Estação Ferroviária de Agualva-Cacém

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Agualva - Cacém Logos IP.png
Estação de Agualva - Cacém em 2019.
Inauguração 2 de Abril de 1887 (original)

6 de Maio de 2013 (modernização)

Linha(s) Linha de Sintra (Pk 17,343)
Linha do Oeste (Pk 17,343)
Coordenadas 38° 45′ 59,59″ N, 9° 17′ 54,97″ O
Concelho Sintra
Serviços Ferroviários Regional
Urbano
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos
CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços: BSicon uBHFq.svg Sado (CP+Soflusa)BSicon fBHFq.svg Sintra (CP)
BSicon uexBHFq.svg FertagusBSicon BHFq.svg Azambuja (CP)BSicon BHFq yellow.svg Cascais (CP)


(n) Azambuja 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Head station
Urban head station
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Station on track
Urban station on track
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Station on track
Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHFa-R"
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "cd" + Station on track
Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
Unknown route-map component "vKBHFa-BHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
Unknown route-map component "vBHF" Unknown route-map component "uBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-R"
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
Unknown route-map component "vBHF" Urban station on track Unused straight waterway
 Penteado (a)
(n) Alverca 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdKBHFa-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Moita (a)
(n) Póvoa 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "fdBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban station on track Unused straight waterway
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
Unknown route-map component "fvKBHFa-BHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Unknown route-map component "uTRAJEKT" Unused straight waterway
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "vBHF-R" Urban End station Unused straight waterway
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "vSTRgl" Unknown route-map component "KBHFeq" Unknown route-map component "uexBHF"
 Penalva (u)
(z) Marvila 
Unknown route-map component "fvSTR" Station on track Unknown route-map component "uexBHF"
 Coina (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR" Unknown route-map component "KRWl" Unknown route-map component "KRW+r" Unknown route-map component "uexBHF"
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexKBHFa-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "uexBHF-M" Unknown route-map component "BHF-R" Unknown route-map component "uexBHF"
 Pragal (u)
 
Unknown route-map component "fvSTR"
Unknown route-map component "uexSTRl" + Unknown route-map component "fvSTR+l-"
Unknown route-map component "fSTRq" + Interchange on track
Unknown route-map component "uexSTRr" + Unknown route-map component "fSTR+r"
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "fKBHFe"
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "KBHFa yellow"
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "d" Straight track Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
Unknown route-map component "fvSHI1l"
Unknown route-map component "fSHI1c3" + Unknown route-map component "fSHI1+r"
End station + Unknown route-map component "HUBaq"
Unknown route-map component "BHF yellow" + Unknown route-map component "HUBeq"
 Alcântara - Mar (c)**
(s) Amadora 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fvBHF-L" Unknown route-map component "fdBHF-R" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
Unknown route-map component "fKBHFe" + Unknown route-map component "fSHI1c1"
Unknown route-map component "fvSHI1+r" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
Unknown route-map component "fvBHF" Unknown route-map component "BHF yellow"
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
Unknown route-map component "fvKBHFe" Unknown route-map component "BHF yellow"
 São João Estoril (c)
 
Unknown route-map component "BHF yellow"
 Estoril (c)
(c) Cascais 
Unknown route-map component "KBHFaq yellow" Unknown route-map component "BHFq yellow" Unknown route-map component "STRr yellow"
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)

A Estação Ferroviária de Agualva - Cacém, originalmente denominada de Cacem, é uma interface da Linha de Sintra da rede de comboios suburbanos de Lisboa. Serve a cidade de Agualva-Cacém, no município de Sintra, em Portugal. Entrou ao serviço em 2 de Abril de 1887,[1] tendo conhecido importantes obras de expansão e modernização ao longo da sua história, incluindo a construção de um armazém de víveres na Década de 1930, e a adaptação à tracção eléctrica na Década de 1950.[2] Foi profundamente modificada durante o projecto de modernização da Linha de Sintra, que incluiu a quadruplicação da via férrea, tendo a nova estação sido inaugurada pela Rede Ferroviária Nacional em 6 de Maio de 2013.[3]Atualmente é das estações com maior número de passageiros de Lisboa e a nível nacional.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

Esta interface situa-se junto ao Largo da Estação, na localidade de Agualva-Cacém.[4]

Vias de circulação e plataformas[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, contava com 2 vias de circulação, com 273 e 297 m de comprimento; as plataformas tinham ambas 220 m de extensão e 90 cm de altura.[5]

A estação conta agora com quatro vias de circulação, devido a um modernização. No mês de Julho de 2013, estavam a ser concluídas as obras de construção do novo terminal rodoviário subterrâneo que veio substituir o terminal para o efeito situado à frente da estação.

Serviços[editar | editar código-fonte]

Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]

Urbanos de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Urbanos de Lisboa
Logo Linha Sintra.png
Sintra ↔ Oriente
Logo Linha Sintra.png
Sintra ↔ Alverca
(excepto fins-de-semana e feriados)
Logo Linha Sintra.png
Sintra ↔ Rossio
Logo Linha Sintra.png
Mira Sintra - Meleças ↔ Rossio

Regional[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Regional
R
Lisboa-Santa Apolónia ↔ Leiria

Padrão de serviços de comboio[editar | editar código-fonte]

Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Rio de Mouro
Direção Sintra
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Massamá-Barcarena
Direção Rossio / Oriente / Alverca1
Mira Sintra-Meleças
Terminal
   
Mira Sintra-Meleças
Direção Leiria / Coimbra
  CP Regional
Linha do Oeste
  Sete Rios
Direção Santa Apolónia

1Excepto fins-de-semana e feriados

Transportes urbanos[editar | editar código-fonte]

Logo vmc.png Vimeca / Lisboa Transportes[editar | editar código-fonte]

RL logo.jpg Rodoviária de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Scott.png Scotturb[editar | editar código-fonte]

Gare de Cacém, em 1887.

História[editar | editar código-fonte]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

O primeiro caminho de ferro a servir Cacém foi a Linha de Sintra do Larmanjat, um sistema ferroviário ligeiro que funcionou entre 1873[6] e 1877.[7]

Em 2 de Abril de 1887, entraram ao serviço os troços de Alcântara-Terra ao Cacém[1] e do Cacém a Sintra, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[8] O primeiro troço da Linha do Oeste, desde o Cacém até Torres Vedras, entrou ao serviço em 21 de Maio do mesmo ano, tendo sido igualmente construído pela Companhia Real[8], embora só tenha sido inaugurado no dia 25 de Maio.[9] Nos horários de 1891, surgia com a denominação de Cacem.[10]

Em 1895, a via foi duplicada entre Campolide e o Cacém.[11]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Anúncio de 1902 da Companhia Real, para bilhetes a preços reduzidos na Linha de Sintra. Esta estação aparece com a designação original, Cacem.

Décadas de 1920 e 1930[editar | editar código-fonte]

Em finais de 1922, foi concluída a renovação de via entre esta estação e Torres Vedras.[12]

Esta interface foi premiada com o quarto prémio, no concurso do ajardinamento da Linha de Sintra de 1936.[13]

Em 1937, foi projectado o armazém de víveres nesta estação, baseado num modelo do arquitecto Cottinelli Telmo.[14] Este edifício foi construído em 1938.[15]

Décadas de 1940[editar | editar código-fonte]

Em 1941, foi ampliado o armazém de víveres.[14]

Em 17 de Junho de 1948, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses organizou um comboio especial entre o Rossio e Sintra, com paragem no Cacém, para experimentar as novas carruagens Schindler.[16]

Em 24 de Abril de 1948, deu-se uma colisão entre dois comboios no Cacém; o comboio n.º 202 estava a estacionar quando foi abalroado por uma locomotiva em manobras, provocando graves prejuízos materiais.[1] Nesse mês, já estavam prontas as terraplanagens no troço entre o Cacém e Sintra, para a futura duplicação da via.[17] A via foi duplicada entre Mercês e Agualva-Cacém em 17 de Outubro de 1948,[18] tendo a linha sido totalmente duplicada em 20 de Janeiro de 1949.[19] Para este projecto, foi necessária a ampliação da Passagem Inferior do Cacém.[20]

Décadas de 1950 e 1960[editar | editar código-fonte]

Entre as Décadas de 1950 e 1960, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses executou um projecto de modernização da Linha de Sintra, que incluiu a electrificação da via e a introdução de novos sistemas de sinalização e de controlo da circulação; no caso do Cacém, foram instaladas agulhas motorizadas e encravamentos a relés do tipo Siemens DRS.[21]

Um diploma do Ministério das Comunicações, publicado no Diário do Governo n.º 294, II Série, de 21 de Dezembro de 1955, aprovou o projecto da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses para a ampliação e modificação da estação do Cacém, tendo para isso ordenado a expropriação de duas parcelas de terreno entre os quilómetros 17,262.68 e 17,393.50 da Linha do Oeste, do lado direito.[22]

Na Gazeta dos Caminhos de Ferro de 16 de Outubro de 1956, foi publicada uma nota de imprensa do presidente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, Mário de Figueiredo, onde relatou que devido a problemas com a entrega do material circulante, não seria possível fazer a inauguração da tracção eléctrica no dia 28 de Outubro, como estava planeado, e explicou como seria feita a organização dos serviços de passageiros após a electrificação da Linha de Sintra: unidades triplas fariam os comboios rápidos até Sintra, que só teriam paragens além do Cacém, completando o percurso em 29 minutos, enquanto que os omnibus, feito pelas mesmas unidades, contavam com paragens intermédias e teriam uma duração de 38 a 42 minutos.[23] Seriam também criados comboios rápidos até à Amadora e Queluz, e seriam mantidos os outros serviços mais lentos e com mais paragens.[23] Em 28 de Abril de 1957, foi inaugurada a tracção eléctrica na Linha de Sintra. [24]

Em 16 de Agosto de 1968 a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que o troço entre Cacém e Caldas da Rainha iria ser parcialmente renovado, no âmbito de um programa de remodelação de via da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[25]

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Na Década de 1990, o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa iniciou um novo programa de modernização da Linha de Sintra, que incluiu a instalação de novos sistemas de sinalização, a remodelação das estações, e a quadruplicação do troço entre Campolide e o Cacém.[26]

Em 1992, entraram ao serviço novas automotoras quádruplas eléctricas, no lanço entre Campolide e Cacém.[27]

Em 1996, estava em curso a primeira fase de execução da sinalização no lanço entre Campolide e Cacém, incluindo a via quádrupla, tendo sido seleccionada uma solução electrónica do tipo ESTW L 90.[28] Nessa altura, previa-se que as obras de quadruplicação até Cacém seriam terminadas entre 2000 e 2001.[29] Também estava prevista a construção de uma nova gare ferroviária nas Mercês, o que permitiria a criação de uma nova família de comboios com origem nesta estação, aumentando a oferta no lanço até ao Cacém.[29]

Em 2000, foram postas ao serviço automotoras de dois pisos, no percurso entre Cacém e Alverca.[30]

Antiga gare de mercadorias e armazém de víveres na Estação de Agualva - Cacém, em 2007.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em 1 de Abril de 2002, o jornal Publico noticiou que a operadora Comboios de Portugal iria repor os comboios Intercidades na Linha do Oeste no Verão, sendo uma das paragens previstas na estação do Cacém.[31]

Em 28 de Novembro de 2002, um funcionário da estação do Cacém foi assaltado, tendo sido roubadas duas malas com 150 euros e senhas de passes sociais ao montante de cerca de 65 mil euros.[32]

Modernização[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 2007, a Rede Ferroviária Nacional estava a planear a realização de obras desde Novembro daquele ano até finais de 2011, relativas à quadruplicação da Linha de Sintra entre os quilómetros 13,750 e 18,200, e à remodelação das estações do Cacém e Massamá - Barcarena.[33] No entanto, em Novembro de 2007, o início dos trabalhos já tinha sido atrasado para Janeiro de 2008, mantendo-se a previsão de Novembro de 2011 como fim das obras.[34] A intervenção na Estação Ferroviária do Cacém incluía a construção de duas passagens inferiores, uma rodoviária e outra pedonal, um silo automóvel, uma nova interface para transportes públicos, e a reorganização dos ruas de acesso à nova estação; com estas obras, esperava-se uma optimização do serviço prestado, uma maior intermodalidade entre os transportes, e o aumento das condições de segurança.[34]

Em Março de 2010, os comerciantes com estabelecimentos no Largo da Estação queixaram-se de terem sofrido grandes quebras no movimento, uma vez que o acesso à nova gare tinha deixado de se fazer por aquele lado, passando a ser realizado pela Rua Elias Garcia; previa-se que só após a conclusão das obras, em 2011, é que o Largo voltaria a ter acesso à gare.[35] No entanto, a nova estação só foi inaugurada em 6 de Maio de 2013, numa cerimónia que teve a presença do Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c NONO, Carlos (1 de Abril de 1950). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 63 (1495). p. 71-72. Consultado em 15 de Setembro de 2014 
  2. MARTINS et al, 1996:266
  3. a b «Inauguração da Estação de Agualva-Cacém». Rede Ferroviária Nacional. 6 de Maio de 2013. Consultado em 5 de Fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  4. «Agualva-Cacém». Comboios de Portugal. Consultado em 12 de Novembro de 2014 
  5. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  6. BIVAR, Carlos (1 de Maio de 1947). «A Companhia Tramway a Vapor Lisboa - Sintra (Larmanjat)» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 59 (1425). p. 89-90. Consultado em 21 de Fevereiro de 2015 
  7. «Uma estação de comboios em Vila Franca do Rosário?». Junta de Freguesia de Vila Franca do Rosário. Consultado em 5 de Fevereiro de 2017. Arquivado do original em 16 de abril de 2015  |urlmorta= e |datali= redundantes (ajuda)
  8. a b TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 3 de Março de 2014 
  9. NONO, Carlos (1 de Maio de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1473). p. 289-290. Consultado em 2 de Junho de 2014 
  10. «Horario dos comboios reaes nos dias 5 e 6» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha. 4 (89). 3 de Setembro de 1891. p. 269. Consultado em 5 de Fevereiro de 2017. Arquivado do original (PDF) em 27 de Setembro de 2015 
  11. SETTAS, Alexandre (1 de Janeiro de 1939). «Evocando o passado: Notas sôbre uma época longíqua» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1225). p. 17-18. Consultado em 3 de Março de 2014 
  12. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1234). 16 de Maio de 1939. p. 259-261. Consultado em 3 de Março de 2014 
  13. «Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1164). 16 de Junho de 1936. p. 338. Consultado em 24 de Fevereiro de 2013 
  14. a b MARTINS et al, 1996:132
  15. «O que se fez em Caminhos de Ferro em 1938-39» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 638-639. Consultado em 22 de Novembro de 2017 
  16. «Novas carruagens da C. P.» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1454). 16 de Junho de 1936. p. 385. Consultado em 25 de Março de 2014 
  17. «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1448). 16 de Abril de 1948. p. 281. Consultado em 16 de Março de 2014 
  18. TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). p. 133-140. Consultado em 16 de Março de 2014 
  19. «Novos melhoramentos ferroviários» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 61 (1467). 1 de Fevereiro de 1949. p. 123-129. Consultado em 6 de Abril de 2014 
  20. «Linhas portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1461). 1 de Novembro de 1948. p. 616. Consultado em 25 de Março de 2014 
  21. MARTINS et al, 1996:158
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  23. a b «Programa das manifestações centenárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 541-542. Consultado em 23 de Setembro de 2017 
  24. REIS et al, 2006:124
  25. «Vão melhorar os serviços da C. P.» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 81 (1928). 16 de Agosto de 1968. p. 96. Consultado em 3 de Março de 2014 
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  27. REIS et al, 2006:150
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  30. REIS et al, 2006:202
  31. CIPRIANO, Carlos (1 de Abril de 2002). «CP lança Intercidades aos fins de semana para Leiria e para a Régua». Público. 13 (4394). Lisboa: Público - Comunicação Social, S. A. p. 37. ISSN 0872-1548 
  32. «Roubados passes sociais no valor de 65 mil euros». Público. 13 (4637). Lisboa: Público - Comunicação Social, S. A. 30 de Novembro de 2002. p. 50. ISSN 0872-1548 
  33. «Principais intervenções programadas». Directório da Rede 2007 1.ª Adenda. Rede Ferroviária Nacional. 26 de Junho de 2007. p. 93-116 
  34. a b «Principais intervenções programadas». Directório da Rede 2008. Rede Ferroviária Nacional. 15 de Novembro de 2007. p. 93-107 
  35. «Agualva-Cacém: obras na estação afetam pequeno comércio». Dinheiro Digital. 3 de Março de 2010. Consultado em 16 de Setembro de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]