Paratinga

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Município de Paratinga
"Cidade da música"
"Terra do São Francisco"
Acima, à esquerda, estrada para a zona rural do município; à direita a Igreja Matriz de Santo Antônio, ao meio a Rua José Duarte Porto; abaixo, à esquerda o Mercado Municipal de Paratinga; ao lado a Praça 2 de Julho.

Acima, à esquerda, estrada para a zona rural do município; à direita a Igreja Matriz de Santo Antônio, ao meio a Rua José Duarte Porto; abaixo, à esquerda o Mercado Municipal de Paratinga; ao lado a Praça 2 de Julho.
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 25 de junho
Fundação 25 de junho de 1897 (119 anos)
Gentílico paratinguense
Prefeito(a) Eliezer Pereira Dourado Filho (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Paratinga
Localização de Paratinga na Bahia
Paratinga está localizado em: Brasil
Paratinga
Localização de Paratinga no Brasil
12° 41' 27" S 43° 11' 02" O12° 41' 27" S 43° 11' 02" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Vale São-Franciscano da Bahia IBGE/2008 [1]
Microrregião Bom Jesus da Lapa IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Bom Jesus da Lapa, Ibotirama, Macaúbas, Sítio do Mato, Muquém de São Francisco, Boquira, Oliveira dos Brejinhos.
Distância até a capital 710 km
Características geográficas
Área 2 956,387 km² [2]
População 30 230 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 10,23 hab./km²
Clima Clima semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,59 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 86 315,438 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 906,93 IBGE/2008[5]
Página oficial

Paratinga é um município brasileiro no interior do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Situa-se na Microrregião de Bom Jesus da Lapa e mesorregião do Vale São-Franciscano da Bahia localizando-se a uma distância de 710 quilômetros a oeste da capital estadual, Salvador e 749 quilômetros a leste da capital federal, Brasília. Ocupa uma área de aproximadamente 2 956 387km², e sua população no censo demográfico de 2010 era de 30 230 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o nonagésimo segundo mais populoso do estado e terceiro de sua microrregião.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Paratinga" é um termo de origem tupi que significa "rio branco", através da junção dos termos pará ("rio") e tinga ("branco")[6].

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros de Paratinga datam do século XVII, quando Antônio Guedes de Brito, pecuarista e latifundiário brasileiro, recebeu sesmarias que compreendiam em várias regiões do oeste baiano. Esta região, compreendida por municípios como Paratinga e que se tornou o segundo maior latifúndio do Brasil-colônia, era anteriormente ocupada por nativos. Guedes de Brito, conhecido por desbravar a região, foi também reconhecido pela extinção de grande parte desta população. Os indígenas restantes foram escravizados.[7]

Mais tarde, após sua morte, sua neta Joana Guedes de Brito, tornou-se proprietária de várias fazendas herdadas pela família. Dentro da Fazenda Santo Antônio do Urubu de Cima surgiu o arraial do Urubu, um vilarejo cujos moradores eram formados por luso-brasileiros, indígenas e africanos. O espaço era caracterizado pelas atividades pecuaristas e agropecuárias.[7]

Em 1745, o povoado formado a partir da fazenda de gado denominada Santo Antônio do Urubu de Cima foi emancipado, promovido à categoria de vila. No ano de 1827 limitava-se, ao norte, com a Vila de Pilão Arcado; ao Sul com o estado de Minas Gerais; a oeste, com Barra do Rio Grande e Campo Largo; a leste, com Vila de Santo Antônio da Jacobina, Rio de Contas e a Vila Nova do Príncipe e Santana de Caetité.[8]

Em 2 de maio de 1835, foi criada a Comarca do Urubu, com objetivo de levar o poder do governo imperial à região.

Em 25 de junho de 1897, a sede foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Cidade do Urubu. Em 29 de maio de 1943, o nome do município foi alterado para Rio Branco. Em 31 de dezembro de 1943, o nome da cidade sofreu nova alteração, passando a se chamar Paratinga.

Características Gerais[editar | editar código-fonte]

Era a maior cidade de sua microrregião, suas terras se estendiam por onde hoje é Bom Jesus da Lapa, Ibotirama, Macaúbas, dentre outras dezessete cidades do oeste baiano.

Cidade de história e cultura muito rica, até hoje preservam-se casas com características barrocas. Sua população é, atualmente, estimada em 30 230 habitantes. A caatinga é a vegetação predominante.

Paratinga tem pontos turísticos como as Águas Termais do Paulista e do Brejo das Moças, com piscinas naturais de água termo-mineral, além da Gruta da Lapinha, com desenhos rupestres ainda conservados e com potencial turístico a ser explorado.

Possui a maior ilha fluvial do Rio São Francisco, denominada de Ilha de Paratinga. O município é banhado pelo Rio São Francisco e, em toda sua extensão, possui belas praias e recantos ribeirinhos onde se tem a prática da pesca esportiva.

Uma característica muito marcante da cidade é a péssima qualidade da água fornecida pelo SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto, que envia para a casa dos moradores uma água totalmente sem tratamento, extremamente suja e barrenta, trazendo muitos riscos à saúde da população.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 23 de outubro de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  7. a b Nogueira, Gabriela (2011). "Viver por si", viver pelos seus: Famílias e comunidades de escravos no "Certam de Sima do Sam Francisco" (1730-1790) (PDF) (Tese). Universidade do Estado da Bahia. Consultado em 29 de julho de 2016. 
  8. Anuário Estatístico 2002, v. 1, SEI, Salvador ISSN 0102-0676
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