Utinga (Bahia)

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Município de Utinga
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 27 de abril
Fundação 27 de abril de 1943 (75 anos)
Gentílico utinguense
Prefeito(a) Joyuson Vieira Santos (PSL)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Utinga
Localização de Utinga na Bahia
Utinga está localizado em: Brasil
Utinga
Localização de Utinga no Brasil
12° 04' 55" S 41° 05' 38" O12° 04' 55" S 41° 05' 38" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Seabra IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Bonito, Morro do Chapéu, Mundo Novo, Rui Barbosa e Wagner.
Distância até a capital 442 km
Características geográficas
Área 633,760 km² [2]
Distritos Riachão do Utinga e Utinga (sede).
População 19 780 hab.
Densidade 31,21 hab./km²
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,59 baixo PNUD/2010[3]
PIB R$ 72 287,140 mil IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 3 590,66 IBGE/2008[4]

Utinga é um município do estado da Bahia, no Brasil. Sua população estimada pelo IBGE em 2015 era de 19.593 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

A palavra Utinga é variação do vocábulo de origem tupi y-tinga e significa "água branca" ou “rio branco”, através da junção dos termos y ("água") e ting ("branco")[5].

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Sabe-se que a primeira entrada no território do atual município foi descoberta da nascente do Vale do Rio Utinga, próxima a cidade de Morro do Chapéu, provavelmente em 1551 com as missões catequéticas dos jesuítas e bandeirantes, iniciando-se aí o povoamento da região com o aparecimento das primeiras fazendas de criação.

Povoamento[editar | editar código-fonte]

O Vale do Rio Utinga resultou no povoamento da região graças a chegada de portugueses refugiados da perseguição dos nacionais quando das lutas de independência do Brasil e no aparecimento de fazendas de criação. Depois da descoberta das minas de diamantes na atual cidade de Lençóis em Estiva, em 1840, o local passou a servir de pouso aos viajantes que demandavam às Lavras Diamantinas, formando-se um povoado com o nome de Palha, às margens do Rio Mocambo, servindo de pouso aos viajantes que iam para as Lavras Diamantinas ou de lá voltavam com o destino à Jacobina ou Morro do Chapéu. [6]

Financiado pelo Instituto de Geografia do Rio de Janeiro, durante Dezembro de 1843 à Janeiro de 1846 o cônego Benigno José de Carvalho e Cunha, sacerdote português nascido na Freguesia de Santa Maria Maior da Vila de Chaves, na província portuguesa dos Trás-os-Montes, viajou com uma comitiva de vinte e duas pessoas por todo o Vale do Rio Utinga com a finalidade de exploração. Teve como objetivo principal encontrar uma cidade perdida na Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina, que teria sido abandonada por seus moradores devido aos terremotos ou grandes chuvas. Porém, tudo o que conseguiu encontrar foram muitos quilombos de negros fugidos das fazendas e que povoavam e cultivavam o Vale do Rio Mocambo. [7]

Em 1887, foi criada a freguesia de Bom Jesus da Boa Esperança do Riachão de Utinga, hoje sede do município de Utinga. Posteriormente o povoado de Palha veio a servir de reduto a malfeitores, chefiado por Hermenegindo Sousa Santos, o que obrigou o Governo do Estado da Bahia a intervir, culminando com a destruição do povoado por tropas policiais que o incendiaram comandadas pelo Tenente Bitencour que incendiaram o Arraial de Palha em 1905.

A reconstrução não tardou, desta vez, sob orientação de Joviniano Bastos em terras cedidas pelos irmãos Isidro e Manoel de Souza Santos, nascendo então o arraial Bela Vista de Utinga, com material melhor e casas de telhas formadas pela Praça Dias Coelho e uma rua que descia para o Rio Mocambo.

O comércio cresceu e foi levantado um barracão na Praça Dias Coelho. Era imensa a fartura e tudo era barato. De Bela Vista, saiam lotes de burros para todas as regiões levando os produtos do Vale do Rio Utinga. Em 1933, o Decreto de Getúlio Vargas, criando o Instituto do Álcool e do Açúcar veio descontrolar a economia de toda a região. Os engenhos foram calando, a vida de todos piorando e então começou o grande êxodo de sua população, principalmente para a Grande São Paulo.

Emancipação[editar | editar código-fonte]

Foi criado o distrito com a denominação de Bela Vista de Utinga pela lei municipal nº 97 e aprovada pela lei estadual nº 1209 em 2 de Agosto de 1917, pertencendo ao município de Morro do Chapéu, simplificado para Bela Vista pelo decreto-lei estadual nº 11089 em 30 de Novembro de 1938 e só em 31 de Dezembro de 1943 pelo decreto-lei estadual nº 141, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 1 de Junho de 1944, o distrito de Bela Vista passou a denominar-se Utinga.

A necessidade de melhoramentos e falta de escolas fizeram com que, em 1945, surgisse a ideia de emancipação pelo vigário local. Foi elevado a categoria e município em 27 de Abril de 1953, pela lei estadual nº 550, desmembrados território do município de Morro do Chapéu. [8]

Relação de prefeitos[editar | editar código-fonte]

Nome
1 Otavio Monteiro
2 Antunes de Moura Ferreira
3 João Ramos Marinho
4 Antonio Muniz dos Santos
5 Wilson Borges Brandão
6 José Barbosa de Oliveira
7 Wilson Karaoğlan
8 Antonio Muniz dos Santos
9 Alfeu Patrício dos Santos
10 Carlos Antônio Silva
11 Luiz Alberto da Silva Muniz
12 Luiz Alberto da Silva Muniz
13 Joyuson Vieira Santos

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  5. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  6. Bahia.com.br. «Utinga». Consultado em 15 de Abril de 2016. 
  7. Scielo Brasil (10 de Fevereiro de 2002). «A Cidade Perdida da Bahia: mito e arqueologia no Brasil Império». Consultado em 15 de Abril de 2016. 
  8. IBGE. «Utinga Bahia - BA Histórico» (PDF). Consultado em 15 de Abril de 2016.