de outras lavouras como inhame, batata-doce, pimenta e milho.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O rio Manguaba banha o município de Jundiá, sua nascente na Serra Teixeira passa por alguns municípios desaguando na cidade de Porto de Pedras. Segue-se em importância os riachos: Brejinho, Manguabinha, Lava Pé e o açude Promontório que abastece a cidade.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Alagoas 24 horas - Jundiá Fest». Consultado em 26 de dezembro de 2010