Jacobina

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Jacobina
  Município do Brasil  
Vista Panorâmica de Jacobina pelo Pico do Jaraguá.
Vista Panorâmica de Jacobina pelo Pico do Jaraguá.
Símbolos
Bandeira de Jacobina
Bandeira
Hino
Apelido(s) "Cidade do ouro"
Gentílico jacobinense
Localização
Localização de Jacobina na Bahia
Localização de Jacobina na Bahia
Mapa de Jacobina
Coordenadas 11° 10' 51" S 40° 31' 04" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Capim Grosso, Quixabeira, Miguel Calmon, Caém, Saúde, Mirangaba, Ourolândia, Várzea Nova e Serrolândia
Distância até a capital 330 km
História
Fundação 24 de junho de 1722 (299 anos)
Emancipação 28 de julho de 1880 (141 anos)
Aniversário 28 de julho
Administração
Distritos
Prefeito(a) Tiago Dias (PC do B, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 2 192 km²
População total (IBGE/2020[2]) 80 635 hab.
Densidade 36,8 hab./km²
Clima Tropical com estação seca (Aw)
Altitude 463 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 44700-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,649 médio
Gini (PNUD/2010[4]) 0,55
PIB (IBGE/2018[5]) R$ 1 385 788,37 mil
 • Posição BA: 21º
PIB per capita (IBGE/2018[5]) R$ 17 237,46
Outras informações
Padroeiro(a) Santo Antônio
Sítio www.jacobina.ba.gov.br (Prefeitura)
www.camarajacobina.ba.gov.br (Câmara)

Jacobina, também conhecida como a Cidade do Ouro[6], é um município brasileiro do estado da Bahia criado em 1722. Localiza-se a latitude 11º10'50" sul e a longitude 40º31'06" oeste, estando a uma altitude de 463 metros. Sua população estimada em 2020 era de 80 635 habitantes.

Rodeada por serras, morros, lagos, rios, fontes e cachoeiras, Jacobina se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo ecológico. Situada na região norte da Bahia, no extremo norte da Chapada Diamantina, Jacobina fica a 339 quilômetros de Salvador e se tornou conhecida como a Cidade do Ouro, uma herança das minas de ouro que atraíram os bandeirantes paulistas no início do século XVII.

Além das belezas naturais e das minas, Jacobina possui um rico patrimônio histórico-cultural, que pode ser percorrido com auxílio de guias turísticos. O município conta com mais de 600 leitos, distribuídos em 241 apartamentos de 13 hotéis e pousadas.

O principal polo do ecoturismo jacobinense é a vila de Itaitú.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da região foram indígenas Payayas. Um deles, um velho cacique chamado Jacó, era o mais influente, tendo por companheira uma sábia mulher chamada Bina. Essa memória é narrada por vários moradores.[7]

Em princípios do século XVII, a corrida de bandeirantes e portugueses às minas de ouro descobertas em terras do atual município (ao que se sabe, estas minas foram descobertas por Roberto Dias) foi a origem da corrente inicial do devassamento e povoação de Jacobina. A notícia de exploração de minérios fluir ao lugar numerosos contingentes humanos, vindo de recantos longínquos, para aí se aglomerarem, sedentos de ouro fácil. Um dos primeiros a chegar foi Belchior Dias Moreia. Depois dele, por volta de 1652, quando a mineração já ocupava 700 bateias, ali chegou Antônio de Brito Correia e depois os Guedes de Brito, estes acompanhados de muitos colonos e escravos.

Iniciaram-se, também, por essa época, as atividades suplementares de criação de gado e de culturas agrícolas essenciais. À proporção que novas levas de braço chegavam para o garimpo, o arruado a margem do Itapicuru Mirim ia crescendo rapidamente, reunindo população inicial bastante densa e heterogênea.

Entrementes o progresso opulento que emanava das minas adquiria forma e a Coroa promoveu o barulhento arraial à categoria de vila mediante Carta Régia de D. João V, datada de 5 de agosto de 1720. Com o nome de Vila Santo Antônio de Jacobina a nova povoação integrava as freguesias de Santo Antônio de Pambu e Santo Antônio do Urubu. O lugar escolhido para ser sede foi a chamada Missão de Nossa Senhora das Neves do Sahy (atualmente pertencente ao município de Senhor do Bonfim), aldeia indígena fundada por padres franciscanos em 1697. A instalação deu-se em 2 de junho de 1722, em solenidade presidida pelo coronel Pedro Barbosa Leal, na qualidade de representante do Vice-Rei do Brasil, Vasco Fernandes César de Meneses. Por estar situada em lugar distante das minas, a sede da vila foi mudada, em 15 de fevereiro de 1724, da Missão do Sahy para a Missão do Bom Jesus da Glória, outra aldeia de índios, fundada em 1706 também por missionários franciscanos, que tentaram promover a catequese dos paiaiás. Nesse local, edificaram-se a Igreja e o Convento de Bom Jesus da Glória.

Várias pessoas de outros lugares do Brasil, inclusive estrangeiros, migraram para a região do município ao saberem da exploração de minérios.[6]

A exploração aurífera prosseguia fora do controle oficial e em escala tão crescente que o governo da metrópole, para melhor garantir a arrecadação do seu dízimo, por Provisão do Conselho Ultramarino de 13 de maio de 1726, determinou que o Governador da Província criasse duas casas de fundição, sendo que uma devia instalar-se em Jacobina em 5 de janeiro de 1727 e outra em Minas do Rio de Contas. O resultado foi surpreendente e auspicioso, arrecadando-se, na mina de Jacobina, em apenas dois anos, cerca de 3.841 libras de ouro, não obstante a difícil fiscalização sobre atividade de tal natureza.

A vila de Jacobina estendia-se por cerca de 300 léguas, em terras de propriedade da Casa da Ponte, dos Guedes de Brito, abrangendo desde o Rio de Contas e indo até os limites de Sergipe, incluindo a Cachoeira de Paulo Afonso. As terras onde se encontra atualmente a cidade pertenceram a Antônio Guedes de Brito, Antônio da Silva Pimentel, João Peixoto Veigas e Romão Gramacho Falcão. Em 15 de março de 1837, pela Lei Provincial n.49, o território do município foi acrescido das terras de Mundo Novo, atribuindo-se a José Carlos da Mota o seu primeiro contato com elas.

A partir de 1848, a notícia da descoberta de diamantes na Chapada Diamantina determinou o êxodo de grande número de mineiros, sempre ávidos por novas aventuras. Seguiu-se então prolongada fase de paradeiro, que provocou o declínio das atividades locais, por causa da demora para a elevação da vila à categoria de cidade, o que só ocorreu em 28 de julho de 1880, pela Lei Provincial 2.049, valendo-lhe o título de Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina (mais tarde, apenas Jacobina). Sua instalação ocorreu a 11 de janeiro de 1893, no governo de Joaquim Manoel Rodrigues Lima.

O primeiro prefeito de Jacobina, Antônio Manoel Alves de Mesquita, tomou posse em 1893. Foi procedido na chefia do executivo, por junta de cinco membros nomeados pelo Governador, que administrou o município durante o período 1890/92.

Finamente, como fato histórico importante, sobressai-se a atitude da Câmara Municipal, que, reunida extraordinariamente em 21 de outubro de 1822, prestou solidariedade e fidelidade ao Príncipe Regente, por ocasião da Proclamação da Independência.

Formação administrativa

O distrito de Jacobina foi criado em 1720 e o Município a 24 de junho de 1722. A criação da freguesia somente se verificou em 1752. A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial n.º 2.049, de 28 de julho de 1880, com o título de "Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina".

O Município é composto de 4 (quatro) distritos e 22 (vinte e dois) povoados:

Distritos: Caatinga do Moura, Itaitu, Itapeipu, Novo Paraíso, Lages do Batata, Cachoeira Grande e Junco.

Povoados: Barro Branco, Baixa do Poço, Barrocão de Cima, Cafelândia, Canavieira de Fora, Coxo de Dentro, Genipapo de Cafelândia, Genipapo de Olhos D´Água dos Góis, Guariba, Itapicuru, Malhadinha, Palmeirinha, Pau Ferro, Pé de Serra, Pedra Branca, Piancó, Pontilhão, Velame e Várzea da Lage, Coxo de Fora, Coxo de Dentro, Pau Ferro, Pontilhão, Curralinho, Pingadeira;

Emanciparam-se de Jacobina: Serrolândia (1962), Várzea Nova (1985), Capim Grosso (1985) e Ourolândia (1989).

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se na zona fisiográfica do Noroeste Baiano, no Território de Identidade do Piemonte da Chapada Diamantina e está entre serras e desfiladeiros. O território está incluído no Polígono das secas.[8] Tida como a capital da Chapada Norte,[9] Jacobina está localizada nas Coordenadas geográficas 11° 10’ de latitude Sul e 40° 30’ de longitude Oeste.[10] Seu bioma é a Caatinga. Limita-se ao norte com Mirangaba, Saúde e Caém; ao sul, com Várzea Nova e Miguel Calmon; ao leste, com Serrolândia, Quixabeira e Capim Grosso; ao oeste, com Ourolândia.

  • Distância da Capital: 330 km
  • Rodovias de Acesso: BA-131, BA-368, BA-373 e BR-324
  • População (2018): 80.394 hab.
  • Superfície: 2.192 km²
  • Distritos: Jacobina (sede), Junco, Itaitu, Itapeipu, Lages do Batata e Caatinga do Moura.

O clima da cidade é segundo a Classificação climática de Köppen-Geiger do tipo AW - quente, com duas estação definidas (o inverno e o verão).[10]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes aos períodos de 1961 a 1970, 1973 a 1980, 1986 a 1989 e a partir de 1993,[nota 1]a menor temperatura registrada em Jacobina foi de 9,6 °C em 21 de agosto de 1966,[11] e a maior atingiu 38,9 °C em 19 de dezembro de 1994.[12] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 142,4 milímetros (mm) em 6 de janeiro de 1994.[13] Março de 1997, com 821,7 mm, foi o mês de maior precipitação.[14]

Dados climatológicos para Jacobina
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 38,3 37,4 38,3 36,7 35,9 33 33,9 35,4 38 38,3 37,8 38,9 38,9
Temperatura máxima média (°C) 31,9 32,3 31,6 30,1 28,3 26,5 26,3 27,4 29,6 31,5 31,7 31,5 29,9
Temperatura média compensada (°C) 26,1 26,3 25,9 24,9 23,4 22 21,4 22,1 23,8 25,3 25,8 25,8 24,4
Temperatura mínima média (°C) 21,5 21,7 21,8 21,2 20 18,9 18,1 18,3 19,5 20,5 21,1 21,4 20,3
Temperatura mínima recorde (°C) 10,8 12,8 12,4 11,8 11 10,8 10 9,6 10 10 13,2 12,4 9,6
Precipitação (mm) 104,5 67,9 136,8 82,1 45,9 42,2 36,7 33,6 21,8 30,2 83,8 101,1 786,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 6 5 9 8 7 8 8 7 5 4 5 5 77
Umidade relativa compensada (%) 65,4 63,9 69,4 73,7 75,6 78 76 71,6 64,7 61,9 63,8 67,3 69,3
Horas de sol 242,5 219,8 220,3 201 176,5 153,7 178,1 202,2 217 233,3 213,2 220,5 2 478,1
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[15]
recordes de temperatura: 01/01/1961 a 31/12/1970 e 01/01/1973-presente)[nota 1][11][12]

Já foram registrados no município tremores de terra. [16][17][18]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município possui uma população de 79247 habitantes, segundo dados de 2010 do IBGE, e uma estimativa de 80.635 pessoas no ano de 2020.[19]

Educação[editar | editar código-fonte]

Entre as principais instituições de ensino superior presentes em Jacobina estão a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) — campus IV,[20] a Faculdade Ages,[21] e o Instituto Federal da Bahia (IFBA),[22] dentre outros.

Estrutura administrativa[editar | editar código-fonte]

Executivo[editar | editar código-fonte]

  • Secretaria Administrativa
  • Procuradoria Jurídica
  • Secretaria de Finanças
  • Secretaria de Saúde
  • Secretaria de Educação e Cultura
  • Secretaria de Assistência Social
  • Secretaria de Agricultura
  • Secretaria de Meio Ambiente
  • Controladoria interna
  • Secretaria de Planejamento
  • Secretaria de Infraestrutura
  • Centro Cultural Professor Edmundo Isidoro
  • Arquivo Público Municipal
  • Espaço Cultural Luis Eduardo Magalhães
  • Conselho Tutelar
  • Polícia Administrativa Municipal
  • Posto de Informações Turísticas
  • Secretaria de Esportes e Lazer
  • Centro de Abastecimento Municipal
  • LIMPUJA - Limpeza Pública de Jacobina
  • Serviço Municipal de Tráfego e Transportes - SMTT

Legislativo[editar | editar código-fonte]

  • Câmara Municipal de Jacobina composta por 17 Vereadores.

Judiciário[editar | editar código-fonte]

  • Fórum da Comarca de Jacobina
  • TRT - Tribunal Regional do Trabalho-5ª Região
  • TRE - Tribunal Regional Eleitoral

Divisão do município[editar | editar código-fonte]

Bairros de Jacobina[editar | editar código-fonte]

Centro, Félix Tomaz, Missão, Vila Feliz, Caeiras, Conceição, Caixa D'água, Jacobina I, Jacobina II, Jacobina III, Jacobina IV,Novo Amanhecer, Bananeira, Serrinha, Sete Casas, Catuaba, Nazaré, Peru, índios, Estação, Morada do Sol, Leader, Matriz, Inocoop, Ladeira Vermelha, Pedra Branca, Conjunto Zuleide, Mundo Novo, Grotinha, Tamarindo, Canavieiras, Barro Branco, Cidade do Ouro, Lagoa Dorada, Velame de cima, Velame de baixo, Anadissor entre outros.

Distritos de Jacobina

  • Lages do Batata, pequena vila situada a 34km de distancia da sede do município, onde residem aproximadamente 3 mil habitantes, possui baixa renda per captia, provinda principalmente de trabalhos agrícolas, especialmente de Sinzal (planta cultivada na região).
  • Junco.
  • Cachoeira Grande, pequeno povoado fica a 29 Km de distância da sede do município, onde residem aproximadamente 2 Mil pessoas, este povoado tem capital baixo, provinda da agricultura e do turismo do Rio que desce da barragem que fica 3 km acima do povoado.
  • Caatinga do Moura: pequena vila, muito aconchegante, está situada a 45 km de distância da sede do município, onde residem aproximadamente 2 mil habitantes, bastantes distribuídos por ao longo de um vale-verde, sendo a principal atividade econômica, a cultura de alimentos, dos quais se destacam bananas para a produção de doce, alho e outras culturas que se favorecem do clima úmido. A história do nome do distrito vem do Sr. Moura, que prestava serviços para o Sr. Alexandre Marques, este veio de Portugal com dinheiro trazido da Coroa Portuguesa, com o objetivo de formar uma expedição e assim explorar o interior do estado da Bahia. Por causa da Caatinga do Moura, Jacobina foi a primeira cidade produtora de alho do Brasil.[23]
  • Itapeipu.
  • Itaitú, ou Riachão de Jacobina como também é chamada, é uma pequena vila, situada ao sul da sede, a aproximadamente 25 km de distancia, sendo 11 pavimentados e 14 de estrada de chão que sofre variações de acordo com a estação de chuvas. O nome Itaitú é de origem indígena, que significa pedra grande; é um local ambientalmente muito atrativo para o turismo ecológico,[24] possuindo diversas cachoeiras, e o custo de hospedagem e alimentação muito baratos, possui uma igreja católica histórica e muito bonita na praça central.
  • Paraíso.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Patrimônio Cultural[editar | editar código-fonte]

O munícipio de Jacobina é rico em patrimônio cultural. Ele tem em seu território quatros bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), ou seja, são reconhecidos quatro Patrimônios Culturais da Bahia em seu território. Destes, dois são tombados pelo Estado, e dois são tombados pela União, sendo: A Capela de bom Jesus da Glória, e a Igreja da Missão (ambos tombados pela União); e a Casa da Praça Castro Alves, n° 61, e a Igreja Matriz de Santo Antônio (estes tombados pelo Estado).[25]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Jacobina tem como clube de futebol o Jacobina Esporte Clube. Criado oficialmente em 1º de dezembro de 1993, seu mascote/apelido é Jegue da Chapada. O estádio na cidade do clube é o José Rocha. O clube tem destaque no cenário estadual e atualmente luta pela conquista do seu primeiro título baiano.[26]

Economia[editar | editar código-fonte]

O município tem como principais fontes de renda o comércio (com lojas de roupas, autopeças, postos de combustível, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais) e a extração de ouro.

Por causa da exploração de ouro realizada no município, ele está no primeiro lugar da lista dos municípios baianos com maior arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) — em 2020, foram mais de R$ 22.9 milhões.[27]

Turismo[editar | editar código-fonte]

A região é favorecida por serras, cânions, cachoeiras e lagos e é um verdadeiro encanto para os fãs do ecoturismo. São inúmeras serras e morros, dentre os quais pode se destacar a Serra do Tombador, o Monte Tabor, o Morro dos Ventos Uivantes e o Pico do Jaraguá. Para as cachoeiras, existem dezenas de quedas, dentre algumas pode-se destacar a do Aníbal, Pirâmide, Véu de Noivas, Andorinhas, Caldeirão, Amores, Esplendor do Sol, Viúva e Paulista, sendo estas as mais procuradas dentre as mais de 45 quedas d’água que estão reunidas no Parque das Cachoeiras, o qual foi criado pela Bahiatursa em parceria com a Prefeitura Municipal e na Estância Ecológica Bandeirantes. É um verdadeiro encanto para os olhos e para as atividades físicas, visto que é ideal para trilhas de mountain bike, trekking, rapel, banhos, acampamentos e muito mais.

Cachoeira Véu de Noiva, em Itaitú, no munícipio de Jacobina (BA)

Existe na localidade de Itaitú, distrito de Jacobina, a mais alta queda d’água da região, a Cachoeira Véu de Noiva, com 60m de altura de muita adrenalina, que desemboca em um poço ótimo para mergulhos e é uma grande atração turística.[28] O Distrito de Itaitú vem ganhando cada vez mais notoriedade no campo de turismo, dada as suas reservas naturais.[29]

No distrito de Caatinga do Moura, há cavernas e grutas que atraem a atenção de turistas, sendo um local de riquezas históricas e naturais.[9]

A cidade tem muitos festejos, dentre os quais destacam-se a Marujada, que tem mais de 200 anos de história; o grupo dos Capetas, que geralmente sai na Micareta e a Caminhada da Luz, ato de fé cristão realizado na Semana Santa, quando romarias de fiéis sobem o Morro do Cruzeiro sendo um ato de fé cristã.[30]

Notas

  1. a b Dados de temperatura máxima disponíveis até 31 de agosto de 2014.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «estimativa_dou_2020.xls». ibge.gov.br. Consultado em 24 de dezembro de 2020 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Jacobina - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2018». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 24 de dezembro de 2020 
  6. a b Cruz, Érica Lauane Silva (julho de 2019). «A aplicação das políticas habitacionais no bairro Jacobina II, Jacobina – Bahia.». Consultado em 31 de julho de 2021 
  7. «Os Negros em Jacobina (Bahia) no século XIX - Tese» (PDF). PUCSP. 2006. Consultado em 14 de julho de 2021 
  8. Giudice, Dante Severo. «PATRIMONIO GEOLÓGICO, GEOCONSERVAÇÃO, GEODIVERSIDADE E GEOTURISMO NA REGIÃO DE JACOBINA-BA». Editora Conhecimento Livre. Geociências, sociedade e sustentabilidade: 15-27. Consultado em 16 de julho de 2021 
  9. a b «Trilhas e cachoeiras revelam o lado ainda desconhecido da Chapada Diamantina - 27/10/2009 - UOL Viagem». www.uol.com.br. Consultado em 23 de julho de 2021 
  10. a b Novais, Marcos Paulo Souza (9 de julho de 2020). «Análise do desastre hidrometeorológico ocorrido em dezembro de 2018 na cidade de Jacobina – BA.». Geografia Ensino & Pesquisa (0). 27 páginas. ISSN 2236-4994. doi:10.5902/2236499440721. Consultado em 15 de julho de 2021 
  11. a b Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Jacobina». Consultado em 14 de julho de 2018 
  12. a b INMET. «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Jacobina». Consultado em 14 de julho de 2018 
  13. INMET. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Jacobina». Consultado em 14 de julho de 2018 
  14. INMET. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Jacobina». Consultado em 14 de julho de 2018 
  15. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 14 de julho de 2018 
  16. Redação, Da (2 de julho de 2021). «Novo tremor é registrado na Bahia; foram 6 abalos sísmicos em junho». Jornal Correio. Consultado em 30 de julho de 2021 
  17. «Tremor de terra é registrado na cidade de Jacobina, no norte da Bahia». G1. Consultado em 30 de julho de 2021 
  18. Redação, Da (8 de junho de 2021). «Novo tremor de terra é registrado na cidade de Jacobina». Jornal Correio. Consultado em 30 de julho de 2021 
  19. «Jacobina BA - dados». IBGE. Consultado em 21 de julho de 2021 
  20. «https://portal.uneb.br/jacobina/» (em Portal Uneb). Consultado em 22 de julho de 2021  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  21. «Medicina». AGES. Consultado em 22 de julho de 2021 
  22. admin. «Página Inicial». IFBA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Instituto Federal da Bahia. Consultado em 22 de julho de 2021 
  23. Conceição, Joelma Oliveira da (2015). «Memorialismo: narração, ficção e história. Um estudo da memória urbana de Jacobina através de escritores memorialistas.». SaberAberto - Repositório Institucional da Universidade do Estado da Bahia. Consultado em 16 de julho de 2021 
  24. Santos, Fabiane Pereira da Silva; Araújo, Joseane Gomes de; Serrão, Susana Oliveira Valois Coutinho. «A APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO DO DISTRITO DE ITAITÚ, JACOBINA, BAHIA.». Revistas UFG. Consultado em 16 de julho de 2021 
  25. «SIPAC - Sistema de Informações do Patrimônio Cultural da Bahia». Consultado em 24 de julho de 2021 
  26. Nascimento*, Vinícius (19 de janeiro de 2020). «Guia: tudo que você precisa saber sobre o Campeonato Baiano 2020». Jornal Correio. Consultado em 19 de julho de 2021 
  27. «André Santana - Exploração de ouro na Bahia gera preocupação com barragens no interior». noticias.uol.com.br. Consultado em 7 de agosto de 2021 
  28. Brunt, Vanessa (21 de agosto de 2019). «5 cachoeiras para mergulhar na Bahia». Jornal Correio. Consultado em 14 de julho de 2021 
  29. Line, A. TARDE On. «Itaitu oferece mais de 40 cachoeiras para quem quer fugir do agito». Portal A TARDE. Consultado em 15 de julho de 2021 
  30. «Economia de Jacobina (BA)». Prefeitura Municipal de Jacobina. Consultado em 18 de dezembro de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]