Barra (Bahia)

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Município de Barra
"Princesa do São Francisco"
Bandeira de Barra
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 16 de junho (quando recebeu o titulo de cidade em 1873)
Fundação 23 de agosto de 1753 (Emancipação Política)
Gentílico barrense
Lema Pax et libertas
Prefeito(a) Deonísio Ferreira de Assis (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Barra
Localização de Barra na Bahia
Barra está localizado em: Brasil
Barra
Localização de Barra no Brasil
11° 05' 20" S 43° 08' 31" O11° 05' 20" S 43° 08' 31" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Vale São-Franciscano da Bahia IBGE/2008[1]
Microrregião Barra IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Buritirama e Pilão Arcado (norte), Cotegipe e Mansidão, Wanderley (Bahia) (oeste), Muquém de São Francisco (Sul), Xique-Xique, Morpará e Ibotirama (leste)
Distância até a capital 650 km
Características geográficas
Área 11 414,405 km² (BR: 120º)[2]
População 54 915 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 4,81 hab./km²
Altitude 406 m
Clima Semi-árido quente BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,557 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 125 614,394 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 527,20 IBGE/2008[5]
Página oficial

Barra é um município brasileiro no estado da Bahia, o quarto mais populoso do oeste da Bahia, localizado no encontro do Rio Grande com o Rio São Francisco.

História[editar | editar código-fonte]

A região era povoada primitivamente pelos índios acroás, na margem esquerda do Rio São Francisco, e pelos índios mocoazes, na direita, além de Tupiniquins, Xacriabás, Caiapós, Cariris e Aricobés. O povoamento da região surgiu a partir de uma fazenda de gado trazido do litoral no ponto onde o Rio Grande desemboca no Rio São Francisco, pertencente à Casa da Torre, então chefiada pelo 2º. Francisco Dias de Ávila Pereira, entre 1670 e 1680. Esta fazenda foi nomeada Fazenda Barra do Rio Grande, posteriormente chamada de Fazenda Barra do Rio Grande do sul para distinguir do Rio Grande do Norte. Os franciscanos ergueram na região a capela de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande do Sul, criando um aldeamento de índios catequizados.

Posteriormente foi elevada à categoria de povoação, sendo um povoado da Capitania de Pernambuco. A atividade econômica da povoação consistia na criação de gado e agricultura, com o cultivo da cana-de-açúcar. Abrigava grande diversidade populacional: portugueses, escravos africanos, brasileiros, filhos de portugueses, mestiços de branco e índio, índios puros, holandeses, flamengos e espanhóis exploraram a região sob o comando da Casa da Torre.

A vila foi criado por carta regia de D. José I em 1 de dezembro de 1752 e a freguesia (paróquia) em 5 de dezembro do mesmo ano (esta desligada de Cabrobó), mas a instalação só ocorreu em 23 de agosto de 1753, quando foi instalada a nova Vila de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande, emancipando politicamente, constituída de câmara de vereadores, pelourinho e coletoria. A instalação foi feita pelo Ouvidor e Corregedor da Comarca de Jacobina Henrique Correia Lobato .

D. João VI, por alvará de 3 de junho de 1820 cria a Comarca do São Francisco, e Barra passa a ser a cabeça da nova comarca.

Em 7 de julho de 1824, a Comarca do São Francisco foi desligada de Pernambuco como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador, passando à jurisdição de Minas Gerais. Em seguida, no dia 15 de outubro de 1827, passou a pertencer em definitivo à Bahia, sendo que ambas as alterações se deram por decretos de Dom Pedro I do Brasil. A vila foi elevada a cidade em 1873 (na época do Império o termo "cidade" era mais figurativo e nada somava-se administrativamente), quando passou a chamar-se Barra do Rio Grande. Em 1931 sua denominação mudou para Barra.

Barra teve seu território desmembrado para formar os Municípios de Pilão Arcado (1810), Campo Largo- Cotegipe (1820), Carinhanha (1832), Ibipetuba, atual Santa Rita de Cássia, em 1840, Buritirama (1986) e Muquém do São Francisco (1989). Elevado à categoria de freguesia com a denominação de Barra do Rio Grande, pela provisão de 5 de dezembro de 1752. Elevado à categoria de vila com a denominação de Barra do Rio Grande, pela resolução régia de 1 de dezembro de 1752. Instalado em 23 a 27 de agosto de 1753. Elevado à condição de cidade, sob a denominação de Florescente da Barra do Rio Grande, pela lei provincial nº 1320, de 16 de junho de 1873.

Em 1875, o primeiro jornal da região oeste passou a ser impresso em Barra, com oficinas próprias: era o Eco do São Francisco

Pela sua localização geográfica, tornou-se ponto de passagem obrigatório para quem se dirigia ao sertão do São Francisco e das boiadas do Piauí, Maranhão e Goiás, vivendo grande efervescência comercial e social entre 1891 e 1912. Em 1902 o vapor Saldanha Marinho começou a trafegar regularmente entre Pirapora, Minas Gerais, e Juazeiro, Bahia, passando por Barra, o que reforçou o comércio da região. A exploração de borracha de maniçoba também deu um impulso econômico à região. Esta cultura sofre declínio a partir de 1912.

Em 1913 Barra torna-se diocese e a igreja matriz Senhor Bom Jesus da Boa Morte torna-se catedral.

Somente em 1998 Barra integra-se à malha rodoviária brasileira com a ligação da cidade à BR-242, a rodovia federal Salvador-Brasília.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano 2017 sua população era estimada em 54.915[3] habitantes. Com área territorial de 11.333 km², o município possui três distritos: Barra (sede), Igarité (1º distrito), Ibiraba (2º distrito). no Ranking nacional, é o 120º município em extensão territorial Brasileiro e o 42º em população na Bahia. IBGE 2014

Armas simbólicas do município[editar | editar código-fonte]

Na parte superior, o brasão de Barra apresenta três elementos: uma cruz, indicando um aldeamento cristão, origem da cidade; o encontro do Rio Grande com o Rio São Francisco, indicando a localização da cidade; e um livro aberto com a palavra Lex, indicando a Lei. Abaixo, a nau navegando simboliza o progresso. Acima, a coroa em forma de muro indica a cidade e ao lado, pés de cana-de-açúcar indica a lavoura. A fita que entrelaça indica os ideais de paz e liberdade.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Catedral[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1670, quando ainda era a Fazenda de Barra do Rio Grande do Sul (do Rio Grande do Sul para evitar confusão com o Rio Grande do Norte). Com a chegada dos sertanistas vieram os padres para catequizar os índios dessas terras. Construiu-se então uma capela. A capela de São Francisco das Chagas, da Barra do Rio Grande do Sul. 

Palácio Episcopal[editar | editar código-fonte]

O Palácio Episcopal de Barra localiza-se na Praça Barão de Cotegipe (Praça do Coreto), no centro da cidade. É um importante monumento no centro histórico da cidade, sendo à moradia oficial do Bispo local Dom Frei Luís Flávio Cappio OFM.

Mercado Municipal[editar | editar código-fonte]

O mercado municipal de Barra completou o seu centenário em 2017, além de feiras de artesanato, também tem bares e restaurantes com excelentes cardápios com comida típica local. É um prédio imponente, com uma arquitetura neoclássica, tendo uma beleza de deuses e e semideuses com belas esculturas gregas romanas e no topo do prédio tem o mensageiro e deus do comércio Mercúrio.

Centro Cultural[editar | editar código-fonte]

O Centro Cultural de Barra é um auxílio ao estudante, oferecendo uma biblioteca, sala de cinema e sala de exposições.

Prédio da Prefeitura Velha[editar | editar código-fonte]

O prédio velho da Prefeitura de Barra, localiza - se no centro da cidade com vista pra orla, atualmente funciona alguns órgãos públicos.

Educação[editar | editar código-fonte]

Colégio Santa Eufrásia[editar | editar código-fonte]

O primeiro bispo que aqui chegou, Dom Augusto Álvaro da Silva, depois cardeal primaz do Brasil, fundou o Colégio Santa Eufrásia na cidade de Barra para formação de professoras e catequistas. Foram essas heroínas que alfabetizaram e catequizaram todo o sertão do São Francisco e sul do Piauí. O colégio funciona até os tempos de hoje, passando assim de geração em geração, atualmente é um centro de ensino particular da cidade.

Escola Professora Sylvia Araujo[editar | editar código-fonte]

É uma Escola Pública Municipal, fundada no ano de 2004.

  • Ensino Fundamental
  • Educação de Jovens e Adultos - Supletivo

Universidade Federal do Oeste da Bahia[editar | editar código-fonte]

O campus da UFOB dispõe dos cursos de graduação em agronomia e medicina veterinária.

Cultura e Lazer[editar | editar código-fonte]

Balneário Farol da Barra[editar | editar código-fonte]

É uma área de lazer, na beira do Rio grande, um dos maiores afluentes do Rio São Francisco.

São João da Barra[editar | editar código-fonte]

O São João da Barra é um dos melhores festejos juninos da Bahia, e o melhor do Oeste da Bahia. A festa acontece entre os dias 16 à 24 de junho na Praça central da cidade, sendo 9 dias de festa com entrada gratuita e as maiores bandas de forró do país.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 Out 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dezembro 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 27 de setembro de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dezembro 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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