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Jequié

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jequié
Município do Brasil
Centro da cidade.
Hino
Lema Todo Poder Emana do Povo
Gentílico jequieense
Localização
Localização de Jequié na Bahia
Localização de Jequié na Bahia
Localização de Jequié na Bahia
Jequié está localizado em: Brasil
Jequié
Localização de Jequié no Brasil
Mapa
Mapa de Jequié
Coordenadas 13° 51′ 28″ S, 40° 05′ 02″ O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Ipiaú, Aiquara, Apuarema, Boa Nova, Itagi, Jaguaquara, Jitaúna, Lafaiete Coutinho, Manoel Vitorino, Maracás.
Distância até a capital 365 km
História
Fundação 10 de julho de 1897 (128 anos)
Administração
Prefeito(a) Zenildo Brandão Santana (Zé Cocá)[1][2] (Progressistas, 2021–2028)
Vereadores 19
Características geográficas
Área total IBGE/2022[3] 2 969,039 km²
 • Área urbana  IBGE/2019[4] 31,27 km²
População total (Censo de 2022) [5] 158 813 hab.
 • Posição BA: 11° · NE: 38° · BR: 187°
 • Estimativa (2025[5]) 169 201 hab.
Densidade 53,5 hab./km²
Clima Semi-árido
Altitude 215 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[6]) 0,665 médio
Gini (PNUD/2010[7]) 0,55
PIB (IBGE/2021[8]) R$ 3 176 445,91 mil
PIB per capita (IBGE/2021[8]) R$ 20 325,74
Fachada do Edifício Santa Helena, em Jequié, Bahia

Jequié é um município brasileiro do interior e sudoeste do estado da Bahia. Está a 365 km de Salvador, na zona limítrofe entre a caatinga e a zona da mata.

História

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A palavra Jequié deriva da língua tupi: jequi: cesto afunilado, usado como armadilha para peixes, tendo como variações cacuri, jequiá, jiqui, jiquiá, juquiá, jequié.

O município desenvolveu-se a partir da movimentada feira que atraía comerciantes de todos os cantos da região, no fim do século XIX. Pertencente ao município de Maracás de 1860 a 1897, Jequié abastecia as regiões sudeste e sudoeste da Bahia, assim como a bacia do rio de Contas. Com sua crescente importância como centro de comércio, a cidade cresce então linearmente às margens do Rio de Contas que, na época, era mais volumoso e estreito, e cercado por uma extensa mata.

O município de Jequié é originado da sesmaria do capitão-mor João Gonçalves da Costa, que sediava a fazenda Borda da Mata. Esta mais tarde foi vendida a José de Sá Bittencourt, refugiado na Bahia após o fracasso da Inconfidência Mineira. Em 1789, com sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros em vários lotes. Um deles foi chamado Jequié e Barra de Jequié.

Pelo curso navegável do Rio de Contas, pequenas embarcações desciam transportando hortifrutigranjeiros e outros produtos de subsistência. No povoado, os mascates iam de porta em porta vendendo toalhas, rendas, tecidos e outros artigos trazidos de cidades maiores. Tropeiros chegavam igualmente a Jequié carregando seus produtos em lombo de burro. O principal ponto de revenda das mercadorias de canoeiros, mascates e tropeiros deu origem à atual praça Luís Viana, que tem esse nome devido a uma homenagem ao governador da Bahia que emancipou a cidade.

Ali veio a desenvolver-se a primeira feira livre da cidade que, a partir de 1885, ganhou mais organização com a decisão dos comerciantes italianos: Giuseppe "José" Rotondano, Giuseppe "José" Niella e Carlo "Carlos" Marotta, de comprarem todo o excedente dos canoeiros e de outros produtores.[9]

Emancipação política

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Em pouco tempo, Jequié tornou-se distrito de Maracás, e dele se desmembrou em 1897, tendo como primeiro intendente (cargo à época equivalente a prefeito) Urbano Gondim. A partir de 1910 é que se torna cidade e já se transforma em um dos maiores e mais ricos municípios baianos. O nome "Jequié" é uma palavra indígena para designar "onça", em alusão a grande quantidade desses animais na região. Outros historiadores já afirmam que o topônimo tem origem no "jequi", um objeto afunilado, muito utilizado pelos índios mongoiós para pescar no Rio de Contas.[10]

Jequié: capital da Bahia

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Importante episódio da história estadual foi a decisão inusitada tomada pelo então Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Aurélio Rodrigues Viana que, assumindo o governo em 1911, decretou a mudança da capital do estado, de Salvador para Jequié, ocasionando imediata reação do Governo Federal, que bombardeou Salvador e forçou a renúncia desse mesmo governador, que adotara a medida. Jamais tendo se constituído de fato, o gesto entretanto marcou a História da Bahia, como um dos mais tristes, sobretudo pelo bombardeio da capital, provocando o incêndio da biblioteca pública, onde estava guardada a maior parte dos documentos históricos de Salvador.[11]

Destruição e recomeço

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Depois da terrível enchente de 1914, que destruiu quase tudo em Jequié, a feira, o comércio e a cidade passaram a desenvolver-se em direção às partes mais altas. Após a enchente, Jequié ficou conhecida como a "Chicago Baiana", pois essa cidade norte-americana também foi destruída, em 1871, e teve que recomeçar quase do zero. A diferença é que Jequié acabou em água e Chicago em fogo. Em 1919, o então intendente Antero Cícero dos Santos, inaugurou o cemitério municipal São João Batista, no atual bairro do Caixa D'Água.[12]

Desenvolvimento urbano e crescimento econômico

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No dia 1 de setembro de 1923 foi instalada a agência do Banco do Brasil em Jequié. Primeiro funcionou no saudoso "Sobrado dos Grillos", depois foi para a avenida Rio Branco, em seguida para a Praça Ruy Barbosa, e nos dias atuais funciona na Rua da Itália. A cidade foi a primeira da região sudoeste da Bahia a ter uma agência do Banco do Brasil.

Jequié foi emancipada durante o governo de Luís Viana (1896-1900).

Apesar das ações de desmatamento que acabaram por assorear o Rio de Contas, impossibilitando a navegação, a cidade seguiu firme em direção ao progresso e, em 1927, festejou a chegada da "Estrada de Ferro Nazareth". Nesse tempo, Jequié era a quarta cidade mais importante da Bahia e teve no comerciante Vincenzo "Vicente" Grillo o seu grande benemérito. Em 1930, com o advento da Revolução, o então intendente (prefeito) Geminiano Saback teve que deixar o cargo, interrompendo assim o seu projeto de pavimentar a cidade.

Durante a gestão do advogado Virgílio de Paula Tourinho (1934-1937), a cidade entrou em um rush de obras jamais visto. A feira foi deslocada da Praça Ruy Barbosa para a Praça da Bandeira, onde antes havia um mangueiro. As ruas do centro foram calçadas e a zona de meretrício foi deslocada do Beco do Cochicho (Rua Damião Vieira) para a antiga Ladeira do Maracujá, hoje parte da Rua Manuel Vitorino, que na época ficava fora do perímetro urbano.

Com a reforma ortográfica de 1943, um grupo de intelectuais propôs a mudança da grafia do nome da cidade para "Jiquié", ideia que não vingou. Em 1948, a retirada de uma gameleira centenária, situada na Praça Ruy Barbosa, causou grande comoção popular. No mesmo ano, artistas e intelectuais cantam e publicam poesias para homenagear a árvore desaparecida.

Durante as décadas de 1940 e 1950, foram aterradas as várias lagoas que existiam nas proximidades do centro. Segundo o discurso apresentado pelos políticos da época, elas atrapalhavam no crescimento da cidade. Foi um grave erro. Tal atitude, somada com a destruição da mata ciliar do Rio de Contas, contribuiu para aumentar o aquecimento climático de Jequié. Entre as muitas lagoas aterradas, podem ser citadas a Lagoa do Maringá (atualmente um largo), a Lagoa da "Manga do Costa" (hoje Centro de Abastecimento Vicente Grillo), e a Lagoa que se localizava ao fundo do Jequié Tênis Clube. Nesta última, em fins dos anos 1930, havia prática de esportes como remo, natação e outras recreações.

Em 1954, o então prefeito Lomanto Júnior inaugurou, na Praça da Bandeira, o Mercado Municipal de Jequié, um dos melhores do interior do estado.[13]

Vista da Avenida Rio Branco, ainda em terra de chão, em 1929.

O comércio da cidade é bem diversificado e absorve boa parte das pessoas empregadas. O município tem uma posição estratégica na microrregião e é responsável por parte de seu abastecimento. Jequié possui 302 empresas do setor industrial (micro, pequena, média e grandes empresas), 1.020 do setor de comércio, 1.230 do setor de prestação de serviços e sete agências bancárias: Banco do Brasil, (2) Caixa Econômica Federal, Bradesco, (2) Itaú e Banco do Nordeste, além de duas cooperativas de crédito que atuam como instituição financeira: Sicoob e Unicred. A cidade ainda conta com um Distrito Industrial formado por 37 empresas voltadas para produção de alimentos, calçados, confecções, madeira, plásticos, tanques, pias e sabões de velas, que emprega ao todo 7.276 funcionários (SUDIC, out/2016). Entre 2006 e 2008 foram injetados mais de dez milhões de reais no comércio de Jequié com a aquisição de materiais de construção para o maior projeto habitacional do Estado, com a construção de 604 casas populares.[14][15]

Monumentos

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Obelisco de Jequié (hoje demolido) na Praça Ademar Nunes Vieira, conhecida popularmente como "Praça da Bíblia", bairro Jequiezinho.

A cidade tem vários monumentos, e o principal deles foi o Obelisco de Jequié, localizado na Praça Ademar Nunes Vieira, também conhecida por "Praça da Bíblia", bairro Jequiezinho.

Dados climatológicos para Jequié
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29 30 29 28 27 24 24 24 26 28 29 30 27,3
Temperatura mínima média (°C) 19 19 19 19 18 17 16 16 17 18 19 19 18
Precipitação (mm) 84 72 94 57 40 40 37 30 93 42 93 107 789
Fonte: Climatologia[16]

Principais ameaças ambientais

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A agropecuária causa grande impacto ambiental na região pela substituição da vegetação nativa pelo plantio de pastagens para alimentação dos rebanhos.

A extração de madeira[17] para construção civil e para produção de carvão, a poluição do Rio de Contas,[18][19] bem como o tráfico de animais[20][21] também são consideradas como ações de forte impacto ambiental regional, além da Ferrovia da Integração Oeste-Leste[22] com uma extensão de 1.490 km (1.100 km na Bahia) tem sua implantação dividida em três trechos: 530 km – Ilhéus/Caetité passando por Jequié, 413 km Caetité/Barreiras e 547 km Barreiras/Figueirópolis (TO).

Consequências

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Obras na Avenida Rio Branco, em Jequié, ano de 1929, durante o governo de Geminiano Saback. Fotografia tirada em direção ao atual viaduto.

Ações provocadas pelo ser humano desencadeiam uma série de consequências drásticas para o ambiente, a fauna e flora que o compõem. Desmatamento ocasionado para implantação de pasto, extração de madeira, inserção de novas culturas, construção civil. Superexploração de recursos naturais[23] gera esgotamento ou comprometimento da disponibilidade destes recursos. Queimadas alcançam ampla distribuição e propagação, o que a torna letal a vegetação e animais dos locais afetados. Poluição, descarte de esgotos domésticos e industriais nas águas, os resíduos dispensados tornam o ambiente alterado, inviável para permanência de determinadas espécies.

Alguns trabalhos sobre a biodiversidade local

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A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia possui um programa de Pós Graduação em Genética Biodiversidade e Conservação, onde alguns estudos sobre a biodiversidade local são realizados.

Taxon Tipo de Trabalho Ano Título
Melipona mondury ecológico 2015 ANÁLISE MELISSOPALINOLÓGICA E RECURSOS POLÍNICOS UTILIZADOS POR Melipona mondury Smith 1863 (Hymenoptera: Apidae) NA MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DA BAHIA[24]
THYSANOPTERA: PHLAEOTHRIPIDAE ecológico 2015 MORFOMETRIA GEOMÉTRICA APLICADA A ESTUDOS POPULACIONAIS EM DUAS ESPÉCIES DO GÊNERO GYNAIKOTHRIPS (THYSANOPTERA: PHLAEOTHRIPIDAE)[25]
CHARACIFORMES: CHARACIDAE genética 2015 DIVERSIDADE GENÉTICA E MORFOMÉTRICA DO GÊNERO Nematocharax (CHARACIFORMES: CHARACIDAE) EM BACIAS DO LESTE DO BRASIL[26]
Lignobrycon myersi genética 2014 Análise genética da piaba-facão Lignobrycon myersi (Osteichthyes, Characiformes), espécie ameaçada do Estado da Bahia[27]
Mimosa tenuiflora genética 2014 Diversidade e estrutura genética de Mimosa tenuiflora (Wild.) Poir.: Importante recurso florestal do semiárido brasileiro[28]

Demografia

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Cor/Raça Porcentagem
Branca 26%
Parda 60,3%
Negra 12,5%
Amarela 0,8%
Indígena 0,2%

Fonte: Censo 2010 - IBGE[29]

Crescimento populacional
Censo Pop.
19006,653
192029,453342,7%
194067,340128,6%
195072,0006,9%
196076,5426,3%
197083,8959,6%
1980101,45220,9%
1991139,43237,4%
2000144,5723,7%
2010151,8955,1%
Est. 2020156,126[30]

População por distritos (2022)

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Distrito População
Jequié (Sede) 146.628
Itajuru 3.604
Florestal 3.325
Boaçu 2.163
Itaibó 1.564
Oriente Novo 542
Monte Branco 509
Baixão 468

[31]

Imigrações

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Imigração italiana em Jequié

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Edifício-sede da firma "Grillo Lamberti & Cia", já demolido, maior símbolo da imigração italiana em Jequié. Exibia fachada neorrenascentista.
Italianos de destaque durante a primeira metade do século XX
  • Antonio Lomanto ("Tote Lomanto"): agricultor, fazendeiro e pai do ex-governador Lomanto Júnior
  • Giovanni Battista Scaldaferri (o "Batista Scaldaferri"), que, com seus irmãos Antônio, Attilio e Ferdinando,[32] tiveram grande atuação na cidade com a empresa Batista Scaldaferri & Irmãos, bem como à frente do Vice-Consulado da Itália na Bahia, entre 1914 e 1930

Aportuguesamento de prenomes e sobrenomes

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Os sobrenomes também foram modificados, por causa dos frequentes erros de escrivães em cartórios. A família Senhorinho, por exemplo, tem origem um tanto obscura, e talvez foi fruto desses erros de cartório. Provavelmente, a palavra é uma corruptela da italiana Signorino. Da mesma forma, os sobrenomes espanhóis Peletero e Sánchez, viraram Peleteiro (com i) e Sanches (com s e sem acento). Semelhantemente ocorreu com a família judaica Cohen, que teve a grafia modificada para Cohim.[33]

Infraestrutura

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Posto da Polícia Rodoviária Federal em Jequié
Trabalhadores colocando dutos de canalização, durante o governo de Geminiano Saback, na Rua Silva Jardim, ano de 1929.

Jequié conta com o Hospital Geral Prado Valadares, um hospital regional da rede Sistema Único de Saúde e referência para aproximadamente 30 municípios. Fundado em março de 1947, conta com 155 leitos e é campo de estágio para estudantes da área de saúde da Faculdade de Tecnologia e Ciências, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Escola Técnica de Enfermagem.

Possui ambulatórios de urologia, pediatria, ortopedia, ginecologia, psiquiatria e neurologia, onde realiza internamentos nas especialidades de pediatria, clínica médica, obstetrícia, cirurgia geral e psiquiatria, com cerca de 11 500 atendimentos ambulatoriais por mês. É o único hospital da cidade que presta atendimento a grandes emergências na região.[34]

Trânsito

Jequié é cortada literalmente pelas rodovias federais BR-116 e BR-330. A primeira faz a ligação longitudinal norte-sul, com uma extensão municipal de 60 kms, além de ter na BR-330 a ligação entre a Chapada Diamantina e a Zona Cacaueira. Nas rodovias estaduais temos as BA-130, BA-547, BA-549, BA-555, BA-558 e BA-891.[35]

Jequié esteve no auge do seu crescimento econômico, na época em que havia colônia italiana. A miscigenação acabou com as tradições culturais italianas na cidade.
Monumento à Luís Viana, o emancipador de Jequié, que ficava na praça que leva o seu nome, e foi injustamente retirado.

A SECUT mantém uma grade fixa de projetos culturais, a serem realizados durante todo o ano, na Casa da Cultura Pacífico Ribeiro, além de outras atividades de dinamização e promoção da cultura no Teatro Municipal, Biblioteca Municipal e Museu Histórico.[11]

Outras modalidades que crescem na cidade são, Dirt Jump e Street, que são modalidades mais extremas, onde saltos e manobras com a bicicleta são contados. A Equipe No Rastro é também a pioneira da modalidade na cidade, com eventos como o No Rastro Mega Urban, No Rastro Dirt Fight e o Mega Urban Bola de Neve.[36]

Maçonaria

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Apoio Rodoviário de Jequié.

A cidade possui quatro lojas maçônicas: "União Beneficente - GLEB", " Obreiros do Rio das Contas - GOB", "Areópago Jequieense - GLEB" e "Força e Luz - GOB". A última Loja Maçônica citada situa no bairro Amaralina, enquanto as outras se localizam no Centro. A "União Beneficente" foi a primeira loja em Jequié, fundada em 28 de janeiro de 1929, e ocupa o Edifício São João, construído em 1946. Todas as lojas possuem sede própria.

Cidade Nova, Jequié - BA

Jequié faz parte do 6º Distrito da Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia e da 2ª Inspetoria Litúrgica do Estado da Bahia do Supremo Conselho do Grau 33 do R.'.E.'.A.'.A.'. para a República Federativa do Brasil. O delegado do G.'.M.'. e Sob.'. Gr.'. Inspetor Litúrgico é o Ir.'. Cid Carvalho Teixeira, 33.[37]

Segurança pública

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Jequié é servida pela Polícia Civil, sediando a 9ª COORPIN (Coordenadoria de Polícia do Interior, que abrange 24 cidades da região). Também, conta com a 1ª DT (Primeira Delegacia Territorial), com a DRFR (Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos) e a DEAM (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher), ainda pelo 19º Batalhão da Polícia Militar, pela PM/CIPE Central e também pelo 8º Grupamento de Bombeiros Militar. A cidade ainda conta com um conjunto penal com capacidade para 363 detentos, unidades da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Rodoviária Estadual, além do Tiro de Guerra - 6ªRM TG 06-009.[38]

Violência

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Jequié é o município mais violento do Brasil, segundo levantamento do anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em dados de 2022 e levando em conta mortes violentas intencionais. O levantamento leva em consideração municípios com 100 mil habitantes ou mais. O município teve a mais alta taxa de assassinatos em 2022, com 88,8 homicídios para cada grupo de 100 mil pessoas; registrou 142 mortes violentas. O principal fator para Jequié ocupar a primeira posição é a disputa do tráfico de drogas. Santo Antônio de Jesus (2ª posição), Simões Filho (3ª posição) e Camaçari (4ª posição), que também são municípios da Bahia, vêm logo atrás na lista dos mais violentos. O levantamento foi divulgado em 2023.[39][40][41]

Cidades-irmãs

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  • Itália Trecchina, Itália - terra natal da maioria dos imigrantes italianos de Jequié; reconhecimento público desde 1963.

Jequié integra a Associação Internacional das Cidades Educadoras.[42][43]

Filhos ilustres

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Djalma Gomes, maçom, rotariano e educador jequieense.
  • César Borges, foi Deputado Estadual e Governador da Bahia, ambos duas vezes, Senador da República (2002-2010); Ministro dos Transportes Federal.
  • Lomanto Júnior, político, foi prefeito de Jequié por três vezes, foi Senador da República e exerceu o cargo de governador da Bahia no período 1963-1967.
  • Waly Salomão, escritor, poeta, compositor e músico.
  • Roberto Britto, político, médico, foi prefeito de Jequié por duas vezes, é atualmente Deputado federal pela Bahia.
  • Zéu Britto, cantor, compositor, apresentador e ator brasileiro.
  • Val Baiano, jogador de futebol, jogou no Flamengo, Santos e Barueri.
  • Leur Lomanto, político, foi Deputado federal, é filho do ex-governador da Bahia Lomanto Júnior.
  • Antônio Tourinho Neto, bispo de Cruz das Almas

Bibliografia

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  • ARAÚJO, Émerson Pinto de. Capítulos da História de Jequié. Salvador: EGB Editora, 1997.
  • FERREIRA, Jurandyr Pires. (org). Enciclopédia dos Municípios Brasileiros - Bahia. Rio de Janeiro: IBGE, 1958. 2 volumes.
  • FOLGUEIRA, Manoel Rodrigues. Álbum Artístico, Commercial e Industrial do Estado da Bahia. Rio de Janeiro: Edição Folgueira, 1930.
  • MAROTTA, Carmine. Trecchina-Jequiè, un ponte di ricordi sull'Oceano. Carmignano: Attucci Editrice, 2004.
  • MURAKAMI, Ana Maria Brandão. A Revolução de 1930 e seus antecedentes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. páginas 168 e 169.
  • SCHETTINI, Pasquale. Trecchina nel presente e nel passato. Alessandria: Tipografia Ferrari-Occella, 1947.
  • _________. Quatro Séculos de História da Bahia. Salvador: Revista Fiscal da Bahia, 1949. página 371.

Ver também

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Referências

  1. «Candidato». O Tempo. Consultado em 6 de janeiro de 2025 
  2. «Eleições 2024: Zé Cocá, do PP, é eleito prefeito de Jequié no 1º turno». G1. 7 de outubro de 2024. Consultado em 5 de janeiro de 2025 
  3. «Cidades e Estados». IBGE. Consultado em 18 de abril de 2023 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Meio Ambiente». Consultado em 7 de fevereiro de 2023 
  5. a b «Cidades e Estados | Jequié». IBGE. Consultado em 18 de outubro de 2025 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013 
  7. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Jequié - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2021». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1º de janeiro de 2024 
  9. «Imagens do Brasil». Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  10. «Portal do Municipio». pmjequie.ba.ipmbrasil.org.br. Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  11. a b «SAI - Dados Municipais - Câmara Municipal de Jequié». www.camarajequie.ba.gov.br. Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  12. «A Cidade - Jequié Notícias - O Portal Mais Quente da Cidade». www.jequienoticias.com.br. Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  13. «Síntese sobre a História de Jequié». prezi.com. Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  14. «Transporte de Veículos Jequié (31) 98447-9791». Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  15. «Secretaria de Infraestrutura do estado da Bahia» (PDF). Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  16. «Climatologia - Jequié - BA». Climatempo 
  17. «Apreendidos motosserras, retroescavadeira, madeira nobre e animais silvestres em Jequié e Região». www.jequieeregiao.com.br. Consultado em 29 de setembro de 2016 
  18. Maia, Meirilane Rodrigues; Edvaldo (1 de janeiro de 2011). «O USO DO SOLO E A QUESTÃO AMBIENTAL NA REGIÃO SUDOESTE DA BAHIA - BRASIL». Revista Geográfica de América Central (em espanhol). 2 (47E). ISSN 2215-2563 
  19. «RIO DE CONTAS EM JEQUIÉ PEDE "SOCORRO"». Fiscaliza Jequié. 27 de outubro de 2008. Consultado em 29 de setembro de 2016 
  20. «Tráfico de animais silvestres: Um flagelo brasileiro». Consultado em 29 de setembro de 2016 
  21. «Inema faz apreensão de animais silvestres em Jequié». Consultado em 29 de setembro de 2016 
  22. «Engenheiro da Valec apresenta projeto da Ferrovia Oeste-Leste em Jequié – Jequié Repórter». www.jequiereporter.com.br. Consultado em 30 de setembro de 2016. Arquivado do original em 3 de outubro de 2016 
  23. Fernandes, George Pimentel; Marta Regina (10 de julho de 2015). «Superexploração de recursos naturais: implicações para a sociobiodiversidade, a bioprospecção e a etnomedicina». Ensaios e Ciência: C. Biológicas, Agrárias e da Saúde. 17 (2) 
  24. «ANÁLISE MELISSOPALINOLÓGICA E RECURSOS POLÍNICOS UTILIZADOS POR Melipona mondury Smith 1863 (Hymenoptera: Apidae) NA MATA ATLÂNTICA NO ESTADO DA BAHIA» 
  25. «MORFOMETRIA GEOMÉTRICA APLICADA A ESTUDOS POPULACIONAIS EM DUAS ESPÉCIES DO GÊNERO GYNAIKOTHRIPS (THYSANOPTERA: PHLAEOTHRIPIDAE)» 
  26. «DIVERSIDADE GENÉTICA E MORFOMÉTRICA DO GÊNERO Nematocharax (CHARACIFORMES: CHARACIDAE) EM BACIAS DO LESTE DO BRASIL» 
  27. «Análise genética da piaba-facão Lignobrycon myersi (Osteichthyes, Characiformes), espécie ameaçada do Estado da Bahia» 
  28. «Diversidade e estrutura genética de Mimosa tenuiflora (Wild.) Poir.: Importante recurso florestal do semiárido brasileiro» 
  29. [1]
  30. «estimativa_dou_2020.xls». ibge.gov.br. Consultado em 29 de agosto de 2020 
  31. https://sidra.ibge.gov.br/tabela/9923#/n1/all/n10/291800105,291800110,291800115,291800120,291800125,291800130,291800128,291800118/v/allxp/p/all/c1/6795/l/v,p+c1,t/resultado
  32. Lilli, Andrea (dezembro de 2012). «"BOA SORTE: STORIE DI EMIGRANTI ITALIANI IN BRASILE". SANTE SCALDAFERRI, UN ITALIANO DI BAHIA, UN BAIANO D'ITALIA . 1a PARTE». Sarapegbe - Rivista di Cultura e Società del Brasili e altri mosaici. Consultado em 6 de março de 2019 
  33. "A emigração italiana para a Bahia" de Giuseppe Federico Benedini, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
  34. «Hospital Geral Prado Valadares». Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  35. «Governo da Bahia sanciona lei que transfere anel viário de Jequié para o governo federal». Prefeitura de Jequié. 15 de janeiro de 2020. Consultado em 16 de janeiro de 2023 
  36. «Jequié :: Na-Vista». na-vista.webnode.pt. Consultado em 16 de janeiro de 2023 
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Ligações externas

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