Ibotirama

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Município de Ibotirama
"Capital-céu"
Igreja de Nossa Senhora da Guia

Igreja de Nossa Senhora da Guia
Bandeira indisponível
Brasão de Ibotirama
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 14 de agosto
Fundação 1732 (285 anos)
Emancipação 14 de agosto de 1958 (58 anos)
Gentílico ibotiramense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Guia
CEP 47.520-000 a 47.520-999[1]
Prefeito(a) Claudir Terence Lessa Lopes de Oliveira (PT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Ibotirama
Localização de Ibotirama na Bahia
Ibotirama está localizado em: Brasil
Ibotirama
Localização de Ibotirama no Brasil
12° 11' 06" S 43° 13' 15" O12° 11' 06" S 43° 13' 15" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Vale São-Franciscano da Bahia IBGE/2008[2]
Microrregião Barra IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Barra, Muquém de São Francisco, Paratinga, Oliveira dos Brejinhos e Morpará
Distância até a capital federal: 805 km

estadual: 652 km

Características geográficas
Área 1 391,232 km² (BR: 1049º)[3]
Área urbana 1,633 km² est. Embrapa[4]
Distritos Ibotirama e Boa Vista do Lagamar
População 27 762 hab. (BA: 113º) –  est. IBGE/2016[5]
Densidade 19,955 hab./km²
Altitude 419 mest. Embrapa[4]
Clima semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,636 (BR: 3378°) – médio PNUD/2010[6]
Gini 0,55 PNUD/2010[6]
PIB R$ 215 601 971,22 (BA: 113º) – IBGE/2013[7]
PIB per capita R$ 7 901,85 IBGE/2013[7]
Página oficial
Prefeitura www.ibotirama.ba.io.org.br (em português)
Câmara camaraibotirama.ba.gov.br/ (em português)

Ibotirama é um município do estado da Bahia, no Brasil.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Ibotirama, escolhido para batizar a cidade, é uma adaptação de origem tupi ao antigo nome do município ainda como distrito, Jardinópolis, por meio do Decreto Estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943.[8] O nome consiste na junção dos vocábulos indígenas mbotyra ("flor") e rama ("promissor, que vai ser, futuro").[9]

História[editar | editar código-fonte]

A região à esquerda e direita do Rio São Francisco, no oeste baiano, do qual Ibotirama se localiza, era ocupada por várias populações indígenas, dentre elas os tamoios, cataguás, xacriabás, aricobés, tabajaras, amoipira, tupiná, ocren, sacragrinha e tupinambás.[10] Especificamente em Ibotirama, acredita-se que o grupo indígena predominante era formado por tuxás.[11]

Apesar de relatos e registros de presença portuguesa ao longo dos séculos XVI e XVII no território que, hoje, compreende a cidade, a colonização de fato só veio ocorrer com o processo de exploração capitaneado pelo latifundiário Antônio Guedes de Brito que recebeu, por sesmarias, terras que se tornaram o segundo maior latifúndio do Brasil-colônia. Brito, conhecido pelo desbravamento, foi também reconhecido pela extinção de grande parte desta população utilizando armas. Os indígenas restantes foram escravizados.[12]

Mais tarde, após sua morte, sua neta D. Joana da Silva Caldeira Pimentel Guedes de Brito tornou-se proprietária de várias fazendas herdadas pela família. Entre as propriedades de Joana, existia a Fazenda Bom Jardim, de onde surgiu o arraial de Bom Jardim. Era um dos pontos de passagem de boiadeiros e tropeiros que faziam a travessia do Rio São Francisco. Ali, encontravam um lugar para descansar, pois a fazenda localizava-se à margem esquerda do rio.[12][13]

Seu comércio e transporte fluvial se dava com várias regiões próximas. Além disso, a comunicação e interação entre parte da população de viajantes de Bom Jardim, Santo Antônio do Urubu de Cima e Santuário do Bom Jesus da Lapa, era fundamental no desenvolvimento e povoamento da região, através de rotas terrestres.[12] No ano de 1732, em documento de mapemento feito por Joaquim Quaresma Delgado, era mencionada a existência da fazenda.[14][15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 12º11'06" Sul e a uma longitude 43º13'15" Oeste, estando a uma altitude de 419 metros. Situada na margem direita do rio São Francisco, é cortada pela BR-242, que liga Salvador (BA) a Brasília (DF). Tem um clima quente e temperado.

Possui uma área de 1391,23 km². Ibotirama faz divisas com Muquem do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Paratinga.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Município de Ibotirama é banhado Rio São Francisco, que serve tambem de divisa da cidade e seu municipio vizinho.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2016 era de 27.762 habitantes

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua economia se baseia na agricultura, comércio e pesca.

Comércio[editar | editar código-fonte]

Ibotirama possui um comércio bastante diversificado. Nos últimos anos, vem atraindo grandes redes de varejo do Brasil, como Paraíba, Casas Freire, Rede Smart, entre outras.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Apesar disso a cidade possui praças e avenidas arborizadas. Ficando conhecida na região pelo seu lindo Por do sol sobre a ponte do rio São Francisco. Alguns pontos turísticos do município:

  • Reserva particular do patrimônio nacional
  • Boqueirão do Oco
  • Poços do Mocó, Caatinguinha, Canoão, Perigo, Saltador
  • Gruta da Vereda

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Ibotirama é uma cidade pouco estruturada. Poucos bairros possuem pavimentação e rede de água e esgoto.

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino superior
  • Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC)
  • Ensino à Distância - EAD
    • UNEB
    • Universidade Norte do Paraná (Unopar)
Ensino fundamental
  • Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães (Colégio Modelo) – escola pública estadual
  • Colégio Estadual Marechal Castelo Branco - escola pública estadual

Segurança, violência e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Existe em Ibotirama a 28ª Companhia Independente de Polícia Militar (28ª CIPM),CORPIN (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior) e CIPE/SEMI-ARIDO (CAESA). Possuindo também a RENATRAN que desenvolve o serviço de fiscalização e já utiliza de notificações para doutrinar o trânsito municipal. A 28ª CIPM é atualmente comandada por um Major PM , sediada na avenida principal da cidade, a CIPM utiliza das modalidades de Policiamento Motorizado, Motopatulhamento e Policiamento Ostensivo a Pé, na defesa da comudidade Ibotiramense podendo contar ainda com PETO (Pelotão Especial tatico Operacional) . A Polícia Judiciária é a 24ª COORPIN (Coordenadoria de Polícia do Interior) Sediada em Bom Jesus da Lapa com Delegacias Territoriais em Ibotirama, Paratinga, Muquém do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Riacho de Santana, Boquira, Morpará, Brejolândia, Macaúbas, Ibipitanga, Carinhanha, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Feira da Mata, Santa Maria da Vitória.

Transporte[editar | editar código-fonte]

  • Avião: a partir de Salvador e Brasília, exitem vôos diários para Barreiras (é o aeroporto comercial mais próximo de Ibotirama). No aeroporto alugam-se carros.
  • Estradas: saindo de Salvador de carro, via BR-324, pegar a BR-116 e a partir da ponte sobre o Rio Paraguaçu, a BR-242.
    • Ônibus: existem ônibus comerciais diariamente para Ibotirama. Há também outras opções de ônibus que vão para Barreiras, Brasília e Goiânia. Algumas empresas que atuam no município: Expresso Guanabara, Viação Itapemirim e Emtram.

Cultura[editar | editar código-fonte]

No mês de agosto, acontece o Ibotifolia, carnaval fora de época local, realizado durante as comemorações do aniversário de emancipação política do município, ocorrida a 14 de agosto de 1958. Ao som de bandas e cantores locais (especialmente Axé, forró e pagode) e de expressão nacional, a festa atrai visitantes das cidades próximas e de antigos moradores que sempre retornam para prestigiá-la.

No mesmo período, acontecem o Festival de Música Popular de Ibotirama e o Festival de Poesia de Ibotirama, em que se apresentam compositores e poetas locais e também atrai artistas de outros municípios e estados. O FEMPI acontece oficialmente desde 1976, tendo, portanto, mais de trinta anos de história. O FEPI segue a tradição, com dez anos a menos que o festival de música.

Referências

  1. «CEP de cidades brasileiras». Correios. Consultado em 31 de Julho de 2008 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. a b «Urbanização das cidades brasileiras». Embrapa Monitoramento por Satélite. Consultado em 30 de Julho de 2008 
  5. «Estimativa populacional 2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 30 de agosto de 2016 
  6. a b Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Ibotirama - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 28 de dezembro de 2013 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos municípios 2010-2013». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 18 de dezembro de 2015 
  8. Ferreira, Jurandyr Pires (1958). Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (PDF). 21. Rio de Janeiro: IBGE. p. 104-105 
  9. «Vocabulário Tupi-português das lições». Universidade de São Paulo. Consultado em 31 de julho de 2016. Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2006 
  10. «Proposta Político-Pedagógica Institucional». Universidade Federal do Oeste da Bahia. 2014: 13 
  11. Salomão, Ricardo Dantas Borges. «Uma análise sobre o processo de territorialização, afirmação étnica e políticas indigenistas no caso dos índios Tuxá de Rodelas» (PDF). Universidade Federal Fluminense. 13 páginas. Consultado em 11 de abril de 2017 
  12. a b c Nogueira, Gabriela (2011). "Viver por si", viver pelos seus: Famílias e comunidades de escravos no "Certam de Sima do Sam Francisco" (1730-1790) (PDF) (Tese). Universidade do Estado da Bahia. Consultado em 29 de julho de 2016 
  13. Dutra, Nivaldo Osvaldo (2004). «Do Rio das Rãs ao Mangal - Comunidades Quilombolas do baixo médio São Francisco - Bahia» (PDF). Universidade Estadual de Campinas. XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. 2 páginas. Consultado em 31 de julho de 2016 
  14. Dutra, Nivaldo Osvaldo (2004). «Do Rio das Rãs ao Mangal - Comunidades Quilombolas do baixo médio São Francisco - Bahia» (PDF). Universidade Estadual de Campinas. XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. 2 páginas. Consultado em 31 de julho de 2016 
  15. Neves, Erivaldo Fagundes (2011). «Caminho do ouro de boa pinta» (PDF). Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Associação Nacional de História - BA. 17 páginas. Consultado em 18 de abril de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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