Cafarnaum (Bahia)

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Cafarnaum
  Município do Brasil  
Vista parcial da cidade
Vista parcial da cidade
Símbolos
Bandeira de Cafarnaum
Bandeira
Brasão de armas de Cafarnaum
Brasão de armas
Hino
Gentílico cafarnauense
Localização
Localização de Cafarnaum na Bahia
Localização de Cafarnaum na Bahia
Mapa de Cafarnaum
Coordenadas 11° 41' 38" S 41° 28' 04" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Morro do Chapéu e América Dourada (N)
Mulungu do Morro (S)
Bonito (L)
Canarana (O)
Distância até a capital 430 km
História
Fundação 7 de abril de 1963 (57 anos)
Aniversário 7 de abril
Administração
Prefeito(a) Sueli Fernandes de Souza Novais (PR, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 927,491 km²
População total (IBGE/2010[2]) 17 212 hab.
Densidade 18,6 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 700 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 44880-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,584 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 70 718,683 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 3 903,01
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Sítio www.cafarnaum.ba.gov.br (Prefeitura)
www.cafarnaum.ba.leg.br (Câmara)

Cafarnaum é um município brasileiro do estado da Bahia. Recenseada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 17.212 habitantes.[2] Em 2015, ficou em terceiro lugar dentre os municípios baianos no Ranking da Transparência do Ministério Público Federal (MPF) Durante o mandato do prefeito Euilson Joaquim da Silva (2013 - 2016).[5]

História[editar | editar código-fonte]

O território do município era habitado pelos pataxós. No contexto da procura de ouro e pedras preciosas no século XVII, foi formado o arraial de Cafarnaum a partir da atração pelo solo fértil. O topônimo faz referência à cidade localizada na Galileia citada na Bíblia.[6]

Emancipação - A 7 de junho de 1961 entrou em tramitação na Assembléia Legislativa o projeto para sua emancipação. A 24 de julho de 1962, o Diário Oficial do Estado publicava o desmembramento do município de Morro do Chapéu. A 7 de abril de 1963, com as presenças de várias autoridades, foram realizadas as solenidades para a instalação da Câmara e para a posse do seu primeiro prefeito.

Administração[editar | editar código-fonte]

Estes foram os prefeitos que governaram a cidade de Cafarnaum:

  • Djalma Oliveira Rios (7 de abril de 1963 a 7 de abril de 1967);
  • Carlos Xavier de Oliveira (7 de abril de 1967 a 7 de abril de 1971);
  • Gutemberg Lima de Oliveira (7 de abril de 1971 a 1° de fevereiro de 1973);
  • Carlos Xavier de Oliveira - 2° mandato (1° de fevereiro de 1973 a 1° de fevereiro de 1977);
  • Gutemberg Lima de Oliveira - 2° mandato (1° de fevereiro de 1977 a 1° de fevereiro de 1983);
  • Eronides Souza Santos (1° de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988);
  • Alexandre Faria da Silva (1° de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992);
  • Edimário Neres de Souza (1° de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996);
  • Evilásio dos Santos Brasil (1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000);
  • Evilásio dos Santos Brasil - 2° mandato (1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004);
  • Ivanilton Oliveira Novaes (1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008);
  • Ivanilton Oliveira Novaes - 2° mandato (1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012);
  • Euilson Joaquim da Silva (1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situado a 430 quilômetros da capital baiana, o município de Cafarnaum localiza-se a uma latitude 11º 41' 37" sul e a uma longitude 41º 28' 06" oeste,[7] estando a uma altitude de 770 metros. Situada no nordeste do estado da Bahia, faz parte da Microrregião de Irecê e da Mesorregião do Centro-Norte Baiano. Limita-se com os seguintes municípios: ao Norte, Morro do Chapéu e América Dourada; ao Sul, Mulungu do Morro; a Leste, Bonito; e ao Oeste Canarana.

Arte e cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade tem distinta vocação para Arte e cultura com destaque especial para literatura, festas tradicionais, música, danças regionais e artes visuais. Péricles Coelho, político e pesquisador local, foi o pioneiro na pesquisa e registro da história da cidade e da sua gente. Seus escritos são uma fonte segura de informações sobre os primeiros moradores e sobre as primeiras feições habitacionais de Cafarnaum. Focados na descrição primorosa da geografia e dos usos e costumes daquela incipiente comunidade agrícola e pecuarista, seus textos exaltam engenho de um povo simples e inserido nas adversidades climatéricas do sertão a forjar a grande roda da história. Situada no semiárido baiano de partem os rubros ventos serranos percorrendo o mundo e tingindo os cinzas da caatinga, dela pouco se soube e para lá jamais se lançaram os eólicos mensageiros do litoral. Nessa remota exclusividade germinou o gosto literário e artístico de uma geração de artístas e escritores empenhados não apenas em florear obras diversas mas também lançar sombra no cenário nacinal. A poesia do professor Ari Nascimento, os cordéis de José Martis e Moacyr Bernardes, a grande pesquisa histórica de Leandro Barreto, os estudos da música caipira e popular do professor José Ferreira Callado e os ensaios psicoemocionais de Elaine Montino são obras perfiladas no desenvolvimento econômico e cultural da cidade e lançam luz no pensamento das futuras gerações.

As artes visuais sempre lograram de amplo espaço e estão entre as primeiras expressões artísticas produzidas nessas terras como testemunha o rico acervo de pinturas rupestres, objetos ritualísticos e domésticos encontrados em seus sítios arqueológicos. As produções artísticas das mais recentes povoações abrangiam a confecção de adereços, máscaras, pinturas e instrumentos musicais que eram usadas em festejos tradiçionais e religiosos. Essas peças eram na sua grande maioria feitas por artistas e\ou artesãos autodidatas sem a tradicional formação acadêmica mas que, nem por isso, deixam de esbanjar devoção e significados típicos da arte "naif" como se vê ainda hoje nas produções atuais dos distristos rurais do município. Zeinho, um grande artesão que também era arte-educador, é autor de muitas peças elaboradas com a utilização de fibras de sisal e sementes da caatinga. Suas obras embelezavam lares e ambientes daquela época tomando parte no mobiliário e decoração. Pepeto, um outro artesão e contemporãneo do supracitado, trabalhava a madeira produzindo, carros de bois, jumentos, cangaceiros, lavadoras de roupas e parte da feroz fauna sertaneja, encantava as feiras livres ilustrando os costumes e labores daquela gente. São desse período também as primeiras obras onde se reconhece a consciência do fazer artístico. Manoel Rafflick, artista polivante e ainda em atividade, fez grande produção pictórica, musical, literária e escultórica inaugurando a imagem do artista questionador e engajado com as questões antropológicas e sociais tal qual a conhecemos hoje. Maria Parecida, Nêgo de Calubi além de alguns grupos estudantis escreveram novelas, contos, jograis e peças que eram frequentemente apresentadas no clube recreativo revelando a identidade cultural da juventude cafarnaumense. Atualmente a cidade tem sido agraciada com uma nova geração de artistas que além de buscaram séria formação profissional e acadêmica, estão estimulando a apreciação, o gosto e o consumo no novìssimo mercado de compra e venda de arte que aos poucos se estabelece na cidade.

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  2. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  5. Ministério Público Federal. «RANKING DA TRANSPARÊNCIA» (PDF). Consultado em 28 de Abril de 2016 
  6. «IBGE» (PDF). Cafarnaum Bahia Histórico. IBGE. Consultado em 27 de abril de 2016 
  7. http://www.geografos.com.br/cidades-bahia/cafarnaum.php


Obra executada pelo artísta B.a, residente na cidade de Cafarnaum, Sertão da Bahia e expoente da arte local.


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