Mendigo

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Mendigos procurando comida no lixo

Mendigo, mendicante, pedinte, esmoleiro, esmoler,[1] morador de rua, sem-teto ou sem-abrigo é o indivíduo que vive em extrema carência material, não conseguindo obter as condições mínimas de salubridade e conforto com meios próprios. Tal situação de indigência material força o indivíduo a viver na rua, perambulando de um local para o outro.

O estado de indigência ou mendicância é um dos mais graves dentre as diversas gradações da pobreza material. Muitas das situações de indigência estão associadas a problemas relacionados com toxicodependência, alcoolismo, ou patologias do foro psiquiátrico. Os mendigos obtêm normalmente os seus rendimentos através de subsídios de sobrevivência estatais ou através da prática da mendicância à porta de igrejas, em semáforos ou em locais bastante movimentados como os centros das grandes metrópoles.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Mendigo" provém do latim mendicu. "Mendigo" provém do latim mendicante.[2] "Pedinte" provém do latim petiente, através de petinte.[3]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, numa tentativa de abordar de forma mais politicamente correta a questão dos que vivem em carência material absoluta, criaram-se as expressões "pessoas em situação de rua" e "sem-teto" para denominar este grupo social.

Morador de rua

Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2003 havia cerca de 10 700 moradores de rua na cidade de São Paulo[4]

Até 2009, a mendicância era considerada uma contravenção penal no Brasil: nesse ano, este artigo da Lei de Contravenções Penais foi revogado pela Lei 11 983, de 2009.[1]

No Brasil, existem muitos casos de "falsos mendigos", uma vez que parte da população possui moradia, porém apenas dorme na rua, devido à impossibilidade de pagar por transporte público diário para retornar ao seu lar devido a seus parcos rendimentos.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Indigente na Baixa de Lisboa
Indigente junto à Gare do Oriente, em Lisboa

Em Portugal, foi criada a expressão "sem-abrigo" para designar os membros pertencentes ao grupo social que integra as pessoas que vivem em carência material absoluta. Em Portugal, existe uma série de instituições e meios que visam a sanar ou diminuir a indigência ou a mendicância, tais como o Banco Alimentar contra a Fome, a Mitra de Lisboa, diversas instituições de solidariedade social, ou o próprio Estado social, através do Rendimento Social de Inserção da Segurança Social.

Segundo um levantamento feito em dezembro de 2013 em Portugal, existem cerca de 2 200 sem-abrigo, cuja grande maioria são homens com baixas qualificações académicas. Destes, cerca de 90% está concentrada em Lisboa e no Porto. Metade dos sem-abrigo em Portugal têm problemas relacionados com toxicodependência ou álcool e 1/4 tem problemas de saúde.[5] [6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 118, 697.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 118.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 292.
  4. .[2]
  5. http://www.publico.pt/sociedade/noticia/cerca-de-5-dos-semabrigo-de-lisboa-tem-um-curso-superior-1623375
  6. http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1722937

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Maria Neyara de Oliveira - Miséria e os dias (História social da mendicância no Ceará) São Paulo, 1996
  • CHIAVERINI, Tomás - Cama de Cimento - Uma Reportagem sobre o Povo das Ruas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007
  • FRAGA FILHO, Walter - Mendigos, moleques e vadios na Bahia do século XIX. São Paulo/Salvador: Hucitec/Edufba, 1996
  • MARTINS, Silva Helena Zanirato - Artífices do ócio: mendigos e vadios em São Paulo. Assis: S.N., 1996
  • STOFFELS, Marie-Ghislaine - Os mendigos na cidade de São Paulo: ensaio de interpretação sociológica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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