Pataxós

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: se procura pela língua da família linguística maxacali, outrora falada pelos pataxós, veja língua maxacali (patxôhã).
Pataxós
Two Pataxo indians (Brasília, 04 April 2006).jpeg
Índios pataxós em mobilização nacional indígena em Brasília em 4 de abril de 2006
População total

12.326 (Siasi/Sesai, 2014)

Regiões com população significativa
 Brasil (BA) 12.326
Línguas
Língua maxacali (patxôhã) e português
Religiões
Xamanismo pataxó e cristianismo
Grupos étnicos relacionados
pataxós hã hã hães

Os pataxós são um povo indígena brasileiro seminômade[1] de língua da família maxakali, do tronco macro-jê. Apesar de se expressarem na língua portuguesa, alguns grupos conservam seu idioma original, a língua maxacali (patxôhã). Em 2010, os pataxós totalizavam 11 833 pessoas, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde. Vivem em sua maioria na Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, ao sul do município de Porto Seguro [1], município do Estado da Bahia, menos de um quilômetro da costa, entre as embocaduras dos rios Caraíva e Corumbau. O território entre esses dois rios, o mar a leste e o Monte Pascoal a oeste é reconhecido pelos pataxós como suas terras tradicionais, as quais abrangem uma área de 20 000 hectares.

Existem outros 6 núcleos de povoamento:

  1. Terra Indígena Imbiriba, próximo à foz do Rio dos Frades, a vinte quilômetros ao Norte de Barra Velha. É o território mais antigo;
  2. Terra Indígena Coroa Vermelha, ocupado mais recentemente, estimulado pelo fluxo turístico, onde se desenvolvem atividades artesanais. Este último povoamento está à margem da rodovia que liga Porto Seguro a Santa Cruz de Cabrália.
  3. Terra Indígena Aldeia Velha, no município de Porto Seguro, sul da Bahia, ao norte do distrito de Arraial da Ajuda.
  4. Terra Indígena Mata Medonha, ao norte do município de Santa Cruz Cabrália.
  5. Terra Indígena Comexatiba, também conhecida como Cahy-Pequi[2], no município do Prado, imediatamente ao sul da TI Barra Velha do Monte Pascoal, habitado por aproximadamente 732 pessoas[2].
  6. Terra Indígena Barra Velha, localizada na cidade de Caraíva, sul da Paraíba.

História[editar | editar código-fonte]

Como boa parte dos povos indígenas brasileiros, os pataxós foram expulsos das terras que habitavam, principalmente por conta da colonização e da exploração das áreas econômicas ocupadas.

O indígena Galdino[editar | editar código-fonte]

A etnia pataxó ganhou uma trágica notoriedade após o assassinato, em 1997, do indígena Galdino Jesus dos Santos, que era líder do povo pataxó hã hã hãe. Ele dormia em uma parada de ônibus em Brasília quando delinquentes atearam fogo ao seu corpo, alegando que o confundiram com um mendigo.[3]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b «Pataxó». Escola Britannica. Consultado em 26 de julho de 2021 
  2. a b «Terra Indígena Comexatiba (Cahy-Pequi) | Terras Indígenas no Brasil». terrasindigenas.org.br. Consultado em 12 de julho de 2021 
  3. «Brasil: Índio Galdino, dez anos depois». www.adital.com.br. Arquivado do original em 24 de julho de 2012 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]