Gare do Oriente
| Gare do Oriente | |
|---|---|
| Inauguração | 19 de Maio de 1998 |
| Linha(s) | Linha do Norte (PK 6,480) |
| Coordenadas | 38° 46′ 04″ N, 9° 05′ 57″ O |
| Concelho | Lisboa |
| Serviços Ferroviários | Horários em tempo real |
| Serviços | |
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Moscavide (Sentido Porto)
Gare do Oriente
Braço de Prata (Sentido Lisboa)
A Gare do Oriente, também conhecida como Gare Intermodal de Lisboa (GIL) ou Estação Ferroviária de Lisboa - Oriente, é uma das interfaces ferroviárias e rodoviárias mais importantes de Lisboa, em Portugal. Projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava, ficou concluída em 1998 para servir a Expo'98, e, posteriormente, o Parque das Nações.
Índice
Descrição[editar | editar código-fonte]
Localização e acessos[editar | editar código-fonte]
O edifício situa-se junto à Avenida D. João II, estando construída sobre a Avenida de Berlim e Rua Conselheiro Mariano de Carvalho, na cidade de Lisboa.[1] Situa-se muito próximo, a sul, da localização do antigo Apeadeiro dos Olivais (PK 006,8), extinto e demolido na década de 1990 para dar lugar à nova estação.
Descrição física[editar | editar código-fonte]
O complexo inclui uma estação do Metropolitano de Lisboa (designada Oriente) no primeiro nível e um espaço comercial e uma estação rodoviária (tanto local como de médio/longo curso) nos dois níveis seguintes, sendo os dois últimos níveis ocupados pela estação ferroviária, servida pela CP com comboios suburbanos e por serviços de médio e longo curso.
Vias e plataformas[editar | editar código-fonte]
Segundo o Directório da Rede 2012, publicado pela Rede Ferroviária Nacional em 6 de Janeiro de 2011, a Gare do Oriente tinha oito vias de circulação, com comprimentos úteis entre 510 m e 720 m, e várias plataformas, todas com 309 m de extensão e alturas entre 60 cm e 70 cm.[2]
Serviços[editar | editar código-fonte]
Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]
Urbanos de Lisboa[editar | editar código-fonte]
Estações ferroviárias servidas dentro de Lisboa[editar | editar código-fonte]
- Benfica
- Campolide
- Alcântara-Terra
- Rossio
- Sete Rios
- Entrecampos
- Roma Areeiro
- Marvila
- Santa Apolónia
- Braço de Prata
- Oriente
Regional[editar | editar código-fonte]
InterRegional[editar | editar código-fonte]
Longo Curso[editar | editar código-fonte]
Internacional[editar | editar código-fonte]
Padrão de serviços de comboio[editar | editar código-fonte]
| Estação anterior | Estação seguinte | |||
|---|---|---|---|---|
| Braço de Prata Direção Sintra |
CP Lisboa Linha de Sintra |
Moscavide Direção Alverca1 | ||
| Terminal | ||||
| Braço de Prata Direção Lisboa-Santa Apolónia / Alcântara-Terra1 |
CP Lisboa Linha da Azambuja |
Moscavide Direção Castanheira do Ribatejo1 / Azambuja | ||
| Lisboa-Santa Apolónia Terminal |
CP Regional Linha do Norte |
Póvoa Direção Entroncamento / Tomar / Covilhã'/ Porto - Campanhã | ||
| Lisboa-Santa Apolónia Terminal |
InterRegional Ramal de Tomar |
Vila Franca de Xira Direção Tomar | ||
| Sete Rios Direção Faro / Évora |
Intercidades Linha do Sul |
Terminal | ||
| Lisboa-Santa Apolónia Terminal |
Intercidades Linha do Norte |
Vila Franca de Xira Direção Porto - Campanhã / Braga / Guimarães / Guarda / Covilhã | ||
| Entrecampos Direção Faro |
Alfa Pendular Linha do Norte |
Santarém Direção Porto - Campanhã / Guimarães / Braga | ||
| Lisboa-Santa Apolónia Terminal |
||||
| Lisboa-Santa Apolónia Terminal |
Internacional Linha da Beira Alta |
Entroncamento Direção Madrid-Chamartín / Hendaia | ||
1Excepto fins-de-semana e feriados
Transportes urbanos[editar | editar código-fonte]
Carris[editar | editar código-fonte]
- 26B Parque Nações Norte ⇄ Parque Nações Sul
- 208 Cais do Sodré ⇄ Estação Oriente (Interface)
- 210 Cais do Sodré ⇄ Prior Velho
- 705 Estação Oriente (Interface) ⇄ Estação Roma-Areeiro
- 708 Martim Moniz ⇄ Parque das Nações Norte
- 725 Estação Oriente (Interface) ⇄ Prior Velho - Rua Maestro Lopes Graça
- 728 Restelo - Avenida das Descobertas ⇄ Portela - Avenida dos Descobrimentos
- 744 Marquês de Pombal ⇄ Moscavide (Qta. Laranjeiras)
- 750 Estação Oriente (Interface) ⇄ Algés
- 759 Restauradores ⇄ Estação Oriente (Interface)
- 782 Cais do Sodré ⇄ Praça José Queirós
- 794 Terreiro do Paço ⇄ Estação Oriente (Interface)
Rodoviária de Lisboa[editar | editar código-fonte]
- 301 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Loures (Zona Comercial) via Hospital
- 305 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Loures
- 308 Estação Oriente (Interface) circulação via Sacavém - Urbana
- 309 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Cabeço da Aguieira
- 310 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Charneca do Lumiar
- 316 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Sta Iria de Azóia
- 317 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Bairro da Covina
- 318 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Portela de Azóia
- 330 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Forte da Casa
- 750 Lisboa Estação Oriente (Interface) circulação via Bº Coroas e Unhos
Transportes Sul do Tejo[editar | editar código-fonte]
- 333 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Vale da Amoreira
- 431 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Montijo
- 432 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Atalaia
- 435 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Samouco (via Montijo)
- 437 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Montijo (via São Francisco)
- 453 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ São Francisco (via Montijo)
- 562 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Setúbal (via Ponte Vasco da Gama)
- 563 Lisboa (Praça de Espanha) ⇄ Setúbal (via Ponte Vasco da Gama e Pinhal Novo)
- 565 Lisboa Estação Oriente (Interface) ⇄ Palmela (via Ponte Vasco da Gama e Pinhal Novo)
Metropolitano de Lisboa[editar | editar código-fonte]
Estação do metropolitano[editar | editar código-fonte]
História[editar | editar código-fonte]
A Gare do Oriente situa-se no lanço da Linha do Norte entre Lisboa-Santa Apolónia e o Carregado, que foi inaugurado no dia 28 de Outubro de 1856.[3]
Nos finais da Década de 1980, a operadora Caminhos de Ferro Portugueses e o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa lançaram um grande programa de modernização da Linha do Norte e dos caminhos de ferro suburbanos de Lisboa, que tinha como um dos principais objectivos melhorar as condições de serviço e de conforto nos comboios de passageiros, através da renovação e ampliação das vias férreas, instalação de novos equipamentos de sinalização e de controlo de tráfego, inauguração de novo material circulante, e construção de novas interfaces intermodais e desenvolvimento das já existentes.[4] Na Linha do Norte, as vias deveriam ser quadruplicadas[5], modificado o traçado da linha, e construída a Gare do Oriente, que deveria fazer parte do complexo da futura Exposição Mundial de 1998.[6][4] Em 1990, foi lançado o concurso para a modernização dos equipamentos de sinalização na Linha do Norte, que incluía os sinais electrónicos a serem instalados na futura Gare do Oriente.[5] Em 1994, já tinha sido lançado o concurso internacional para o projecto da Gare do Oriente[6], tendo sido escolhido o do arquitecto Santiago Calatrava, elaborado entre 1994[7] e 1995.[8] Santiago Calatrava era um arquitecto já veterano no planeamento de estações ferroviárias, tendo sido responsável pelos terminais de Lyon - Saint-Exupéry e Zurique - Stadelhofen, entre outros.[7]
A construção foi iniciada ainda pela operadora Caminhos de Ferro Portugueses, tendo sido terminada já após a criação da Rede Ferroviária Nacional.[9]
A Gare do Oriente foi inaugurada no dia 18 de Maio de 1998,[9] no âmbito da Exposição Mundial de 1998.[10]
Na altura da sua entrada em serviço, era considerada a maior estação intermodal em território nacional.[11] Destacou-se pela sua traça arrojada e elegante[9], tendo recebido o Prémio Brunel de arquitectura em 7 de Outubro de 1998, na categoria de estações grandes construídas de origem.[12]
Em 2003, foi feita a primeira viagem técnica entre a Gare do Oriente e Faro, utilizando a Ponte 25 de Abril, tendo os serviços regulares começado no mesmo ano.[13]
Imagens[editar | editar código-fonte]
Panorâmicas[editar | editar código-fonte]
Ver também[editar | editar código-fonte]
- Comboios de Portugal
- Infraestruturas de Portugal
- Transporte ferroviário em Portugal
- História do transporte ferroviário em Portugal
- Evolução do Metropolitano de Lisboa
- Lista de estações do Metropolitano de Lisboa
Referências
- ↑ «Lisboa Oriente». Comboios de Portugal. Consultado em 21 de Novembro de 2014
- ↑ «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85
- ↑ TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 2 de Março de 2018
- ↑ a b MARTINS et al 1996: 207-208
- ↑ a b MARTINS et al, 158-159
- ↑ a b LEVY, Mauricio (Julho–Agosto de 1994). «Los portugueses se centrarán en la mejora de las cercanías». Via Libre (em espanhol). 31 (367). Madrid: Fundación de los Ferrocarriles Españoles. p. 27-28. ISSN 1134-1416
- ↑ a b MENÉNDEZ, Oscar (Novembro de 1994). «Calatrava, un arquitecto de estación en estación». Via Libre (em espanhol). 31 (370). Madrid: Fundación de los Ferrocarriles Españoles. p. 80. ISSN 1134-1416
- ↑ AFONSO e ROSETA, 2005:224
- ↑ a b c REIS et al, 2006:223
- ↑ TARIFA, Alvaro (1998). «Noticias». Maquetren (em espanhol). 6 (69). Madrid: Ed. España Desconocida, s. l. p. 68-73. ISSN 1132-2063
- ↑ TAVARES, 2000:114
- ↑ VAL, Yolanda (Outubro de 1998). «Los Premios Brunel al mejor diseno ferroviario se entregan el 7 de octubre en Madrid». Via Libre (em espanhol). 35 (413). Madrid: Fundación de los Ferrocarriles Españoles. p. 16-17. ISSN 1134-1416
- ↑ REIS et al, 2006:202
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
- AFONSO, João; ROSETA, Helena (2005). IAPXX: Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal. Lisboa: Ordem dos Arquitectos. 290 páginas. ISBN 972-8897-14-6
- MARTINS, João; SOUSA, Miguel; BRION, Madalena; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas
- REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X
- TAVARES, João Fernando Cansado (2000). 100 Obras de Arquitectura Civil no Século XX: Portugal. Lisboa: Ordem dos Engenheiros. 286 páginas. ISBN 972-97231-7-6
Leitura recomendada[editar | editar código-fonte]
- Vias de Ferro - A Gestão da Infra-estrutura Ferroviária em Portugal. Lisboa: Rede Ferroviária Nacional E. P. 2006
- ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: O caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6
- JODIDIO, Philip (1998). Santiago Calatrava - Estacao do Oriente / Estacion de Oriente / Oriente Station (em espanhol). Madrid: Centralibros Hispania - Edicion y Distribucion S. A. ISBN 978-9728418588
- TZONIS, Alexander (1999). Santiago Calatrava: La Poética del Movimiento (em espanhol). [S.l.: s.n.] ISBN 9788817862288
- TZONIS, Alexander (2007). Santiago Calatrava: Obra completa (em espanhol). Madrid: Ediciones Polígrafa. ISBN 978-8434311510
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Portal das Nações Descobre a Estação do Oriente
- Site oficial da empresa Infraestruturas de Portugal
- Página com fotografias da Gare do Oriente, no sítio electrónico Railfaneurope (em inglês)
- Página sobre a Gare do Oriente, no sítio electrónico Wikimapia